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terça-feira, 24 de agosto de 2021

O que a Dança Ensina? Confira os vídeos

O que a Dança Ensina?

"Reclamar do tédio é fácil, difícil é levantar da cadeira para fazer alguma coisa que nunca se fez. Pois dia desses aceitei um desafio: fiz uma aula de dança de salão. Roxa de vergonha por ter de enfrentar um professor, um espelho enorme, outros alunos e meu total despreparo. Mas a graça da coisa é esta: reconhecer-se virgem. Com soberba não se aprende nada. Entrei na academia rígida feito um membro da guarda real e saí de lá praticamente uma mulata globeleza.

Na verdade o simples prazer de dançar bastaria para justificar a prática, mas vivemos num mundo onde todos se perguntam o tempo todo: “para que serve?”. Para que serve um beijo, para que serve um ler, para que serve um pôr-do-sol? É a síndrome da utilidade. Pois bem, dançar tem sim uma serventia. A dança nos ensina a ter confiança, se é que alguém ainda se lembra o que é isso. Hoje ninguém confia, é verbo em desuso. Você não confia em desconhecidos e também em muitos dos seus conhecidos. Não confia que irão lhe ajudar, não confia que irão chegar na hora marcada, não confia seus segredos, não confia seu dinheiro.

CONFIRA O VÍDEO: DANÇANDO FORRÓ EM FAMÍLIA

Então, de repente, o que alguém pede de você? Que diga sim. Que escute atentamente a música. Que apoie seus braços em outro corpo. Que se deixe conduzir. Que não tenha vergonha. Que libere seus movimentos. Que se entregue. Qualquer um pode dançar sozinho. Aliás, deve. Meia hora por dia, quando ninguém estiver olhando, ocupe a sala, aumente o som e esqueça os vizinhos.

Mas dançar com outra pessoa, formar um par, é um ritual que exige uma espécie diferente de sintonia. Olhos nos olhos, acerto de ritmo. Hora de confiar no que o parceiro está propondo, confiar que será possível acompanhá-lo, confiar que não se está sendo ridículo nem submisso, está-se apenas criando uma forma diferente e mágica de convivência.

Se os casais hoje, dedicassem um tempinho para dançar juntos, mesmo em casa - ou principalmente em casa - muitas discussões seriam poupadas. É uma espécie de conexão silenciosa, de pacto, um outro jeito de fazer amor."

Texto: Martha Medeiros

FONTE: https://www.facebook.com/EscolaBaila/posts/1242675945785258/

CONFIRA OUTROS VÍDEOS:

1. VAMOS DANÇAR?

2. IRMÃOS DANÇAM FORRÓ AGARRADINHOS

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Mensagem

    "Todo dia eu procuro me lembrar: Dá pra escolher. Não temos controle sobre tudo, mas dá pra escolher entre ter amigos ou viver recluso, dá pra escolher entre privilegiar um amor ou ter vários casos superficiais, dá pra
    escolher entre levar a vida com bom humor ou levar a vida na ponta da faca.
    Se a escolha será acertada, aí já é outro assunto, o futuro vai dizer."
    (Martha Medeiros)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

APRENDENDO COM MARTHA MEDEIROS



Os Inimigos da Verdade


Acabo de ler um livro espetacular, Quando Nietzsche Chorou, de Irvin Yalom, que narra, em forma romance de ficção, o nascimento da psicanálise. É uma leitura inquietante e ao mesmo tempo acessível, que tem como personagem principal um dos maiores filósofos do século 19. Entre tantas frases geniais, escolhi e comento uma: "Os inimigos da verdade não são as mentiras, mas as convicções". Realmente. Nossas convicções é que impedem que a verdade se estabeleça em nossas vidas, são as convicções que nos aprisionam, nos limitam e nos segmentam por grupos, impedindo que a gente desenvolva nossa singularidade. O amor é eterno: verdade ou mentira? O amor acaba: verdade ou mentira? São convicções que só podem ser comprovadas quando vivenciadas, e podem ser vivenciadas tanto uma coisa quanto a outra: amores finitos e infinitos. Costumamos teorizar sobre o assunto, mas nossas conclusões são meros chutes, pois os amores não simpatizam nem um pouco com estatísticas e enquadramentos, cada amor é de um jeito. E seguimos nós: não sou mulher disso, não sou homem daquilo, nasci para ser mãe, não nasci para casar, eu me garanto, eu sei de tudo, aquele ali não presta, aquela outra não vale nada, só quem dá duro é que vence na vida, só os trouxas é que se matam trabalhando, não preciso de terapia, não vivo sem terapia, nasci para brilhar, tudo dá errado pra mim: e todos têm certeza do que estão dizendo - certeza absoluta. Alguém lá tem certeza do que quer que seja? Somos todos novatos na vida, cada dia é uma incógnita, podemos ser surpreendidos pelas nossas próprias reações, repensamos mil vezes sobre os mais diversos temas: as ditas "certezas" são apenas escudos que nos protegem de certas mudanças. Mudar é difícil. Crescer é penoso. Olhar para dentro de si mesmo, profundamente, é perturbador. Não somos todos iguais como damos a entender. Mas vivemos todos de um jeito muito parecido. É mais fácil se manter integrado, é mais seguro saber direitinho quem se é e o que se quer da vida. Eu nunca vou fazer isso, eu jamais terei coragem de fazer aquilo: será mesmo? Quanto medo das nossas capacidades. Melhor adotar meia dúzia de convicções, assim fica mais fácil de manter o rumo. Que pode ser o rumo da verdade, mas também da mentira.
Preto de copas (cartas)Martha MedeirosPreto de copas (cartas)

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rosália prado(rosamiga)

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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Frases de Martha Medeiros


Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.


Crescer custa, demora, esfola, mas compensa. É uma vitória secreta, sem testemunhas. O adversário somos nós mesmos.


Tudo que você pensa e sofre dentro de um abraço se dissolve.


Intimidade é você se sentir tão à vontade com outra pessoa como se estivesse sozinho.



FONTE: https://groups.google.com/forum/?fromgroups=#!topic/turmadobafometro/4I7Fua1LC_I

terça-feira, 9 de abril de 2013

O MEDO DO AMOR - Martha Medeiros‏



O MEDO DO AMOR
Martha Medeiros

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se e encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper também não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor negado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar d entro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim.
 
Um novo amor? Não. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência, mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo. 




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domingo, 2 de dezembro de 2012

Reflita


"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, 
as coisas definidas como mais ou menos. 
Um filme mais ou menos, um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo.
O que não me faz mover um músculo, o que não me faz estremecer, suar, desatinar, 
não merece fazer parte da minha biografia!"

Martha Medeiros

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Toda mulher é doida.‏


Toda mulher é doida.
Impossível não ser.
A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que,
sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar o nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais.
Uma tarefa que dá prá ocupar uma vida, não é mesmo?
Mas além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar loura e cafetina, ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca.
Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações:
exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada,delirante
Pois então.
Também é louca...
E fascina a todos !!!
Nossa insanidade tem nome
chama-se:-
Preto de copas (cartas)VONTADE DE VIVER Preto de copas (cartas)
até a Última Gota.
Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora.
E santa, fica combinado, não existe.
Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude,
que não deseje mais nada?
Você vai concordar comigo...
Só se for louca de pedra !!!

Martha Medeiros



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