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terça-feira, 27 de outubro de 2015
quinta-feira, 4 de junho de 2015
32-bits ou 64-bits: qual a diferença na prática para o seu PC?
Por Redação Olhar Digital
Você já ficou em dúvida entre instalar a versão 32-bits ou 64-bits de algum programa? Se sim, este texto pode lhe interessar. Vamos falar de qual é a diferença entre esses dois padrões, quando é possível misturá-los e qual é a melhor versão para se instalar em cada situação.
Até 2003, apenas processadores 32-bits eram compatíveis com o Windows. A AMD, no entanto, lançou naquele ano um processador 64-bits compatível com o sistema operacional. A partir dessa data, a Microsoft começou a pensar em melhorar seu software para aproveitar essa nova capacidade dos processadores.
Atualmente, a maioria dos processadores novos são 64-bits. Mas processadores 32-bits, e versões do Windows específicas para esses processadores, ainda existem, o que acaba causando confusão em alguns usuários. Saiba qual é a diferença entre eles.
Bits e código binário
Um bit é a unidade mínima de informação para computadores. Cada bit pode ser 1 ou 0. Por isso, diz-se que os computadores funcionam com códigos binários: no nível microscópico, a informação e manuseada pelos computadores na formas de trilhões de sequências de 1s e 0s.
O código binário permite escrever qualquer número inteiro, da seguinte forma: cada 1 ou 0 se refere a uma potência de 2. O primeiro, a 20; o segundo, a 21, e assim por diante. O computador vê uma sequência de dígitos, multiplica cada potência de 2 (da esquerda para direita) por 0 ou 1 e chega a um número.
A sequência 10, por exemplo (de dois bits), equivale a 2 (0x20 + 1x21). A sequência 111 tem três bits, e equivale a 7 (1x20 + 1x21 + 1x22). A sequência de 4 bits 1001 equivale ao número 9 (1x20 + 0x21 + 0x22 + 1x23). Como se pode perceber, quando mais bits você usa, mais números você consegue escrever.
Processadores
Para processadores, os termos 32-bits e 64-bits referem-se ao tamanho de seu registro. O registro de um processador é o local onde ele armazena os "endereços" dos dados que ele precisa acessar mais rapidamente para funcionar bem. Esses "endereços" são números por meio dos quais o processador pode acessar a informação de que precisa.
Processadores de 32-bits conseguem guardar um total de 232, ou 4.294.967.295 endereços diferentes. Esses endereços apontam para a memória RAM, onde as informações de que o processador precisa ficam armazenadas.
Por esse motivo, processadores de 32 bits só conseguem aproveitar, no máximo, 4GB de RAM. A máquina pode até ter mais memória instalada, mas o processador não conseguirá acessá-la, pois só consegue distribuir endereços para os primeiros 4 GB.
Processadores de 64 bits, por sua vez, conseguem guardar 264, ou 18.446.744.073.709.551.616 endereços diferentes! Por esse motivo, podem acessar muito mais RAM do que seus companheiros mais novos. Eles conseguiriam distribuir endereços para 17 bilhões de GB de RAM, mas computadores atuais raramente suportam mais que 64GB.
Além de ser capaz de acessar mais RAM, os processadores de 64-bits também conseguem acessá-la de maneira mais rápida e eficiente, o que acaba deixando o computador mais rápido também.
Sistemas operacionais
O sistema operacional é o software que diz ao computador como deve utilizar seus componentes. De certa forma, ele ensina ao computador como deve funcionar. Dessa forma, mesmo que o seu processador seja de 64-bits, ele não aproveitará esse tamanho expandido de registro se você não instalar um sistema operacional de 64-bits também!
Para saber se o seu processador é 32-bits ou 64-bits, uma série de programas podem ser utilizados, tais como Everest, CpuZ e CCleaner. São programas pequenos que podem ser baixados da internet.
Para saber se o seu Windows é 32 ou 64-bits, vá no menu iniciar, clique com o botão direito em "Computador" e selecione "Propriedades". Na janela que se abrirá, verifique, sob a aba "Sistema", a informação "Tipo de Sistema". A resposta deve estar lá.
Se o seu processador é 64-bits, é sempre melhor instalar um sistema operacional de 64-bits também, para que ele possa funcionar com o máximo de sua capacidade. Processadores de 64-bits podem rodar sistemas operacionais de 32-bits, mas só poderão acessar 4GB de RAM, e terão um desempenho inferior. Processadores de 32-bits, por sua vez, não conseguem rodar sistemas operacionais de 64-bits!
Outros programas
Alguns programas e aplicativos também já estão disponíveis em versões 32-bits e 64-bits. Uma das vantagens das versões 64-bits é que elas podem usar mais memória. Programas 32-bits podem acessar apenas uma quantidade limitada de RAM, que depende também do processador e do sistema operacional.
Um programa 64 bits, por sua vez, pode acessar muito mais RAM. Por isso, tarefas que consomem volumes muito grandes de RAM, como edição de vídeos em HD, funcionarão consideravelmente melhor em versões 64-bits.
Mas cuidado: os programas e aplicativos 64-bits só funcionarão se instalados em cima de um sistema operacional de 64-bits também! Em outras palavras, se o seu processador ou sistema operacional funcionar em 32-bits, você não conseguirá instalar a versão 64-bits do programa.
No entanto, se o seu processador e sistema operacional são 64-bits mas o programa possui apenas versão 32-bits, não tem problema. Será possível instalá-lo e utilizá-lo normalmente.
Resumindo:
Se o seu processador é 64-bits, é melhor instalar um sistema operacional 64-bits.
Um processador 64-bits suporta sistemas operacionais 32-bits (embora não funcione em plena capacidade), mas processadores 32-bits não suportam sistemas operacionais 64-bits.
Aplicativos 64-bits só funcionarão se o processador e o sistema operacional forem 64-bits também.
Não há problema em instalar aplicativos 32-bits em sistemas operacionais e processadores 64-bits.
Você pode conferir essas diferenças também em vídeo, numa reportagem produzida peloOlhar Digital.
FONTE:
OLHAR DIGITAL
| processador
(Foto: reprodução)
|
Você já ficou em dúvida entre instalar a versão 32-bits ou 64-bits de algum programa? Se sim, este texto pode lhe interessar. Vamos falar de qual é a diferença entre esses dois padrões, quando é possível misturá-los e qual é a melhor versão para se instalar em cada situação.
Até 2003, apenas processadores 32-bits eram compatíveis com o Windows. A AMD, no entanto, lançou naquele ano um processador 64-bits compatível com o sistema operacional. A partir dessa data, a Microsoft começou a pensar em melhorar seu software para aproveitar essa nova capacidade dos processadores.
Atualmente, a maioria dos processadores novos são 64-bits. Mas processadores 32-bits, e versões do Windows específicas para esses processadores, ainda existem, o que acaba causando confusão em alguns usuários. Saiba qual é a diferença entre eles.
Bits e código binário
Um bit é a unidade mínima de informação para computadores. Cada bit pode ser 1 ou 0. Por isso, diz-se que os computadores funcionam com códigos binários: no nível microscópico, a informação e manuseada pelos computadores na formas de trilhões de sequências de 1s e 0s.
O código binário permite escrever qualquer número inteiro, da seguinte forma: cada 1 ou 0 se refere a uma potência de 2. O primeiro, a 20; o segundo, a 21, e assim por diante. O computador vê uma sequência de dígitos, multiplica cada potência de 2 (da esquerda para direita) por 0 ou 1 e chega a um número.
A sequência 10, por exemplo (de dois bits), equivale a 2 (0x20 + 1x21). A sequência 111 tem três bits, e equivale a 7 (1x20 + 1x21 + 1x22). A sequência de 4 bits 1001 equivale ao número 9 (1x20 + 0x21 + 0x22 + 1x23). Como se pode perceber, quando mais bits você usa, mais números você consegue escrever.
Processadores
Para processadores, os termos 32-bits e 64-bits referem-se ao tamanho de seu registro. O registro de um processador é o local onde ele armazena os "endereços" dos dados que ele precisa acessar mais rapidamente para funcionar bem. Esses "endereços" são números por meio dos quais o processador pode acessar a informação de que precisa.
Processadores de 32-bits conseguem guardar um total de 232, ou 4.294.967.295 endereços diferentes. Esses endereços apontam para a memória RAM, onde as informações de que o processador precisa ficam armazenadas.
Por esse motivo, processadores de 32 bits só conseguem aproveitar, no máximo, 4GB de RAM. A máquina pode até ter mais memória instalada, mas o processador não conseguirá acessá-la, pois só consegue distribuir endereços para os primeiros 4 GB.
Processadores de 64 bits, por sua vez, conseguem guardar 264, ou 18.446.744.073.709.551.616 endereços diferentes! Por esse motivo, podem acessar muito mais RAM do que seus companheiros mais novos. Eles conseguiriam distribuir endereços para 17 bilhões de GB de RAM, mas computadores atuais raramente suportam mais que 64GB.
Além de ser capaz de acessar mais RAM, os processadores de 64-bits também conseguem acessá-la de maneira mais rápida e eficiente, o que acaba deixando o computador mais rápido também.
Sistemas operacionais
O sistema operacional é o software que diz ao computador como deve utilizar seus componentes. De certa forma, ele ensina ao computador como deve funcionar. Dessa forma, mesmo que o seu processador seja de 64-bits, ele não aproveitará esse tamanho expandido de registro se você não instalar um sistema operacional de 64-bits também!
Para saber se o seu processador é 32-bits ou 64-bits, uma série de programas podem ser utilizados, tais como Everest, CpuZ e CCleaner. São programas pequenos que podem ser baixados da internet.
Para saber se o seu Windows é 32 ou 64-bits, vá no menu iniciar, clique com o botão direito em "Computador" e selecione "Propriedades". Na janela que se abrirá, verifique, sob a aba "Sistema", a informação "Tipo de Sistema". A resposta deve estar lá.
Se o seu processador é 64-bits, é sempre melhor instalar um sistema operacional de 64-bits também, para que ele possa funcionar com o máximo de sua capacidade. Processadores de 64-bits podem rodar sistemas operacionais de 32-bits, mas só poderão acessar 4GB de RAM, e terão um desempenho inferior. Processadores de 32-bits, por sua vez, não conseguem rodar sistemas operacionais de 64-bits!
Outros programas
Alguns programas e aplicativos também já estão disponíveis em versões 32-bits e 64-bits. Uma das vantagens das versões 64-bits é que elas podem usar mais memória. Programas 32-bits podem acessar apenas uma quantidade limitada de RAM, que depende também do processador e do sistema operacional.
Um programa 64 bits, por sua vez, pode acessar muito mais RAM. Por isso, tarefas que consomem volumes muito grandes de RAM, como edição de vídeos em HD, funcionarão consideravelmente melhor em versões 64-bits.
Mas cuidado: os programas e aplicativos 64-bits só funcionarão se instalados em cima de um sistema operacional de 64-bits também! Em outras palavras, se o seu processador ou sistema operacional funcionar em 32-bits, você não conseguirá instalar a versão 64-bits do programa.
No entanto, se o seu processador e sistema operacional são 64-bits mas o programa possui apenas versão 32-bits, não tem problema. Será possível instalá-lo e utilizá-lo normalmente.
Resumindo:
Se o seu processador é 64-bits, é melhor instalar um sistema operacional 64-bits.
Um processador 64-bits suporta sistemas operacionais 32-bits (embora não funcione em plena capacidade), mas processadores 32-bits não suportam sistemas operacionais 64-bits.
Aplicativos 64-bits só funcionarão se o processador e o sistema operacional forem 64-bits também.
Não há problema em instalar aplicativos 32-bits em sistemas operacionais e processadores 64-bits.
Você pode conferir essas diferenças também em vídeo, numa reportagem produzida peloOlhar Digital.
OLHAR DIGITAL
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
PC ganha seu lugar na sala de estar
NETTOPS
PC ganha seu lugar na sala de estar
05.08.2013
O Tecno experimentou o mini PC da Ibyte que tem a proposta de servir como um centro de entretenimento do lar
O bom e velho computador pessoal (PC) está passando por uma fase de revisão de conceitos. Os dispositivos que antes reinavam nas mesas dos escritórios, agora ganham novos espaços, em novos formatos. Em meio a notebooks, netbooks, tablets e smartphones, também surgiu uma outra categoria: o “nettop”. Derivado do desktop, o nettop é um mini PC de mesa com design compacto e moderno que economiza espaço nos escritórios e, nos lares, pode funcionar plugado na TV, como um "media center", uma verdadeira central multimídia. Os nettops estão no mercado há um bom tempo, mas não conquistaram a mesma popularidade dos netbooks, seu irmão portátil derivado dos notebooks. No entanto, esses mini desktops apresentam características interessantes.
O Nettop tem como uma das vantagens o design compacto que economia espaço tanto em escritórios como na sala de estar, levando ao aparelho de TV todo o conteúdo de serviços online, como o Netflix Foto: Ebenezer Fontenele
Enquanto o conteúdo da internet ganha cada vez mais importância como opção de entretenimento, competindo com a programação da TV, o nettop pode se tornar a grande vedete na sala de estar. É com esse apelo de marketing que a rede de lojas cearense Ibyte traz esse produto para o mercado local, passando a produzir o equipamento em sua fábrica em Fortaleza a partir de agosto. O Tecno experimentou um modelo do aparelho, vendido pela empresa por R$ 899.
Com as dimensões de um livro, o Nettop Ibyte pode ser utilizado preso a uma base que acompanha o produto, para ficar em posição vertical na estante ao lado do aparelho de TV, ou acoplado à traseira do televisor, para uso de forma mais discreta, aparafusado a um suporte padrão Vesa (que também vem no pacote). O dispositivo traz em seu interior um processador AMD E350D de dois núcleos de 1,6 GHz com um chip gráfico Radeon HD 6310 integrado e memória RAM de 2 GB. O modelo vendido tem HD de 320 GB e Wi-Fi integrado.
Uma das vantagens do nettop está no fato de que, assim como nos desktops, o usuário pode alterar a configuração. O aparelho da Ibyte permite mudar, por exemplo, o disco rígido, trocando-o por um de maior capacidade, e expandir a memória RAM para até 8 GB.
Na parte traseira, o dispositivo conta com saídas digitais HDMI (para áudio e vídeo) e DVI (para vídeo, acompanhada de um adaptador VGA para monitores mais antigos), além de entradas para cabo de rede e para um HD externo (padrão e-Sata/USB 2.0) e uma porta USB 3.0 multiuso. Também na traseira está a antena Wi-Fi do dispositivo, que tem como vantagem não precisar de cabos para se conectar à internet. No painel frontal estão uma saída de áudio (do tipo P2), uma entrada para microfone, duas portas USB 2.0 (úteis para a conexão de um teclado e um mouse, que não fazem parte do pacote) e um leitor de cartões de memória.
Como em boa parte dos aparelhos desse tipo, sentimos a falta de um leitor de mídia ótica (DVD e Blu-ray). Este recurso fica por conta do usuário, que precisa ter um aparelho de Blu-ray em seu sistema de home-theater ou um drive externo para desfrutar de conteúdo de alta definição oferecido através dessa mídia.
Drives adicionais funcionam bem ao serem conectados às portas e-Sata ou USB 3.0 do aparelho. Na experimentação, o Nettop da Ibyte reconheceu sem problemas um HD externo multimídia de 1 terabyte da Iomega (modelo ScreenPlay Director). O ideal é conectar esse tipo de hardware à porta USB 3.0 na parte traseira do nettop, já que as duas portas USB presentes em seu painel frontal são 2.0, com uma taxa de transferência de dados (480 Mbps) dez vezes menor do que a do padrão 3.0 (5 Gbps). As duas portas frontais são mais indicadas, portanto, ao uso de acessórios como teclado, mouse ou joystick. Com o Iomega conectado à USB 3.0, o nettop reproduziu sem engasgos os filmes em alta definição presentes no drive externo.
Comandado pelo Windows 8 Single Language (que acompanha o modelo que chegará ao mercado neste mês), o mini PC dá ao usuário uma ótima experiência no acesso a conteúdo da internet. Para isso, o usuário pode baixar aplicativos de serviços de conteúdo online e rodá-los na tela da TV. Conectado via cabo HDMI a uma smart TV Samsung de 46 polegadas, o nettop precisou de ajustes de configuração para exibir sua imagem na resolução full HD do aparelho (1920 x 1080 pixels). A princípio, a imagem emitida pelo nettop nesta resolução excedia os limites da tela, deixando alguns ícones do Windows sem total visibilidade. No AMD Vision Engine Control Center, um software de configuração da AMD que presente no sistema, o usuário pode ajustar as “opções de escala” (percentual de underscan e overscan) para que tudo se encaixe com perfeição nas dimensões da tela.
Resolvidos os ajustes de configuração de tela, a nova interface do sistema operacional da Microsoft vai bem nas 46 polegadas em alta definição. A “Loja” do Windows 8 oferece alguns aplicativos cujo design diferenciado valoriza bem a experiência de uso do sistema como um centro de entretenimento do lar. Bons exemplos são os apps do serviço de filmes online Netflix e de música via streaming Deezer (ótimo para quem tem um bom equipamento de áudio integrado).
O usuário pode ainda melhorar o acesso ao seu próprio acervo digital com a instalação de programas de media center no nettop. Com um visual bem moderno, esses programas vasculham o disco rígido da máquina e permitem identificar e catalogar todo o conteúdo multimídia - filmes, fotos, músicas, etc - para torná-lo disponível na tela da TV. Com alguns cliques, o usuário tem acesso a qualquer item do seu acervo e pode reproduzi-lo na hora que quiser.
Conforto no sofá
Para quem utilizava a interface da própria smart TV para assistir a filmes e ouvir músicas, com os comandos e digitação limitados às teclas do controle remoto, poder navegar pelo mesmo conteúdo com o auxílio de mouse e teclado, no ambiente já conhecido do Windows, é realmente uma experiência gratificante. Para tornar o uso ainda mais confortável, sem sair do sofá, uma boa dica é utilizar mouse e teclado sem fios.
Outra característica positiva do nettop é o seu baixo consumo de energia. Para quem costumam deixar o PC ligado por horas e até dias fazendo downloads -, o mini PC é uma alternativa bem econômica. Enquanto um PC convencional tem consumo de cerca de 250W, o nettop testado consome 60W.
Ebenezer FonteneleEditor
O bom e velho computador pessoal (PC) está passando por uma fase de revisão de conceitos. Os dispositivos que antes reinavam nas mesas dos escritórios, agora ganham novos espaços, em novos formatos. Em meio a notebooks, netbooks, tablets e smartphones, também surgiu uma outra categoria: o “nettop”. Derivado do desktop, o nettop é um mini PC de mesa com design compacto e moderno que economiza espaço nos escritórios e, nos lares, pode funcionar plugado na TV, como um "media center", uma verdadeira central multimídia. Os nettops estão no mercado há um bom tempo, mas não conquistaram a mesma popularidade dos netbooks, seu irmão portátil derivado dos notebooks. No entanto, esses mini desktops apresentam características interessantes.
Enquanto o conteúdo da internet ganha cada vez mais importância como opção de entretenimento, competindo com a programação da TV, o nettop pode se tornar a grande vedete na sala de estar. É com esse apelo de marketing que a rede de lojas cearense Ibyte traz esse produto para o mercado local, passando a produzir o equipamento em sua fábrica em Fortaleza a partir de agosto. O Tecno experimentou um modelo do aparelho, vendido pela empresa por R$ 899.
Com as dimensões de um livro, o Nettop Ibyte pode ser utilizado preso a uma base que acompanha o produto, para ficar em posição vertical na estante ao lado do aparelho de TV, ou acoplado à traseira do televisor, para uso de forma mais discreta, aparafusado a um suporte padrão Vesa (que também vem no pacote). O dispositivo traz em seu interior um processador AMD E350D de dois núcleos de 1,6 GHz com um chip gráfico Radeon HD 6310 integrado e memória RAM de 2 GB. O modelo vendido tem HD de 320 GB e Wi-Fi integrado.
Uma das vantagens do nettop está no fato de que, assim como nos desktops, o usuário pode alterar a configuração. O aparelho da Ibyte permite mudar, por exemplo, o disco rígido, trocando-o por um de maior capacidade, e expandir a memória RAM para até 8 GB.
Na parte traseira, o dispositivo conta com saídas digitais HDMI (para áudio e vídeo) e DVI (para vídeo, acompanhada de um adaptador VGA para monitores mais antigos), além de entradas para cabo de rede e para um HD externo (padrão e-Sata/USB 2.0) e uma porta USB 3.0 multiuso. Também na traseira está a antena Wi-Fi do dispositivo, que tem como vantagem não precisar de cabos para se conectar à internet. No painel frontal estão uma saída de áudio (do tipo P2), uma entrada para microfone, duas portas USB 2.0 (úteis para a conexão de um teclado e um mouse, que não fazem parte do pacote) e um leitor de cartões de memória.
Como em boa parte dos aparelhos desse tipo, sentimos a falta de um leitor de mídia ótica (DVD e Blu-ray). Este recurso fica por conta do usuário, que precisa ter um aparelho de Blu-ray em seu sistema de home-theater ou um drive externo para desfrutar de conteúdo de alta definição oferecido através dessa mídia.
Drives adicionais funcionam bem ao serem conectados às portas e-Sata ou USB 3.0 do aparelho. Na experimentação, o Nettop da Ibyte reconheceu sem problemas um HD externo multimídia de 1 terabyte da Iomega (modelo ScreenPlay Director). O ideal é conectar esse tipo de hardware à porta USB 3.0 na parte traseira do nettop, já que as duas portas USB presentes em seu painel frontal são 2.0, com uma taxa de transferência de dados (480 Mbps) dez vezes menor do que a do padrão 3.0 (5 Gbps). As duas portas frontais são mais indicadas, portanto, ao uso de acessórios como teclado, mouse ou joystick. Com o Iomega conectado à USB 3.0, o nettop reproduziu sem engasgos os filmes em alta definição presentes no drive externo.
Comandado pelo Windows 8 Single Language (que acompanha o modelo que chegará ao mercado neste mês), o mini PC dá ao usuário uma ótima experiência no acesso a conteúdo da internet. Para isso, o usuário pode baixar aplicativos de serviços de conteúdo online e rodá-los na tela da TV. Conectado via cabo HDMI a uma smart TV Samsung de 46 polegadas, o nettop precisou de ajustes de configuração para exibir sua imagem na resolução full HD do aparelho (1920 x 1080 pixels). A princípio, a imagem emitida pelo nettop nesta resolução excedia os limites da tela, deixando alguns ícones do Windows sem total visibilidade. No AMD Vision Engine Control Center, um software de configuração da AMD que presente no sistema, o usuário pode ajustar as “opções de escala” (percentual de underscan e overscan) para que tudo se encaixe com perfeição nas dimensões da tela.
Resolvidos os ajustes de configuração de tela, a nova interface do sistema operacional da Microsoft vai bem nas 46 polegadas em alta definição. A “Loja” do Windows 8 oferece alguns aplicativos cujo design diferenciado valoriza bem a experiência de uso do sistema como um centro de entretenimento do lar. Bons exemplos são os apps do serviço de filmes online Netflix e de música via streaming Deezer (ótimo para quem tem um bom equipamento de áudio integrado).
O usuário pode ainda melhorar o acesso ao seu próprio acervo digital com a instalação de programas de media center no nettop. Com um visual bem moderno, esses programas vasculham o disco rígido da máquina e permitem identificar e catalogar todo o conteúdo multimídia - filmes, fotos, músicas, etc - para torná-lo disponível na tela da TV. Com alguns cliques, o usuário tem acesso a qualquer item do seu acervo e pode reproduzi-lo na hora que quiser.
Conforto no sofá
Para quem utilizava a interface da própria smart TV para assistir a filmes e ouvir músicas, com os comandos e digitação limitados às teclas do controle remoto, poder navegar pelo mesmo conteúdo com o auxílio de mouse e teclado, no ambiente já conhecido do Windows, é realmente uma experiência gratificante. Para tornar o uso ainda mais confortável, sem sair do sofá, uma boa dica é utilizar mouse e teclado sem fios.
Outra característica positiva do nettop é o seu baixo consumo de energia. Para quem costumam deixar o PC ligado por horas e até dias fazendo downloads -, o mini PC é uma alternativa bem econômica. Enquanto um PC convencional tem consumo de cerca de 250W, o nettop testado consome 60W.
Ebenezer FonteneleEditor
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1300195
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