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| Ministros do TSE divergiram em relação a delações (Foto: TSE/Divulgação) |
Após três dias de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, os sete ministros que julgam a chapa formada pela ex-presidente Dilma Rousseff e o presidente Michel Temer em 2014 já mostraram como pretendem votar. O ministro-relator Herman Benjamin apontou que vai pedir a cassação da chapa, ao afirmar que houve abuso de poder político e econômico durante a campanha. Apesar disso, a maioria dos ministros sinalizou o voto pela absolvição do presidente. A sessão de ontem foi suspensa sem a conclusão do voto do relator. O julgamento deve se encerrar hoje, com grande possibilidade de um placar de 4 a 3 para livrar o presidente da condenação.
O desfecho favorável a Temer – que tenta sobreviver também à crise política provocada recentemente pela delação da JBS – ficou desenhado já na sessão realizada pela manhã, quando 4 dos 7 ministros se manifestaram contra o uso dos depoimentos dos delatores da Odebrecht no processo, considerados essenciais para comprovar crimes na campanha de 2014. A exclusão das provas do processo foi defendida pelo presidente do TSE, Gilmar Mendes, e pelos ministros Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira, cuja posição, até quarta-feira, suscitava dúvida entre os advogados de defesa.
Votos encaminhados
