MODERNIZAÇÃO
Revitalização da indústria da cana é esperada para 2014
17.11.2013
A vocação dos produtores para o setor canavieiro persiste no presente e mantém crença na revitalização
A agroindústria poderá ganhar força nos próximos anos, com a reativação do setor canavieiro no Cariri. É um dos que mais contribuiu para o desenvolvimento econômico regional. A expectativa atual é que um novo ciclo da cana se refaça, a depender de incentivos do governo do Estado e novos investidores no setor. Os donos de engenho da região - que ainda resistem, com pequenas áreas de plantio para manter a demanda de fabricação de produtos como a rapadura, e um comércio com menor força que em períodos anteriores - estão esperançosos quanto à nova perspectiva de funcionamento.
Outros preferem esperar mais um pouco para ver se compensa investir num novo momento. São poucos que resistem ao tempo em relação há décadas anteriores, na manutenção dos engenhos. De 36 da última década, restam apenas quatro, funcionando de forma precária, na cidade de Barbalha.
Rudimentar
Apesar do saudosismo dos velhos engenhos, até movidos a estruturas rudimentares de madeira, a esperança se refaz no setor, com vista à modernidade que englobe novas tecnologias, e empregue muito mais o apoio das máquinas à força manual que movia a economia regional. A presença dos engenhos era comum em cidades como Crato, Barbalha, Missão Velha e Jardim, onde estava a maior parte desses espaços manufatureiros. Em Juazeiro do Norte, que não tem tradição na produção da cana, também havia 32 engenhos na década de 50, conforme o historiador J. de Figueiredo Filho. Produzia-se da rapadura à típica cachaça do brejo.