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sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Brasileiro troca carne bovina por frango, porco e ovos na pandemia

Na comparação das carnes, a de frango seguiu como a mais buscada pelos brasileiros. Ao subir 6,5%, o consumo por pessoa aumentou de 42,8 quilos em 2019 para 45,6 quilos em 2021, segundo a Abras.

POR NOTÍCIAS AO MINUTOFOLHAPRESS) - Com a perda do poder de compra, o brasileiro substituiu a carne bovina por opções de proteína animal mais baratas na pandemia, sinalizam dados divulgados nesta quinta-feira (13) pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados).

Segundo a entidade, o consumo per capita (por pessoa) de carne bovina teve queda de 9,2% de 2019, no pré-crise, para 2021. No mesmo período, houve alta no consumo de ovos (10,9%), carne suína (9,2%) e frango (6,5%).

Para Marcio Milan, vice-presidente da Abras, a situação pode ser associada à carestia da carne bovina. "O preço da carne subiu, o consumidor estava com renda mais restrita, a inflação estava em dois dígitos. O consumidor fez essa substituição", afirmou.

Conforme a Abras, a partir das trocas no cardápio, o consumo per capita de proteína animal subiu em torno de 3,6% de 2019 para 2021. O indicador aumentou de 126,7 quilos para 131,1 quilos. O cálculo envolve carne bovina, suína, frango, peixes e ovos. "Ele [consumidor] não deixou de consumir proteínas, inclusive aumentou o consumo", disse Milan.

Na comparação das carnes, a de frango seguiu como a mais buscada pelos brasileiros. Ao subir 6,5%, o consumo por pessoa aumentou de 42,8 quilos em 2019 para 45,6 quilos em 2021, segundo a Abras.

O consumo per capita de carne bovina, ao recuar 9,2% no mesmo período, passou de 30,6 quilos para 27,8 quilos.

A carne suína veio depois, mesmo com a alta de 9,2%. O consumo per capita pulou de 15,3 quilos para 16,7 quilos. Já a demanda por peixe passou de 10,4 quilos por pessoa para 10,5 quilos de 2019 para 2021.

Um levantamento recente feito pela consultoria Shopper Experience a pedido da Apas (Associação Paulista de Supermercados) indicou que a carne é um dos itens que os consumidores desejam comprar nas promoções da Black Friday, em novembro, nos supermercados.

Em agosto, uma pesquisa da Asserj (Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro) também havia sinalizado a intenção de retomada do consumo de parte da população.

De acordo com esse estudo, a carne bovina e o leite foram os principais produtos que beneficiários do Auxílio Brasil deixaram de comprar e pretendiam voltar a consumir a partir do aumento do benefício para R$ 600.

Durante a pandemia, a inflação e a perda de renda levaram brasileiros a formarem filas em busca de doações de ossos de boi.

Em 2020, primeiro ano da crise sanitária, o grupo das carnes no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou alta de 17,97%, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A alta reflete a variação de cortes de gado, além de carneiro e porco.

Em 2021, a inflação do grupo desacelerou para 8,45%. No acumulado de 2022, até setembro, a alta das carnes é mais modesta, de 1,27%.

FONTEhttps://www.noticiasaominuto.com.br/economia/1955011/brasileiro-troca-carne-bovina-por-frango-porco-e-ovos-na-pandemia

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Preço da carne vai recuar em 2020, mas será maior do que o registrado até setembro, dizem frigoríficos

Associação diz que haverá um "ponto de equilíbrio" no valor da carne bovina a partir do ano que vem, com apetite chinês estabilizado, mas ainda em um patamar elevado.
Preço da carne bovina registra alta e inibe consumidores
 — Foto: Reprodução/EPTV
A associação que representa os frigoríficos exportadores de carne bovina (Abiec) disse nesta terça-feira (9) que os preços da proteína no mercado brasileiro em 2020 devem diminuir em relação a outubro e novembro, mas seguirá mais cara em relação aos meses entre janeiro e setembro.


“Eu acho que (na média) nós não vamos retroagir nos preços da arroba e nem no preço de carne. Não vai ficar nos patamares do momento de oscilação maior (outubro e novembro), mas não vai voltar aos preços ortodoxos de antes. Vai encontrar um ponto de equilíbrio”, disse o presidente da Abiec, Antônio Camardelli, durante coletiva em São Paulo.

A associação afirma que, para 2019, 25% da produção brasileira de carne bovina será vendida ao exterior, uma situação inédita no setor. A média histórica está entre 20% e 22%. Com o resultado, 75% do que foi produzido ficou no mercado interno.

Exportações recordes

Segundo a associação, as exportações serão recordes em 2019. Com dados preliminares para dezembro, a venda de carne de boi para o exterior deve chegar a 1,82 milhão de toneladas, alta de 11,7% em relação a 2018. Em receita, o valor alcança US$ 7,45 bilhões (+13,3%).
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

6 passos para escolher a carne certa no mercado

© iStock

Confira truques rápidos para acertar na escolha da carne e levar para casa um alimento fresco e com garantia de origem

A carne bovina é um item sempre presente na lista de compras e na mesa dos brasileiros. Apesar disso, muitos ainda têm dúvidas na hora de escolher a carne no supermercado ou açougue. Como escolher a peça mais fresca? A carne vermelhinha é a melhor? Como saber se a carne foi aprovada pelo Ministério da Agricultura?

Para acabar com qualquer dúvida, o chef e pesquisador Guga Rocha, embaixador da Academia da Carne Friboi, ensina alguns truques rápidos para acertar na escolha da carne e levar para casa um alimento fresco e com garantia de origem.
6 passos para identificar o produto adequado para o consumo:
1. Etiqueta interna
O primeiro passo para escolher uma carne de qualidade é checar as informações da etiqueta interna do produto. Nessa etiqueta você encontra as datas de produção e validade, a temperatura em que o produto deve ser mantido (resfriado ou congelado), endereço da fábrica em que foi produzido e o selo do SIF (serviço de inspeção federal).
2. Selo SIF
O Selo SIF – Serviço de Inspeção Federal – assegura que o produto foi inspecionado pelos fiscais e agentes do Ministério da Agricultura e está apto para consumo. Por isso é sempre imprescindível que a carne tenha essa identificação na etiqueta interna. Caso o produto tenha sido manipulado pelo açougueiro, peça para que ele mostre a etiqueta do produto que foi porcionado ou manipulado.
3. Embalagem a vácuo
Dê preferência aos cortes embalados a vácuo. Assim você tem a certeza de que o produto traz a garantia, a segurança e a qualidade do fabricante. Além disso, a embalagem a vácuo ainda ajuda a manter o frescor da carne, já que todo o ar é retirado logo após a produção, evitando assim a oxidação da peça. Ao abrir a embalagem, as carnes normalmente apresentam um odor mais forte, que se dá pela ausência de oxigênio na embalagem, mas isso não significa que a carne está estragada! Em poucos minutos, o cheiro desaparece e a coloração volta ao normal.
4. Carnes resfriadas
Dê preferência às carnes resfriadas, comercializadas in natura. Essas peças não têm a adição de qualquer produto químico ou conservante.
5. Coloração da carne
A cor da carne é um item importante para definir se o produto está bom para consumo, mas não é o único. Uma cor vermelhinha não deve ser o único fato observado na hora da compra, até porque os cortes embalados a vácuo ficam um pouco mais escuros pela falta de ar da embalagem, mas, assim que abertos, retomam a cor normal. Para escolher a carne ideal, associe essas informações com os dados de data de produção, data de validade e aspecto sensorial como o odor.
6. Temperatura da gôndola
Os supermercados e açougues são imprescindíveis para o processo de qualidade da carne para o consumidor. A fim de garantir um alimento adequado para consumo, é importante e necessário que a temperatura da gôndola esteja adequada. Para saber se a carne está armazenada de forma correta, basta verificar a temperatura indicada pelo fabricante na etiqueta interna e a do termostato da gôndola.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Consumo de carne bovina no Brasil cai 7,5% em 2016

© Reuters

Segundo o governo, nos últimos dez anos, queda foi de 30,7%

O consumo per capita de carne bovina caiu 7,5% este ano quando comparado a 2015, segundo dados do governo federal.

De acordo com o colunista Lauro Jardim, de O Globo, nos últimos dez anos, queda foi de 30,7%.
Apesar da desaceleração, o Ministério da Agricultura mantém a perspectiva de que, até 2020, a produção nacional de carnes supra 44,5% do mercado mundial.
Já a carne de frango terá 48,1% das exportações mundiais e a participação da carne suína será de 14,2%.
Essas estimativas indicam que o Brasil pode manter posição de primeiro exportador mundial de carnes bovina e de frango.
FONTE: Notícias ao Minuto

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