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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Eleições de 2016 podem ser realizadas com cédulas de papel

Política

Votação

Por falta de dinheiro, Justiça Eleitoral admite a possibilidade de não utilizar urnas eletrônicas

por Marcelo Pellegrini 

urnas-eletronicas
Antonio Cruz/ Agência Brasil -  Lacração de urnas eletrônicas em Brasília para as últimas eleições, em 2014
O contingenciamento orçamentário divulgado na sexta-feira 27 pelo governo federal pode fazer com que as eleições municipais de 2016 sejam realizadas manualmente, com voto em cédulas e sem o uso de urnas eletrônicas.
A informação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira 30 e foi confirmada a CartaCapital pela assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que trata a medida como “uma possibilidade”. Na semana passada, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Dias Toffoli, já havia procurado o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, para expor a preocupação diante da medida do Executivo.
Para a Justiça Eleitoral, o contingenciamento é de 428,9 milhões de reais. Esse bloqueio, segundo Toffoli, compromete severamente vários projetos do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), como a aquisição de urnas eletrônicas, com licitação já em curso e de imprescindível contratação até o fim do mês de dezembro. A compra das novas urnas está estimada em 200 milhões de reais.
A Justiça Eleitoral ainda trata o voto em cédulas como uma possibilidade porque o contingenciamento pode não ser definitivo. A medida anunciada pelo Planalto pode ser revista caso o governo consiga organizar suas contas. “Desfeitas as circunstâncias pelas quais a gente tinha contingenciado, a gente levanta o contingenciamento”, disse o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em recente entrevista ao Estado de S.Paulo.
Contudo, se o bloqueio se concretizar, a compra de novas urnas será inviável, o que obrigará o TSE a realizar as eleições de 2016 por meio de cédulas de papel. Desde 2000, as eleições são realizadas eletronicamente.
Segundo a nota emitida pelo TSE, nesta segunda-feira 30, "a demora ou a não conclusão do procedimento licitatório causará dano irreversível e irreparável à Justiça Eleitoral". O órgão defende que "não há dúvida que o interesse público envolvido há que prevalecer, ante a iminente ameaça de grave lesão à ordem, por comprometer as Eleições Eletrônicas Municipais de 2016".
Publicada na página 145 do DOU, a medida, expressa no artigo 2º da Portaria Conjunta nº 3 diz que "o contingenciamento imposto à Justiça Eleitoral inviabilizará as eleições de 2016 por meio eletrônico". A portaria conjunta é assinada pelos presidentes dos Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Superior Tribunal Militar (STM), Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) e seus respectivos conselhos.
Segundo o contingenciamento anunciado pelo governo, ficam indisponíveis para empenho e movimentação financeira um total de 1,7 bilhão de reais para o Judiciário, composto pelo STF (R$ 53,2 milhões), STJ (R$ 73,3 milhões), Justiça Federal (R$ 555 milhões), Justiça Militar da União (R$ 14,9 milhões), Justiça Eleitoral (R$ 428,9 milhões), Justiça do Trabalho (R$ 423 milhões), Justiça do DF (R$ 63 milhões) e Conselho Nacional de Justiça (R$ 131 milhões).

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FONTE: Carta Capital

terça-feira, 19 de maio de 2015

Deputados se articulam para eleições de 2016

CANDIDATOS A PREFEITO

19.05.2015

Parlamentares devem aproveitar visibilidade da Assembleia para disputar prefeituras no próximo ano


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Nos bastidores da Assembleia Legislativa, deputados estaduais já têm sondado as possibilidades no cenário político do próximo ano
FOTO: JOSÉ LEOMAR
Faltando menos de um ano e meio para as eleições de 2016, as discussões sobre o próximo pleito já estão sendo pautadas nos bastidores da Assembleia Legislativa. Entre um pronunciamento e outro, deputados debatem reservadamente possibilidades para a disputa eleitoral que se avizinha. Pelo menos oito parlamentares podem se candidatar a prefeito no próximo ano.
Na terça-feira passada, Carlomano Marques (PMDB), Silvana Oliveira (PMDB), Renato Roseno (PSOL), Fernanda Pessoa (PR) e Wagner Sousa (PR) discutiam, no próprio Plenário 13 de Maio, as possibilidades mais visíveis para as eleições municipais. Também na semana que passou, dirigentes do PSDB, PP, PPS e PROS tiveram na Casa para tentar costurar prováveis alianças.
O presidente do PSDB cearense, Luiz Pontes, foi à Assembleia, onde conversou por quase dez minutos com o deputado Tomaz Holanda, possível candidato do PPS para a Prefeitura de Quixeramobim. No encontro, o tucano chegou a convidar Holanda para aderir ao seu partido, mas o parlamentar declinou do convite.

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