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terça-feira, 8 de junho de 2021

MEC lança plataforma online de conteúdo audiovisual

Eduplay permite acesso a conteúdos relacionados ao ensino superior

POR AGÊNCIA BRASIL - O Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) lançou nesta segunda-feira (7) uma plataforma universitária de conteúdo audiovisual, o Eduplay. A ferramenta permite o acesso a transmissões ao vivo, programas de televisão, canais exclusivos, videoaulas, rádios e podcasts.

O novo serviço permite o acesso gratuito e prático a conteúdos exclusivos relacionados ao ensino, pesquisa e extensão direcionados ao ensino superior no país. Segundo o Ministério da Educação, o Eduplay foi desenvolvido para atender especificamente aos estudantes universitários, professores e pesquisadores que utilizam esse tipo de tecnologia para estudo e trabalho.

A plataforma não tem propagandas comerciais e permite a segurança do conteúdo postado na rede, e a realização de aulas ao vivo e que podem ser gravadas por meio da integração com o Moodle e com a Conferência Web da RNP. De acordo com o MEC, os conteúdos estarão abertos para toda sociedade.

Conheça o Eduplay.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2021-06/mec-lanca-plataforma-online-de-conteudo-audiovisual

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Pela primeira vez, negros são maioria no ensino superior público

Segundo o IBGE, as matrículas de pretos e pardos somam 50,3%
Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A proporção de pessoas pretas ou pardas (que compõem a população negra) cursando o ensino superior em instituições públicas brasileiras chegou a 50,3% em 2018. Apesar desta parcela da população representar 55,8% dos brasileiros, é a primeira vez que os pretos e pardos ultrapassam a metade das matrículas em universidades e faculdades públicas.

Os dados estão no informativo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, divulgado hoje (13), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A comparação foi feita com as informações do suplemento de educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio - Contínua (Pnad Contínua), que começou a ser aplicado em 2016.

A pesquisa mostra que a população negra está melhorando seus índices educacionais, tanto de acesso como de permanência, apesar de ainda se manter bem atrás dos índices medidos entre as pessoas brancas.

A proporção de jovens de 18 a 24 anos pretos ou pardos no ensino superior passou de 50,5% em 2016 para 55,6% em 2018. Entre os brancos, a proporção é de 78,8%. Na mesma faixa etária, o número de pretos e pardos com menos de 11 anos de estudo e que não estavam frequentando a escola caiu de 30,8% em 2016 para 28,8% em 2018, enquanto o indicador para a população branca é de 17,4%.

Outros percentuais

Os que já haviam concluído o ensino superior somavam 36,1% dos brancos e 18,3% dos pretos e pardos, enquanto a taxa de ingresso no terceiro grau é de 53,2% entre os brancos e de 35,4% entre pretos e pardos. Na faixa de 18 a 24 anos que concluiu o ensino médio, mas que não estava estudando por trabalhar ou precisar procurar trabalho, 61,8% eram pretos ou pardos.

A taxa de analfabetismo para pessoas acima de 15 anos, entre pretos e pardos caiu de 9,8% em 2016 para 9,1% em 2018. Entre os brancos, a taxa é de 3,9%. Na frequência à creche ou escola, crianças pretas ou pardas de até 5 anos passaram de 49,1% para 53%, enquanto 55,8% das crianças brancas estão nessa etapa da educação. Nos anos iniciais do ensino fundamental, para crianças de 6 a 10 anos, não há diferença significativa, com 96,5% das brancas e 95,8% das pretas ou pardas frequentando a escola.

A analista de indicadores sociais do IBGE Luanda Botelho disse que a melhora das estatísticas é reflexo de políticas públicas que proporcionaram o acesso e permanências da população preta e parda na rede de ensino.

“O estudo mostra para a gente que para todos os indicadores educacionais há uma trajetória de melhora desde 2016. Isso se reflete em menor atraso escolar, mais pessoas pretas ou pardas frequentando a escola na etapa de ensino adequada para a idade, menor abandono escolar, mais pessoas pretas ou pardas concluindo o ensino médio e ingressando no ensino superior”, afirmou.

Os rendimentos de pretos e pardos se mantêm abaixo do segmento de brancos. O rendimento médio mensal entre brancos é de R$ 2.796 e entre pretos e pardos cai para R$ 1.608, uma diferença de 73,9%. Na comparação apenas entre quem tem curso superior, os bancos ganhavam por hora 45% a mais do que os pretos e pardos.

Para o pesquisador do IBGE Claudio Crespo, a melhora nos indicadores dos negros é relevante, mas como a desigualdade é histórica e estrutural, os ganhos para a população preta ou parda só aparecem com organização e mobilização social e políticas públicas direcionadas.

“A intervenção de políticas públicas é um fator essencial para a redução dessa desigualdade. Onde há avanços percebidos, apesar da distância que ainda reside, são espaços em que houve intervenção de políticas públicas e também organização do movimento social para a conquista de uma sociedade mais igualitária. Como as cotas para acesso ao nível superior”, explicou.

Representação política

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domingo, 27 de outubro de 2013

Cadeirante supera desafio e ingressa no ensino superior

CENTRO-SUL

Cadeirante supera desafio e ingressa no ensino superior

27.10.2013

Medalhista em torneios de Matemática é exemplo de determinação para familiares e amigos
Cedro. O estudante Ricardo Oliveira, 24 anos, cadeirante, portador de amiotrofia espinhal e colecionador de quatro medalhas de ouro e uma de prata na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), há três meses realiza um novo sonho: cursar o ensino superior. O aluno campeão é um exemplo de superação e um incansável batalhador, apesar de enormes dificuldades que a vida lhe impõe.

Ricardo Oliveira realiza o sonho de ingressar numa faculdade Fotos: Honório Barbosa

Matriculado no curso de Mecatrônica Industrial, no campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE) nesta cidade, na região Centro-Sul do Ceará, Ricardo Oliveira vivencia uma nova etapa nos estudos e já quer se preparar para um curso de mestrado em Matemática. A sua história de vida é um exemplo para tantos outros que têm condições de estudar, mas não valorizam a oportunidade.

Ricardo Oliveira ficou conhecido nacionalmente quando em 2006, recebeu a terceira medalha de ouro da 4ª Obmep, no Rio de Janeiro, das mãos do então presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. O fato repercutiu em todo o país e despertou a atenção da mídia regional e das autoridades do município de Várzea Alegre para a história de vida do medalhista.

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