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domingo, 16 de fevereiro de 2020

Médico é preso suspeito de cometer violência sexual contra paciente, no interior do Ceará

Caso aconteceu na Unidade de Pronto-Atendimento de Baturité, nesta sexta.
Médico teria praticado violência sexual contra um
 paciente em UPA de Baturité, no interior do Ceará.
— Foto: Reprodução/GoogleMaps
Um médico plantonista da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Baturité, no interior do Ceará, foi preso em flagrante, nesta sexta-feira (14), suspeito de cometer violência sexual contra um paciente.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSPDS), a princípio a composição policial foi chamada à unidade de saúde para uma ocorrência de desacato de um paciente contra o médico.

Contudo, ao chegaram ao local, os agentes de segurança foram informados pelo paciente de que sofrera abuso sexual cometido pelo médico durante o atendimento. Ambos foram levados à delegacia do município, onde o profissional da saúde foi autuado em flagrante por violação sexual mediante fraude. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

LEIA MAIS EM:Secretário de Saúde de Baturité denuncia médico que é preso e demitido por assédio

O secretário de Saúde de Baturité, Marcos Antônio, chegou a publicar um vídeo em redes sociais a respeito do caso, alegando que o médico foi demitido.

"Qualquer profissional que trabalhe nessa unidade e que venha cometer atos que não correspondam à boa conduta de um profissional da área da saúde, nós iremos tomar as providências que nós tomamos hoje. Nós demitimos um médico. Ele foi preso e todas as providências judiciais foram tomadas na delegacia, com apoio nosso à família que foi afetada, e que isso sirva de exemplo pra todos os outros profissionais que trabalham no município e em outras localidades", disse.
POR G1 CE

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Brasileira é vítima de violência sexual em voo para Londres

Assédio
Juliana Holanda, 33 anos, tentou pedir ajuda à tripulação que alegou que só poderia tomar uma atitude caso houvesse testemunhas
Brasileira é vítima de violência sexual em voo para Londres
Reprodução / Arquivo Pessoal
JUSTIÇA

No início desta semana, a jornalista Juliana Holanda, 33 anos, decidiu tornar pública a violência sexual que sofreu dentro de um avião da empresa Ethiopian Airlines, informa o UOL.

"Passei alguns dias até ter coragem de escrever esta história. Sei que é muita exposição, mas é um absurdo que as mulheres continuem sendo tratadas desta forma em pleno século 21. Até quando seremos silenciadas diante de abusos e de agressores?". Escreveu em um relato publicado em seu perfil no Facebook, sobre o que ocorreu no dia 3 de julho deste ano.

De acordo com a publicação, a pernambucana viajava de Natal, onde mora, para Londres (Inglaterra), para participar de um curso de qualificação profissional. A violência aconteceu, segundo ela, no voo ET 700 que saiu de Addis Ababa (Etiópia) em direção à capital inglesa.

"Eu estava viajando há mais de 24 horas e, apesar de cansada, não consegui dormir no voo. Fiquei apenas de olhos fechados, escutando música. Foi a minha sorte. Eu estava na poltrona da janela. Algumas horas após a decolagem, as luzes estavam apagadas. O homem que estava ao meu lado começou a se masturbar virado para a minha direção. Notei o movimento da cadeira e abri os olhos sem acreditar no que estava acontecendo. Nesse momento, ele estava tentando pegar em mim", relata.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Coleta de provas de violência sexual poderá ser feita nos serviços de saúde

SAÚDE
Dados do governo indicam que o país conta com 402 serviços de atenção às pessoas em situação de violência sexual

Agência Brasil
O governo federal anunciou nesta quarta-feira (25) novas diretrizes para a organização e a integração do atendimento às vítimas de violência sexual por profissionais de segurança pública e do Sistema Único de Saúde (SUS).
A ideia é que o registro de informações e a coleta de prova passem a ser feitos durante o atendimento prestado em unidades de saúde às vítimas de violência sexual. Desta forma, o exame não será feito mais de forma exclusiva por unidades do Instituto Médico-Legal.
(Foto: Elza Fiúza/ ABr)
De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o objetivo do governo é tornar o atendimento mais humanizado, de modo a reduzir a exposição da pessoa que sofreu a violência, evitando que a vítima seja submetida a diversos procedimentos.
"Uma vez a mulher fazendo a denúncia ou o boletim de ocorrência e necessitando desses materiais, dessas informações, não há necessidade de se repetir o exame e submeter aquela mulher aos mesmos procedimentos", explicou.
Chioro destacou, entretanto, que a pasta ainda precisa habilitar os serviços de atenção a mulheres vítimas de violência, fazer a formação dos profissionais de saúde e estabelecer as normas técnicas que vão disciplinar como serão feitos o atendimento, a coleta e o armazenamento de vestígios.
"Queremos construir uma maneira em que a mulher possa ser atendida com mais acolhimento, de uma forma mais integrada entre as áreas da saúde e da segurança pública em benefício de quem é vítima de violência", disse Chioro.
Atualmente, seis estados oferecem esse tipo de serviço por meio de pactuação local: Amazonas, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Dados do governo indicam que o país conta com 402 serviços de atenção às pessoas em situação de violência sexual. Desses, 131 não fornecem atendimento 24 horas por dia.
A secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, ressaltou que a análise dos vestígios em casos de violência sexual continuará sendo feita por um perito do Instituto Médico-Legal. "O que vamos ter é uma maior capilaridade na coleta de vestígios", afirmou. "O que nós queremos é não revitimizar e humanizar esse atendimento."
Para a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, o principal destaque das medidas anunciadas consiste na articulação entre as pastas para que as vítimas de violência sexual tenham mais celeridade na resolução de seus problemas.
"O que propomos é a articulação das atribuições em prol de um atendimento de qualidade para as mulheres, construindo e reforçando essa cadeia [de atendimento], tão necessária em casos de violência sexual", Eleonora.
FONTE: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/coleta-de-provas-de-violencia-sexual-podera-ser-feita-nos-servicos-de-saude/

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