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quinta-feira, 8 de março de 2012

Casal tenta várias vezes ter um filho e termina com sete filhas na Paraíba

Sonho do caminhoneiro João Avelino era ter um filho, mas teve 7 filhas.
Apesar disso, hoje o pai agradece por estar cercado de mulheres.

Caminhoneiro tem sete filhas na Paraíba (Foto: Arquivo pessoal) 
Os pais das sete filhas (Foto: Arquivo pessoal)
O sonho de João Avelino Barbosa era ter pelo menos um filho do sexo masculino e compartilhar histórias e situações vividas por ele quando criança. E foi em busca deste sonho que o caminhoneiro paraibano, de 76 anos, acabou formando uma família composta por oito mulheres. Em oito tentativas de ter um menino, seu João se viu diante de oito meninas, uma delas morreu ainda bebê. Situação que hoje, segundo relata a última tentativa do caminhoneiro, a universitária Rani Barbosa de 26 anos, ele agradece todos os dias.
“Ele é muito tímido, não costuma demonstrar sentimentos, mas quando bebe e fica um pouquinho 'alto' se abraça com todas as filhas e diz que o maior bem que recebeu na vida foi ter somente mulheres como filhas”, entrega Rani.
Segundo ela, hoje ele acredita que, estando constamente distante da família por conta do trabalho, a possibilidade de um filho homem tomar rumos incertos na vida, como o envolvimento com drogas, poderia ter sido maior. Mesmo satisfeito em ser minoria em sua casa, seu João não nega a falta que sente de comentar ou compartilhar assuntos de interesse comum entre os homens.
A alternativa encontrada foi escolher umas das filhas para suprir a “necessidade” de falar sobre caminhões, futebol e política, por exemplo. A filha mais velha do casal, Maria Rejane, de 46 anos, foi quem se dispôs a ter estas conversa com ele sobre assuntos normalmente relegados pelo sexo feminino. Rani comenta que a família inteira brinca afirmando que Maria Rejane deveria ter sido o menino tão desejado pelo pai.
Declaradamente feliz ao lado das mulheres de sua vida, seu João teve seu desejo de compartilhar suas lembranças finalmente realizado, agora com seus netos. Segundo as filhas, mesmo dizendo que ama todos os oito netos da mesma maneira, ele dá mais atenção aos cinco meninos da família.
“Ele abraça e beija todos os netos, numa demonstração de carinho que eu, como filha, não tinha visto com tanta frequência. Apesar do carinho, ele sempre reúne os cinco netinhos e vai até jogar futebol com eles, talvez tentar fazer o que não conseguia fazer quando éramos menores”, completa Rani.
A Casa das 9 Mulheres
Quando a última filha do casal nasceu, em meados de 1986, moravam ao todo numa então pequena casa do bairro de Tambaí no município de Bayeux, região metropolitana de João Pessoa, dez pessoas, dessas, nove eram mulheres. Além de seu João, único representante do time masculino, viviam no mesmo teto suas sete filhas, uma delas morreu ainda bebê, sua mulher e sua cunhada. Com seu João trabalhando estrada afora, a responsabilidade de manter o lar era das mulheres.
Paraibano tem sete filhas na tentativa de ter um filho. Da esquerda para direita Maria da Conceição (filha), Renatha (neta), Rita de Cássia (filha), Maria Luiza (neta), Maria Renata (filha), Maria Rogéria (filha), João Avelino (pai), Maria Rejane (filha), (Foto: Arquivo pessoal)Da esquerda para direita Maria da Conceição (filha), Renatha (neta), Rita de Cássia (filha), Maria Luiza (neta), Maria Renata (filha), Maria Rogéria (filha), João Avelino (pai), Maria Rejane (filha), (Foto: Arquivo pessoal)
Rani Barbosa, a caçula da casa, lembra que a convivência era complicada. “Era muito pequena, mas lembro que eram três beliches em um quarto apertado, meu pai nesta época viajava para estados mais distantes, minha mãe não conseguia dar conta de todas as filhas então as mais velhas ajudavam as mais novas. Minha tia também nos ajudou bastante”, conta. A diferença entre a filha mais velha e a mais nova é de 20 anos.
Quatro anos depois do nascimento de Rani, a primeira irmã se casou e saiu de casa. A partir daí, o número de mulheres na casa foi diminuindo até sobrarem apenas quatro. Mesmo com a distância, os anos em que passaram juntas serviu pra unir as irmãs, segundo a caçula da família.
“Mesmo distantes umas das outras, sempre nos reunimos nos finais de semana para conversar. A nossa união é tanta que fazemos até um debate entre as irmãs para falar de planos pessoais, relacionamentos e até de compras. Não conseguimos passar muito tempo longe umas das outras”, relata Rani.

 

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