POR CEARÁ AGORA - A inflação caiu ao seu nível mais baixo em 20 anos em 2017, mas, no bolso do brasileiro, os preços ainda pesam, e a sensação é de uma piora na qualidade de vida. Apesar da desaceleração do IPCA (índice oficial de inflação), o consumidor, ao fazer as compras de mês, tem a impressão de que tudo está mais caro. Essa percepção existe, principalmente, porque o desemprego alto mantém o orçamento de muitas famílias apertado, e a cesta de consumo varia de lar para lar.
Como alguns preços ainda se mantêm nas alturas — caso de combustíveis, planos de saúde e escola particular —, quem tem esse tipo de gasto não sente o alívio. E a queda de 5% nos preços dos alimentos consumidos em casa, que abocanham um quarto do orçamento das famílias, nem de longe compensa a alta de 23,5% acumulada nos dois anos anteriores.
— Vivemos um desemprego muito grande. Há pouca renda disponível. Apesar dos preços menores, isso torna o consumo impossível. Para o bolso dessas pessoas, a sensação é que tudo está mais caro. Tem gente com dificuldade de comprar o básico — observa André Braz, economista do Ibre/FGV.
