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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Especialistas destacam importância de se ter reserva financeira

 Pandemia mostra que podemos viver gastando menos, diz economista

POR AGÊNCIA BRASIL - A chegada da pandemia ao Brasil mostra a importância de se ter uma reserva financeira para enfrentar as adversidades. Com a chegada do fim do ano – e do décimo terceiro salário – o brasileiro tem a oportunidade de, com planejamento, ter mais tranquilidade em relação ao orçamento.

Diante desse contexto, a Agência Brasil consultou alguns especialistas, na busca por dicas de como conseguir montar uma reserva, mesmo em tempos de crise. Segundo eles, para isso, o primeiro e mais importante passo é pagar as dívidas que têm juros mais elevados.

“As reservas financeiras são, antes de tudo, importantes para gastos imprevistos. Por exemplo, em saúde ou no conserto do carro ou do imóvel”, afirma o economista e professor licenciado da Universidade de Brasília (UnB) Newton Marques. Especialista em educação financeira, ele sugere que, tendo um dinheirinho sobrando, as pessoas procurem, primeiro, quitar dívidas que, em função dos juros, estejam crescentes. “Quem receber o décimo terceiro salário pode utilizar da seguinte forma: pagar dívida que tem juros, consumir parte nas festas de fim de ano e guardar uma parte para gastos imprevistos em 2021”, resume.

Conselheiro da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac), Andrew Frank Storfer diz que a pandemia deixou uma lição importante para as pessoas: “todos podemos viver gastando menos”. Para ele, “existe um produto que todos deveriam comprar: a tranquilidade. Ter alguma reserva para imprevistos é sempre bom. Independentemente da pandemia, quem pode olhar para trás e dizer que não teve algum imprevisto nos últimos cinco anos? Que não teve de fazer um tratamento, comprar remédios; quem não teve geladeira ou TV quebrada? Quem não bateu um carro, ou teve de ir ao mecânico? O mesmo se pode dizer dos próximos cinco anos. Sempre há um imprevisto”, disse o conselheiro da Anefac.

Ele lembra, no entanto, que muita gente recebe salário que mal dá para suportar os gastos básicos com alimentação e moradia. Mesmo assim, sugere, é fundamental fazer esforços, pelo menos no sentido de cortar gastos, na tentativa de guardar um pouco.

“O segredo é equilibrar o desejo de gastar com algum serviço, ou de comprar alguma coisa, com a necessidade de ter reservas e, assim, tranquilidade. Neste fim de ano, presentes podem ser o primeiro gasto a ser reduzido. Ainda mais tendo em vista que há limitações para sair de casa e frequentar lojas e shoppings. Os gastos com serviços e compras do dia a dia devem sempre ser revistos. Há itens que subiram de preço e podem ser substituídos por outros. Procurar alternativas com preços mais em conta pode fazer uma diferença”, sugere o especialista.

Compras online

domingo, 17 de novembro de 2019

Com Selic em queda, poupança pode passar a render menos que a inflação

Marcello Casal/Agencia Brasil
POR AGÊNCIA BRASIL
Com a taxa básica de juros, a Selic, em queda, os rendimentos da poupança devem perder para a inflação. Isso pode acontecer porque os rendimentos da poupança são 70% da Selic, mais a Taxa Referencial (TR), que está zerada.

Atualmente, a Selic está em 5% ao ano e o Banco Central já sinalizou que a taxa deve cair em dezembro para 4,5% ao ano e encerrar 2020 nesse patamar. Com isso, os rendimentos da poupança vão passar de 3,5% para 3,15% ao ano. Já a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar 2019 em 3,31% e 2020, em 3,60%, de acordo com estimativas do mercado financeiro.

Se for considerada a previsão mensal, a inflação deve chegar a 0,36%, em novembro, e a 0,35%, em dezembro, enquanto a poupança vai render 0,29% ao mês, com a Selic em 5%, e 0,26% ao mês, se a taxa básica cair para 4,5% ao ano.
Os investidores que têm poupança antiga e não retiraram os recursos recebem rendimentos maiores. Isso porque todos os depósitos feitos até 3 de maio de 2012 rendem 0,5% ao mês (ou 6,17% ao ano), mais TR. A partir de 4 de maio de 2012, a nova regra de cálculo da poupança passou a ser 70% da Selic mais TR, sempre que a taxa estiver abaixo ou igual a 8,5% ao ano. Acima de 8,5% ao ano, o rendimento é 0,5% ao mês mais TR.
O diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, afirma que essa nova realidade de a poupança render pouco veio para ficar. “É uma realidade porque os juros vão ficar baixos. Vão cair de novo agora no mês de dezembro, possivelmente para 4,5% ao ano. Isso quer dizer que a poupança vai render 3,15% ao ano. E já começa a ser um problema porque esse rendimento deve ser menor que a inflação”, disse.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

O peso da inflação no orçamento do consumidor

Cearenses têm de absorver aumentos nas tarifas de água e esgoto, energia elétrica, combustíveis e gás de cozinha.
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O ano de 2019 tem sido de reajustes de tarifas dos serviços de primeira necessidade acima das expectativas dos cearenses. Água e esgoto, energia elétrica, gasolina e gás de cozinha se destacam.

Desde que mudou a política de preços dos produtos derivados de petróleo, a Petrobras dinamizou o modelo de reajustes e praticamente todos os dias realiza alguma modificação na oferta. Gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP), ou gás de cozinha, são os itens que impactam mais.

Em pouco mais de dois meses, o preço médio do GLP em Fortaleza saltou de R$ 73,57 para R$ 77,39, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A síntese de valores praticados nos 54 pontos de venda pesquisados revela que o cidadão pode pagar até R$ 85 por um botijão.

Já nos 101 postos de combustível pesquisados pela ANP em Fortaleza, o preço médio da gasolina saltou de R$ 4,07, no início de fevereiro, para R$ 4,58, até o último dia 13. Nesta semana, já foi possível encontrar o litro da gasolina a R$ 4,79.

O doutor em Economia e coordenador do Observatório de Políticas Públicas da Universidade Federal do Ceará (UFC), Fernando José Pires, explica que tais aumentos acabam criando uma inflação de custo.

"Se todo o sistema econômico necessita do item, o preço de todos os produtos e serviços acaba aumentando, gerando inflação. Isso afeta a sociedade em geral e, principalmente, os mais necessitados", acrescenta Fernando, que também é professor do Departamento de Teoria Econômica da UFC.

De certa forma, os fortalezenses estão habituados com as variações da Petrobras. As surpresas ficaram por conta dos ajustes das tarifas. Primeiro de água e esgoto, confirmada pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) em 15,86%, em fevereiro. E, nesta semana, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou alta de 7,39% na conta de luz dos clientes residenciais.

Acontece que todos os índices ficaram bem acima da inflação oficial do País, que fechou 2018 em 3,75%, como também da inflação na Capital, de 2,9%. Segundo o IBGE, no ano passado, Fortaleza ainda registrou deflação de 3,62% no segmento energia elétrica.

Raul dos Santos Neto é vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE) e aponta que esses aumentos acima da inflação "pesam muito no orçamento". "Pois são itens que dentro de uma renda média são muito representativos. Qualquer variação é extremamente sensível no dia a dia das pessoas".

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Veja quem será beneficiado com o novo valor do Bolsa Família de R$ 400

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Veja quem será beneficiado com o novo valor do Bolsa Família de R$ 400. O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou que os beneficiários do Bolsa Família, com mais de 60 anos, recebem, em média, R$ 130 por mês e serão beneficiados pela regra proposta na reforma de pagamento de R$ 400 por mês a partir dessa idade.

Questionado sobre a perda de renda para quem tem entre 65 e 70 anos (idade mínima a partir do qual será pago um salário mínimo no benefício de prestação continuada se a proposta do governo for aprovada), ele declarou que a ideia é não fragilizar o regime de contribuição, ou seja, desestimular as contribuições por parte dos trabalhadores.

“Isso precisa ficar claro para a sociedade. Hoje, não há nitidez entre o que é assistência e previdência. Metade da força de trabalho não contribui [para a Previdência] e terá de ser ajudada com 65 anos. Temos de ajudar, e um pacto moral; Mas não podemos ajudar a fragilizar o sistema contributivo [desestimulando contribuições]”, declarou ele.

REGRAS

O BPC está previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Para ter direito, é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar seja menor que 1/4 do salário-mínimo vigente.

Pela proposta de reforma, apresentada ao Legislativo pelo presidente Jair Bolsonaro, permanece a exigência de que os beneficiários tenham renda mensal per capita inferior a 1/4 do salário mínimo, e determina também que tenham patrimônio inferior a 98 mil (Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida).

DEFICIÊNCIA

Para as pessoas com deficiência, o governo não propôs alterar a regra – eles continuam tendo direito ao benefício de um salário mínimo sem limite de idade.

A proposta de reforma da Previdência Social do governo, entregue ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (20), determina que idosos sem meios de se sustentar terão de aguardar até os 70 anos para receber integralmente o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Atualmente, o benefício, no valor de um salário mínimo, é pago mensalmente à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que comprove não possuir meios de se sustentar, e nem de ter auxílio da família.

Bolsonaro entrega proposta de reforma da Previdência a
Rodrigo Maia (DEM-RJ) na Câmara dos Deputados
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
O governo propõe o pagamento de um valor menor, de R$ 400, a partir dos 60 anos de idade.
Se esse idoso não tiver o tempo mínimo de contribuição para se aposentar pelo regime geral ao atingir 65 anos, ele continuará recebendo R$ 400 até completar 70 anos.
A partir dos 70 anos passaria a receber um salário mínimo.
“Se ele conseguir se aposentar, sai da assistência e vai para a Previdência. Se não, aos 70 anos passa a ganhar um salário mínimo”, afirmou o secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolin.
O secretário explicou ainda que o valor de R$ 400 estará indexado à inflação, ou seja, será reajustado pela inflação.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Pelo 5º mês, inflação por faixa de renda foi menor para mais pobres, diz Ipea

A inflação verificada entre as famílias de maior
 poder aquisitivo foi quase o triplo da registrada
 pelas famílias de renda muito baixa: 0,11%
 contra 0,04%Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Por Agência BrasilAlex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apurou que, em março, a variação dos preços de bens e serviços afetou mais as famílias de maior poder aquisitivo. Pelo quinto mês consecutivo, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda foi menor para as familias mais pobres. De acordo com os dados divulgados hoje (12), a taxa verificada entre as famílias de maior poder aquisitivo foi quase o triplo da registrada pelas famílias de renda muito baixa: 0,11% contra 0,04%. Em fevereiro, a diferença havia sido ainda maior: 0,66% contra 0,08%.

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda é calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE).

Entre os dois extremos, a taxa mensal de variação da inflação acompanhou a evolução do poder aquisitivo das famílias: 0,06% entre as que têm renda baixa; 0,09% entre as famílias de renda média-baixa e de renda média; 0,10% entre as de renda média-alta e 0,11% entre as de renda alta. No mesmo período, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,09%.

São consideradas de renda muito baixa as famílias cujo orçamento de todos os integrantes totalizam menos de R$ 900. Famílias de renda baixa são aquelas que ganham entre R$ 900 e 1.350. As que dispõem de um orçamento familiar de R$ 1.350 a R$ 2.250 são consideradas de renda média-baixa. As que ganham entre R$ 2.250 a R$ 4.500, renda média. As que somam entre R$ 4.500 e R$ 9 mil estão reunidas entre as de renda média-alta e as famílias que ganham acima deste valor são consideradas de renda alta.

No acumulado do primeiro trimestre de 2018, a inflação da camada mais pobre da população aponta alta de 0,35%, enquanto o impacto da alta dos preços para as famílias de renda mais alta chegou a 1,13%. Já nos últimos 12 meses, a inflação dos lares com renda muito baixa (1,8%) é praticamente metade da apresentada pela classe mais alta (3,5%). O resultado do último mês inverte a situação verificada em março de 2017, quando a inflação foi menor quanto maior o poder aquisitivo familiar.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Inflação é a menor em 20 anos, mas percepção ainda é de peso no orçamento

POR CEARÁ AGORA - A inflação caiu ao seu nível mais baixo em 20 anos em 2017, mas, no bolso do brasileiro, os preços ainda pesam, e a sensação é de uma piora na qualidade de vida. Apesar da desaceleração do IPCA (índice oficial de inflação), o consumidor, ao fazer as compras de mês, tem a impressão de que tudo está mais caro. Essa percepção existe, principalmente, porque o desemprego alto mantém o orçamento de muitas famílias apertado, e a cesta de consumo varia de lar para lar.

Como alguns preços ainda se mantêm nas alturas — caso de combustíveis, planos de saúde e escola particular —, quem tem esse tipo de gasto não sente o alívio. E a queda de 5% nos preços dos alimentos consumidos em casa, que abocanham um quarto do orçamento das famílias, nem de longe compensa a alta de 23,5% acumulada nos dois anos anteriores.
— Vivemos um desemprego muito grande. Há pouca renda disponível. Apesar dos preços menores, isso torna o consumo impossível. Para o bolso dessas pessoas, a sensação é que tudo está mais caro. Tem gente com dificuldade de comprar o básico — observa André Braz, economista do Ibre/FGV.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Aumento de imposto na gasolina terá impacto de 0,5 ponto sobre inflação oficial

3,8 será o IPCA deste ano, segundo projeção de banco
POR CORREIO 24 HORAS
O aumento das alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis, anunciada na tarde de ontem pelo governo, deve ter um impacto de 0,5 ponto percentual sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no país. O cálculo é da economista Natália Cotarelli, do banco ABC Brasil.
Nas contas da analista, o maior impacto será do imposto maior sobre a gasolina, que responderá por 0,4 ponto. O 0,1 restante seria do impacto do diesel. A economista não considerou o efeito da alta do etanol, muito pequeno para entrar na conta. 
A estimativa da área econômica do governo é que o aumento do PIS/Cofins sobre combustíveis vai representar em média uma elevação de 7% para os consumidores.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Inflação pelo IPCA é a mais baixa para os meses de janeiro desde 1979

A inflação acumulada pelo IPCA nos
últimos 12 meses é de 5,35%Agência Brasil/EBC
POR AGÊNCIA BRASIL -  A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mês de janeiro deste ano em 0,38%. Com o resultado, divulgado hoje (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação acumulada pelo IPCA nos últimos 12 meses é de 5,35%, ficando abaixo dos 6,29% dos 12 meses encerrados em dezembro do ano passado.

A inflação é a menor para os meses de janeiro de toda a série histórica, iniciada em dezembro de 1979 – ou seja, em quase quatro décadas.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Piso salarial dos professores terá reajuste de cerca de 7,5%, calculam entidades

O Ministério da Educação (MEC) deve anunciar amanhã (12) o índice de reajuste do piso salarial dos professores de 2017 que, de acordo com cálculos de entidades educacionais, deverá ser de aproximadamente 7,5%. Com isso, o menor salário a ser pago a professores da educação básica da rede pública deve passar dos atuais R$ 2.135,64 para um valor entre R$ 2.285 a R$ 2.298. Inicialmente, uma reunião com com representantes dos estados, municípios e trabalhadores para discutir o assunto estava marcada para amanhã, mas foi cancelada.
O piso salarial dos docentes é reajustado anualmente, seguindo aa regras da Lei 11.738/2008, a chamada Lei do Piso, que define o mínimo a ser pago a profissionais em início de carreira, com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais. Pela lei, o anúncio do reajuste deve ser feito sempre em janeiro. O ajuste deste ano deverá ficar 1,2 ponto percentual acima da inflação de 2016, que fechou em 6,29%.
A reunião é a primeira do ano do Fórum Permanente para Acompanhamento da Atualização Progressiva do Valor do Piso Salarial Nacional, criado em 2015 com o objetivo de discurtir formas mais sustentáveis de pagar os professores. O Fórum é composto por representantes do MEC e por entidades como o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

domingo, 24 de julho de 2016

Desemprego e endividamento devem impedir aceleração da inflação



POR CEARÁ AGORA
O aumento do consumo no Brasil, que deverá vir quando a economia apresentar seus primeiros sinais de melhora, será insuficiente para interromper a trajetória de desaceleração da inflação. Segundo especialistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, fatores que ainda comprometem a renda do brasileiro, como o desemprego e o endividamento devem retardar o avanço da demanda, impedindo os empresários de elevar os preços para recuperar prejuízos registrados durante a crise.
Desde que o dólar começou a se valorizar e a tarifa de energia elétrica ficou mais cara, em 2015, a indústria tem sofrido com o aumento dos custos de produção. O repasse ao preço, no entanto, esbarrou na queda da demanda dos consumidores. As empresas, como resultado, tiveram de reduzir seus lucros. Outras, em situação mais delicada, fecharam as portas ou fizeram pedidos de recuperação judicial. As que sobreviveram, agora, estão na expectativa de que a economia se recupere, para que possam correr atrás do tempo perdido e voltar a ter lucros mais confortáveis.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Maioria dos pacotes de serviços de bancos sobe mais do que a inflação


cartao

Com lucro em baixa, os bancos estão cobrando mais dos correntistas pelos seus serviços. Levantamento da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) mostra que, entre 119 pacotes de serviços, 75 tiveram aumento desde janeiro deste ano – a maior parte (67) subiu acima da inflação desde o reajuste anterior.
A Proteste analisou cestas de Bradesco, Caixa, BB, Itaú, Santander, Banrisul, HSBC e Citibank (os dois últimos não fizeram nenhum reajuste nas 19 cestas analisadas).
Procurados, os bancos dizem que a alta de tarifas é consequência da inflação e do aumento de custos operacionais. Também disseram que as tarifas são competitivas com o que é oferecido no mercado.
O maior aumento foi de 50,87%, no pacote Bom pra Todos Pleno, do Banco do Brasil e hoje fechado para novas adesões. A cesta de serviços custa R$ 60,95 ao mês.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Conta de luz 4,09% mais barata ajuda a conter inflação da baixa renda em março

conta de luz

CEARÁ AGORA

A conta de luz voltou a ficar mais barata em março para as famílias de baixa renda e ajudou a frear a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A tarifa de eletricidade residencial, que já tinha recuado 2,33% em fevereiro, acentuou a queda para 4,09% em março. No mesmo período, a inflação pelo IPC-C1 desacelerou de 0,73% para 0,44%.
Quatro das oito classes de despesa que integram o indicador tiveram taxas de variação menores do que no mês anterior: Transportes (de 1,55% em fevereiro para 0,19% em março), Habitação (de 0,08% para -0,43%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,58% para 0,36%) e Despesas Diversas (de 1,84% para 0,97%). Além da conta de luz, outros destaques foram as tarifa de ônibus urbano (de 1,82% em fevereiro para 0,06% em março), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,93% para 0,27%) e cigarros (de 3 02% para 1,27%).
Na direção oposta, houve aceleração no ritmo de aumento de preços nos grupos Alimentação (de 1,01% para 1,21%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,38% para 0,42%), Vestuário (de 0,31% para 0,37%) e Comunicação (de 0,66% para 0,69%). Segundo a FGV, os itens que contribuíram para o movimento foram itens laticínios (de 0,85% para 2,89%), hotel (de -1,97% para -0,21%), roupas (de 0,21% para 0,50%) e tarifa de telefone móvel (de 1 07% para 1,45%).
A taxa do IPC-C1 de março foi inferior à inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos. O Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-Br) mostrou alta de 0,50% no mês passado. Ambos são calculados pela FGV.
No acumulado em 12 meses, entretanto, o IPC-C1 ficou em 9,99%, patamar superior ao do IPC-BR, que avançou a 9,37% em igual período.
Fonte: Estadão Conteúdo

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Mercado prevê mais inflação e retração maior do PIB em 2016

A previsão dos economistas do mercado para 2016 tiveram nova piora, com mais inflação e uma contração maior da economia. Os dados fazem parte de pesquisa feita pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras.
Para este ano, a previsão é de que a inflação fique em 6,87% – a estimativa anterior era de 6,86%. Com isso, ainda continua bem acima da meta central de inflação, de 4,5%, fixada para o ano que vem. Também permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro.
Em 2015, os economistas estimam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, fique em 10,72% – mesma previsão da semana anterior. O dado oficial será divulgado no dia 8 de janeiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação não fica oficialmente acima do teto da meta de inflação por dois anos seguidos desde 2002 e 2003.
Se confirmada a estimativa, representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002 – quando ficou em 12,53%. Para analistas, a alta do dólar e, principalmente, dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressionou os preços no ano passado.
Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. O BC já admitiu que não conseguirá trazer o IPCA para a meta central de 4,5% no próximo ano. Segundo o Banco Central, isso será possível somente em 2017.
PRODUTO INTERNO BRUTO
Para o PIB de 2015, o mercado financeiro passou a prever uma contração de 3,71%, contra a estimativa anterior de uma queda de 3,7%. Se confirmado (o número oficial só será divulgado em março), será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.
Para 2016, os economistas das instituições financeiras aumentaram de 2,81% para 2,95% a expectativa de retração na economia do país. Esta foi a décima terceira queda seguida na previsão do mercado para o PIB do próximo ano.
Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. No mês passado, a "prévia" do PIB do BC indicou uma contração de 3,38% até setembro.
TAXA DE JUROS
Após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% no fim de novembro, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que os juros voltarão a subir em janeiro deste ano, para 14,75% ao ano.
Para o fim de 2016, a estimativa subiu de 14,75% para 15,25% ao ano – o que pressupõe novos aumentos dos juros básicos da economia no decorrer do ano que vem.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.
CÂMBIO, BALANÇA E INVESTIMENTOS
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 subiu de R$ 4,20 para R$ 4,21.
A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 ficou inalterada em US$ 15 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit subiu de US$ 33 bilhões para US$ 35 bilhões.
Para 2015, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil avançou de US$ 63 bilhões para US$ 63,37 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte ficou inalterada em US$ 55 bilhões.
FONTE: Correio do Estado

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Dilma afirma que inflação vai cair e que o País voltará a crescer

Por Agência Brasil

Em entrega de casas do Minha Casa, Minha Vida 2, em Juazeiro (BA), presidente reafirmou lançamento da 3ª fase do programa

Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (14) que o Brasil vai voltar a crescer e a inflação será reduzida. Segundo Dilma, o país passa por um momento de travessia que trará resultados positivos. Em cerimônia para entrega de unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida 2, em Juazeiro (BA), Dilma reafirmou que a terceira etapa do programa será lançada até o dia 10 de setembro.
Dilma está sob forte pressão nos últimos meses
Alan Sampaio / iG Brasília
Dilma está sob forte pressão nos últimos meses
“Estamos em uma travessia, e nessa travessia nós vamos fazer dar certo. O Brasil, podem ter certeza, vai voltar a crescer, vai reduzir a inflação. O Minha Casa, Minha Vida 3, vamos lançar até o dia 10 de setembro, e isso significa mais 3 milhões de casas, além das que já entregamos, e daquelas que estão em construção”, disse a presidenta.
A presidenta lembrou que a construção de novas moradias, além de beneficiar as famílias que vão receber as residências, gera emprego e renda e movimenta a economia do país. “Vocês estão tendo as casas e também garantiram emprego para muita gente”, concluiu Dilma.
Na cerimônia em Juazeiro, foram entregues 1.480 unidades habitacionais do Residencial Juazeiro, do Programa Minha Casa Minha Vida 2. O empreendimento é destinado a famílias com renda de até R$1,6 mil.
A primeira etapa do Residencial Juazeiro, entregue hoje, somou investimentos de R$ 88,8 milhões. São casas sobrepostas, e cada unidade é dividida em dois quartos, área de circulação, sala, banheiro, cozinha e área de serviço e piso cerâmico. Cada casa está avaliada em R$ 60 mil.
Além das 1.480 unidades entregues nesta sexta-feira, restam outras 1.500 unidades que serão entregues em mais duas etapas do Residencial Juazeiro. No total, são 2.980 moradias, com investimento de R$ 179 milhões.
FONTE:
Último Segundo

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Em quatro pontos: Por que a inflação disparou?


Inflação (Thinkstock)

Por que os preços sobem? A pergunta é prosaica, mas a resposta rende páginas e páginas de debate econômico.
Os preços podem subir se a demanda por determinado produto aumentar sem que haja uma expansão da oferta. Também se os custos de produção crescerem ou mesmo como resultado de um processo de indexação de contratos - no qual a alta de preços passada impulsiona os preços futuros.
A recente aceleração da inflação no Brasil é em parte uma combinação de todos esses processos, segundo especialistas consultados pela BBC, mas também sofre influência de outros mais específicos da atual conjuntura econômica e política deles - sendo o principal deles a liberação dos aumentos dos preços administrados, como luz, água e combustíveis, que haviam sido represados no ano passado.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Inflação para famílias com renda de até 2,5 salários sobe quase 8%.



A Índice de Preços ao Consumidor-Classe 1 (IPC-C1), que mede a alta de preços para as famílias com renda de até 2,5 salários, fechou os primeiros sete meses do ano com alta acumulada de 7,94%, informou o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em julho, o IPC-C1 registrou alta de 0,68%, resultado 0,17 ponto percentual abaixo da apurada em junho, quando o índice registrou variação de 0,85%. O índice alcançou 10,31% nos últimos 12 meses.


De junho para julho, sete das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas, com destaque para despesas diversas (de 2,36% para 0,16%), vestuário (de 0,32% para -0,21%), educação, leitura e recreação (de 0,77% para 0,03%), alimentação (de 1,02% para 0,94%) e transportes (de 0,29% para 0,13%).

Em contrapartida, o grupo habitação subiu de 0,97% para 1,18%, em razão do comportamento da tarifa de eletricidade residencial, que registrou elevação de 0,19% para 3,80%.

FONTE: Momento Verdadeiro

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Inflação é maior para as famílias com pessoas da terceira idade

Os dados indicam que os preços da cesta das famílias da terceira idade vêm subindo mais do que os que compõem o IPC-BR

Agência Brasil

Idosos moradores do Lar São José, em Sobradinho, no Distrito Federal, recebem presentes de Natal
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que apura a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, fechou o segundo trimestre do ano, com aumento de 2,46%, informou hoje (13) o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).
Os dados indicam que os preços da cesta das famílias da terceira idade vêm subindo mais do que os que compõem o Índice de Preços ao Consumidor para o total do país (IPC-BR). No segundo trimestre do ano, o IPC3i fechou 0,29 ponto percentual acima do IPC-BR (2,17%). Nos últimos 12 meses, enquanto o IPC para o total do país ficou em 9,15%, a inflação para as famílias da terceira idade fechou com inflação anualizada de 9,37%, resultado 0,22 ponto percentual superior.
Na passagem do primeiro trimestre de 2015 para o segundo trimestre de 2015, no entanto, a taxa do IPC-3i registrou desaceleração de 1,69 ponto percentual, passando de 4,16% para 2,46%, com quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação.
A principal contribuição partiu do grupo habitação, cuja taxa passou de 6,88% para 2,53%. O item que mais influenciou o comportamento desta classe de despesa foi tarifa de eletricidade residencial, que variou 2,91%, no segundo trimestre, ante 35,11%, no anterior.
Fonte:
CORREIO 24 HORAS

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Preços de serviços bancários aumentaram acima da inflação

TARIFAS AVULSAS

| 20.05.2015

Valor dos pacotes de serviços e tarifas avulsas dos seis maiores bancos do País foi avaliado pelo Idec. Segundo o Instituto, reajustes muito acima da inflação são abusivos e sem justificativas do ponto de vista da prestação do serviço.


Não é só nos alimentos que o consumidor tem que ficar atento antes da compra. Os serviços também estão sendo onerados e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) fez um levantamento que constatou altas substaciais nos valores dos serviços bancários. Conforme o Idec, no último ano, os bancos reajustaram os valores das tarifas avulsas e dos pacotes de serviços bem acima da inflação.
 
Isso significa que o consumidor está pagando muito mais caro para utilizar serviços como, extratos, saques, transferências, folhas de cheques, consultas, etc. Segundo pesquisa do Idec , publicada na edição de maio da Revista do Idec, o aumento chega a 136% entre serviços avulsos e 75,2% entre os pacotes analisados.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Famílias recorrem a atacados para driblar inflação

DEMANDA CRESCENTE

Com o aumento dos preços neste ano, o consumidor tem buscado opções para ajustar o orçamento

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O número de consumidores que migraram para o atacado é considerável
FOTOS: DANIEL ARAGÃO
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Após trocar o varejo pelo atacado, a técnica em enfermagem Rvka Regina Borges conseguiu gastar o mesmo valor para compras que duram 10 dias a mais
Comprar alimentos, materiais de limpeza e produtos de higiene pessoal em grandes quantidades voltou a ser uma alternativa encontrada por famílias de Fortaleza para economizar. Diante da inflação em alta, que impacta diretamente nos preços de itens da cesta básica, até mesmo consumidores que costumavam comprar exclusivamente no varejo começaram a migrar para redes atacadistas de supermercado. Tudo isso em nome do melhor custo-benefício.
Embora o principal público dessas redes ainda sejam revendedores, como comerciantes, proprietários de bares e restaurantes, sempre foi possível encontrar donas de casa e pais de família nesses estabelecimentos. Porém, nos últimos meses, o perfil dos clientes vem ficando cada vez mais misto. Na Capital cearense, por exemplo, o número de consumidores que migraram do varejo para o atacado, há pouco tempo, é significativo.
Conforme analisa o presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Allisson Martins, essa é uma tendência que deverá ganhar ainda mais força no País e perdurar durante este ano, com a expectativa de a inflação superar o teto da meta (6,5%) estabelecida pelo governo federal.
"Pelas projeções do mercado, a inflação de 2015 deve ficar em torno de 8%. Isso de um modo geral. Se formos levar a alta dos preços para o setor de alimentos e bebidas, o índice pode ser ainda maior", afirma o economista. Para ele, a melhor forma para o consumidor minimizar os impactos no bolso é optar por compras em grande quantidade.
"Essa estratégia, aliada à tradicional pesquisa de preços, é o melhor caminho para amenizar os efeitos da inflação no orçamento", complementa.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Vai investir? inflação e juros altos impulsionam os ganhos com a renda fixa; entenda

ECONOMIA


Entre os inúmeros tipos de aplicação de renda fixa, o diretor da Easynvest, Amerson Magalhães, aposta nos títulos pós-fixados LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio)

Se para uns o cenário econômico para 2015 é desalentador, com alta de inflação e da taxa básica de juros (Selic), que encarecem o custo de vida dos brasileiros e dos financiamentos, pelos mesmos motivos o ano pode ser de boas oportunidades para quem tem dinheiro livre para investir. Isso porque os índices que medem a inflação e a taxa Selic estão entre os que são mais utilizados para remunerar os chamados fundos de renda fixa, que são opções para investir com segurança, uma vez que o retorno do  capital é dimensionado no momento da aplicação.
Foto: EBC

“Com a elevação da Selic de 11,25% ao ano para 11,75% ao ano, com previsão de continuar subindo e chegar a 12,5%, os fundos de investimento, ganham mais atratividade e ganham da poupança na maioria das situações”, destaca o diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. Para facilitar a escolha, ele faz os cálculos e diz que os fundos DIs terão um rendimento superior as contas da poupança quando suas taxas de administração forem inferiores a 2% ao ano (confira simulações).

Ele explica que tal fato ocorre uma vez que a poupança tem seu retorno garantido por lei (Taxa Referencial - TR acrescida de 6,17% ao ano) e não sofre qualquer tributação, diferentemente dos fundos de renda fixa, que têm descontos de Imposto de Renda (IR) sobre seus rendimentos (sendo maior está tributação quanto menor for o prazo de resgate), além da cobrança de taxa de administração. “Para o pequeno investidor, que tem até R$ 5 mil, a poupança continua sendo a melhor opção”, opina Oliveira. Entre uma orientação e outra, vale lembrar que, em 2014, a poupança rendeu 7,08%, enquanto os fundos DIs renderam 8,5% (confira tabela na página ao lado).

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FONTE:
CORREIO

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