POR MÚSICA, DIREITO E CIÊNCIAS
Para uma postagem sobre o dia dos namorados, realizamos uma pequena pesquisa seletiva entre pessoas que vivem relações de romance ou namoro, e também aquelas que possuem uma aproximação acadêmica com o estudo dos sentimentos humanos. A pergunta foi a seguinte: No que se refere às relações amorosas em sentido eros e entre outras, o que significa, pra você, o “desapego”, oriundo da frase "não se apegue"? Recebemos diversas respostas interessantes, e concluímos que não há um consenso no significado do desapego, irei discorrer sobre as possibilidades deste alerta que geralmente é dissipado no meio das pessoas que estão em breve relacionamento ou que estão se relacionando, mas antes irei expor aqui algumas das respostas mais instigantes e aproximadas com o sentido da palavra. Eis alguns trechos de algumas respostas:
- · “Nós seres humanos somos capazes de controlar nossos sentimentos e usamos isso como proteção, então quando falam em desapego estão falando também em não se magoar (...) É bastante comum que as pessoas que passaram por desilusões amorosas não se permitem amar novamente, preferem viver relações meio termo, por este motivo vivem em constante guerra dentro de si. Mas é bobagem que se tente controlar algo tão bonito.” (Anônima)
- · “Não deixar o amor “falar” mais alto” (Anônima)
- · “Hoje em dia, eu venho percebendo que as pessoas têm cada vez menos tempo e as prioridades vão mudando, e acaba sobrando pouco para pensar nos relacionamentos. Eu vejo o amor como um tipo de desprendimento. É preciso ter tempo pro outro, compartilhando muitas coisas, e muitas pessoas simplesmente – arrisco dizer – tem medo disso. Medo de esquecer de si, de não haver a troca que é necessária, e mais ainda (medo) de no fim nada sair como esperado. Acho que o desapego vem disso. As pessoas assumem outras prioridades, mas ainda querem desfrutar das coisas superficiais de um relacionamento. Acho válido, desde que as pessoas se sintam felizes desse modo.” (Anônimo)
- · “Não devemos nos apegar a nada e a ninguém, principalmente quando se fala de relacionamentos amorosos. Devemos manter o coração livre e desapegado, pois quando se ama um amor-apego, o sofrimento passa a massagear o nosso ego e assim começamos a sofrer com o término do namoro. O interessante é amar o amor-desapego. Um amor livre e consciente sem o doentio desejo de posse da pessoa. É fundamental amar o amor-doação e amor-compreensão que deixa a pessoa livre pra respirar o ar de liberdade. Esse é o verdadeiro amor.” (Artur Ricardo, professor e historiador)

