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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Dia do sexo: mais de metade das mulheres brasileiras não usa camisinha, afirma pesquisa

Postado por Redação Donna
Um estudo brasileiro indica que 52% das mulheres não usa camisinha nas relações. Entre os motivos apontados pelas entrevistadas está o desconforto na hora da compra. O número preocupa a antropóloga Mirian Goldenberg, que atribui o fato à desigualdade entre gêneros.

O levantamento, feito pela marca de preservativos Olla, ouviu mil pessoas entre 18 e 35 anos. O ato de comprar camisinha é visto como uma tarefa muito desconfortável por 42% das mulheres e 37% delas dizem se sentirem julgadas no momento da compra. Já entre os homens, 72% declaram achar “natural e tranquilo” adquirir a proteção. Mais: enquanto quase metade dos homens diz sempre levar preservativos onde forem, menos de um quarto delas os carregam na bolsa.
Para a especialista em comportamento feminino, o constrangimento ainda está relacionado ao medo que muitas mulheres sentem de serem julgadas como promíscuas.
– É a dupla moral sexual: os homens são mais livres sexualmente e até mesmo estimulados a terem uma vida sexual ativa e diversificada. Já as mulheres seriam representadas socialmente de forma muito negativa, sofrendo inúmeras acusações, tais como: “promíscuas”, “fáceis”, “periguetes” etc – explica.
Não apenas as mulheres deixam de usar preservativo: 47% dos homens entrevistados responderam o mesmo. Um dado que impressiona é que 63% das pesquisadas afirma já ter feito sexo sem camisinha porque nenhum dos dois tinha o preservativo no momento da relação. O resultado é um alerta para disseminação de diversas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), principalmente o vírus HIV.
O resultado do levantamento surpreende Mirian, pois os participantes fazem parte da “geração pós-Aids”, por conta da faixa etária. Segundo a especialista, esse grupo cresceu com muito acesso a informações sobre importância do uso da camisinha como o meio mais eficiente, simples e barato de proteção contra a Aids.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Exame oral

Nossa colunista-delícia verbaliza a bronca coletiva da mulher atual: nós homens não estamos sabendo (ou estamos com medo de) fazer um sexo oral decente. E de quebra ela dá ótimas dicas para a gente acertar

Tem um episódio de Sex & the City (sim, vou citar uma série de mulherzinha. Você acha que vai aprender sobre mulher como? Vendo Velozes & Furiosos?) em que um homem passa pela mesa das personagens em um bar e uma delas diz: “Você não sabe quem é ele? É o Mr. Pussy” (fazendo referência ao conhecido dom dele para o sexo oral). E então, no decorrer do papo, a outra fala: “Querida, se um homem é bom nisso, não precisa mais nada”. E as outras completam: “Amém”.
Essa cena mostra de forma bem-humorada o quanto as mulheres gostam de sexo oral. E o quão endeusado é um homem que seja incrível nessa tarefa.
Mas a questão é: elas reclamam (e muito) que os homens não sabem realizar direito o tão almejado cunnilingus. A culpa não é totalmente de vocês, não é fácil ser um Mr. Pussy. Uma vagina, com seus labirintos e reentrâncias, é imensamente menos óbvia que um pênis.
Como disse estes dias minha amiga escritora Clara Averbuck, “a primeira coisa que os meninos deveriam aprender é: nada do que vocês veem em filme pornô é verdade”. Vocês têm uma escola errada. E as mulheres também não são acostumadas a falar o que gostam. Nesse cenário, muita coisa se perde.
Estes dias, em outro papo nos bares da vida, falando sobre isso com meu amigo Fausto Fawcett, escritor mestre da putaria intelectual, ele me disse: “Se a maioria dos homens não sabe fazer um bom sexo oral, é pelos motivos de sempre: ansiedade e ignorância. Ele acha que mandando ver de forma sôfrega na chupação e nas lambidas já vai funcionar. É preciso deixar claro que só existem dois tipos de desempenho: o bom e o ruim – e nem sempre, por incrível que pareça, o atlético quantitativo é o melhor”.
Penetração é algo mais instintivo, não tem muita técnica, é algo que geralmente rola naturalmente. Sexo oral já requer um pouco mais de técnica, de cuidado, é algo que você aprende, algo que merece uma atenção especial. Ou seja, algo que rende uma matéria, entende? Um sexo oral bem feito pode fazer você ganhar uma mulher. E, como eu sempre digo, a gratidão pelo prazer recebido transforma qualquer mulher na
melhor das putas. Então leia e aprenda.
1. Ame a dita cuja
Repare no verbo: não é gostar, é amar. Para mim, isso define um homem bom de cama. Tem que gostar do cheiro, do gosto, de tudo. Tem que ter uma ânsia animal em relação a ela. E, believe me, tem cara que não curte. Conheço uma amiga que acabou um relacionamento por isso. De novo o Fausto Fawcett: “Tem muito cara que não gosta, que gosta apenas de narcisicamente se masturbar com ela”. Repare nessa diferença.
2. Foque no ponto
O clitóris é o centro do prazer da mulher, então, no sexo oral, foque nele. Parece óbvio, mas não é. No início é ótimo e supernecessário explorar os arredores, ir subindo e descendo e ir provocando a mulher até chegar ali, mas, no momento em que você quiser que ela goze, é preciso  estimular o clitóris de forma ritmada e com uma certa energia. Use a boca também, não só a língua. Como disse Clara: “Make love to the b****a. Nela não se bate, não se lambe como se fosse um picolé. Tem que sentir com a língua. Tem que sacar a reação da mulher, como se fosse um beijo na boca, com maciez, vontade e pegada”. Tente movimentos com a língua de baixo para cima. Depois, alterne com movimentos circulares. Veja como ela reage a cada variação de movimento e de velocidade. Mas fica a dica: para ela atingir o orgasmo, foque no clitóris. Não é hora de  inventar moda.
3. Faça ela falar
Eu sou muito a favor sempre de falar o que se gosta no sexo. Dependendo da maneira como se fala, vira uma putaria verbal (o que é extremamente excitante). E ninguém tem obrigação de saber tudo, cada pessoa é diferente da outra. A mulher, mais do que o homem, por mil motivos, foi mantida ao longo da história ignorante em relação à sua própria sexualidade. E hoje muitas ainda são. Claro que já evoluiu com a informação a que todos têm acesso, mas o fato é que essa atitude em relação à sexualidade feminina ficou marcada nas mulheres e arraigada no inconsciente coletivo. Você precisa fazer ela falar, estimulá-la a buscar o que gosta. Essa busca pode ser muito prazerosa para os dois.

4. Recorra às amigas lésbicas
Existe esse mito (que não é mito) de que muitas mulheres chupam mulheres melhor do que os homens. Faz sentido, afinal elas também têm a mesma coisa complicada entre as pernas. Eu infernizo meus amigos gays pedindo dicas detalhadas de como chupar melhor um pau. Faça o  mesmo com suas amigas lésbicas, elas podem dar dicas valiosas. Vocês não têm amigas que gostam de meninas? Eu tenho. E elas deram dicas ótimas.
  • Aproveite a parte interna da coxa, que é muito sensível. Passe os dedos devagar ali antes, em alguns momentos durante e depois que ela gozar.
  • A língua deve estar firme enquanto faz os movimentos. De forma alguma dura ou mole demais. Esse meio-termo varia de mulher para mulher. Portanto, pergunte como ela gosta.
  • Enfie o dedo nela enquanto você a está chupando, mas não o tempo todo. Essa dupla estimulação, sem exagero, aumenta o prazer.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sexo causa amnésia temporária em mulher de 54 anos

Eu li a notícia de que um orgasmo intenso poderia causar amnésia temporária e achei que era truque, notícia “inventada”. Aí corri atrás do trabalho científico e encontrei. Não consegui inteiro, mas aqui está o link do resumo, para os céticos como eu. A literatura científica chama de amnésia global transitória aquela que acontece de repente, não altera os sinais vitais e têm várias causas, muitas desconhecidas. Eis que o Pronto-Socorro do Hospital da Universidade de Georgetown, nos EUA, recebeu uma mulher de 54 anos que estaria com esse tipo de amnésia depois de fazer sexo. Como bem disse o Huffington Post, deve ter sido o melhor sexo do mundo! O caso foi publicado na edição de setembro do Journal of Emergency Medicine e, obviamente, bombou nos sites estrangeiros nesta semana.
• Leia mais sobre orgasmo
• Leia mais sobre pesquisa

• Leia o último post: Sabe do que a jovem do Sul e Sudeste gosta? Então veja aqui

foto da manobra de Valsalva: conversasobremedicina.blogspot.com
A mulher relatou que não conseguia se lembrar de nada 24 horas após fazer sexo com o marido. Os pesquisadores desconfiam que posições desconfortáveis possam desencadear a amnésia temporária. Uma delas é a manobra de Valsalva, quando você força o ar para os ouvidos, tapando boca e nariz, aumentando a pressão arterial. Ela ajuda a “desentupir” o ouvido, ou é feita involuntariamente ao levantar peso, ou quando se faz muita força para parir… E que posição os dois pombinhos estariam fazendo? E quanta força eles imprimiram no ato sexual? Ou quão forte foi a manobra de Valsava dessa mulher quando ela atingiu o orgasmo?
Os médicos dizem que a amnésia temporária acomete, todos os anos, de 3 a 5 pessoas a cada 100 mil, normalmente acima dos 50 anos. Eles recomendam que as pessoas dessa faixa etária mantenham relações sexuais com mais frequência para evitar o problema.
Para variar, a mesma recomendação: faça mais sexo, seja mais saudável e mais feliz!! Alguém aqui duvida disso? Comente, siga o Sexpedia no Twitter e curta nossa página no Facebook.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

SEXO SEGURO...

Sexo é mais seguro para o coração do que caminhada em esteira

Uma pesquisa da Medical School testou os efeitos das atividades sexuais no coração em comparação com exercícios físicos na esteira. Resultado: uma caminhada no aparelho pode ser mais extenuante para o coração do que o sexo.

13 mulheres e 19 homens, com 55 anos em média, tiverem os batimentos cardíacos e a pressão arterial monitorados pelos pesquisadores. Os voluntários foram avaliados durante caminhadas em uma esteira no laboratório e em casa durante atividades sexuais com penetração e orgasmo. Mais da metade dos homens participantes eram casados, 70% sofriam de alguma doença cardiovascular e 53% tomavam beta-bloqueadores. Mesmo assim, eles disseram praticar exercícios quatro vezes por semana e ter vida sexual ativa.

Segundo o site O Globo, numa escala de intensidade de 1 a 5, os homens avaliaram o exercício na esteira como 4.6 e o sexo como 2.7. Os batimentos cardíacos masculinos raramente ultrapassaram 130 batidas por minuto e a pressão sistólica sempre ficou abaixo de 170, durante o ato sexual. Para as mulheres o sexo se mostrou uma atividade ainda mais leve.

De acordo com O Globo, a excitação mental e física aumenta os níveis de adrenalina e pode desencadear ataques cardíacos e arritmias e, na teoria, o sexo pode fazer isso também. Mas, na prática, é muito incomum.

O risco de sofrer um ataque cardíaco, para um homem saudável de 50 anos, é de cerca de um em um milhão. A atividade sexual dobra esse risco, mesmo assim é um risco de dois para um milhão. Homens que sofrem com doenças cardíacas têm dez vezes mais risco e, durante o sexo, sobe para parcos 20 em um milhão.

Mesmo com medicamentos para disfunção erétil - como Viagra e Cialis - o sexo é seguro. Desde que a hipertensão esteja controlada e a doença cardíaca esteja estável, destaca o site.

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