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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Bélgica, Alemanha e Holanda querem sediar Mundial Feminino de 2027

Países já manifestaram intenção à Fifa de realizar edição em conjunto

POR AGÊNCIA BRASIL Bélgica, Alemanha e Holanda revelaram nesta segunda-feira (19) um plano para sediarem em conjunto a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027. Um comunicado emitido pelas associações de futebol dos três países informou que eles já manifestaram sua intenção a Fifa de concorrer, e que prepararão um acordo formal até o final do ano.

"O futebol feminino é conhecido tradicionalmente por seu sentimento forte de comunidade, no qual todas as envolvidas pensam no quadro geral, que é, a saber, desenvolver mais o esporte, tanto dentro quanto fora de campo", disse o comunicado. "O fato de que estejamos tratando deste projeto juntos, como três competidores de futebol, e também como bons vizinhos, combina muito bem com esta filosofia."

"O futebol feminino em nossos países está, de fato, em fases diferentes de desenvolvimento, mas compartilhamos a aspiração de dar um impulso ao esporte nacional e globalmente organizando esta Copa do Mundo", afirmaram.

A última Copa do Mundo de Futebol Feminino foi sediada pela França em 2019, e o torneio de 2023 foi concedido à Austrália e à Nova Zelândia em junho.

A Alemanha já sediou a competição em 2011, e as holandesas foram anfitriãs e campeãs do último Campeonato Europeu de Futebol Feminino em 2017.

Será a primeira vez que a Bélgica sedia um grande torneio de futebol feminino.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2020-10/belgica-alemanha-e-holanda-querem-sediar-mundial-feminino-de-2027

domingo, 7 de julho de 2019

EUA vencem Holanda e conquistam o Mundial Feminino

 As americanas encerram a Copa do Mundo vencendo os sete jogos que disputaram
© Reuters
As Estados Unidos confirmaram o favoritismo neste domingo e derrotaram a Holanda por 2 a 0, em Lyon, no Mundial Feminino da França. O resultado garantiu à equipe norte-americana o inédito tetracampeonato na competição. Os dois gols do título saíram no segundo tempo. Rapinoe, de pênalti, após intervenção do árbitro de vídeo (VAR), e Lavelle marcaram os gols.

As americanas encerram a Copa do Mundo vencendo os sete jogos que disputaram: Tailândia (13 x 0), Chile (3 x 0), Suécia (2 x 0), Espanha (2 x 1), França (2 x 1), Inglaterra (2 x 1) e Holanda (2 x 0).


O quarto título ratifica a hegemonia americana no futebol feminino. Campeões em 1991, 1999, 2015 e, agora em 2019, os EUA ainda acumulam um vice-campeonato (2011), e três terceiros lugares (1995, 2003 e 2007). Ou seja, desde que a modalidade feminina passou a ser disputada, o pior resultado americano nas oito edições foi a medalha de bronze.

Atual campeã da Eurocopa, a Holanda disputou apenas o seu segundo Mundial. Em 2015, no Canadá, o país acabou eliminado pelo Japão, nas oitavas de final.

O JOGO - Os EUA dominaram o primeiro tempo. Com um jogo agressivo e em busca da vantagem no placar desde o começo da final, transformaram a goleira holandesa Van Veenendaal na principal jogadora em campo, com, pelo menos, quatro defesas importantes.

Preocupadas em não sofrer o gol logo nos primeiros minutos da final, as holandesas optaram por uma postura defensiva, cautelosa, deram a posse de bola às americanas e focaram em preencher os espaços no setor defensivo.

O primeiro grande lance da etapa inicial aconteceu aos 27 minutos. A volante Ertz chutou forte e obrigou Van Veenendaal a praticar uma difícil intervenção.

Dez minutos depois, a goleira holandesa faria outras duas boas defesas, após finalizações de Mewis e Morgan. Em seguida, novamente Morgan acertou outro belo chute da entrada da área e Veenendaal se esticou no canto esquerdo para evitar o gol.

No início do segundo tempo, com a intervenção do árbitro de vídeo, os EUA abriram o placar. Aos 12 minutos, Van der Gragt derrubou Morgan dentro da área. A árbitra de campo, Stephanie Frappart (França), que havia marcado apenas escanteio, foi chamada pelo VAR para analisar a imagem na lateral do gramado. Após análise no monitor, marcou pênalti para a seleção americana. Na cobrança, Rapinoe abriu o placar da final.

Em desvantagem, a Holanda deixou a postura defensiva de lado, foi em busca do empate e, no contra-ataque, levou o segundo gol. Aos 23 minutos, Lavelle carregou a bola com liberdade e, da entrada da área, chutou forte no canto esquerdo de Van Veenendaal.

O segundo gol abateu a seleção da Holanda. Então organizada e disciplinada taticamente, começou a deixar espaços no setor defensivo, permitindo que os EUA chegassem com perigo em busca do terceiro gol, que somente não saiu, pelo excessivo capricho americano no momento das finalizações.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Brasil pega Austrália em 1º grande teste no Mundial

Com provável volta de Marta, ainda a ser confirmada por Vadão, a Seleção Brasileira lutará para se classificar de forma antecipada para as oitavas de final do Mundial
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Seleção Brasileira chegou para a disputa do Mundial Feminino da França com uma série de nove derrotas consecutivas. A vitória por 3 a 0 sobre a Jamaica na estreia serviu para diminuir a pressão sobre as jogadoras comandadas pelo técnico Vadão, mas o grande teste está marcado para hoje, a partir das 13 horas (de Brasília), diante da Austrália, pela 2ª rodada do Grupo C, em Montpellier. Marta está recuperada da lesão muscular na coxa esquerda, sofrida há três semanas, na cidade portuguesa de Portimão, onde a Seleção encerrou a sua preparação para o Mundial.

A estrela mostrou evolução nos últimos dias, mas deverá voltar ao time, embora Vadão tenha evitado confirmar sua escalação. "Quem escala a Marta neste momento é o departamento médico. Espero o aval do médico e da preparação física". Marta, assim, vai reeditar a dupla de ataque com Cristiane, autora dos três gols na vitória sobre a Jamaica na 1ª rodada. A expectativa é para que o talento individual do Brasil supere o melhor jogo coletivo das australianas.

O Brasil lidera o Grupo C, com três pontos, ao lado da Itália, que derrotou surpreendentemente a Austrália por 2 a 1. O jogo tem status de decisão, pois uma vitória praticamente garante a classificação do Brasil às oitavas de final, enquanto a derrota torna o prosseguimento na competição muito difícil. Jamaica e Itália vão se enfrentar amanhã, às 13 horas, no outro duelo da 2ª rodada da chave.

Confrontos

Brasileiras e australianas, conhecidas como as maltidas, têm se confrontado com frequência ultimamente. Nos últimos cinco anos, foram nove jogos, com seis vitórias australianas. No Mundial de 2015, no Canadá, a vitória, por 1 a 0, foi da Seleção da Oceania, nas oitavas de final. As brasileiras deram o troco na Olimpíada de 2016, ao conquistarem a vaga na semifinal na disputa por pênaltis (7 a 6), após empate sem gols no tempo normal.

Nos últimos três encontros, em amistosos, o time australiano saiu vitorioso em todos: 2 a 1, 3 a 2 e 2 a 1. "É um jogo gostoso, pois virou um clássico", disse a meia Andressa Alves, jogadora do Barcelona.

O destaque do time australiano é a capitã Sam Kerr, que em 2018 disputou o prêmio da Bola de Ouro. Marta, eleita a melhor do mundo pela 6ª vez, votou na australiana. Atuando na Liga Americana pela equipe de Chicago, Kerr conquistou a Chuteira de Ouro de artilheira. Foi dela o gol na derrota para a Itália

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