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quarta-feira, 13 de maio de 2020

Quais são os perigos de andar descalço em casa?

Para algumas pessoas, andar descalço pode ser uma das grandes alegrias sensoriais da vida, principalmente na infância, mas alguns cuidados são necessários.
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Agora que passamos a maior parte dos nossos dias em casa, e as salas de estar transformaram-se em escritórios, temos a tendência a andar mais tempo descalços. Mas quais são os perigos? A Healthy falou com o cirurgião ortopédico Andy Brief para descobrir. 

Segundo o médico, andar descalço em casa aumenta a probabilidade de cortes ou feridas já que está mais sujeito a deixar cair algo no pé, a arranhar os dedos ou a pisar um objeto estranho. Além disso, se estiver de meias, corre maior risco de escorregar e cair. 

Além disso, pode criar problemas nos tecidos moles e nos ossos apenas por estar descalço.

"Andar descalço ou com o uso inadequado de calçado, as pessoas ficam vulneráveis ao desenvolvimento de problemas nos pés, devido à ausência de suporte adequado", explica Andy Brief. "Sem apoios, acolchoamento do calcanhar e almofadas, inevitavelmente surgirão problemas".

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Correr descalço pode reduzir risco de lesão no joelho

Quando introduzida nos treinos de forma progressiva e supervisionada, prática proporciona menos impacto e possibilidade
© Divulgação
Apesar dos calçados esportivos serem anunciados com tecnologias avançadas de amortecimento para os aficionados por corrida de rua, a incidência de lesões nas articulações ainda é bastante considerável. Baseados nesse contexto, alguns estudos recentes mostram que a corrida com pés descalços poderia ser uma estratégia para minimizar esses danos. Uma pesquisa do Laboratório de Biomecânica da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP explica melhor essa dicotomia: correr descalço realmente pode ser benéfico, mas desde que a prática seja introduzida aos treinos progressivamente. Há uma redução no impacto recebido pelo corpo e diminui a possibilidade de lesões em joelhos e quadris.

Ana Paula da Silva Azevedo, educadora física e autora do estudo, explica que a ideia não é incentivar as pessoas a correrem sem proteção, mas trazer evidências de que correr descalço possa exercer influência positiva sobre o controle de choque mecânico e na ativação muscular do corpo. Além disso, reforça a pesquisadora, “o novo hábito não deve ser feito de forma abrupta; as alterações devem ser graduadas e levando em conta o volume e a intensidade da corrida”, diz.

Para se certificar das respostas desta prática, durante 16 semanas, Ana Paula acompanhou o treino de corredores recreacionais que estavam acostumados a usar tênis, com o intuito de retirada gradual do calçado esportivo. A idade dos participantes (homens e mulheres) era entre 18 e 40 anos, com experiência de corrida de 5 a 6 anos e distância média de atividade na semana de 44 quilômetros.

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