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terça-feira, 5 de março de 2019

Londres: paciente pode ser o segundo do mundo a ficar livre da Aids

Acredita-se que ele tenha sido curado após um transplante de medula óssea de um doador resistente ao vírus HIV
ISTOCK
Um homem britânico tornou-se o segundo adulto no mundo a ser curado da Aids, após um transplante de medula óssea de um doador resistente ao vírus HIV, anunciaram seus médicos, preservando a identidade do paciente. É apenas a segunda vez desde o início da epidemia global de Aids, nos anos 1980, que um paciente parece ter sido curado da infecção por HIV.
A notícia chega quase 12 anos depois do primeiro paciente que teria sido curado, e em circunstância parecida. O sucesso do tratamento aumenta as esperanças de que uma nova estratégia para a cura de pacientes com o vírus da Aids seja possível.
Os investigadores devem publicar o seu estudo ainda nesta terça-feira (5/3) na revista científica Nature. Publicamente, os cientistas estão descrevendo o caso como uma “remissão em longo prazo”. Em entrevistas, a maioria dos especialistas confirma se tratar de uma “cura”, com a ressalva de que é difícil saber como definir a palavra quando há apenas dois casos conhecidos.
Quase três anos depois de receber células-tronco da medula óssea de um doador com uma mutação genética rara que resiste à infecção pelo HIV — e mais de 18 meses depois de largar as drogas antirretrovirais —, testes altamente sensíveis mostram que até agora não há vestígio da infecção por HIV no paciente tratado.
“Não há vírus lá que consigamos medir. Não conseguimos detectar nada”, disse Ravindra Gupta, professor e biólogo especializado em HIV da Universidade de Cambridge que liderou uma equipe de médicos que trataram do homem. O paciente contraiu o HIV em 2003, disse Gupta, e em 2012 ele foi diagnosticado com um tipo de câncer no sangue chamado Linfoma de Hodgkin.
Apesar da esperança, os médicos alertaram que o resultado não significa que uma cura para o HIV tenha sido encontrada. Gupta descreveu seu paciente como “funcionalmente curado” e “em remissão”, mas advertiu: “É muito cedo para dizer que ele está curado”.
O homem está sendo chamado “o paciente de Londres”, porque seu caso é semelhante ao primeiro caso conhecido de uma cura funcional do HIV — em um homem americano, Timothy Brown, que ficou conhecido como o paciente de Berlim – onde foi submetido a tratamento semelhante, em 2007.
Brown, que vivia em Berlim, mudou-se para os Estados Unidos e ainda está livre do HIV. Cerca de 37 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas com o HIV, e a pandemia de Aids matou cerca de 35 milhões de pessoas em todo o mundo desde que começou, na década de 1980.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Anvisa autoriza venda de novos genéricos para HIV e pressão alta

Um deles é o Entricitabina combinado com Fumarato de Tenofovir Desoproxila, produto usado para o tratamento de pessoas que contraíram o vírus HIV
© Photo by freestocks.org on Unsplash
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu aval para a comercialização de quatro novos medicamentos genéricos. A autorização foi publicada na edição desta segunda-feira (23) do Diário Oficial da União (DOU). Um deles é o Entricitabina combinado com Fumarato de Tenofovir Desoproxila, produto usado para o tratamento de pessoas que contraíram o vírus HIV. O medicamento de referência é o Truvada, cujas indicações incluem a profilaxia pré-exposição (PReP), usada para reduzir o risco de infecção pelo vírus adquirido sexualmente em adultos de alto risco. No Brasil, a detentora do registro é a Blanver Farmoquímica e Farmacêutica S/A.

Outro produto genérico inédito com registro aprovado pela Anvisa é o Perindopril Erbumina combinado com Indapamida, indicado para o tratamento da hipertensão arterial (pressão alta), que acomete uma a cada quatro pessoas adultas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH). A empresa detentora do registro no país é a  EMS S/A.

Entre os produtos aprovados pela Anvisa, está também o genérico inédito Bilastina, indicado para o tratamento sintomático de rinoconjuntivite alérgica (intermitente ou persistente) e urticária. A empresa detentora do registro é a EMS S/A. A Anvisa ainda autorizou a venda do medicamento genérico Undecilato de Testosterona. Esse produto é usado em terapias de reposição de hormônio sexual em homens que apresentam hipogonadismo primário e secundário (doença que faz com que homens produzam pouca testosterona). A detentora do registro desse medicamento no Brasil é Eurofarma Laboratório S/A.

Preço
Pela legislação brasileira, o medicamento genérico deve ser disponibilizado no mercado com um desconto de, pelo menos, 35% em relação ao preço máximo da tabela da Anvisa. Somente em 2016, foram comercializadas 1,46 bilhão de embalagens de genéricos no Brasil. Essa quantidade representou 32,4% de todas as vendas efetuadas no ano, de acordo com informações da segunda edição do Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico 2016, lançado do pela Anvisa em 2017.

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