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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Em vídeo, Bruno se desculpa por fazer show bêbado: 'Não me lembro de nada'

Nos vídeos, o cantor aparece sem cantar, com um copo na mão. Outro vídeo registra ele brincando com Marrone, que parece incomodado
POR CORREIO 24 HORAS

O cantor Bruno, dupla de Marrone, gravou um vídeo pedindo desculpas por ter se apresentado bêbado na Festa Nacional do Milho de Patos de Minas (Fenamilho), em Minas Gerais, no sábado. Em vídeos gravados pelo público, ele aparece bebendo no palco. No pedido de desculpas, o cantor afirma que bebeu uísque e está tomando remédios e que "do meio do show para frente" não se lembra mais nada do que aconteceu. 
"Oi, galera, estou aqui para explicar o que aconteceu no show de Patos de Minas. Eu tenho 31 anos de dupla com o Marrone e nunca tinha acontecido isso comigo", afirma o músico. “Já bebi, já bebi no palco, já coloquei o pessoal para beber comigo. Eu sou muito forte para beber. Só que estou tomando um remédio e, na verdade, eu tomei dois remédios, um na hora em que fui dormir e depois do almoço. E o show foi cedo, então não deu tempo de o remédio sair do organismo. E tomei uns ‘uísque caubói'”, explica. Uísque caubói é como é conhecida a bebida sem gelo.
"Do meio do show para a frente, eu não lembro de mais nada", diz ainda, antes de lamentar o ocorrido. "Eu quero pedir desculpa, perdão. Eu prometo voltar a Patos de Minas e fazer um super show, como a gente sempre fez. Desculpem, me perdoem, as pessoas que me amam, e eu tenho certeza de que sim. Mas tem muita gente maldosa também. Desculpa. Quem me ama vai me perdoar. De coração, peço perdão. Espero voltar a Patos de Minas. Desculpa aí", finaliza.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Goleiro Bruno voltará para a prisão e advogado protesta: 'não faz mal a ninguém'

Bruno assinou com o Boa Esporte, onde fez
 apenas cinco partidas (Foto: Cristiane Mattos/AFP)
Goleiro será mandado de volta à prisão após STF revogar pedido de liberdade
Durou pouco o gostinho da liberdade para o goleiro Bruno. Menos de três meses após ser liberado, o atleta, que assinou contrato com o Boa Esporte, retornará à prisão. A medida liminar que soltou o jogador, concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, foi revogada pela Primeira Turma do Superior Tribunal Federal em votação realizada na tarde desta terça-feira (25), após um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.


O pedido foi aceito por 3 votos a 1. Votaram a favor da revogação os ministros Alexandre Morais, Rosa Weber e Luiz Fux, enquanto o ministro Marco Aurélio Mello manteve o voto a favor. Com isso, Bruno será mandado de volta para a cadeia até que o processo seja julgado em Segunda Instância.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Goleiro Bruno acerta com Boa Esporte por 2 anos e volta aos gramados

© Divulgação

Hoje a tarde, Bruno almoçou com dirigentes do clube e confirmou a possibilidade de fechar com a equipe

O goleiro Bruno acertou seu contrato com o clube Boa Esporte, de Varginha (MG), após negociar com vários clubes.

Segundo informações do seu advogado, Lucio Adolfo, o jogador estará a disposição do time mineiro por duas temporadas.
Hoje a tarde, Bruno almoçou com dirigentes do clube e confirmou a possibilidade de fechar com a equipe, informou o Dia.
"Eu vim aqui conhecer a estrutura do clube, estamos em fase de negociação, me agrada muito, é um time que está cada vez mais em alta, surpreendendo outros clubes, tenho amigos aqui que me falam muito bem, não vim aqui à toa, posso dizer pra você que alguma coisa pode acontecer de hoje para amanhã. Depende mais deles do que de mim", disse o goleiro, de 32 anos.
Ex-goleiro do Flamengo, Bruno estava preso desde 2010, acusado de envolvimento no assassinato de Eliza Samudio. Ele foi condenado em 2013 a 22 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver contra a ex-amante.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

'Paguei caro, não foi fácil', diz goleiro Bruno em entrevista

© Reprodução

Jogador deixou presídio na noite de sexta-feira (24) e aguardará julgamento pela morte de Eliza Samudio em liberdade

Em sua primeira entrevista após ser libertado por meio de habeas corpus, o goleiro Bruno Fernandes afirmou que prisão perpétua não traria de volta a vida de Eliza Samudio e que acredita ter "pagado" por erro após ser condenado a pena de 22 anos e três meses por assassinato e ocultação de cadáver, além de sequestro e cárcere privado de seu filho de então três anos.

"Paguei, paguei caro, não foi fácil. Eu não apagaria nada. Isso serve pra mim de experiência, serve como aprendizado e não como punição", disse ele, em entrevista à TV Globo.
"Independente (sic) do tempo que eu fiquei também, eu queria deixar bem claro, se eu ficasse lá, tivesse prisão perpétua, por exemplo, no Brasil... não ia trazer a vítima de volta", afirmou o jogador.
Bruno deixou a Apac, na região metropolitiana de Belo Horizonte, após decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de sexta-feira (24). Agora, ele aguardará em liberdade, sem tornozeleira eletrônica, o o julgamento de sua apelação ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

terça-feira, 21 de junho de 2016

Ex-goleiro Bruno se casa com dentista em presídio

Cerimônia aconteceu no último sábado. Festa teve convidados, banda e almoço. Bruno foi condenado a mais de 22 anos pela morte da ex-amante Eliza Samudio

Ingrid Oliveira passou o tempo todo ao lado do atleta em seu julgamento em 2013
Foto: Daniel Castelo Branco / Agência O Dia


A cerimônia contou com a presença de parantes e amigos dos noivos, pré selecionados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) e apresentada à direção da unidade prisional. Além do atleta, um outro colega de cela também se casou. O evento duplo teve acompanhamento de uma banda de louvor cristã. Após o casamento, foi servido um almoço aos participantes. A refeição foi preparada anteriormente por voluntários e internos do regime semiaberto. O cardápio não foi divulgado.
Segundo o TJ-MG, já foram realizadas nesta unidade quatro cerimônias de casamentos que contaram ao todo com a participação de 17 casais. Não foram permitidas fotos do ato.

Ingrid Calheiros conheceu o ex-goleiro durante o processo sobre o caso
Foto: Reprodução / TV Record

O caso Eliza Samudio

Bruno foi condenado pela Justiça mineira, em março de 2013, a 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima — , a outros 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e ainda a mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. A pena foi aumentada porque o goleiro foi considerado o mandante do crime, e reduzida pela confissão do jogador. Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.

FONTE: O DIA

terça-feira, 10 de junho de 2014

Bruno ainda sonha em jogar uma Copa do Mundo, diz advogado

Morte de Eliza Samudio completa quatro anos nesta terça-feira.
Segundo defensor, goleiro tem se exercitado para voltar a jogar.

Do G1 MG
14.ago.2011 -  A Justiça do Rio de Janeiro reduziu a pena do goleiro Bruno de 4 anos e 6 meses para 1 ano e 2 meses de prisão, por lesão corporal, sequestro e cárcere privado e constrangimento ilegal de Eliza Samudio (Foto: Pedro Triginelli/G1)Goleiro Bruno manda beijo para filhas antes de
audiência em 2011 (Foto: Pedro Triginelli/G1)
O goleiro Bruno, preso desde julho de 2010 pela morte de Eliza Samudio, ainda tem a expectativa de jogar uma Copa do Mundo. A informação foi dada pelo advogado Francisco Simim, que defende o atleta. Nesta terça-feira (10), a morte da jovem completa quatro anos, segundo o processo.
Bruno Fernandes foi condenado pela Justiça de Minas a 22 anos e três meses de prisão pela morte e ocultação do cadáver da ex-amante, além do sequestro do filho da jovem. Além de Bruno, outras cinco pessoas foram condenadas pela morte de Eliza.
Bruno treina sexta-feira (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)Bruno, durante treino no Flamengo em 2010
(Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)
Segundo Francisco Simim, apesar de preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o goleiro não perdeu a esperança de voltar a jogar futebol e de disputar uma Copa do Mundo. Quando foi preso, Bruno era atleta do Flamengo.
Ainda de acordo com o defensor, o goleiro tem feito exercícios físicos no presídio, e conseguiu ganhar massa muscular. “Está otimista para o futuro”, resumiu o advogado. A Secretaria Estadual de Defesa Social (Seds) disse que Bruno, assim como qualquer detento com direito a banho de sol, pode usar estas duas horas do benefício diariamente para a prática de atividades físicas. E que na unidade existe uma “pelada” entre os presos.
DNA
Francisco Simim revelou, na semana passada, que o goleiro afirma não ser o pai do filho de Eliza, apesar de ter reconhecido a paternidade na Justiça. A defesa do atleta deve apresentar, nesta semana, um pedido ao tribunal para que seja feito o exame de DNA, para apurar a paternidade do garoto, hoje com quatro anos. “A Eliza tinha caso com vários jogadores na época, não dá para saber”, disse Simim.
Entenda o caso
Bruno Fernandes foi condenado pela Justiça de Minas, em março de 2013, a 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), a outros 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e ainda a mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. A pena foi aumentada porque o goleiro foi considerado o mandante do crime, e reduzida pela confissão do jogador.
Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.

FONTE:
http://g1.globo.com/minas-gerais/julgamento-do-caso-eliza-samudio/noticia/2014/06/bruno-ainda-sonha-em-jogar-uma-copa-do-mundo-diz-advogado.html

sábado, 1 de março de 2014

Contratação do goleiro Bruno esbarra na legislação e pode não sair do papel

Contratação do goleiro Bruno esbarra 

na legislação e pode não sair do papel

Pelo Código Penal, condenados em regime fechado só podem trabalhar em serviços e 
obras públicas. Assim, desejo do Montes Claros fica ameaçado
01/03/2014 - 15:24
Contratação de Bruno pode não sair do papel, mas ex- juiz explica
Contratação de Bruno pode não sair do papel, mas ex- juiz explica
Foto: Reprodução/ Internet
  Anunciada nesta sexta-feira, a contratação do goleiro Bruno pelo Montes Claros pode não sair do papel, já que o vínculo do jogador com o clube mineiro esbarraria no Código Penal. A lei permite que detentos prestem apenas serviços públicos quando estão presos em regime fechado, caso do ex-atleta do Flamengo e doAtlético-MG.
- Com relação ao trabalho externo no regime fechado, tanto o Código Penal como a Lei de Execução Penal preveem que o trabalho externo somente se dará em serviços e obras públicas. É uma exceção. Somente nestes casos - disse o advogado criminalista Erik Patrick.
  Mas o caso promete levantar polêmica, já que a possibilidade do goleiro defender o Montes Claros no Módulo II do Campeonato Mineiro pode gerar interpretações na Justiça.
- Tem uma questão de interpretação aí. Se se trata de uma 'obra pública'. Se trabalhar como goleiro de futebol (é algo público) - afirmou o ex-magistrado Frederico do Espiríto Santo.
Mesmo com o imbróglio, o nome do goleiro já foi inclusive registrado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O contrato com o Montes Claros é válido por cinco anos e tem multa de R$ 2,86 milhões. O salário previsto para o arqueiro é de R$ 1.430.
Bruno está preso desde julho de 2010. Ele foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo desaparecimento e assassinato de Eliza Samudio. Detido na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), ele ainda precisaria que a Justiça autorizasse uma transferência para o presídio de Montes Claros para poder jogar. Atualmente, o time da cidade é líder do Grupo B do Módulo II do Campeonato Mineiro (equivalente à segunda divisão).
FONTE: sporttv.com


FONTE:
http://www.meionorte.com/noticias/esporte/contratacao-do-goleiro-bruno-esbarra-na-legislacao-e-pode-nao-sair-do-papel-239397.html

terça-feira, 26 de novembro de 2013

'Amor à vida': Paloma fica horrorizada ao flagrar Bruno e Aline

Já tem algum tempinho que Aline (Vanessa Giácomo) está dando em cima de Bruno (Malvino Salvador) descaradamente. E agora parece que a cascavel vai conseguir o que tanto quer: separar o corretor de Paloma (Paolla Oliveira).
Bruno vai até o apartamento da golpista para tratar de negócios e, mais uma vez, dá de cara com Aline deslumbrante! Ela usa um roupão muito sexy e toma um chocolate quente. A víbora faz menção de pegar os documentos que ele carrega e derruba a bebida no corretor. "Meu Deus, desculpa, Bruno. Tira essa camisa, toma essa toalha, passa no corpo, que você está todo melecado de chocolate", diz a morena.
Bruno fica meio cabreiro. E com razão! Nesse exato momento, Paloma também entra no apartamento, e Aline percebe a oportunidade de ouro. Malandramente, ela tira o robe, mostrando sua linda silhueta, e fica quase nua na frente do corretor, que sai do banheiro da suíte sem camisa. Paloma fica totalmente horrorizada com o que vê. "Bruno?", dispara.
E agora? O que será que vai acontecer? Não perca a cena, que vai ao ar na segunda-feira, dia 25 de novembro.






FONTE:
http://www.meionorte.com/novelas/amor-a-vida-paloma-fica-horrorizada-ao-flagrar-bruno-e-aline-276018.html

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Alejandra mandará homem matar Bruno

Malvino Salvador, o Bruno de 'Amor à vida' (Foto: Reprodução)
MALVINO SALVADOR, O BRUNO DE 'AMOR À VIDA' (FOTO: REPRODUÇÃO)
Depois de Paulinha (Klara Castanho) ser sequestrada por Ninho (Juliano Cazarré) e Alejandra (Maria Maya), Bruno (Malvino Salvador) também passará a correr risco. Nos próximos capítulos de "Amor à vida", com medo de que a menina faça um escândalo durante a fuga para o Peru, a traficante ameaçará matar o corretor.
A confusão começará quando Paulinha armar um plano para fugir do cativeiro com Ciça (Neusa Maria Faro). Ela convencerá Ninho a levá-la à praia e, quando estiver na areia, soltará a mão dele. A menina correrá e gritará pedindo socorro, mas o rapaz conseguirá disfarçar dizendo se tratar de uma brincadeira. Com isso, o dono de um quiosque nem desconfiará do sequestro.
Irritada com o acontecido, Alejandra vai levar a enfermeira para um penhasco e a empurrará. Quando voltar ao esconderijo, ela ameaçará Paulinha.
- Eu vim aqui só pra te avisar que eu não peguei a foto do Bruno à toa. Se tentar fugir de novo, se aprontar mais alguma pra cima de mim, se não fizer direitinho o que eu disser, eu mando dar um jeito no seu pai. Entendeu, garota? Não brinca comigo, porque as minhas brincadeiras são bem mais perigosas que as suas.
Em outro dia, um homem aparecerá na casa para entregar os documentos falsos para a viagem ao Peru. Alejandra explicará seu plano para Paulinha e Ninho.
- Para embarcar, você se chama Ana, é um lindo nome, fácil de lembrar. E, se alguém se enganar, entre Aninha e Paulinha, não tem muita diferença. O nome que você vai usar para viajar é Antônio. Ninho pode ser diminutivo de Antônio. Eu fiquei com Alice. Aqui também tem uma certidão de nascimento falsa para Paulinha, porque menor de idade precisa de certidão de nascimento para viajar. E as passagens para hoje, de madrugada, quando o aeroporto está mais vazio.
Ao saber do novo nome, Paulinha se irritará e dirá que não quer viajar. Alejandra, então, pegará a foto de Bruno e entregará para o tal homem:
- Além da foto, estou te dando o endereço da escola onde ela estudava. O pai do Bruno tem um bar lá perto e a mãe dele é enfermeira no hospital San Magno, se chama Ordália. Fica fácil achar onde ele mora.
Depois, a amiga de Ninho vai ameaçar a menina mais uma vez:
- Então, Paulinha, o jogo é esse: se você fizer escândalo no aeroporto, eu for presa e o Ninho também, o meu amigo aqui acaba com o Bruno. Ele some com o Bruno.
FONTE:
http://kogut.oglobo.globo.com/noticias-da-tv/novelas/noticia/2013/08/alejandra-mandara-homem-matar-bruno.html


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Macarrão acusa Bruno de mandar matar Eliza e diz ter medo de morrer


Atualizado: 22/11/2012 03:16 | Por Marcelo Portela - O Estado de S.Paulo, estadao.com.br

Macarrão acusa Bruno de mandar matar Eliza e diz ter medo de morrer

O ex-braço direito do goleiro Bruno Fernandes, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, admitiu envolvimento no caso Eliza Samudio

Macarrão acusa Bruno de mandar matar Eliza e diz ter medo de morrer (© TJ-MG)

BELO HORIZONTE - O ex-braço direito do goleiro Bruno Fernandes, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, admitiu, na madrugada desta quinta-feira, 22, no fórum de Contagem(MG), que entregou a amante do jogador, Eliza Samudio, para um desconhecido com a promessa de que ela seria levada para conhecer um apartamento que Bruno daria a ela em Belo Horizonte, mas já "pressentindo" que ela seria executada. Macarrão disse que seguia ordens do atleta, que o chamou de "bundão", e afirmou que teme por sua vida por ser um "arquivo vivo".
"Guardei isso tudo dois anos, quatro meses e 22 dias. Não aguentava mais porque não sou esse monstro que todo mundo colocou. Não sou o Luiz Henrique traficante, que acabou com a vida do Bruno. Se alguém acabou com a vida, foi ele que acabou com a minha. Sei que agora sou X9 (alcaguete), mas minhas filhas estão crescendo. Agora sou um arquivo vivo. Tenho medo de morrer", afirmou Macarrão durante depoimento que, no meio da madrugada, já ultrapassava três horas de duração no julgamento pelo assassinato de Eliza, desaparecida desde junho de 2010.
Macarrão narrou toda sua relação com o goleiro, mas evitou qualquer citação ao ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ter executado a vítima. "Ele não vai acusar o Bola, porque teme pela vida de sua família", afirmou o advogado José Arteiro, assistente da acusação no processo. As declarações foram feitas após a exibição de vídeos com reportagens sobre o caso, além das imagens com o relato de Sérgio Rosa Sales sobre os últimos dias de Eliza Samudio no sítio de Bruno em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Sales era primo de Bruno e era o único acusado do homicídio de Eliza que aguardava o julgamento em liberdade, mas foi assassinado em agosto. O relato dele foi essencial para as investigações em torno do caso. Entre os vídeos exibidos estava também uma conversa de Bruno com policiais civis que fizeram a escolta do goleiro do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, após ele ser preso por determinação da Justiça. Bruno chega a dizer que, diante de tudo, "não confia" mais em Macarrão.
Antes de começar a ser interrogado pelo promotor Henry Wagner Vasconcelos e pelos advogados de defesa, Macarrão disse também que queria pedir perdão a Elenílson Vitor da Silva, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, e a outra ex-namorada de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, também réus no processo que devem ser julgados a partir de 4 de março de 2013, data marcada também para o julgamento do goleiro e de Bola. "Aconteceram várias coisas nesses dois anos e meio que complicaram a vida deles", afirmou, referindo-se ao período em que foi morar no Rio de Janeiro trabalhando para o jogador.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Advogados de Bola e Macarrão abandonam júri do caso Eliza Samudio

Guilherme Balza
Do UOL, em Contagem (MG)


Os advogados de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, abandonaram o julgamento do caso Eliza Samudio no início da tarde desta segunda-feira (19), primeiro dia do júri.
O advogado Ércio Quaresma, um dos defensores de Bola, argumentou que o tempo de 20 minutos para cada defesa apresentar seus questionamentos preliminares, concedido pela juíza Marixa Fabiane, não era suficiente.
Os outros advogados de Bola, Fernando Costa Oliveira Magalhães e Zanone de Oliveira Júnior --além de três assistentes--, acompanharam Quaresma, assim como os três defensores de Macarrão, Leonardo Cristiano Diniz, Bruno Oliveira Gusmão e Sandro Renato Constant de Oliveira.

O caso Bruno em fotos

Foto 1 de 198 - 19.nov.2012 - O goleiro Bruno Fernandes de Souza (sentado à direita) durante seu julgamento no fórum de Contagem (MG), nesta segunda-feira (19). Ele é acusado de mandar matar a jovem Eliza Samudio, 24, sua ex-amante. Primeira testemunha a depor no júri do caso, Cleiton Gonçalves, ex-motorista de Bruno, confirmou que Sérgio Rosa Salles, primo do ex-atleta, lhe disse que 'Eliza já era'. A declaração foi dada após ele ser questionado pelo promotor de acusação caso, Henry Castro Vagner Antonio /TJ-MG
“Não temos a menor condição de trabalhar em um julgamento em que a defesa é cerceada já no prólogo, que dirá no epílogo”, disse Quaresma, questionando o tempo dado pela juíza para os questionamentos preliminares da defesa.
Antes de definir com os advogados a saída do caso, Quaresma chegou a apresentar alguns questionamentos, mas acabou cumprindo a promessa feita logo após o anúncio da juíza e abandonou o júri.
Ao dizer que 20 minutos não eram suficientes, Quaresma afirmou que não iria se "subjugar a aberração jurídica.” Em seguida, pediu para conversar em particular com seu cliente, Bola, para orientá-lo a não aceitar a nomeação de um defensor público para defendê-lo --quando um advogado abandona o julgamento, um defensor necessariamente precisa ser nomeado.
“Se a defesa mantiver essa postura, declararei os réus indefesos”, disse a juíza. Marixa, então, avisou aos defensores públicos que provavelmente teria que contar com o trabalho deles na defesa dos réus.
A juíza argumentou que 20 minutos eram suficientes para os questionamentos e que o mesmo tempo é dado para as defesas durante as alegações finais.
Rui Pimenta, advogado do goleiro Bruno, disse não concordar com os advogados que, ao abandonarem o júri, tentam suspender o julgamento.
Ele afirmou que a juíza concedeu mais 10 minutos para os questionamentos preliminares da defesa, o que seria razoável. "Tem que ter razoabilidade, tem que ter bom senso para essas questões."
Para Pimenta, o ideal seria que as reclamações dos advogados constassem da ata do julgamento, o que poderia se tornar um trunfo da defesa dos réus em caso de condenação. "Essas questões vão servir de argumento para anular o júri."
Pimenta disse também que não concorda com a suspensão do júri porque Bruno já está preso há muito tempo.

Jurados dispensados

Quaresma já havia tido uma divergência com a juíza após a dispensa dos sete jurados que participaram, no início de novembro, do júri que absolveu Bola pela morte de um agente penitenciário, em 2000.
Os sete estavam entre os 25 jurados que se voluntariaram para participar do Tribunal do Júri de Contagem neste mês e, portanto, seriam incluídos no sorteio dos sete jurados do caso Eliza.
A juíza Marixa já havia dispensado os jurados, mas o advogado de Bola, Ércio Quaresma, afirmou que iria recorrer da decisão nos tribunais superiores, o que poderia suspender o julgamento ou até mesmo cancelá-lo, dependendo da decisão dos tribunais.
Para Quaresma, os dois julgamentos são “totalmente distintos”. “São processos jurídicos totalmente distintos, não afeta a isenção dos jurados.”
A juíza, então, decidiu consultar os jurados sobre a participação no julgamento. “Consulto os senhores se existe algum constrangimento em participar deste júri”, indagou a magistrada. Seis dos jurados ergueram as mãos e pediram dispensa. O sétimo já havia sido dispensado por questões de saúde.

Entenda

O desaparecimento de Eliza Samudio provavelmente teria entrado para a crônica policial como mais um caso anônimo, sem corpo nem solução, se não tivesse entre os acusados um personagem que imediatamente chamou a atenção do público em todo o Brasil: Bruno de Souza Fernandes, 27, então goleiro titular e capitão da equipe principal de futebol do Flamengo, do Rio.
Desde que o nome de Bruno emergiu como o principal suspeito pelo sumiço de Eliza, foi desfraldado um enredo --ainda inacabado-- repleto de reviravoltas, declarações polêmicas, versões fantasiosas e pistas falsas. A morte também provoca perguntas, por enquanto sem respostas: Bruno mandou matar Eliza? Onde está o corpo? Eliza pode estar viva?
Com o julgamento, Bruno e quatro réus presenciam versões do caso --e de fatos a ele relacionados-- narradas por advogados e testemunhas. Ao cabo de duas semanas, tempo previsto de duração dos trabalhos, sete jurados definirão se os cinco réus são culpados ou inocentes.

O desaparecimento de Eliza

A paranaense Eliza Silva Samudio tinha 25 anos em junho de 2010, quando, segundo relatos de amigos, saiu do Rio de Janeiro, onde morava, e foi para Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, para conversar com o goleiro Bruno, pai de seu filho, então um bebê de apenas quatro meses. O atleta estava em compromisso pelo Flamengo, mas iria logo depois.
Bruno mantinha um sítio na cidade mineira, onde costumava descansar e reunir amigos. Revelado pelo Atlético Mineiro em 2005, o goleiro estava no Flamengo e morava no Rio desde 2006. Foi no Rio que Bruno começou a se relacionar com Eliza, no início de 2009. Cerca de um ano depois, em fevereiro de 2010, eles tiveram um filho.
Amigos contam que o relacionamento entre os dois havia “azedado” logo que Eliza soube que estava grávida. Eles relatam que Bruno e Eliza brigavam muito, e o goleiro a teria agredido e obrigado a tomar remédios abortivos quando soube da gravidez. A pedido dele, Eliza teria ido ao sítio de Minas para tentar chegar a um acordo sobre a paternidade da criança. Foi e não voltou, dizem.

Investigação e “revelação”

Conforme a investigação, cerca de três semanas após Eliza ter sido levada para Minas, um telefonema anônimo para o Disque Denúncia (181) informou que ela havia sido agredida e morta no sítio do goleiro em Esmeraldas. Imediatamente a polícia conseguiu um mandado de busca e apreensão e seguiu para o local, onde fez buscas e encontrou roupas de mulher, fraldas e objetos de criança.
Mas foi no Rio que o caso “explodiu”, no início de julho, quando a polícia encontrou, na casa do goleiro, em um condomínio fechado no Recreio dos Bandeirantes, um adolescente de 17 anos, primo do goleiro, que afirmou ter participado do sequestro de Eliza. Segundo depoimento do menor, ele e Luiz Henrique Romão, o “Macarrão”, levaram Eliza e o bebê para o sítio em Esmeraldas.
Em seguida, de acordo com o adolescente, ela foi levada a Vespasiano, para a casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", acusado de ser o executor do crime. Lá, Eliza teria sido amarrada, estrangulada e esquartejada, e partes do corpo teriam sido jogadas a cães da raça rottweiler, que as comeram. O bebê não estava junto, havia ficado 40 km para trás, no sítio em Esmeraldas, sob os cuidados da mulher de Bruno, Dayanne Souza.
No dia seguinte ao depoimento do menor, a Justiça de Minas Gerais pediu a prisão preventiva de Bruno e mais oito pessoas, todas suspeitas de participarem direta ou indiretamente do crime: Bruno, MacarrãoBola (suspeito de matar Eliza), Dayanne, Fernanda Castro (amante de Bruno), Elenilson Vítor da Silva (caseiro do sítio), Flávio Caetano de Araújo (amigo), Wemerson Marques de Souza (amigo) e Sérgio Rosa Salles (primo de Bruno). Os cinco primeiros começam a ser julgados hoje. Dos demais, um foi assassinado (Sérgio), um não foi pronunciado por falta de provas (Flávio) e dois serão julgados em data a ser definida.
O menor que contou tudo à polícia hoje é maior. Jorge Rosa foi condenado pelo juiz da Vara da Infância e Juventude de Contagem a cumprir medida socioeducativa por envolvimento no caso. As informações de Rosa serviram de base para as investigações da polícia. Porém, após apontar Bruno, Bola e Macarrão como os autores do crime, ele voltou atrás e negou a versão. Atualmente, faz parte de programa de proteção de testemunhas do governo de Minas Gerais.

Versão da polícia para morte de Eliza: o caso Bruno em quadrinhos

Foto 1 de 40 - Rio de Janeiro - Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais concluíram que o goleiro Bruno Souza está envolvido na morte da ex-namorada, Eliza Samudio. Segundo o inquérito, ele nunca aceitou pagar pensão ao bebê que era dele. Por isso, propôs um acordo para atraí-la ao cárcere privado e depois, à morte. O atleta nega as acusações. Entenda que provas a polícia tem contra o goleiro nos quadrinhos a seguir Mais Ilustrações: evision Reportagem: Rosanne D'Agostino

Morte

Desde as prisões, em agosto de 2010, novos fatos surgiram, ora ajudando, ora embaralhando as investigações do que pode ter acontecido com Eliza em Minas Gerais. Dezenas de testemunhas foram ouvidas, delegadas foram afastadas do caso, acusados disseram ter sidoagredidos ou passaram mal na prisão, e peritos chegaram a desqualificar provas colhidas durante o inquérito. Morte e tentativas de homicídio, além de lista de marcados para morrer, também estiveram presentes nesses dois anos. Um dos réus, Sérgio Salles aguardava o júri em liberdade e foi assassinado quando ia para o trabalho, em Minas Gerais.
Ainda nesse período, uma juíza foi acusada de tentar extorquir Bruno para livrá-lo da cadeia, um suposto plano para matar outra juíza e um deputado foi descoberto, uma série de TV contando o caso quase foi impedida de ir ao ar e uma carta anônima chegou ao estúdio de um programa de rádio indicando o local exato de onde estaria o corpo de Eliza. Mesmo tendo sido revelado em sonho, o lugar indicado foi visitado pela polícia, que não encontrou nada por lá. A última revelação foi dada pelo padrasto de Eliza, para quem a enteada está viva.

A criança

Pivô involuntário do desaparecimento da mãe, o filho de Eliza e Bruno tem atualmente dois anos e oito meses e vive em Mato Grosso do Sul com a avó materna, que ganhou na Justiça o direito de criá-lo, depois de uma pendenga judicial com o avô, que também queria o menino.
Nesta segunda-feira (19), a mãe de Eliza, Sônia de Fátima Moura, afirmou ao UOL que Bruninho pergunta muito pela mãe. A avó diz que já explicou ao menino que a mãe morreu e não vai voltar.
Condenado ou absolvido, Bruno já declarou que não pretende brigar pela guarda do filho, cuja paternidade foi atribuída a ele pela Justiça do Rio de Janeiro em julho deste ano. Seu maior sonho é disputar a Copa do Mundo de 2014 como titular da seleção brasileira e dar o título ao país defendendo um pênalti cobrado pelo argentino Messi na final.

VEJA O O QUE SERÁ APRESENTADO NO JULGAMENTO DOS ACUSADOS

RÉUACUSAÇÃOO QUE DIZ O MPO QUE DIZ A DEFESA
BRUNOResponde pelos crimes de sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáverMentor e mandante da morte de Eliza, ameaçou-a de morte durante a gravidez. O goleiro determinou que Eliza fosse sequestrada e levada a sua casa, no Rio de Janeiro. Acompanhou o deslocamento de Eliza, já sequestrada e ferida na cabeça após receber coronhadas, para MinasNega a existência do crime. Eliza não foi morta porque não há corpo. Anteriormente, havia reconhecido a morte de Eliza, mas sem a participação, concordância ou o conhecimento do goleiro. A atribuição do crime havia sido dada a Macarrão, insinuando que o ex-braço direito nutria um “amor homossexual” pelo jogador
MACARRÃOResponde pelos crimes de sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado, e ocultação de cadáverTambém ameaçou Eliza durante a gravidez e foi o responsável pelo sequestro da moça no Rio de Janeiro. Foi o motorista do carro, com Eliza e o filho, na viagem para Minas Gerais. Dirigiu o veículo que transportou a moça até a casa de Bola. Amarrou as mãos de Eliza e desferiu chutes nas pernas da moçaNão existem provas materiais do crime de homicídio. Ele declarou que, Para evitar “especulações”, não adianta detalhes da estratégia de defesa a ser adotada
BOLAResponde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáverExecutor de Eliza, estrangulou a jovem dentro de casa, em Vespasiano. Esquartejou o corpo da mulher e atirou uma das mãos a cães rottweiler. Foi incumbido de desaparecer com o corpoNega as acusações e afirma que apresentará “prova cabal” aos jurados, durante o julgamento, da inocência de Bola
DAYANNEResponde pelos crimes de sequestro e cárcere privado da criançaParticipou da “vigilância” feita sobre Eliza e o filho no sítio do goleiro em Esmeraldas, apontado pela polícia como o cativeiro de Eliza antes de sua morte. Sabia do plano para matar a ex-amante do jogador. Tentou desaparecer com o filho de Eliza, localizado posteriormente pela polícia em Ribeirão das NevesNega que Dayanne soubesse do plano para matar Eliza, ela apenas cuidou da criança depois de um pedido do ex-marido. Sobrevivência do filho de Eliza se deu graças a Dayanne
FERNANDAResponde pelos crimes de sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho delaOutra ex-amante de Bruno, auxiliou Macarrão a manter Eliza dentro da casa do goleiro no Rio antes da viagem para Minas. Cuidou do filho de Eliza nesse período e acompanhou Bruno e Macarrão na ida para Minas. Sabia da intenção do grupo de matar ElizaÉ inocente, não sabia de nenhum plano para matar Eliza. Não presenciou um cenário que remetesse ao crime atribuído a ela. A viagem a Minas Gerais com o goleiro havia sido programada um mês antes do crime. Não notou ferimentos em Eliza




FONTE: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/11/19/advogado-de-bola-abandona-juri-do-caso-eliza-samudio.htm

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