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terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Bancos passam a cobrar dólar do dia da compra com cartão

Medida começa valer a partir de 1º de março, conforme circular do BC
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A partir de março, compras feitas em moeda estrangeira com cartão de crédito devem vir na fatura com o valor equivalente em reais do dia em que foram realizadas. Os bancos podiam oferecer essa forma de cobrança se quisessem, mas a maioria das instituições preferia cobrar o valor referente à data do fechamento da fatura.

Com entrada em vigor da Circular nº 3918, os bancos serão obrigados a oferecer a opção de utilizar a taxa de câmbio do dia de cada gasto. Caso não queira optar por essa sistemática, o cliente poderá pagar com base na taxa de câmbio do dia de fechamento da fatura.

Quando anunciou a mudança na regra, em novembro de 2018, o Banco Central (BC) argumentou que a sistemática de pagamento pela data de fechamento da fatura deixa os clientes expostos a flutuações das taxas de conversão no período entre o dia do gasto e o pagamento. Isso porque a variação cambial ocorrida entre a data do gasto e o efetivo pagamento é atualmente ajustada na fatura do mês posterior, podendo gerar crédito ou débito para o cliente.

Assim um único gasto pode resultar em duas obrigações em momentos distintos. Com a nova regra, o cliente ficará sabendo já no dia seguinte quanto vai desembolsar em reais, eliminando a necessidade de eventual ajuste na fatura subsequente. O BC também destacou, na época, que apesar de ser possível oferecer aos clientes a taxa de câmbio do dia de cada gasto, a maioria dos bancos preferia o fechamento da fatura.

“A situação atual para a maioria dos clientes é de: dificuldade para prever o valor em reais a ser desembolsado no dia do pagamento da fatura; fatura sem uniformidade nas informações e de difícil compreensão; e reduzida possibilidade de comparação das taxas de conversão praticadas pelos emissores de cartão, o que desestimula a competição”, informou o BC em documento de exposição de motivos para a edição da circular com as novas regras.

A partir de 1º de março deste ano, cada fatura deve ter: a discriminação de cada gasto, com no mínimo sua data, a identificação da moeda estrangeira e o valor na referida moeda; o valor equivalente em dólar na data de cada gasto; a taxa de conversão do dólar para reais na data de cada gasto; e o valor em reais a ser pago pelo cliente.

Em outubro de 2019, o BC divulgou uma carta circular para detalhar como a medida deveria se aplicada. Para que o cliente possa ter informações sobre as melhores taxas de câmbio utilizadas pelos emissores no mercado, os bancos são obrigados a tornar disponível em todos os seus canais de atendimento ao cliente a taxa de conversão do dólar para reais utilizada no dia anterior referente aos gastos em moeda estrangeira de seus clientes; e publicar informações sobre o histórico das taxas de conversão.

Além de se atentarem às taxas de câmbio, os consumidores devem observar que as compras no exterior com cartão de crédito têm incidência do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), com alíquota de 6,38%.
POR AGÊNCIA BRASIL

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Cartões de crédito deverão calcular dólar no dia da compra a partir de 2020

(Foto: Picserver.org)
O Banco Central deu nesta quarta-feira, 28, uma boa notícia para quem costuma comprar eletrônicos de fora do Brasil ou games em moeda estrangeira. A partir de 2020, todos os cartões de crédito emitidos no país deverão calcular o valor do dólar com base na cotação do dia em que a compra foi feita.
Atualmente, a maioria dos cartões calcula o preço do dólar com base na data de vencimento. Se você comprar um smartphone num dia e o dólar inesperadamente subir de valor até a chegada da fatura, você terá de pagar bem mais do que havia previsto, por exemplo.
Desde 2016, o BC permite que instituições financeiras cobrem o dólar pelo dia da compra, mas são poucas as empresas que fazem isso - o Nubank é uma delas. A partir de 2020, esse tipo de cobrança será obrigatório, facilitando a vida de quem faz compras internacionais.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Preços do petróleo derrubam Bolsa e fazem dólar chegar a R$ 4,10

Reprodução
Reprodução
Os preços do petróleo operavam em forte baixa na manhã desta quarta-feira (20), renovando as mínimas de 2003. A queda da commodity derruba Bolsas pelo mundo e faz com que o dólar se valorize ante o real.
O petróleo perdeu mais terreno após a Agência Internacional de Energia, que aconselha países industrializados sobre política energética, alertar que os mercados de petróleo podem “se afogar em excesso de oferta” em 2016.
Às 10h30 (de Brasília), O Brent, negociado em Londres, se desvalorizava em 3,51%, a US$ 27,75 o barril. Já o WTI, comercializado no mercado americano, tinha queda de 3,69%, a US$ 27,41.
A commodity enfrenta uma brusca desvalorização após uma mudança na estratégia da Arábia Saudita, que aumentou consideravelmente a oferta do produto, além da volta do Irã, outro grande produtor, ao mercado e uma possível desaceleração da economia da China.
BOLSA
O principal índice acionário do Brasil iniciou o dia em queda, puxado pela baixa das ações da Petrobras e da Vale.
Às 10h35 (de Brasília), o Ibovespa tinha queda de 1,90%, aos 37.334 pontos.
Na terça (19), as ações da Petrobras amargaram outro dia de desvalorização, após voltar aopatamar de 1999.
As ações preferenciais da Petrobras, mais negociados e sem direito a voto, têm queda de 5,15%, a R$ 4,41, enquanto as ações ordinárias, com direito a voto, se desvalorizavam em 4,06%, a R$ 5,90.
Os papéis preferenciais da Vale caíam 4,54%, a R$ 6,72%, enquanto que as ações ordinárias têm queda de 4,35%, a R$ 8,78.
DÓLAR
O dólar chegou a avançar a R$ 4,10 pela primeira vez desde setembro nesta quarta (20), refletindo o quadro de aversão a risco nos mercados globais diante de novo tombo dos preços do petróleo.
Às 10h35 (de Brasília), o dólar à vista, referência no mercado financeiro, se valorizava em 1,06%, a R$ 4,086 na venda. Já o dólar comercial, utilizado no comércio exterior, tinha alta de 0,78%, a R$ 4,087.

FONTE: O ESTADO

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Dólar derruba Páis no Índice Big Mac

ECONOMIA





O real cada vez mais fraco já começa a tornar o Brasil mais barato para os estrangeiros. Se o Índice Big Mac - indicador que compara o poder de compra das moedas - for atualizado com a recente disparada do dólar, o preço do sanduíche no Brasil cai dez posições no ranking dos mais caros do mundo. A conta mostra ainda que, desde julho, o preço em dólar do sanduíche vendido no Brasil está menor que o praticado nos EUA. Isso não acontecia desde 2007.
A recente queda do real já está evidente na pesquisa do Índice Big Mac, indicador criado pela revista The Economist para medir o poder de compra das moedas. A mais recente pesquisa, divulgada no mês passado, mostrava o sanduíche do Brasil com preço médio equivalente a US$ 4,28. Esse era o 12º valor mais alto do mundo e ficava atrás da Itália (onde o Big Mac custava US$ 4,38) e à frente do vizinho Uruguai (US$ 4,13).
Com a disparada do dólar, a situação mudou. O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, atualizou esse levantamento com o dólar a R$ 3,50 - cotação alcançada esta semana. Esse novo patamar fez o preço do sanduíche cair para US$ 3,86 no Brasil. Com isso, o País recuaria dez posições no ranking, ao ser ultrapassado por economias como Bélgica, Costa Rica, Espanha,
Alemanha, Austrália e Turquia. Agora, o Big Mac brasileiro é o 22º mais caro do planeta. Ou, para os otimistas, o 37º mais barato.
O índice Big Mac é uma maneira inusitada para tentar avaliar quando uma moeda está sobrevalorizada ou subvalorizada em relação a outra. Para estudar o poder de compra do dinheiro, a Economist decidiu comparar na década de 80 o preço convertido em dólares de um produto que fosse idêntico em todos os países.
O levantamento mostra que, em julho, o preço médio do Big Mac nos EUA era de US$ 4,79. No Brasil, o valor convertido era 10,6% menor. Ou seja, o sanduíche brasileiro estava mais barato que nos EUA. Com o dólar a R$ 3,50, a diferença fica ainda maior e o preço nacional já está 19,5% menor que o verificado em Miami ou Nova York.
FONTE:
Paraná Online

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Alta do dólar vira piada entre internautas no Twitter

REDE SOCIAL

16h02 | 11.02.2015

Usuários brincam em rede social com a valorização da moeda americana frente ao real. Alguns dizem que o dólar está fantasiado de euro para "pular" o carnaval no Brasil.


Os usuários do Twitter aproveitaram a tarde desta quarta-feira (11) para brincar com a cotação do dólar comercial que chegou a passar de R$ 2,87, o maior valor desde 2004. A alta nessa sessão foi afetada pelo ambiente de instabilidade no exterior, causado pela incerteza em relação à permanência da Grécia na zona do euro e também por preocupações com o cenário doméstico.
 
Memes e tuítes foram criados por internautas brasileiros. Eles brincaram com a situação de instabilidade do valor do real frente a moeda americana. Alguns internautautas disseram que o dólar está fantasiado de euro para pular o carnaval no Brasil. Outros tuitaram que a moeda americana subiu por conta do suposto impeachment da presidente Dilma Rousseff. Confira algumas postagens dos internautas no Twitter.
 

FONTE: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/negocios/online/alta-do-dolar-vira-piada-entre-internautas-no-twitter-1.1219252

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Turista deve logo comprar dólar, mesmo em parte

SEM PERSPECTIVA DE BAIXA

Turista deve logo comprar dólar, mesmo em parte

14.11.2014

Nas casas de câmbio de Fortaleza, o dólar turismo em espécie varia de R$ 2,67 a R$ 2,78, diferença de 4%

DOLLAR
A alta da moeda norte-americana também impacta nas agências de turismo, fazendo diversas pessoas desistirem de viagens internacionais
FOTO: REUTERS
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A Bovespa fechou em baixa ontem, também influenciada pela expectativa do anúncio do novo ministro e o rumo da política econômica. O recuo foi de 2,14%
Com a valorização progressiva do dólar, os turistas brasileiros que pretendem viajar ao exterior nos próximos dois meses devem buscar às casas de câmbio para evitar um peso ainda maior no orçamento. O valor da moeda norte-americana não deverá cair muito, acreditam analistas de mercado.
Entre abril e julho, por exemplo, o dólar comercial custava, em média, R$ 2,23, 16,14% a menos que a cotação atual, R$ 2,59. A escalada da moeda, nos últimos meses, reflete principalmente no bolso dos viajantes.
Na manhã de ontem, a reportagem do Diário do Nordeste ligou para casas de câmbio de Fortaleza e verificou que o valor do dólar turismo em espécie varia de R$ 2,67 a R$ 2,78, uma diferença de 4%. Para as operações com cartões pré-pagos, a moeda foi encontrada de R$ 2,78 a R$ 2,82, oscilando 1,4%.
"Quanto mais próximo o fim do ano, mais caro deve ficar o dólar. E isso não tem a ver só com o fortalecimento da economia dos Estados Unidos, mas com o aumento da demanda por viagens internacionais nesta época do ano", afirma o gerente da Sadoc Câmbio e Turismo, Havelange Silveira, dizendo que pesquisar os preços entre as casas de câmbio é fundamental para amenizar os gastos.
Compra em lotes
Uma alternativa para os turistas brasileiros que acreditam numa desvalorização da moeda, destaca Silveira, é adquiri-la de forma parcelada. Para os turistas que irão viajar em dezembro ou janeiro, é interessante comprar o dinheiro em lotes.
"Essa prática é ideal para quem está atento às oscilações. Como o mercado vem oscilando muito, a compra em lote pode garantir ao turista um gasto menor no fim das contas. Mas não acredito numa redução drástica da moeda", complementa.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Dólar fecha em alta e tem maior valorização no ano desde 2008

Moeda americana se valorizou mais de 15% em 2013.
Em 2008, subiu 31,9%, segundo consultoria Pezco Microanalysis.

Simone CunhaDo G1, em São Paulo


O dólar registrou alta ante o real nesta segunda-feira (30) e fechou o ano com valorização de mais de 15%, a maior desde 2008, ano de início da crise internacional, segundo levantamento da consultoria Pezco Microanalysis.
Variação do dólar em relação ao real no ano
2008
31,9%
2009
- 25,5%
2010
- 4,1%
2011
12,60%
2012
8,9%
2013
15,3%
Nesta segunda, a moeda norte-americana subiu 0,77%, para R$ 2,3575 na venda, após bater R$ 2,3268 na mínima do dia. Veja cotação
No ano, o dólar subiu 15,3% em relação ao real, a maior alta desde 2008, quando subiu 31,9% por conta da crise, de acordo com a Pezco.
O sócio da consultoria, Frederico Turolla, acredita  que o dólar deve continuar se valorizando fortemente em relação ao real em 2014 e com possibilidade de alguns picos de alta.
"2013 já foi um ano de correção do nível de câmbio brasileiro e a gente acredita que vem mais no ano que vem. É interessante que, friamente, todos os anos, desde 2011, são de desvalorização do real acima da inflação", diz Turolla.
"Final do ano é momento de otimismo, mas esse ano é um pouco diferente. Os risco macroeconômicos estão aparecendo muito fortes. Nesse sentido o ano fechou carregado", avalia o consultor. Ele aponta como principal o risco fiscal, de gastos altos do governo, que pode levar a uma mudança na nota de risco do país. Essa nota, dada por agências internacionais, influencia na atração de investidores para o país.
FONTE: G1

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Alta do dólar eleva custo dos alimentos no Brasil em outubro

Agência Brasil | 10h31 | 07.11.2013

A necessidade de importar produtos como o trigo elevou o custo alimentício no país

A valorização do dólar ante o real foi o principal motivo para a alta de 1,03% no preço dos alimentos no Brasil em outubro deste ano. Segundo a coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos, a necessidade de importar produtos como o trigo elevou o custo alimentício no país.
No ano, os alimentos acumulam variação de 6,92%.Foto: Agência Brasil
“Houve problemas com a safra do trigo naArgentina e no próprio Brasil. Tivemos que importar trigo de mercados onde o produto é mais caro. O trigo aumentando espalha a inflação por outros produtos como o pão francês e o macarrão”, disse Eulina.
O custo da ração animal, também afetado pela alta do dólar, contribui para a inflação de alimentos como as carnes e o frango. As carnes, com taxa de 3,17%, foram o item que mais contribuiu para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 0,57% em outubro.
Também tiveram impacto importante no IPCA de outubro, a refeição fora de casa (1,05%) e o tomate (18,65%). No ano, os alimentos acumulam variação de 6,92%.
Entre os não alimentícios, o principal impacto veio do aluguel residencial, com inflação de 1,02%. Já entre os itens que contribuíram para evitar que a alta da inflação fosse maior em outubro estão: energia elétrica (-0,58%), passagem aérea (-1,96%) e excursão (-2,11%).

FONTE:
JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE


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