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quinta-feira, 3 de junho de 2021

Historiador da BA fala da origem das festas juninas, importância na cultura popular e devoção a santos: 'Festa da colheita'

Manoel Passos também explica sobre o surgimento da fogueira e a relação dos festejos juninos com o catolicismo. Festas também trazem características francesas, com as quadrilhas, além das adaptações do Brasil.

POR G1 BAMesa farta com comidas típicas do Nordeste, licor, fogueira e forró são alguns dos elementos do São João. Embora haja, no formato em que a festa é conhecida, fortes características brasileiras, os festejos juninos são de origem portuguesa, como explica o historiador baiano Manoel Passos.

"O São João é uma festa de origem portuguesa, quem nos colonizou. Ela veio da Península Ibérica, quer dizer, tem a origem bíblica. O grosso da comemoração vem de Portugal", conta.

Apesar da origem portuguesa e católica, os festejos também trazem características francesas, com as quadrilhas, além das adaptações do Brasil.

"As quadrilhas, apesar de serem de origem francesa, passaram por uma adaptação, uma estilização ao Nordeste, ao Brasil. Anarriê, por exemplo, é uma palavra francesa. Mas a gente introduziu [na quadrilha] o 'olha a chuva', 'olha a cobra' e as coreografias da quadrilha. Então, todos esses elementos compõem essa celebração desses festejos", conta.

CONTINUE LENDO EM: https://g1.globo.com/ba/bahia/saojoao2021/noticia/2021/06/03/historiador-da-ba-fala-da-origem-das-festas-juninas-importancia-na-cultura-popular-e-devocao-a-santos-festa-da-colheita.ghtml

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Por que amar festas juninas?


FONTE DO VÍDEO:
No Brasil todos as conhecem. As festas enfeitadas de bandeirinhas coloridas que são recheadas de muitas brincadeiras e comidas gostosas. Mas se isso ainda não é o suficiente pra fazer você amar as Festas Juninas, separamos mais alguns itens que te farão ficar esperando o ano todo por elas!
Confira mais mensagens acessando: https://www.mensagenscomamor.com

terça-feira, 23 de maio de 2017

As festas juninas estão chegando! Aprenda a fazer Curau de Milho Verde

© iStock

O curau tem origem portuguesa e como principais ingredientes creme de milho verde, leite de vaca e/ou de coco, açúcar e canela

POR NOTÍCIAS AO MINUTO

A época mais gostosa do ano está chegando e com ela todas as receitas com milho verde. Canjica, bolo, curau, milho assado, pamonha e pipoca são apenas algumas das receitas possíveis com este ingrediente tão versátil. O curau tem origem portuguesa e como principais ingredientes creme de milho verde, leite de vaca e/ou de coco, açúcar e canela.


Confira esta receita do Divino Fogão e arrase na sua festa junina!
Ingredientes (Rende 10 porções)
2 latas de milho verde
1 litro de leite
1 pitada de sal
1 xícara chá de açúcar
5 colheres sopa de amido de milho
Canela em pó para decorar
Modo de Preparo
Bata no liquidificador o milho com ½ litro de leite. Coe e coloque novamente o líquido no liquidificador e junte o restante do leite, o sal, o açúcar e o amido de milho.
Despeje na panela e cozinhe no fogo por 25 minutos mexendo sem parar. Coloque potes individuais. Polvilhe canela em pó. Sirva.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Festas juninas brasileiras atraem multidões na Europa



Projeto itinerante 'Brasil Junino' está em Roma até domingo

Apresentações de danças nordestinas, músicas regionais, folclore e quadrilhas. Essas atrações estão atraindo milhares de pessoas pelas capitais europeias por onde o projeto "Brasil Junino" passa. Iniciado em Lisboa em abril, a mostra junina já foi montada em Madri e agora está em cartaz em Roma até o próximo domingo (14).

Depois, será a vez dos londrinos conhecerem a festa junina brasileira de 26 de maio a 4 de junho. "É a primeira vez que fazemos o evento na Europa. Antes disso, só havíamos feito o 'Brasil Junino' na Casa Brasil das Olimpíadas do Rio de Janeiro, no ano passado. É inédito", disse à ANSA Edilane Oliveira, curadora e diretora artística do projeto. "Queremos mostrar para a Europa que o Brasil tem muito mais que carnaval ou só Rio de Janeiro e São Paulo", explicou. O evento reúne as tradições das sete maiores festas juninas do Brasil: Caruaru (Pernambuco), Campina Grande (Paraíba), Aracaju (Sergipe), Mossoró (Rio Grande do Norte), Bahia, Ceilândia (Distrito Federal) e São Luis do Maranhão (Maranhão), reproduzidas em um cenário com peças do folclore e decorações regionais, além das apresentações musicais. A cantora Elba Ramalho se apresentou em Lisboa e a banda Bicho de Pé animará a festa junina em Roma no dia 14 de maio. "As visitas estão muito acima das nossas expectativas.
Esperávamos um mínimo de 5 mil pessoas em cada capital, mas todas estão acima: Lisboa foram 16 mil, Madri foram 8 mil e Roma, em apenas dois dias, foram 15 mil pessoas", contou Oliveira.
O sucesso é tanto que o projeto poderá se prolongar por mais capitais. "Oficialmente, Londres é a última etapa, mas já surgiram convites para levarmos o 'Brasil Junino' para outros lugares, como a Alemanha", ressaltou. O projeto Brasil Junino é uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Integração-Cultura, Turismo e Cidadania (IBI), com apoio da Embratur e do Ministério do Turismo. A programação completa pode ser consultada no site http://www.brasiljunino.com.br. (ANSA)
FONTE

terça-feira, 23 de junho de 2015

Produtos juninos sobem mais que inflação e estão 9,95% mais caros

Produtos juninos sobem mais que inflação e estão 9,95% mais caros(Foto: Marina Silva/Arquivo Correio)

ECONOMIA
Por outro lado, oito itens ficaram mais baratods: a farinha de mandioca, a batata-inglesa e o milho de pipoca

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)


Produtos típicos das festas juninas não só estão mais caros, como subiram acima da inflação acumulada desde junho de 2014.
Levantamento do economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas, revela que os consumidores estão pagando, em média, 9,95% a mais pelos itens procurados para as festas de São João, na comparação com 2014, enquanto a inflação do período ficou em 8,63%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da FGV.
Dos 24 produtos analisados, sete tiveram elevações de preços superiores à do IPC: carnes bovinas (17,98%), bebidas destiladas (15,11%), couve (14,60%), refrigerantes e água mineral fora de casa (11,26%), além de doces e salgados (11,05%), cervejas e chopps (9,79%) e linguiça (9,34%).
O especialista aponta o aumento das exportações de carnes para a China como o motivo do encarecimento do produto por aqui.
"Isso diminui a oferta de carne no mercado doméstico, provocando aumento dos preços". Por outro lado, oito itens ficaram mais baratos. Os destaques são a farinha de mandioca (-26,16%), a batata-inglesa (-11,25%) e o milho de pipoca (-6,15%).

FONTE:
http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/produtos-juninos-sobem-mais-que-inflacao-e-estao-995-mais-caros/

sábado, 23 de junho de 2012

FESTAS JUNINAS


FESTAS JUNINAS.

23 de Junho, véspera da Festa de São João


Muitos costumes e tradições vão se perdendo ao longo do tempo e dando lugar a novos costumes. As festas juninas são um exemplo disso. Nos dias atuais, as fogueiras quase não são  mais vistas, principalmente em áreas urbanas, onde a vida é agitada e as novas invenções e descobertas preenchem o dia a dia de cada um.

As quadrilhas ainda estão presentes nos colégios e em outras instituições, mas são diferentes: usa-se pouco a roupa de chita, fitas coloridas e tranças nos cabelos. No lugar delas, roupas mais elaboradas e com muito brilho. A maquiagem também mudou. Quase não se vê os chapéus de palha, calças remendadas e camisa de estampado colorido.

Nas coreografias, não mais os tradicionais passos (trancelim,jabaculiê e outros.) Ao chamados marcadores não gritam para ordenar os passos, apenas dão um sinal, geralmente através de um apito. As comidas típicas (pamonha, canjica, bolo de milho) estão sendo substituídas pelo bolo de chocolate e salgadinhos. As simpatias, adivinhações, o caritó, quase sumindo. Nem as pessoas passam fogo e somem os compadres, padrinhos e afilhados de fogueira.
As quermesses não são mais apenas para festejar São Pedro, Santo Antônio e São João, mas para fins lucrativos, e as competições estimulam a inovação das modalidades... E muito da identidade destas festas vai ficando apenas a lembrança!
Aninha Martins
Ipu,Ceará
Fonte de Pesquisa: Jornal “Mundo Jovem”,junho, 2012.

OBS.: Amanhã, dia 24 de junho, Festa de São João, publicaremos o "ESPECIAL DAS FESTAS JUNINAS".


quinta-feira, 23 de junho de 2011

MEU SÃO JOÃO



A origem da Festa Junina no Brasil e suas influências
    Junho é o mês de São João, Santo Antônio e São Pedro. Por isso, as festas que acontecem em todo o mês de junho são chamadas de "Festa Joanina", especialmente em homenagem a São João.

   O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.

   A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia. Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses.

   A dança-de-fitas, bastante comum no sul do Brasil, é originária de Portugal e da Espanha.
   Para os católicos, a fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel acendeu uma fogueira sobre o monte.

   No Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de bebidas e comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.

Assim surgiu a Festa de São João

    Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se.
   Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista.
   Nossa Senhora, então, perguntou-lhe:
- Como poderei saber do nascimento do garoto?
- Acenderei uma fogueira bem grande; assim você de longe poderá vê-la e saberá que Joãozinho nasceu. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele.
    Santa Isabel cumpriu a promessa.
   Um dia, Nossa Senhora viu, ao longe, uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia vinte e quatro de junho.
Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc…
   E, por falar nisso, também gostaria de contar porque existem essas bombas para alegrar os festejos de São João.
   Pois bem, antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste, porque não tinha um filhinho para brincar.
   Certa vez, apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias ia ser pai.
   A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz, emudeceu até o filho nascer.
   No dia do nascimento, mostraram-lhe o menino e perguntaram como desejava que se chamasse.
   Zacarias fez grande esforço e, por fim, conseguiu dizer:
- João!
   Desse instante em diante, Zacarias voltou a falar.
   Todos ficaram alegres e foi um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.
   Lá estava o velho Zacarias, olhando, orgulhoso, o filhinho lindo que tinha…
   Foi então que inventaram as bombinhas de fazer barulho, tão apreciadas pelas crianças, durante os festejos juninos.
 

Santo Antônio - 13 de junho

Entre os santos que mais são comemorados durante as festas juninas, Santo Antônio é com certeza o que mais possui devotos espalhados pelo Brasil e também por Portugal.
 
Esse santo, que normalmente é representado carregando o menino Jesus em seus braços, ficou realmente conhecido como "casamenteiro"e é sempre o mais invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos.

Em vários lugares do Brasil, há moças que chegam a realizar verdadeiras maldades com a imagem de Santo Antônio a fim de agilizarem seus pedidos.
 
Não são raras as jovens que colocam a imagem do santo de cabeça para baixo e dizem que só o colocam novamente na posição correta se lhes arrumar um namorado. Também separam-no do menino Jesus e prometem devolvê-lo depois de alcançarem o pedido. Na madrugada do dia 13 são realizadas diversas simpatias com este intuito. Mas não é só o título de casamenteiro que Santo Antônio carrega. Ele também é conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos.
Padre Vieira, um jesuíta, definiu assim Santo Antônio em um sermão que realizou no Maranhão em 1663:
"Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se perdeis a menor miudez de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez, se quereis os bens alheios, Santo Antônio", disse Padre Vieira.
Na tradição brasileira, o devoto de Santo Antônio gosta de ter sua imagem pequena para poder carregá-la. Por esse e tantos outros motivos que ele é considerado o "santo do milagres".
Ainda com a tradição que são realizadas duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo Antônio. A primeira delas, chamada "os responsos, é realizada quando o santo é invocado para achar coisas perdidas e a segunda, designada "trezena", é a cerimônia dedicada ao santo do dia 1 ao dia 13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com o formato de um quadrado.
Ainda há um outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de junho, as igrejas distribuem aos pobres e afortunados os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que o pãezinhos deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano.

São João - 24 de junho

Outro santo muito comemorado no mês de junho é São João. Esse santo é o responsável pelo título de "santo festeiro", por isso, no dia 24 de junho, dia do seu nascimento, as festas são recheadas de muita dança, em especial o forró.
No Nordeste do País, existem muitas festas em homenagem a São João, que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente no que se refere a dores de cabeça e de garganta.
Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha, a palha e o manjericão.
Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são "para acordar São João". A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.
As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arredondada.
O levantamento do mastro de São João se dá no anoitecer da véspera do dia 24. O mastro, composto por uma madeira resistente, roliça, uniforme e lisa, carrega uma bandeira que pode ter dois formatos, em triângulo com a imagem dos três santos, São João, Santo Antônio e São Pedro; ou em forma de caixa, com apenas a figura de São João do carneirinho. A bandeira é colocada no topo do mastro.
O responsável pelo mastro, que é chamado de "capitão" deve, juntamente com o "alferes da bandeira", responsável pela mesma, sair da véspera do dia em direção ao local onde será levantado o mastro.
Contra a tradição que a bandeira deve ser colocada por uma criança que lembre as feições do santo.
O levantamento é acompanhado pelos devotos e por um padre que realiza as orações e benze o mastro.
Uma outra tradição muito comum é a lavagem do santo, que é feita por seu padrinho, pessoa que está pagando por alguma graça alcançada.
A lavagem geralmente é feita à meia-noite da véspera do dia 24 em um rio, riacho, lagoa ou córrego. O padrinho recebe da madrinha a imagem do santo e lava-o com uma cuia, caneca ou concha. Depois da lavagem , o padrinho entrega a imagem à madrinha que a seca com uma toalha de linho.
Durante a lavagem é comum lavar os pés, rosto e mãos dos santos com o intuito de proteção, porém, diz a tradição que se alguma pessoa olhar a imagem de São João refletida na água iluminada pelas velas da procissão, não estará vivo para a procissão do ano seguinte.

São Pedro - 29 de junho

O guardião das portas do céu é também considerado o protetor das viúvas e dos pescadores. São Pedro foi um dos doze apóstolos e o dia 29 de junho foi dedicado a ele. Como
o dia 29 também marca o encerramento das comemorações juninas, é nesse dia que há o roubo do mastro de São João, que só será devolvido no final de semana mais próximo. Mas como as comemorações juninas perduram alguns dias, as pessoas dizem que no dia de São Pedro já estão muito cansadas e não têm resistência para grandes folias, sendo os fogos e o pau-de-sebo as principais atrações da festa. A fogueira de São Pedro tem forma triangular.
 
Como São Pedro é cultuado como protetor das viúvas, são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua homenagem a São Pedro realizando procissões marítimas.

No dia 29 de junho todo homem que tiver Pedro ligado ao seu nome desse acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou.

 

O pesquisador Mário de Andrade a define como "dança de salão, aos pares, de origem francesa, e que no Brasil passou a ser dançada também ao ar livre, nas festas do mês de junho, em louvor a São João, Santo Antônio e São Pedro. Os participantes obedecem às marcas ditadas por um organizador de dança. O acompanhante tradicional das quadrilhas é a sanfona" .
 
A DANÇA DA QUADRILHA: A quadrilha é dançada em homenagem aos santos juninos ( Santo Antônio, São João e São Pedro ) e para agradecer as boas colheitas na roça. Tal festejo é importante pois o homem do campo é muito religioso, devoto e respeitoso a Deus. Dançar, comemorar e agradecer.Em quase todo o Brasil, a quadrilha é dançada por um número par de casais e a quantidade de participantes da dança é determinada pelo tamanho do espaço que se tem para dançar. A quadrilha é comandada por um marcador, que orienta os casais, usando palavras afrancesadas e portuguesas. Existem diversas marcações para uma quadrilha e, a cada ano, vão surgindo novos comandos, baseados nos acontecimentos nacionais e na criatividade dos grupos e marcadores.
 
Os comandos mais utilizados são:

BALANCÊ (balancer) - Balançar o corpo no ritmo da música, marcando o passo, sem sair do lugar.
É usado como um grito de incentivo e é repetido quase todas as vezes que termina um passo. Quando um comando é dado só para os cavalheiros, as damas permanecem no BALANCÊ. E vice-versa,

ANAVAN (en avant) - Avante, caminhar balançando os braços.

RETURNÊ (returner) - Voltar aos seus lugares.

TUR (tour) - Dar uma volta: Com a mão direita, o cavalheiro abraça a cintura da dama. Ela coloca o braço esquerdo no ombro dele e dão um giro completo para a direita.

Para acontecer a Dança é preciso seguir os seguintes Passos:

01. Forma-se uma fileira de damas e outra de cavalheiros. Uma, diante da outra, separadas por uma distância de 2,5m. Cada cavalheiro fica exatamente em frente à sua dama. Começa a música. BALANCÊ é o primeiro comando.

02. CUMPRIMENTO ÀS DAMAS OU "CAVALHEIROS CUMPRIMENTAR DAMAS"
Os cavalheiros, balançando o corpo, caminham até as damas e cada um cumprimenta a sua parceira, com mesura, quase se ajoelhando em frente a ela.

03. CUMPRIMENTO AOS CAVALHEIROS OU "DAMAS CUMPRIMENTAR CAVALHEIROS"
As damas, balançando o corpo, caminham até aos cavalheiros e cada uma cumprimenta o seu parceiro, com mesura, levantando levemente a barra da saia.

04. DAMAS E CAVALHEIROS TROCAR DE LADO
Os cavalheiros dirigem-se para o centro. As damas fazem o mesmo.
Com os braços levantados, giram pela direita e dirigem-se ao lado oposto. Os cavalheiros vão para o lugar antes ocupado pelas damas. E vice-versa,

05. PRIMEIRAS MARCAS AO CENTRO
Antes do início da quadrilha, os pares são marcados pelo no. 1 ou 2. Ao comando "Primeiras marcas ao centro , apenas os
pares de vão ao centro, cumprimentam-se, voltam, os outros fazem o "passo no lugar . Estando no centro, ao ouvir o marcador
pedir balanceio ou giro, executar com o par da fileira oposta. Ouvindo "aos seus lugares , os pares de no. 1 voltam à posição anterior. Ao comando de "Segundas marcas ao centro , os pares de no. 2 fazem o mesmo.

06. GRANDE PASSEIO
As filas giram pela direita, se emendam em um grande círculo. Cada cavalheiro dá a mão direita à sua parceira. Os casais passeiam em um grande círculo, balançando os braços soltos para baixo, no ritmo da música.

07. TROCAR DE DAMA
Cavalheiros à frente, ao lado da dama seguinte. O comando é repetido até que cada cavalheiro tenha passado por todas as damas e retornado para a sua parceira.

08. TROCAR DE CAVALHEIRO
O mesmo procedimento. Cada dama vai passar portadas os cavalheiros até ficar ao lado do seu parceiro.

09. O TÚNEL
Os casais, de mãos dados, vão andando em fila. Pára o casal da frente, levanta os braços, voltados para dentro, formando um arco. O segundo casal passa por baixo e levanta os braços em arco. O terceiro casal passa pelos dois e faz o mesmo. O procedimento se repete até que todos tenham passado pela ponte.

10. ANAVAN TUR
A doma e o cavalheiro dançam como no TUR. Após uma volta, a dama passa a dançar com o cavalheiro da frente. O comando é repetido até que cada dama tenha dançado com todos os cavalheiros e alcançado o seu parceiro.


11. CAMINHO DA ROÇA
Damas e cavalheiros formam uma só fila. Cada dama à frente do seu parceiro. Seguem na caminhada, braços livres,balançando. Fazem o BALANCË, andando sempre para a direita.


12. OLHA A COBRA
Damas e cavalheiros, que estavam andando para a direita, voltam-se e caminham em sentido contrário, evitando o perigo.
Vários comandos são usados para este passo: "Olha a chuva , "Olha a inflação , Olha o assalto , "Olha o (cita-se o nome de um político impopular na região). A fileira deve ir deslizando como uma cobra pelo chão.

13. É MENTIRA
Damas e cavalheiros voltam a caminhar para a direita. Já passou o perigo. Era alarme falso.

14. CARACOL
Damas e cavalheiros estão em uma única fileira. Ao ouvir o comando, o primeiro da fila começa a enrolar a fileira, como um caracol.

15. DESVIAR
É o palavra-chave para que o guia procure executar o caracol, ao contrário, até todos estarem em linha reta.

16. A GRANDE RODA
A fila é único agora, saindo do caracol. Forma-se uma roda que se movimenta, sempre de mãos dados, à direita e à esquerdo como for pedido. Neste passo, temos evoluções. Ouvindo "Duas rodas, damas para o centro ; as mulheres vão ao centro, dão as mãos.
Na marcação "Duas rodas, cavalheiros para dentro , acontece o inverso, As rodas obedecem ao comando,movimentando para a direita ou para esquerda. Se o pedido for "Damas à esquerda e "Cavalheiros à direita ou vice-versa, uma roda se desloca em sentido contrário à outra, seguindo o comando.

17. COROAR DAMAS
Volta-se à formação inicial das duas rodas, ficando as damos ao centro. Os cavalheiros, de mãos dados, erguem os braços sobre as cabeças das damas. Abaixam os braços, então, de mãos dados, enlaçando as damas pela cintura. Nesta posição, se deslocam para o lado que o marcador pedir.

18. COROAR CAVALHEIROS
Os cavalheiros erguem os braços e, ao abaixar, soltam as mãos. Passam a manter os braços balançando, junto ao corpo. São as damas agora, que erguem os braços, de mãos dados, sobre a cabeça dos cavalheiros. Abaixam os braços, com as mãos dados, enlaçando os cavalheiros pela cintura. Se deslocam para o lado que o marcador pedir.

19. DUAS RODAS
As damas levantam os braços, abaixando em seguida. Continuam de mãos dados, sem enlaçar os cavalheiros, mantendo a roda. A roda dos cavalheiros é também mantida. São novamente duas rodas, movimentando, os duos, no mesmo sentido ou não, segundo o comando. Até a contra-ordem!

20. REFORMAR A GRANDE RODA
Os cavalheiros caminham de costas, se colocando entre os damas. Todos se dão as mãos. A roda gira para a direita ou para a esquerda, segundo o comando.

21. DESPEDIDA
De um ponto escolhido da roda os pares se formam novamente, Em fila, saem no GALOPE, acenando para o público. A quadrilha está terminada. Nas Festas Juninas Mineiras, após o encerramento da quadrilha, os músicos continuam tocando e o espaço é liberado para os casais que queiram dançar.

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