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quarta-feira, 15 de julho de 2020

Dinossauro carnívoro 'nascido do fogo' é descoberto no Ceará

Aratasaurus museunacionali foi encontrado em 2008 e viveu entre 115 e 110 milhões de anos atrás
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Por Olhar Digital
Na última sexta feira (10), pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e do Museu Nacional apresentaram detalhes de uma nova espécie de dinossauro encontrada na bacia sedimentar do Araripe, no sul do Ceará. O Aratasaurus museunacionali, como foi nomeado, teve seu fóssil descoberto em 2008.

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https://olhardigital.com.br/noticia/dinossauro-carnivoro-nascido-do-fogo-e-descoberto-no-ceara/103381

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Explore o Museu Nacional com o Google


O legado do Museu Nacional

"É importante ressaltar que o Museu Nacional, apesar de ter perdido uma parte significativa do acervo, jamais perdeu a capacidade de gerar conhecimento."
Alexander Kellner, Diretor do Museu Nacional

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O que está por vir para o Museu Nacional?

A história do mais antigo museu de história natural do Brasil e os planos do diretor Alexander Kellner para o futuro
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sábado, 8 de setembro de 2018

Peritos já sabem onde começou o fogo no Museu Nacional; hipótese de incêndio criminoso não é descartada

Local exato onde incêndio começou não foi divulgado pela Polícia Federal para não atrapalhar as investigações. Quinta da Boa Vista recebeu manifestantes neste 7 de setembro.
CLIQUE E CONFIRA O VÍDEO
Os peritos da Polícia Federal já sabem onde começou o fogo no Museu Nacional. Mas, para evitar especulações sobre a causa da tragédia, ainda não divulgaram o local exato. A hipótese de incêndio criminoso não está descartada pelos investigadores, conforme apurou o RJTV.

O Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, foi destruído por um incêndio de grandes proporções no dia 2 de setembro.

Antes e depois: veja como era e como ficou o prédio

Museu Nacional foi palco de momentos históricos na história do Brasil

Nesta sexta-feira (7), muita gente aproveitou o feriado para passear na Quinta da Boa Vista. Foi lá, no palácio que abrigava o Museu Nacional, que teve início o processo de independência do Brasil. Em agosto de 1822, Dom Pedro viajou para São Paulo e nomeou a princesa Leopoldina regente interina do Brasil. Dez dias depois, ela recebeu uma carta de Portugal com péssimas notícias. As medidas anunciadas acabavam com o poder de Dom Pedro e ainda ameaçam dividir o Brasil.

Leopoldina não pode esperar pela volta do príncipe e, após uma reunião com o conselho de ministros, assinou a declaração de Independência do Brasil dentro do palácio da Quinta da Boa Vista. O famoso Grito do Ipiranga só aconteceu cinco dias depois.
Foto do palácio localizado na Quinta da Boa Vista antes do incêndio que destruiu o Museu Nacional (Foto: Divulgação/Museu Nacional)

Manifestações populares


Os visitantes da Quinta da Boa Vista também aproveitaram o feriado de 7 de setembro para protestar contra a ruptura com as origens do país que estavam guardadas no Museu Nacional. Os índios da Aldeia Maracanã participaram da manifestação. Um antropólogo disse que a coleção com cerca de 20 mil peças dos primeiros habitantes do país foi destruída.

Em outros setores do museu, mais perdas de objetos ligados à nossa identidade. Na parte africana, por exemplo, o destaque era o trono do Rei do Daomé. No legado europeu, a coleção que pertenceu à imperatriz Teresa Cristina, mulher de Dom Pedro II: milhares de achados nas cidades de Pompéia e Herculano - objetos que resistiram às lavas do vulcão Vesúvio, na Itália há quase 2 mil anos.

Pela manhã, foi celebrada uma missa de desagravo ao museu na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Centro. A cerimônia cobrou mais atenção ao patrimônio histórico do país.

O esforço agora é pela reconstrução e pelo levantamento do acervo que escapou do fogo. Cerca de 1,5 milhão de peças, das coleções botânicas, de mamíferos e répteis, além de livros, estavam em outros prédios. Uma equipe já foi formada para entrar no museu a partir da segunda-feira para procurar e recolher peças do acervo.

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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Fósseis, minerais e o crânio de Luzia podem ter 'sobrevivido' ao incêndio do Museu Nacional

Expectativa de funcionários é que os armários de aço tenham resistido ao fogo
Segundo pesquisadores do Museu Nacional do Rio de Janeiro, há esperança de que parte do acervo, justamente peças mais raras e valiosas, como fósseis de e minerais, pode ter sido salva do incêndio ocorrido o domingo, dia 3 de setembro, por ter sido guardada em cofres e armários de aço especiais. Entre esses materiais está o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, datado de mais de 11 mil anos.

Eles reconhecem que o trabalho não será fácil, pois o interior do prédio ainda está muito quente e os dois andares superiores desabaram sobre o térreo, formando uma grossa camada de cinzas, carvão, ferros retorcidos e tijolos.


LEIA TAMBÉM: Gasto com segurança no Museu Nacional foi a zero neste ano

Conforme Cristiana Serejo, vice-diretora do museu, serão necessários, pelo menos, R$ 15 milhões para iniciar a restauração do prédio. "As pessoas foram de manhã tentar achar a Luzia, mas parece que ela estava em uma caixa e tem muito escombro. A gente não sabe se dentro dessa caixa ela possa ter resistido. Tem que haver a perícia, para liberar o prédio e os pesquisadores entrarem de fato e retirar os escombros. A parte lá de trás, do departamento de Geologia e Paleontologia, parece que sobrou alguma coisa", comenta a vice-diretora em entrevista à Agência Brasil.

Ela revela que alguns departamentos guardavam peças mais valiosas dentro de cofres que podem ter resistido às altas temperaturas. "Existe [esta possibilidade]. A gente vai ter que aguardar. Mas a coleção de entomologia, de insetos, que ficava no terceiro andar, não resistiu. Isto foi uma perda gravíssima. Estava em armários compactadores, mas como desabaram, foi um impacto muito grande", afirma Cristiana.

Dinossauros

Os esqueletos de dinossauros que estavam em exposição eram, em sua maioria, réplicas, segundo o pesquisador Helder de Paula Silva, um dos responsáveis pela coleção de paleontologia. Grande parte, com maior valor científico, ficava dentro de um armário de aço compactador, que é fechado e pode resistir a impactos e a altas temperaturas, desde que não sejam extremos.

"Nós ainda temos esperança de que a coleção tenha se salvado, pois uma boa parte desse material não estava na parte que foi mais atingida, que era a da exposição, e sim na reserva técnica, dentro de armários compactadores. A maioria desses armários estava fechada, no térreo, e foi atingida por material que caiu dos andares superiores. Então não dá para saber o estado do material que estava lá dentro. Mas temos esperança de que alguma coisa tenha sido preservada em condições de ainda ser aproveitada", comenta Helder à agência pública de notícias.

Biólogo, Helder foi um dos primeiros a chegar ao museu, cerca de meia hora depois do incêndio começar, por volta das 19h30 de domingo (3). Ele ajudou a guiar os bombeiros a entrarem no prédio e ficou no local até as 3h, quando foi para casa. Com apenas duas horas de sono, ele retornou ao prédio do museu às 6h.

"O crânio de Luzia estava em uma região que foi bem atacada pelo fogo, difícil de ser acessada, e não conseguimos localizar", conta o pesquisador. Já sobre as múmias egípcias, ele considerou que foram totalmente perdidas, com exceção de uma, que estava em uma sala e que talvez esteja ainda preservada.

(com Agência Brasil)

Gasto com segurança no Museu Nacional foi a zero neste ano

Desde 2013, os repasses da União para o Museu Nacional, no Rio, encolheram 49%; já o Ibram só gastou 20% em conservação em 2017
© REUTERS/Ricardo Moraes
Alvo de um incêndio de grandes proporções, o Museu Nacional não gastou nada neste ano para a compra de equipamentos ou materiais de segurança. Também não foi feito nenhum pagamento para serviços de manutenção de imóveis ou aquisição de materiais para essa finalidade. Levantamento da ONG Contas Abertas mostra ainda que, nos últimos quatro anos, os desembolsos realizados com essas atividades estão bem abaixo do que se imaginaria para um prédio daquela dimensão e, sobretudo, com 200 anos.

Entre 2015 e 2017 foram gastos R$ 16.971 com a compra de equipamentos e materiais de segurança. Já para a aquisição de materiais e serviços de manutenção de imóvel, o gasto foi de R$ 250.236 (valores corrigidos).

Dados da Comissão Mista de Orçamento (CMO) da Câmara dos Deputados mostram também que nos últimos cinco anos os repasses da União ao Museu Nacional, no Rio, encolheram mais de 49%. Em 2013, foi R$ 1,3 milhão em pagamentos, em valores corrigidos pela inflação. No ano passado, foram R$ 665 mil. Neste ano, os pagamentos até agosto não chegam a R$ 100 mil. Em 2018, de acordo com o levantamento, foram utilizados R$ 51.880 para programa de bolsa de estudos e R$ 46.235 para outras despesas.

Para dar uma dimensão dos recursos gastos com o museu, o Contas Abertas fez uma comparação entre os valores pagos no ano passado pelo museu e os gastos para lavar 83 carros oficiais da Câmara dos Deputados. O custo anual foi de R$ 563.333,56, 89% dos desembolsos feitos em 2017 pelo museu.
O Ministério da Educação (MEC) disse que não repassa verbas diretamente ao museu, uma vez que a gestão é feita pela Universidade Federal do Rio (UFRJ). Já o reitor da instituição, Roberto Leher, atribuiu a incapacidade de investir em segurança à restrição orçamentária imposta à UFRJ. Segundo ele, a maior parte da verba repassada tem sido usada no custeio, como contas de luz. Para o projeto anti-incêndio, Leher disse ter contatado o BNDES, de onde havia obtido em junho financiamento de R$ 21,7 milhões.
Outros museus
Outro levantamento mostra que o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) gastou só 20,8% da verba (R$ 1,7 milhão) que tinha para ser usada em investimento, manutenção e conservação de suas 30 instituições no País em 2017. Ao todo, o orçamento da autarquia previa gastos de R$ 8,3 milhões com implementação, instalação e modernização de espaços e equipamentos e com a promoção e fomento à cultura. Esses são os dois itens do orçamento onde estão, segundo o Ibram, contidos esses gastos.
A diferença entre o previsto no orçamento e o executado está ligada ao contingenciamento de gastos. O primeiro efeito é a diferença entre o previsto e o empenhado - ou seja, gasto autorizado, mas ainda não pago. Até ser pago, o dinheiro passa ainda por outra peneira.
Um exemplo disso é o total pago na rubrica "Implantação, instalação e modernização de espaços e equipamento". Ela foi de só 6,4% do que foi empenhado no ano passado pela direção do órgão. Foram gastos R$ 168,6 mil dos R$ 2,6 milhões empenhados - a dotação orçamentária era de R$ 5,9 milhões.
Os 30 museus controlados pelo Ibram tem 295 mil peças em seus acervos, sem contar documentos e livros. Os maiores são o Museu Histórico Nacional, no Rio, com 164 mil peças; o Museu do Ouro, em Sabará (MG), com 44 mil; e o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, com 22 mil.
O primeiro deles detém coleções numismáticas e filatélicas. O acervo do Museu do Ouro é constituído por mobiliário, porcelanas, imagens religiosas e objetos usados na mineração nos séculos 18 e 19. O de Belas Artes mantém coleções importantes, como a de pintores brasileiros no século 18, modernistas e obras de estrangeiros.
Além disso, os R$ 4,2 milhões em emendas parlamentares destinadas ao Ibram em 2017 também não foram pagos. O órgão recebeu R$ 159 mil do PAC dos R$ 391 mil que haviam sido empenhados, segundo dados fornecidos em março por Lei de Acesso à Informação (LAI).
Sobre o custeio, o órgão pagou até o fim de março 78,9% do total empenhado para manutenção administrativa dos museus - R$ 58,4 milhões dos R$ 74,1 milhões empenhados. A diferença devia ser saldada este ano.
O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, afirmou que o investimento em museus em três anos, considerando todos os mecanismos, chegou a R$ 600 milhões. Ele minimizou o fato de o Ibram ter tido dispêndio pequeno em 2017 na rubrica para modernização de equipamentos culturais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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