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domingo, 17 de novembro de 2019

Com Selic em queda, poupança pode passar a render menos que a inflação

Marcello Casal/Agencia Brasil
POR AGÊNCIA BRASIL
Com a taxa básica de juros, a Selic, em queda, os rendimentos da poupança devem perder para a inflação. Isso pode acontecer porque os rendimentos da poupança são 70% da Selic, mais a Taxa Referencial (TR), que está zerada.

Atualmente, a Selic está em 5% ao ano e o Banco Central já sinalizou que a taxa deve cair em dezembro para 4,5% ao ano e encerrar 2020 nesse patamar. Com isso, os rendimentos da poupança vão passar de 3,5% para 3,15% ao ano. Já a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar 2019 em 3,31% e 2020, em 3,60%, de acordo com estimativas do mercado financeiro.

Se for considerada a previsão mensal, a inflação deve chegar a 0,36%, em novembro, e a 0,35%, em dezembro, enquanto a poupança vai render 0,29% ao mês, com a Selic em 5%, e 0,26% ao mês, se a taxa básica cair para 4,5% ao ano.
Os investidores que têm poupança antiga e não retiraram os recursos recebem rendimentos maiores. Isso porque todos os depósitos feitos até 3 de maio de 2012 rendem 0,5% ao mês (ou 6,17% ao ano), mais TR. A partir de 4 de maio de 2012, a nova regra de cálculo da poupança passou a ser 70% da Selic mais TR, sempre que a taxa estiver abaixo ou igual a 8,5% ao ano. Acima de 8,5% ao ano, o rendimento é 0,5% ao mês mais TR.
O diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, afirma que essa nova realidade de a poupança render pouco veio para ficar. “É uma realidade porque os juros vão ficar baixos. Vão cair de novo agora no mês de dezembro, possivelmente para 4,5% ao ano. Isso quer dizer que a poupança vai render 3,15% ao ano. E já começa a ser um problema porque esse rendimento deve ser menor que a inflação”, disse.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Com alta da Selic, juros para pessoa física podem subir até 1,31%

ECONOMIA

Na quarta-feira (21), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) confirmou as previsões de analistas e investidores

A taxa média de juros para pessoa física pode subir até 1,31% em 2015, passando de 108,08% para 109,5% ao ano, segundo estimativas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). O cálculo foi feito levando em conta a expectativa do mercado de que a Selic, taxa básica de juros da economia, chegará a 12,5% até o fim do ano. Segundo a Anefac, o efeito nas operações de crédito é "muito pequeno" porque há um "deslocamento grande" entre a Selic e as taxas de juros cobradas dos consumidores.
Na quarta-feira (21) o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) confirmou as previsões de analistas e investidores e aumentou a Selic em 0,5 ponto percentual, de 11,75% para 12,25% ao ano. Levando em conta esse patamar, a Anefac estima que os juros médios ao consumidor chegarão a 109,02% ao ano em um primeiro momento, aumentando 0,87%.
A taxa média de juros para pessoa física pode subir até 1,31% em 2015.
(Foto: Divulgação)
As projeções da entidade também incluem os juros do comércio, do cartão de crédito, do cheque especial, do financiamento de veículos na modalidade Crédito Direto ao Consumidor (CDC), do empréstimo pessoal via bancos e do empréstimo pessoal via financeiras. A previsão da Anefac é que, destes, o maior crescimento das taxas de juros se dará na compra de veículos.
De acordo com a estimativa da associação, com a Selic a 12,25%, os juros anuais para financiar veículos devem subir de 24,46% para 25,05% ao ano, ficando 2,4% mais caros. Se a taxa Selic alcançar o patamar de 12,5%, os juros anuais para comprar carro na modalidade CDC chegam a 25,34% ao ano, um aumento de 3,61% frente aos praticados com a taxa básica a 11,75% ao ano.
Já os juros do cartão de crédito, que são os mais caros do mercado, sofrem o menor ajuste segundo as projeções da Anefac. De 258,26% ao ano, com a Selic a 11,75%, eles iriam para 259,81% ao ano com a taxa básica adotada na semana passada - aumento de 0,6%. Caso a Selic atinja 12,5% ao ano, os juros do cartão de crédito ficariam em 260,58% anuais, com crescimento de 0,9%.
O diretor-executivo da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, explica que o repasse da elevação da taxa Selic ao consumidor pelas instituições financeiras geralmente é imediato. "A taxa de juros sobe, aumenta o custo de captação dos bancos e eles repassam. O efeito sobre a demanda e a queda da inflação é que demora", comenta. De acordo com o BC, o aumento da taxa leva cerca de seis meses para surtir os efeitos desejados, de desaceleração do consumo e recuo da inflação.

FONTE:
CORREIO

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Aplicações na poupança são afetadas pelo aumento da taxa Selic

NO BRASIL

10h08 | 22.01.2015

A alta dos juros podem tornar as aplicações na poupança desvantajosas comparadas a outros investimentos em renda fixa


O Banco Central (BC) reajustou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou na última quarta-feira (21) a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, passando para 12,25% ao ano. A alta dos juros torna aplicações na poupança mais desvantajosas se comparadas a outros investimentos em renda fixa.
A caderneta deixa de acompanhar a variação dos juros quando a Selic ultrapassa os 8,5%. Quando o acrescimo é maior que este percentual, o rendimento é de apenas 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).
Já se a taxa for menor ou igual a 8,5%, depósitos na caderneta feitos a partir de 4 de maio de 2012 rendem 70% da Selic mais a TR. Depósitos anteriores continuam a render 0,5% ao mês mais TR.
Em contraponto, alguns investimentos acompanham os juros e ficam mais rentáveis quando a Selic aumenta, como fundos DI, CDBs com taxas pós-fixadas, títulos públicos negociados pelo programa Tesouro Direto e Letras Financeiras do Tesouro (LFTs).
Rendimentos mais rentáveis que a caderneta
As LFTs - título pós-fixado, cuja rentabilidade segue a variação da taxa Selic - são mais rentáveis do que a poupança em qualquer prazo, mesmo quando o valor da taxa de administração cobrada atinja 2%.
Já os Fundos DI, mais populares dentre os chamados Fundos Referenciados, podem apresentar desvantagem à caderneta, caso as taxas de administração cobradas na aplicação sejam maiores do que 3% ao ano, mesmo que tenham rendimento de 100% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
Independentemente do prazo da aplicação, os CDBs oferecidos pelos bancos devem pagar, ao menos, 75% do CDI, para ser mais rentável do que a poupança. Caso a instituição financeira ofereça remunerações menores, a caderneta pode compensar mais.
Cobrado pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), a aplicação em títulos do governo pelo programa Tesouro Direto tem um custo fixo de 0,3% ao ano.
FONTE: DN

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

BC eleva a taxa básica de juros para 11,75%

CRÉDITO MAIS APERTADO

BC eleva a taxa básica de juros para 11,75%

04.12.2014

O aumento da Selic obteve apoio de analistas do setor financeiro, mas foi criticado pela indústria


São Paulo/Brasília. Diante de um cenário de inflação resistente, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu, por unanimidade, elevar nesta quarta-feira (3), a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto percentual (pp), de 11,25%, para 11,75% ,ao ano. O aumento já era esperado pelo mercado, apesar de alguns agentes preverem uma elevação ainda mais intensa, de 0,75 pp.
"A decisão de aumentar o ritmo de alta ocorre após o real ter se depreciado em 4%, contra o dólar, desde a última reunião do Copom, no fim de outubro", afirma Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho.
No fim de outubro, três dias após as eleições, o Copom promoveu uma alta de 0,25 ponto percentual na taxa básica, surpreendendo o mercado. Na pesquisa Focus do BC, divulgada na segunda-feira (1º), as projeções apontavam manutenção do ritmo de alta, considerando os cerca de 100 analistas consultados. Entre os cinco que mais acertam as projeções, no entanto, a estimativa já era de um aumento de 0,50 ponto percentual.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Como vão ficar os juros ao consumidor com a alta da Selic


OBTENÇÃO DE CRÉDITO

Como vão ficar os juros ao consumidor com a alta da Selic

31.10.2014

Embora o efeito seja considerado mínimo, o consumidor deve ficar atento e pesquisar antes de fechar negócio

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No caso do cartão de crédito, considerando o uso do rotativo por 30 dias, os juros passarão de 10,78% ao mês para 10,80%
FOTO: LUCAS DE MENEZES
Com a elevação da taxa básica de juros (Selic), de 11% para 11,25% ao ano, o consumidor que financiar um automóvel de R$ 25 mil em 60 parcelas deverá desembolsar R$ 203,82 a mais pelo bem, segundo simulação de crédito realizada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
O valor do carro passaria de R$ 40.986,11, com taxa mensal de 1,79%, para R$ 41.189,92 e juros de 1,81% ao mês. Já as parcelas subiriam de R$ 683,10 para R$ 686,50, um incremento de R$ 3,40. Embora seja pequeno e não gere grandes impactos no mercado, ao ponto de prejudicar as vendas, o aumento faz diferença no bolso das pessoas, principalmente, quando consideradas outras operações de crédito, como juros do comércio, cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal.
No caso de um empréstimo pessoal bancário de R$ 5 mil, dividido em 12 prestações, a simulação da Anefac revela um acréscimo de R$ 7,30 no total pago pelo financiamento, considerando que o valor passa de R$ 6.187,13 para R$ 6.194,43. As parcelas variam R$ 0,61, saindo de R$ 515,59 para R$ 516,20. A taxa mensal de juros, por sua vez, sobe de 3,44% para 3,46%.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

BC muda discurso e sinaliza o fim da alta da Selic

MAS PODE SUBIR

BC muda discurso e sinaliza o fim da alta da Selic

11.04.2014

Na semana passada, o Comitê elevou a Selic para 11% ao ano. O juro vem subindo desde abril de 2013


Alexandre Tombini
Pausa na alta do juro é uma possibilidade, afirma Alexandre Tombini
FOTO: AGÊNCIA BRASIL
dolar
O valor cotado nesta quinta-feira representa o menor dos últimos cinco meses
FOTO: AGÊNCIA REUTERS
Brasília/Nova York. Em um discurso mais ameno, o Banco Central (BC) sinalizou que a alta do juro básico da economia pode estar perto do fim. Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC retirou a palavra "continuidade" ao falar de ser apropriado ajuste nas condições monetárias. Na semana passada, o Copom elevou a Selic para 11% ao ano. O juro vem subindo desde abril de 2013.
O documento também retirou a palavra "especialmente" ao falar da vigilância da política monetária. A ata ainda reafirmou que os efeitos dessa política são cumulativos e se manifestam com defasagem. A instituição chamou a atenção para o choque de preços dos alimentos in natura e, assim como o presidente do BC, Alexandre Tombini, já havia dito, garante que esse choque é temporário e tende a se reverter nos próximos meses.
Nesta última quarta-feira, 10, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou uma aceleração da inflação para 0,92% em março, sendo que o grupo Alimentos foi responsável por mais da metade da alta.
O Copom ponderou na ata, no entanto, que a elevada variação de preços nos últimos 12 meses contribui para a inflação ainda resistente. O Comitê repetiu a informação da ata anterior de que a depreciação e volatilidade da taxa de câmbio vista nos últimos meses permite uma natural e esperada correção de preços relativos e que os movimentos nos mercados de divisas são reflexos da transição dos mercados financeiros.
O presidente do BC, Alexandre Tombini, em entrevista ao Wall Street Journal durante a reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que uma pausa na elevação dos juros "é uma possibilidade", acrescentando que o fator decisivo para ele nessa decisão será a evolução da perspectiva para a inflação.
Segundo Tombini, a recente alta da Selic ainda está chegando à economia brasileira. O dirigente afirmou também que o esforço para conter a inflação vem sendo ajudado pela garantia do governo de que alcançará a meta de superávit primário e pela recente apreciação do real.
Até eleições, nota do Brasil não sofre risco de recuo
São Paulo. Ainda que a economia brasileira apresente problemas, eles não são suficientes para a Fitch alterar a nota de crédito do Brasil até as eleições. Segundo Rafael Guedes, diretor da agência de classificação de risco no Brasil, o crescimento baixo da economia é um desafio, mas houve avanços recentes. Ele afirma que a política cambial ficou mais flexível desde o ano passado, e a taxa básica de juros está subindo para controlar a inflação.
Além disso, disse, o esforço fiscal de 1,9% do PIB é "menor" mas é suficiente para manter a dívida pública estável ou em leve declínio. Mas ponderou: "o crescimento renitentemente baixo é um problema para o Brasil". Guedes participou de evento do HSBC na Capital paulista.
Políticas Fiscais
Também ontem, a agência disse esperar que o próximo governo brasileiro apoie sua classificação de crédito realizando ajustes de política que melhorem o desempenho fiscal e a confiança dos investidores.
Em uma teleconferência com investidores, a analista Shelly Shetty disse que as principais preocupações da empresa em relação ao Brasil são as baixas taxas de crescimento e a deterioração nas contas fiscais.
A Fitch classifica o Brasil atualmente como "BBB", a segunda menor classificação entre graus de investimento, com perspectiva estável.
Dólar em baixa cotado a R$ 2,19
São Paulo. O dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou ontem em baixa de 1,08% a R$ 2,191, o menor valor desde 30 de outubro, após a divulgação, nesta quinta-feira pela manhã, da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).
No documento, o Banco Central diz que a política monetária deve permanecer vigilante e argumenta que as decisões futuras serão definidas "com vistas a assegurar a convergência tempestiva da inflação para a trajetória de metas".
Analista opinam
Na avaliação de analistas ouvidos pela reportagem, isso indica que pode haver novas altas do juro básico, a taxa Selic, para conter a inflação, caso o IPCA (índice de preços oficial do governo) não ceda. A Selic já subiu nove vezes desde março de 2013, quando estava no menor patamar histórico, de 7,25% ao ano para 11% ao ano, agora.
Elad Revi, analista da Spinelli Corretora, acredita que o Copom suba a Selic e mais 0,25 ponto percentual na próxima reunião, em 27 e 28 de maio.
"Acho que tem espaço para isso porque estamos nos aproximando da Copa e das eleições, que são períodos de gastos do governo, que também pressionam a inflação", afirma.
André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, também aposta em uma alta de 0,25 ponto percentual do juro básico da economia. "No fim de maio, o IPCA já vai estar muito perto do teto (estipulado pelo governo, de 6,5% no ano), ou ter até mesmo superado esse patamar. Não tem clima para o Banco Central parar (de subir a taxa). O BC vai ter que dar mais uma alta para o mercado entender que há um processo de vigilância", disse ele, que acredita que a inflação deve chegar a 6,9% em setembro.
A alta dos juros tem dois efeitos sobre a inflação: tende a reprimir o consumo, o que deixa de incentivar aumentos de preço, e atrai investidores estrangeiros, aumentando o fluxo de dólares para o País. Com isso, a cotação da moeda americana cai, o que ajuda também a baixar preços de importados.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Banco Central confirma apostas de Selic a 9,5%

DECISÃO UNÂNIME

Banco Central confirma apostas de Selic a 9,5%

10.10.2013

A decisão foi unânime e confirmou a principal aposta dos economistas, baseada no cenário de pressão inflacionária
São Paulo/Brasília O Banco Central (BC) subiu ontem o juro básico da economia brasileira, a taxa Selic, em 0,50 ponto percentual, para 9,5% ao ano. É a quinta alta seguida da taxa. A decisão foi unânime e o aumento confirmou a principal aposta dos economistas, baseada no atual cenário de pressão inflacionária. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 5,86% no acumulado dos últimos 12 meses terminados em setembro, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE - é a primeira vez no ano que o indicador fica abaixo de 6%.

Com o juro básico em 9,5% ao ano, a poupança continua mais atraente que a maioria dos fundos de renda fixa FOTO: TUNO VIEIRA

A elevação dos juros é um instrumento usado pelo governo para conter o consumo, uma vez que o crédito (tanto empréstimos em instituições financeiras quanto parcelamentos em lojas, por exemplo) fica mais caro. E, com menos demanda, a inflação tende a ceder.

Segundo especialistas, o ciclo de aumento da Selic deve se encerrar na próxima reunião do Banco Central, em novembro, com provável elevação de 0,25 ponto percentual na taxa, uma vez que a intenção da autoridade é conter o avanço dos preços no País no ano que vem.

"O próximo ano é eleitoral. Isso significa que o governo vai gastar mais e, consequentemente, haverá um aumento maior nos preços", explica Manuel Enriquez Garcia, presidente do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia - São Paulo) e da Ordem dos Economistas do Brasil.

Inflação
Conforme o último boletim Focus, publicação semanal do Banco Central que traz as projeções econômicas de instituições financeiras consultadas pela autoridade, o IPCA deve encerrar 2013 em alta de 5,82%. Para 2014, mesmo após a alta da Selic, a expectativa é chegar a 5,95%.

"O patamar da inflação, embora o ministro da Fazenda diga que está controlado, continua elevado, o que justifica o fim do ciclo de aumento da Selic apenas na última reunião do BC no ano", avalia João Brügger, da Leme Investimentos.

O processo, no entanto, dependerá do comportamento do IPCA. "Por enquanto, não há sinais que a inflação vai cair a 5,5%, patamar mais confortável. Apesar disso, é importante monitorar os grupos alimentação e serviços, os mais afetados pelo aperto monetário", afirma Enriquez Garcia.

Poupança
Com a Selic em 9,5% ao ano, a poupança continua mais atraente que a maioria dos fundos de renda fixa considerando o ganho líquido mensal, que desconta taxas cobradas e impostos. É o que mostra levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Segundo a Anefac, a poupança, com rentabilidade de 0,58% ao mês, ganha de todos os fundos de renda fixa com taxa de administração a partir de 1,5% ao ano, independentemente do prazo para resgate dos recursos.

Já os fundos que cobram 1% ao ano de taxa empatam com a caderneta se o saque for feito após dois anos -nas demais situações, perdem. Os produtos que cobram 0,50% ao ano -normalmente, em aplicações acima de R$ 50 mil- empatam com a poupança para saques feitos entre seis meses e um ano e vencem em resgates a partir de um ano.


´Sem descuido com a inflação´

Brasília.
 O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou ontem que o governo não irá descuidar da inflação, apesar da variação acumulada nos últimos 12 meses até setembro ter ficado pela primeira vez no ano com índice abaixo de 6%.

Mesmo com esse alívio, Mantega evitou falar sobre um possível reajuste no preço da gasolina. "Isso não é assunto nosso. Reajuste da gasolina é da Petrobras", disse o ministro, em rápida entrevista ao chegar à sede da Fazenda. Mantega é presidente do conselho de administração da estatal.

O ministro disse ter ficado satisfeito com a variação do IPCA em setembro, que registrou alta de 0,35%, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. No acumulado em 12 meses, a variação foi de 5,86%.

"Fiquei satisfeito com o IPCA. Ele é menor do que o IPCA de setembro do ano passado e do ano retrasado. Significa que a inflação está sob controle".

Mantega reconheceu ainda que a inflação deve subir "um pouco" no final do ano por causa de efeitos típicos do período, como entressafra e o início do período de chuvas, que afeta também os preços de alguns produtos. "Mas vamos ficar dentro da normalidade", disse.

2013
O governo espera fechar o ano com uma inflação menor do que a verificada em 2012, quando o IPCA subiu 5,84%.

Mesmo comemorando o resultado de setembro, Mantega afirmou que não irá descuidar do monitoramento dos índices de preços. "O governo tem que continuar alerta para impedir que a inflação volte a subir e atrapalhar o consumidor brasileiro", disse.

Reações
A elevação dos juros está dentro das expectativas, afirmou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade adverte que "a política fiscal deve ter papel mais ativo no combate".

Na análise do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, "é hora de baixar juros e aumentar o investimento público direto e em concessões".

Já a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) avalia que o Copom já deveria ter dado fim ao ciclo de alta. 


FONTE:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1326301

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Poupança capta R$ 5,96 bilhões em março, mostra Banco Central


Resultado é o melhor para meses de março da série história do BC.
No primeiro trimestre, ingresso de recursos somou R$ 10,581 bilhões.




Os depósitos em caderneta de poupança superaram as retiradas em R$ 5,96 bilhões no mês de março, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (4) pelo Banco Central. É o melhor resultado do ano e o melhor mês de março da série histórica do Banco Central, iniciada em 1995.
O melhor resultado anterior para março havia sido em 2012, quando a captação líquida alcançou R$ 2,5 bilhões. No acumulado do primeiro trimestre deste ano, o ingresso de recursos caderneta somou R$ 10,581 bilhões.
Aplicações, resgates e saldo da poupança
Em março, de acordo com o BC, os depósitos na caderneta de poupança somaram R$ 108,19 bilhões, ao mesmo tempo em que as retiradas de recursos totalizaram R$ 102,229 bilhões. Já o volume dos rendimentos creditados nas contas dos investidores somou R$ 2,27 bilhões no mês passado.
Com o ingresso de recursos em março deste ano, junto com o rendimento creditado na conta dos poupadores, o volume total de recursos aplicados na caderneta de poupança atingiu R$ 513,8 bilhões. No fim do ano passado, o estoque de recursos na poupança totalizava R$ 496,3 bilhões e, em fevereiro, atingiu a marca dos R$ 505,6 bilhões.
Mudança de regras
Os números do BC mostram que a caderneta de poupança continua atraindo investimentos mesmo com a mudança do formato de rentabilidade, feita pelo governo em maio do ano passado. A nova regra do governo atrelou o rendimento da poupança à taxa básica de juros da economia definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), para evitar que outras aplicações financeiras de renda fixa perdessem atratividade frente à poupança em função da queda do juro básico.
Os recursos depositados a partir de 4 de maio rendem o equivalente a 70% da Selic mais Taxa Referencial (atualmente zerada). Esse novo formato de rendimento da poupança foi aplicado, porém, somente quando a taxa básica de juros, definida pelo Banco Central, atingiu 8,5% ao ano – acionando o chamado "gatilho" para a mudança.
Com a Selic atualmente em 7,25% ao ano, no piso histórico, a rentabilidade da poupança está em 5,07% ao ano. Mesmo que a Selic mude ao longo do período mensal considerado, a taxa aplicável é a vigente na data em que se deposita, ou seja, a do início do período. Pela regra anterior, que vigorava desde 1991, a poupança não podia render menos de 6,17% ao ano, mais TR. Mesmo com a mudança do rendimento da poupança, a modalidade continuou isenta do Imposto de Renda, e os recursos podem ser retirados a qualquer momento.

FONTE: http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/04/poupanca-capta-r-596-bilhoes-em-marco-mostra-banco-central.html

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