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terça-feira, 7 de março de 2023

Poupança tem saque recorde para fevereiro, de R$ 11,5 bilhões

Em 2022, caderneta registrou retirada liquida de R$ 103,24 bilhões

POR AGÊNCIA BRASIL - A aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros, a poupança, registrou o segundo mês seguido de mais saques do que depósitos. Em fevereiro, a retirada líquida ficou em R$ 11,515 bilhões, a maior da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 1995, para o mês.

Em janeiro, o resultado negativo ficou em R$ 33,63 bilhões, o maior para todos os meses da série histórica. O recorde anterior foi registrado em agosto do ano passado, quando os correntistas sacaram R$ 22,02 bilhões a mais do que depositaram.

Em 2022, a caderneta registrou fuga líquida (mais saques que depósitos) recorde de R$ 103,24 bilhões, em um cenário de inflação e endividamento altos.

Rendimento

Até recentemente, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). Desde dezembro do ano passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano.

Atualmente, os juros básicos estão em 13,75% ao ano, o que fez a aplicação financeira deixar de perder para a inflação pela primeira vez desde meados de 2020.

Em fevereiro, os rendimentos creditados somaram R$ 6,916 bilhões. O saldo de todos os valores depositados nas poupanças ficou em R$ 968,04 bilhões.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-03/poupanca-tem-saque-recorde-para-fevereiro

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Poupança tem retirada líquida de R$ 19,67 bilhões em janeiro

Saques mensais são os maiores da série histórica, desde 1995

POR AGÊNCIA BRASIL -  A aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros iniciou o ano com retirada recorde. Em janeiro, os brasileiros sacaram R$ 19,67 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança, informou hoje (4) o Banco Central (BC).

Essa foi a maior retirada líquida registrada para todos os meses desde o início da série histórica, em 1995. O recorde anterior tinha sido registrado em janeiro do ano passado, quando os saques tinham superado os depósitos em R$ 18,15 bilhões.

Tradicionalmente, o primeiro mês do ano é marcado pelo forte volume de saques na poupança. O pagamento de impostos e despesas como material escolar e parcelamentos das compras de Natal impactam as contas dos brasileiros no início de cada ano.

No ano passado, a poupança tinha registrado retirada líquida de R$ 35,5 bilhões. A aplicação foi pressionada pelo fim do auxílio emergencial, pelos rendimentos baixos e pelo endividamento maior dos brasileiros. A retirada líquida – diferença entre saques e depósitos – só não foi maior do que a registrada em 2015 (R$ 53,57 bilhões) e em 2016 (R$ 40,7 bilhões). Naqueles anos, a forte crise econômica levou os brasileiros a sacarem recursos da aplicação.

CONTINUE LENDO EM: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-02/poupanca-tem-retirada-liquida-de-r-1967-bilhoes-em-janeiro

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Poupança tem retirada recorde de recursos em janeiro

Saques superaram depósitos em R$ 18.1 bilhões no mês passado

Por Agência Brasil - Depois da captação recorde de recursos em 2020, a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros iniciou 2021 com forte retirada. Em janeiro, os investidores retiraram R$ 18,15 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança, informou hoje (4) o Banco Central (BC).

O resultado é o maior registrado para todos os meses desde o início da série histórica, em 1995. Em janeiro do ano passado, os brasileiros tinham sacado R$ 12,36 bilhões a mais do que tinham depositado.

Tradicionalmente, o primeiro mês do ano é marcado por retiradas expressivas de recursos da caderneta de poupança. O pagamento de impostos e despesas como material escolar e parcelamentos das compras de Natal impactam as contas dos brasileiros no início de cada ano.

No ano passado, a poupança tinha captado R$ 166,31 bilhões em recursos, o maior valor anual da série histórica. O pagamento do auxílio emergencial e as instabilidades no mercado de títulos públicos nas fases mais agudas da pandemia de covid-19 atraíram o interesse na poupança, mesmo com a aplicação rendendo menos que a inflação.

Rendimento

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança rendeu apenas 1,97% nos 12 meses terminados em janeiro, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado prévia da inflação, atingiu 4,23%. O IPCA cheio de janeiro será divulgado na próxima terça-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A perda de rendimento da poupança está atrelada a dois fatores. O primeiro foram as recentes reduções da taxa Selic (juros básicos da economia) para o menor nível da história. Atualmente a taxa está em 2% ao ano. O segundo foi a alta nos preços dos alimentos, que impactou a inflação no segundo semestre do ano passado.

Para este ano, o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 3,53% pelo IPCA. Com a atual fórmula, a poupança renderá 1,4% este ano, caso a Selic de 2% ao ano fique em vigor durante todo o ano. O rendimento pode ser um pouco maior caso o Banco Central aumente a taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2021-02/poupanca-tem-retirada-recorde-de-recursos-em-janeiro

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Caderneta de poupança completa 160 anos

Poupança ajudou escravos a guardar dinheiro para comprar alforria

Por Agência Brasil - A aplicação financeira mais utilizada pelos brasileiros completa hoje (12) 160 anos. Poucos sabem, mas a caderneta de poupança significou, ao longo da história, importante papel para muitas pessoas alcançarem liberdades que vão muito além da questão financeira.

Ao aceitar depósitos feitos por escravos, a poupança representou, no passado, uma importante ferramenta para que, ao guardar suas economias, parte da população escravizada conseguisse “comprar”  a alforria.

Caixa

Ao ser criada, na cidade do Rio de Janeiro em 1861, com o propósito de “recolher os depósitos de poupança popular no Brasil”, a Caixa Econômica deu o primeiro passo para se tornar “a opção de investimento mais segura, acessível e adequada a todos os perfis, desde os pequenos poupadores a grandes investidores”, explicou o próprio banco, por meio de sua assessoria. Onze anos depois, com a publicação do Decreto nº 5.153, de 13 de novembro de 1872, a Lei 2.040, publicada um ano antes, foi regulamentada, de forma a possibilitar o recolhimento de depósitos feitos por escravos.

“Trata-se de um assunto que se insere na própria história das transformações e das pressões pelo fim do trabalho escravo no Brasil, que ganhou força na segunda metade do século 19”, detalhou o banco à Agência Brasil. Com isso, as caixas econômicas passaram a recolher os depósitos feitos pelos escravos, que utilizavam a poupança para comprar suas alforrias.

Segundo o banco, foi dessa forma que essas instituições passaram, nas diversas províncias brasileiras, a receber depósitos de escravos, emitindo, como no caso do depositante não escravo, uma caderneta de controle dessa movimentação. “A diferença é que na caderneta dos escravos constava o nome do senhor, uma vez que era necessária a autorização dele para que a conta do escravo fosse aberta”, acrescentou.

Diversificação

A fim de ampliar cada vez mais o seu público, os serviços de poupança vêm se diversificando ao longo do tempo. No caso do banco com maior participação no mercado de poupança (a Caixa, com 38,7%), o principal deles é a poupança integrada, que é vinculada à conta corrente, bastando ao correntista transferir os valores. Entre os produtos oferecidos pelo banco há ainda a Poupança Azul, modalidade de conta poupança para todas as pessoas, incluindo crianças ou qualquer dependente, e a Poupança CAIXA Fácil, modelo simplificado que pode ser aberto até mesmo em lotéricas.

“Se o beneficiário do Bolsa Família abrir uma Poupança Caixa Fácil, passará a receber o benefício diretamente nessa conta”, informa o banco. As movimentações também mudaram com o tempo. Atualmente pode ser feito não só por meio de agências bancárias, como também por terminais de autoatendimento, internet banking ou pelo celular.

Duas modalidades recentes, usadas inclusive para possibilitar o pagamento do auxílio emergencial, FGTS Emergencial e outros programas sociais, são as poupanças Social Digital e a Digital. “A Poupança Social Digital é uma conta  simplificada, sem tarifas de manutenção, com limite mensal de movimentação de R$ 5 mil que foi aberta de forma automática para possibilitar o pagamento do Auxílio Emergencial”, explicou o banco.

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Poupança tem captação recorde de R$ 166,31 bi em 2020

Apenas em dezembro, depósitos superaram saques em R$ 20,6 bi

POR AGÊNCIA BRASIL - Aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros, a caderneta de poupança tem atraído cada vez mais o interesse dos brasileiros. Em 2020, os investidores depositaram R$ 166,31 bilhões a mais do que retiraram da aplicação, informou nesta quinta-feira (7) o Banco Central (BC).

O resultado é o maior já registrado para um ano desde o início da série histórica, em 1995. Em 2019, a captação líquida – diferença entre depósitos e retiradas – tinha ficado em R$ 13,33 bilhões. O recorde anterior tinha sido registrado em 2013, quando a aplicação financeira tinha captado R$ 71,05 bilhões.

LEIA TAMBÉM: MEU COFRINHO PARA O ANO DE 2021


Apenas em dezembro, os brasileiros depositaram R$ 20,61 bilhões a mais do que sacaram da poupança. O valor é recorde para o mês desde o início da série histórica. Tradicionalmente, os brasileiros depositam mais na caderneta em dezembro, por causa do pagamento da segunda metade do décimo terceiro salário.

A aplicação começou 2020 no vermelho. Em janeiro e fevereiro, os brasileiros retiraram R$ 15,93 bilhões a mais do que depositaram. A situação começou a mudar em março, com o início da pandemia da covid-19, quando os depósitos passaram a superar os saques.

O interesse dos brasileiros na poupança se mantém apesar da recuperação da bolsa de valores nos últimos meses. Nos dois primeiros meses da pandemia, as turbulências no mercado financeiro fizeram investidores migrar para a caderneta. As oscilações do Tesouro Direto também ajudaram a atrair investidores para a segurança da caderneta, mesmo o rendimento sendo menor.

Rendimento

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu mais recursos mesmo com os juros básicos nos menores níveis da história e com a aplicação perdendo para a inflação. Com as recentes reduções na taxa Selic e o repique no valor de diversos alimentos, o investimento passou a render menos que os índices de preços.

Em 2020, a aplicação rendeu 2,11%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15, que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 4,23%. O IPCA cheio de 2020 será divulgado na próxima terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2021, o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 3,32% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Com a atual fórmula, a poupança renderá apenas 1,4% nos próximos 12 meses, caso a Selic de 2% ao ano fique em vigor ao longo de todo o ano.

Histórico

Até 2014, os brasileiros depositaram mais do que retiraram da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018, com captação líquida de R$ 38,26 bilhões. Em 2019, a poupança registrou captação líquida de R$ 13,23 bilhões.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2021-01/poupanca-tem-captacao-recorde-de-r-16631-bi-em-2020

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Captação da poupança bate recorde em maio

Depósitos superaram saques em R$ 37,2 bilhões no mês
@Arquivo / Agência Brasil
Aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros, a caderneta de poupança voltou a atrair o interesse dos brasileiros em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus (covid-19). No mês passado, os investidores depositaram R$ 37,2 bilhões a mais do que retiraram da aplicação, informou nesta quinta-feira (4) o Banco Central. Em maio do ano passado, os brasileiros tinham sacado R$ 718,7 milhões a mais do que tinham depositado.
Essa foi a maior captação líquida para todos os meses desde o início da série histórica, em 1995. Com o resultado do mês passado, a poupança acumula entrada líquida de R$ 63,9 bilhões nos cinco primeiros meses do ano.
A aplicação tinha começado o ano no vermelho. Em janeiro e fevereiro, os brasileiros retiraram R$ 15,93 bilhões a mais do que depositaram. A situação começou a mudar em março, com o início da pandemia da covid-19, quando os depósitos superaram os saques em R$ 12,17 bilhões. Em abril, a poupança captou R$ 30,46 bilhões.
A queda expressiva da bolsa de valores e a instabilidade em outros investimentos, como títulos do Tesouro, refletiram-se em maior volume de depósitos na poupança. Por causa da turbulência no mercado financeiro, os títulos do Tesouro Direto têm registrado oscilações nas taxas de juros.

Rendimento

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu mais recursos mesmo com os juros básicos em queda. Com a Selic no menor nível da história, o investimento estava rendendo menos que a inflação no início do ano. No entanto, a expectativa de que a inflação caia por causa da crise econômica provocada pelo novo coronavírus pode fazer a aplicação terminar o ano com rendimento positivo.
Nos 12 meses terminados em maio, a aplicação rendeu 3,35%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que serve como prévia da inflação oficial, atingiu 1,96%. O IPCA cheio de maio será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no próximo dia 10.
Para 2020, o Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 1,55% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com a atual fórmula de rendimento, a poupança está rendendo 2,1% em 2020, considerando a redução da Selic para 3% ao ano.

Histórico

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.
Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018, com captação líquida de R$ 38,26 bilhões. Em 2019, a poupança registrou captação líquida de R$ 13,23 bilhões.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-06/captacao-da-poupanca-bate-recorde-em-maio

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Poupança tem maior retirada líquida da história em janeiro

Saques superaram depósitos em R$ 12,36 bilhões
Arquivo/Agência Brasil
Com os rendimentos comprometidos por causa da queda dos juros, o interesse na caderneta de poupança começou 2020 em baixa. Em janeiro, os investidores retiraram R$ 12,36 bilhões a mais do que depositaram na aplicação, informou hoje (6) o Banco Central. Essa foi a maior retirada mensal líquida da história desde o início da série, em 1995.

O recorde anterior tinha sido registrado em janeiro de 2016, quando a retirada líquida somou R$ 12,03 bilhões. Tradicionalmente, o primeiro mês do ano apresenta forte retirada de recursos da poupança. Isso porque a população usa parte das reservas financeiras para cobrir gastos de início de ano, como impostos, material escolar e quitar as compras de Natal.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018, com captação líquida de R$ 38,26 bilhões. Em 2019, a poupança registrou captação líquida de R$ 13,23 bilhões.

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança está atraindo menos recursos porque os juros básicos estão no menor nível da história. Com a Selic em 4,25% ao ano, o investimento está cada vez rendendo menos.

Em 2019, a aplicação rendeu 4,26%, segundo o Banco Central, contra inflação oficial de 4,31% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Para 2020, o Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 3,4% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com a atual fórmula de rendimento, a poupança renderá 2,975% em 2020, caso a Selic permaneça em 4,25% ao longo de todo este ano.
POR AGÊNCIA BRASIL

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Quanto Poupei Durante o Ano de 2019?


FONTE DO VÍDEO

JOSENI LIMA NO YOUTUBE ACABOU DE ATINGIR OS 1.000 INSCRITOS

ACESSEM O MEU OUTRO CANAL:
JOSENI LIMA: https://www.youtube.com/channel/UCgXK... Todos os anos a partir do dia 02 de janeiro de cada ano que se inicia, compro um cofrinho e vou colocando todas as moedas que "pego" de troca dentro de um cofrinho. No dia 30 de dezembro, sigo esse mesmo ritual: cortar o cofrinho e contar todas as moedas e trocar no comércio de minha cidade. Este é o meu Décimo Quarto.
CONFIRA ABAIXO O VÍDEO DO ANOS ANTERIORES: 1. Abertura do Meu Cofrinho: Ano 2018
https://www.youtube.com/watch?v=-8L-CmTfrzY
2. Minhas moedas que juntei este ano: Ano 2017

domingo, 22 de dezembro de 2019

Poupança deve render menos que a inflação em 2020; entenda

Última vez que a caderneta não teve ganho real foi em 2015. Veja alternativas e situações em que a poupança ainda é indicada.
Caderneta de poupança perde rentabilidade com a taxa
 básica de juros em novo piso histórico.
 — Foto: Marcelo Brandt / G1
POR G1
Com a taxa básica de juros em novo piso histórico – 4,5% ao ano –, a rentabilidade da caderneta de poupança passou a perder para a inflação projetada para os próximos 12 meses. Ou seja, o investimento mais popular do Brasil ainda menos atrativo em 2020.

Segundo a regra em vigor desde 2012, quando a Selic está abaixo de 8,5%, a correção anual da caderneta de poupança é limitada a um percentual equivalente a 70% dos juros básicos mais a Taxa Referencial (TR, que está em zero desde 2017).

Cálculo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) mostra que, com a Selic a 4,5% ao ano, a poupança passou a render apenas 0,26% ao mês e 3,15% ano ano, deixando de ser capaz de proteger o valor aplicado nesta modalidade das perdas inflacionárias projetadas para 2020.

A projeção atual do mercado para a inflação oficial (IPCA) no ano que vem é de 3,6%, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. Os analistas também preveem a taxa Selic em 4,5% no fim de 2020. Ou seja, confirmadas estas previsões, a poupança terminará 2020 com um retorno negativo de 0,43%.

Levantamento da Economatica mostra que a última vez em que a caderneta de poupança não teve ganho real no acumulado no ano foi em 2015. Veja gráfico abaixo:
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domingo, 17 de novembro de 2019

Com Selic em queda, poupança pode passar a render menos que a inflação

Marcello Casal/Agencia Brasil
POR AGÊNCIA BRASIL
Com a taxa básica de juros, a Selic, em queda, os rendimentos da poupança devem perder para a inflação. Isso pode acontecer porque os rendimentos da poupança são 70% da Selic, mais a Taxa Referencial (TR), que está zerada.

Atualmente, a Selic está em 5% ao ano e o Banco Central já sinalizou que a taxa deve cair em dezembro para 4,5% ao ano e encerrar 2020 nesse patamar. Com isso, os rendimentos da poupança vão passar de 3,5% para 3,15% ao ano. Já a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar 2019 em 3,31% e 2020, em 3,60%, de acordo com estimativas do mercado financeiro.

Se for considerada a previsão mensal, a inflação deve chegar a 0,36%, em novembro, e a 0,35%, em dezembro, enquanto a poupança vai render 0,29% ao mês, com a Selic em 5%, e 0,26% ao mês, se a taxa básica cair para 4,5% ao ano.
Os investidores que têm poupança antiga e não retiraram os recursos recebem rendimentos maiores. Isso porque todos os depósitos feitos até 3 de maio de 2012 rendem 0,5% ao mês (ou 6,17% ao ano), mais TR. A partir de 4 de maio de 2012, a nova regra de cálculo da poupança passou a ser 70% da Selic mais TR, sempre que a taxa estiver abaixo ou igual a 8,5% ao ano. Acima de 8,5% ao ano, o rendimento é 0,5% ao mês mais TR.
O diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, afirma que essa nova realidade de a poupança render pouco veio para ficar. “É uma realidade porque os juros vão ficar baixos. Vão cair de novo agora no mês de dezembro, possivelmente para 4,5% ao ano. Isso quer dizer que a poupança vai render 3,15% ao ano. E já começa a ser um problema porque esse rendimento deve ser menor que a inflação”, disse.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Cearenses movem 304 ações para reaver poupanças

Após quase 30 anos, poupadores ainda lutam para resgatar dinheiro perdido durante planos Bresser, Verão e Collor II. Tribunal de Justiça realiza mutirão no dia 31 de maio
Os valores das ações variam, dependendo de quanto
 a pessoa tinha na poupança, bem como o plano
econômico vigente na época
- Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Depois de quase 30 anos, desde o lançamento do Plano Collor II, muitos cearenses ainda aguardam na Justiça decisões para reaver o dinheiro perdido das poupanças daquele período. Para tentar resolver a questão, acontece em Fortaleza, no dia 31 de maio, um mutirão de adesão ao acordo coletivo de processos envolvendo a temática dos “expurgos inflacionários”, que são demandas ajuizadas por poupadores que protestaram valores perdidos nos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990 (Bresser, Verão e Collor II). 

Segundo o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), estão agendados 304 processos, de primeiro e segundo graus de jurisdição. Os bancos participantes do mutirão são Banco do Brasil, Bradesco e Itaú. De acordo com o defensor público, Carlos Levi Costa Pessoa, para se habilitar, um poupador já teria que ter um processo tramitando judicialmente. 

“É sempre interessante fazer a atualização desse cálculo para saber quanto teria direito a receber caso o processo fosse julgado. Eu tenho observado que os acordos oferecidos pagam entre 30% e 40% do valor que a pessoa teria direito a receber. O interessante de quem quer fazer o acordo é que recebe a quantia em torno de 30 dias. Porém, há situações que os pagamentos ficam muito abaixo do que a pessoa teria direito a receber”. 
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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Deixe seu porquinho mais gordinho

MANEIRAS DE GUARDAR DINHEIRO

PORQUINHO
Nem sempre é fácil ir ao shopping e não comprar nada, ou até mesmo se controlar no final de semana. Afinal, não é simples deixar de gastar o dinheiro que você ganha com tanto suor… Mas saiba que é possível! Através dessas dicas você pode começar hoje mesmo a economizar o seu dinheiro!

Faça listas

Faça uma lista de tudo o que você gasta diariamente por ao menos 15 dias. Mas a lista precisa ser detalhada e com tudo mesmo, até aquele cafezinho que você resolveu tomar na padaria antes de entrar no trabalho. Dessa forma, ao final do período você saberá onde pode fazer cortes ou substituições.

Poupança

É a velha dica de guardar uma porcentagem de sua renda mensal, mesmo que mínima, na poupança. Dessa forma, você consegue ter um dinheirinho reservado para emergências ou para um período em que ganhe menos.

Não vá ao mercado com fome

A pior coisa para quem está de dieta comprovadamente, mas também é um dos grandes problemas para quem está tentando economizar. Só faça compras depois de ter se alimentado bem, caso contrário todas as guloseimas e itens dispensáveis parecerão ainda mais apetitosos.

Pesquise preços

Jamais compre alguma coisa sem pesquisar os preços disponíveis antes. Muitas vezes temos diferenças absurdas do mesmo produto entre uma loja e outra. Isso vale também para o supermercado. De repente, fazer compras em dias diferentes e em lugares diferentes rende uma economia considerável.

Fique atento com a energia elétrica

Se você é daqueles que passa horas no banho ou que deixa todas as luzes da casa acesas em pleno dia, além de ser um inimigo do meio ambiente, você também esbanja sem poder. Se policie nas mínimas coisas e verá uma diferença considerável na sua conta de luz.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Plataforma de adesão a acordo para repor perdas da poupança já tem 17 mil inscrições

POR CEARÁ AGORA
A plataforma on-line de adesão dos poupadores que querem recuperar as perdas da poupança causadas pelos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990 já registrou inscrições de 17 mil interessados em receber as diferenças devidas. Os dados foram contabilizados até esta segunda-feira, dia 4. A informação foi divulgada pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), que participou das negociações para o pagamento das indenizações.

A ferramenta virtual foi lançada no dia 22 de maio, para a adesão de quem tinha caderneta à época dos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989) ou Collor 2 (1991) e entrou com ação na Justiça, seja individual ou coletiva. Somente nestes casos será possível se habilitar para receber os valores corrigidos. Quem não foi à Justiça não poderá pleitear o pagamento.

Como é feita a adesão

O interessado deve aderir ao acordo — que foi firmado pelos representantes dos poupadores, dos bancos e dos órgãos de defesa do consumidor, com a mediação da Advocacia-Geral da União (AGU) e o aval do Supremo Tribunal Federal (STF) —, por meio do portal www.pagamentodapoupanca.com.br).

O interessado deve aderir ao acordo — que foi firmado pelos representantes dos poupadores, dos bancos e dos órgãos de defesa do consumidor, com a mediação da Advocacia-Geral da União (AGU) e o aval do Supremo Tribunal Federal (STF) —, por meio do portal www.pagamentodapoupanca.com.br).

A partir daí, é preciso criar um login (com número de CPF e e-mail) e uma senha. Após esta etapa, uma mensagem de confirmação será enviada. É importante, segundo a Febraban, que em caso de não recebimento o interessado verique a pasta de spam ou de itens excluídos de sua caixa postal eletrônica.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Poupança tem maior captação para março desde 2013

Dados do Banco Central mostram caderneta como aplicação importante para o brasileiro. Em março, saldo ficou positivo em R$ 3,9 bilhões
Pela primeira vez em 2018 os depósitos na poupança superaram os saques. Segundo informações do Banco Central, em março, a caderneta ficou com um saldo positivo de R$ 3,9 bilhões. Os números comprovam que mesmo com a queda da Selic e a influência desse movimento sobre a poupança, essa aplicação continua competitiva frente a outros investimentos.

O relatório revela, ainda, que este é o primeiro resultado positivo para o mês desde 2013, quando a captação superou os saques em R$ 5,9 bilhões. Com esse resultado de março, mais a rentabilidade do primeiro trimestre, a poupança acumula um estoque de R$ 731,4 bilhões.

Apesar desses números expressivos, fazer poupança ainda é um hábito de uma parcela reduzida de brasileiros. De acordo com uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), apenas 18% dos brasileiros conseguiram guardar algum valor em janeiro. A instituição explicou que esse número tem se mantido relativamente estável ao longo dos anos.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Mais brasileiros estão tirando o dinheiro da poupança para pagar despesas

POR CEARÁ AGORA
Mais da metade da população brasileira (65%) não tinham uma reserva financeira em março último, taxa ligeiramente acima da registrada no mês anterior (60%), segundo o Indicador de Reserva Financeira, do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
Iniciada em dezembro do ano passado, a pesquisa mostra, no entanto, pequena redução na proporção dos que não conseguiram guardar dinheiro, passando de 80% (em fevereiro) para 76% (em março). Em janeiro, esse percentual era de 62%. A parcela que fez poupança chegou a 19% e a média geral financeira foi de R$ 502, totalizando R$ 14,2 bilhões.
A maioria (64%) opta pela caderneta de poupança. Um total de 20% dos entrevistados declarou que a reserva tinha o objetivo de comprar a casa própria. O interesse em fundos de investimento foi indicado por 10%, a previdência privada por 7%, o CDB por 6% e o Tesouro Direto por 4%.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Meu jeito de poupar em 2016 foi um bom negócio!!

Este era o cofre do ano 2016
Este ano de 2016 fiz um um bom negócio!!

Prometi e publiquei aqui:

O ano está começando e resolvi mudar o meu jeito de poupar. 
Até o final do ano passado, colocava no cofrinho todas as moedas que pegava no ano inteiro.

Este ano resolvi mudar para melhor.
Minhas metas pra economizar e poupar são:

1. Continuar colocando todas as moedas que pegar no cofrinho;
2. Depositar sempre no cofrinho todos os dias R$ 2,00 reais;
3. Toda vez que pegar em uma nota de R$ 5,00 (cinco) reais correr e guardar no cofrinho.

Será que irei poder cumprir todas essas metas acima?
Quanto irei poupar até o dia 31 de dezembro de 2016?

30/12/16, abertura do cofre

Superei todas as expectativas, pois além do que havia imaginado, consegui muito além e agradei a todos.

Colocava cédulas de R$ 10,00, 20,00, 50,00 e 100,00 quando dava pra colocar, pois sabia que no final do ano teria um belo 14º salário.


R$ 253,70
A dúvida que não quer calar:

Quanto consegui poupar no ano de 2016, com o 

Meu jeito de poupar para este ano??

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Retirada de recursos da poupança diminui pelo segundo mês seguido


saque-poupanca

CEARÁ AGORA

Pelo segundo mês seguido, a fuga de recursos da caderneta de poupança diminuiu. Segundo dados divulgados hoje (6) pelo Banco Central (BC), as retiradas superaram os depósitos em R$ 5,38 bilhões em março, quando os brasileiros pouparam R$ 164,397 bilhões, mas sacaram R$ 169,777 bilhões da caderneta.
Apesar da diminuição dos recursos aplicados na poupança, os saques tiveram queda em março. A retirada líquida tinha ficado em R$ 12,032 bilhões em janeiro e R$ 6,639 bilhões em fevereiro.
As retiradas também diminuíram em relação ao mesmo mês do ano passado. Em março de 2015, a caderneta tinha registrado saques líquidos de R$ 11,438 bilhões. No acumulado de 2016, no entanto, os brasileiros retiraram mais recursos da poupança. De janeiro a março, a retirada líquida somou R$ 24,05 bilhões, contra R$ 23,231 bilhões no mesmo período do ano passado.
Desde janeiro de 2015, a caderneta de poupança registra retirada expressiva de recursos. Isso ocorre por causa do aumento de juros, que tornam mais atrativas aplicações em fundo de investimento, e da perda de rentabilidade diante da inflação. Nos últimos 12 meses, a caderneta rendeu 8,29%, contra inflação oficial de 11,08% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Segundo o BC, a recessão econômica também contribui para a fuga de recursos da poupança. Por causa da crise e do desemprego, os brasileiros têm menos sobra de dinheiro para aplicar na caderneta e precisam sacar mais recursos para pagar dívidas.
agencia brasil

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Meu jeito de poupar para este ano

Este ano de 2016 poupar vai ser um bom negócio!!
COFRINHO - Foto Instagram Joseni Parceiro

O ano está começando e resolvi mudar o meu jeito de poupar. 
Até o final do ano passado, colocava no cofrinho todas as moedas que pegava no ano inteiro.

Este ano resolvi mudar para melhor.
Minhas metas pra economizar e poupar são:

1. Continuar colocando todas as moedas que pegar no cofrinho;
2. Depositar sempre no cofrinho todos os dias R$ 2,00 reais;
3. Toda vez que pegar em uma nota de R$ 5,00 (cinco) reais correr e guardar no cofrinho.

Será que irei poder cumprir todas essas metas acima?
Quanto irei poupar até o dia 31 de dezembro de 2016?

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Hora de abrir o cofre e contar o que poupei para o meu 14º salário


domingo, 2 de agosto de 2015

Poupar é bom, mas pode se tornar problema e precisar até de tratamento

ECONOMIA
Numa época em que falta dinheiro no bolso de alguns, tem gente como a estudante de Direito Vânia Britto que poupa o quanto pode

Priscila Natividade (priscila.oliveira@redebahia.com.br)

Ela não compra roupa, nem sapato,  há três anos. Perfume é de gota em gota:  “A última vez que dei R$ 100 em um perfume foi há dois anos, que é o que eu tenho até hoje”. Passou um mês comendo só macarrão instantâneo e ainda guardava a metade do salário para agregar à poupança, que já acumula a maior parte do valor que precisa para a entrada de um apartamento. “Com mais um ano de economia, acho que consigo chegar lá”.

Numa época em que falta dinheiro no bolso de alguns, tem gente como a estudante de Direito Vânia Britto que poupa o quanto pode. E não se trata  de ser rico ou não. Mas de pessoas que engordam a poupança e se apegam tanto ao montante que juntaram que acabam não direcionando o dinheiro nem para quitar alguma dívida pendente.
Vânia Britto já teve dez cartões de crédito, mas hoje admite que poupa até demais: ‘Não gasto com nada’
(Foto: Evandro Veiga)
“A minha família diz que vai vasculhar meu colchão ou tentar descobrir minha conta  porque eu sou mão de vaca e não gasto com nada”, afirma.
A estudante de Direito ainda vendeu o carro, não tem nenhum cartão de crédito, fez por três anos metade do caminho onde trabalha a pé para não gastar com o segundo transporte, reaproveita água da chuva nas tarefas domésticas para não abrir a torneira de casa, passou a odiar shopping e vai ao cinema “uma vez por ano” - e olhe lá - só em dia de promoção. “Eu era muito gastadeira. Tinha dez cartões de crédito, comprava roupa todo final de semana. Gastava demais mesmo”.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Por que os brasileiros estão deixando a caderneta de poupança?

Há 6 meses, brasileiros estão retirando mais dinheiro que guardando.
Custo de vida maior motiva retiradas, dizem especialistas.


Karina Trevizan e Taís LaportaDo G1, em São Paulo

Há seis meses, os brasileiros estão retirando mais dinheiro da poupança do que guardando. Em junho, a caderneta da poupança registrou saída líquida (retiradas menos depósitos) de R$ 6,26 bilhões em junho, segundo o Banco Central. Foi a maior saída de recursos para o mês desde o início da série histórica, em 1995.

O resultado acontece em um momento de aumento do custo de vida, com inflação subindo e juros mais altos. Especialistas ouvidos pelo G1 apontam duas razões principais para a fuga de recursos da poupança: necessidade de retirar dinheiro da aplicação para honrar compromissos em um momento econômico difícil e queda do rendimento da poupança em relação a outros investimentos.
poupança (Foto: G1)
Para o educador financeiro Edward Junior, da DSOP, algumas pessoas “precisam tirar reservas financeiras para pagar as contas em dia, com esse aumento do custo de vida e da inflação desse ano”. “Muitas pessoas já tinham ajustado suas contas para o mínimo possível e estão recorrendo à poupança para não entrar no cheque especial ou cartão de crédito”, diz o especialista. “O cheque especial está em torno de 10% ao mês. O cartão, em 13% em média."
"Não adianta ter lá o dinheiro guardado e pagando esses juros”, defende Junior. “O ideal é nunca deixar de poupar, nem que seja um valor menor do que o que está acostumado, para não perder esse hábito.”

Para o consultor financeiro André Massaro, a fuga da poupança está sendo motivada pela necessidade do brasileiro de ter liquidez (dinheiro na mão para consumir e pagar as contas). “O nível de endividamento continua alto e a atividade econômica está em retração, por isso as pessoas estão direcionando mais seus recursos para pagar dívidas e se proteger. O maior medo é perder o emprego e ficar sem renda, e a poupança fica em segundo plano”, analisa. “Está sobrando menos dinheiro para pagar a conta e ele está saindo da poupança.”
Outro fator que pesa é o aumento do nível de desemprego, diz o professor de finanças do Insper, Michael Viriato. “O brasileiro fica sem dinheiro e, como a maior parte das demissões afeta a população de renda mais baixa, essa é a faixa que tem mais parte da sua renda alocada na poupança”. Para o professor, como as famílias estão mais endividadas, elas estão tirando mais dinheiro da aplicação para cobrir estas dívidas.
poupança (Foto: G1)
Outra situação apontada como causa da “fuga da poupança” é o rendimento menor que a inflação. Michael Viriato acredita que o fato de outros investimentos terem ficado mais atrativos que a poupança, com o aumento da taxa Selic – hoje em 13,75% – tem incentivado a migração para outras aplicações como CDBs (Certificados de Depósito Interbancário) e fundos DI, que acompanham a taxa de juros oficial.

“Em março, o Tesouro Direto, por exemplo, bateu recorde de captação”, acrescenta Edward Junior. “As pessoas estão migrando para investimentos que rendam mais e que tenham um risco próximo da caderneta de poupança, que não é tão atrativa para objetivos de médio e longo prazo.”

Viriato lembra que um dos principais efeitos da fuga da poupança é a escassez de dinheiro para financiamentos imobiliários do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Como efeito, haverá menos recursos para emprestar dinheiro para a compra de imóveis.
fonte: G1

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