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sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Veneno de serpente tem proteínas com potencial farmacológico

 Pesquisa é da Unifesp, USP e do Instituto Butantan

POR AGÊNCIA BRASIL - Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Butantan identificaram uma série de pequenos fragmentos de proteínas com potencial farmacológico para condições cardíacas, bactérias, fungos, vírus e câncer, entre outros, no veneno da jararaca-do-norte (Bothrops atrox), e de uma espécie de tarântula (Acanthoscurria rondoniae), ambas  da região amazônica. No veneno da serpente foram encontrados 105 peptídeos (fragmentos de proteínas) e no da aranha, 84 novas toxinas.

“Essa aranha foi muito pouco estudada até hoje. Há vários estudos sobre a espécie de serpente, mas não nesse nível de detalhe dos peptídeos, que são moléculas pequenas, com poucos aminoácidos, o que facilita sintetizarmos aquelas que parecerem mais interessantes”, explicou o professor da Escola Paulista de Medicina (EPM), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e coordenador dos estudos, Alexandre Tashima.

Nesse estudo com a jararaca-do-norte, os cientistas buscaram diferenciar o veneno das fêmeas e dos machos, analisando quatro animais de cada sexo. A hipótese era de que as fêmeas poderiam ter diferenças na composição do veneno por serem maiores e por terem a peçonha mais potente. O levantamento mostrou que as fêmeas têm maior abundância de peptídios que se ligam às plaquetas do sangue, podendo interferir mais na coagulação que a dos machos.  

“Dependendo do local onde vivem e das presas que têm à disposição, as serpentes podem ter diferenças na composição do veneno, mesmo dentro de uma mesma espécie. No caso das fêmeas, uma vez que elas precisam proteger os ovos, pode ser que isso tenha favorecido uma seleção de formas mais potentes das toxinas”, explicou Tashima.

O estudo mostrou também que machos e fêmeas têm uma diversidade de peptídeos que podem ser estudados no futuro para dar origem a novas classes de medicamentos para hipertensão arterial.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Chineses mostram interesse no mercado brasileiro de proteínas e frutas

Tereza Cristina se reuniu na última terça-feira com o ministro da Administração Geral de Aduanas da China, Ni Yuefeng
Tereza Cristina
Os chineses vão analisar propostas apresentadas pelo Brasil para abertura de mercado para proteínas, frutas, grãos e lácteos. A informação é da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que se reuniu nesta quinta-feira (16/05/2019), com o ministro da Administração Geral de Aduanas da China, Ni Yuefeng, conforme comunicado da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que tem representantes na missão empresarial brasileira que encerrou visita àquele país.

O diretor de Relações Internacionais da CNA, Gedeão Pereira, informou que “a ministra foi muito clara e nesse momento nos deixa bastante otimistas com o futuro porque a China precisa do Brasil para se levantar e o Brasil precisa da China para vender seus produtos”.

Conforme a CNA, ao fim da reunião ficaram estabelecidos prazos para análise dos formulários entregues pelo Brasil para habilitação das 78 plantas frigoríficas que pretendem exportar carne bovina, suína e de aves para os chineses.

Além das proteínas, os chineses ficaram interessados no farelo de soja e planejam fazer uma visita de inspeção ao Brasil no segundo semestre. “Tudo foi colocado na mesa e vai ter prazo para acontecer. Eu saio daqui com bastante esperança de que essas decisões e os bons resultados virão agora ao longo desses dois ou três próximos meses”, disse a ministra.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Cientistas da USP usam proteínas para eliminar a leishmaniose

PESQUISAS

Cientistas da USP usam proteínas para eliminar a leishmaniose

Fonte: Agência Brasil | 10h01 | 12.11.2014

Os estudos procuram desenvolver vacina ou remédio que possa combater a doença


Cientistas da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, estudam o uso deproteínas produzidas pelo próprio corpo humano para tratar ou prevenir a leishmaniose. O objetivo da pesquisa, que começou há 6 anos, é desenvolver vacina ou remédio capazes decombater a doença.
 
Segundo o pesquisador e biólogo da USP Djalma de Souza Lima Júnior, a descoberta veio quando notou-se que a infecção pelo parasita leishmania induz a produção de certas proteínas nas células. Os cientistas identificaram que algumas delas têm capacidade de controlar a replicação do parasita dentro do organismo humano.
 

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