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segunda-feira, 2 de março de 2015

Energia: consumidor se queixa dos sucessivos aumentos

MAIS UM HOJE

02.03.2015

A crise energética está afetando em cheio o bolso dos consumidores e desequilibrando orçamentos

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A partir de hoje, a conta de luz vai ficar ainda mais onerosa para consumidores atendidos por 58 concessionárias em todo o País
FOTO: TUNO VIEIRA
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A ação questionou a metodologia usada pela Aneel para reajustar a energia no Ceará
FOTO: ALEX COSTA
Os consumidores cearenses já estão sentindo no bolso o peso da sequência de aumentos na conta de energia elétrica. Depois do sistema de Bandeiras Tarifárias entrar em vigor, gerando alta de até 83%, agora é a vez da Revisão Tarifária Extraordinária (RTE), que vale a partir de hoje.
Isso sem falar na revisão anual da Coelce neste ano, que começará a valer no próximo dia 22 de abril. Portanto, serão três impactos consecutivos elevando a conta de luz.
Mesmo tomando medidas para economizar energia, o securitário Francisco Antônio Tabosa Alves, morador do bairro Vila Betânia, em Fortaleza, não está conseguindo fazer a conta baixar. Em sua residência, onde vivem quatro pessoas, o valor aumentou 100%, passando de uma média mensal de R$ 80 para R$ 160.
De acordo com ele, dificilmente uma lâmpada fica acesa se ninguém estiver no local e todos os aparelhos, com exceção da geladeira, são desligados da tomada na hora de dormir. A família também evita usar a máquina de lavar e o ferro de passar várias vezes. "Pedem para a gente economizar, a gente economiza e a conta vem é mais cara. Pelo visto, vai chegar uma hora que, mesmo que a população não gaste energia nenhuma, terá que pagar por um serviço que é de péssima qualidade", reclama Francisco em comentário enviado ao Diário do Nordeste.
Cobrindo custos
A partir de hoje, a conta de luz vai ficar mais cara para consumidores atendidos por 58 concessionárias. A Revisão Tarifária Extraordinária para essas empresas foi aprovada, na última sexta-feira (27), pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A previsão é de aumento médio de 23,4% no País.
Os maiores reajustes serão para as distribuidoras AES Sul (39,5%), Bragantina (38,5%), Uhenpal (36,8%) e Copel (36,4%). Os mais baixos serão aplicados para as distribuidoras Celpe (2,2%) e Cosern (2,8%). No Ceará, cuja distribuidora é a Coelce, o aumento médio é de 10,3%. O reajuste para os consumidores de baixa tensão será de 9,05%. Já para os clientes de alta tensão e média tensão, o índice será em média de 12,9%, principalmente porque esses consumidores têm na composição de sua fatura uma parcela maior associada ao consumo de energia, frente ao residencial.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Setenta planos de saúde têm vendas suspensas pela ANS por queixas de usuários

SAÚDE

No atual ciclo da avaliação, 39,9% das reclamações foram referentes a problemas de gerenciamento das ações de saúde

Setenta planos de saúde de 11 operadoras terão a comercialização suspensa, a partir da próxima quinta-feira (19), por determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) depois de receber reclamações de usuários sobre questões como prazo de atendimento e negativa indevida de cobertura.
Em nota, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), disse que o 12º ciclo de monitoramento demonstra os esforços do setor para a correção das falhas, já que houve uma redução no número de operadoras com planos suspensos em relação a outros ciclos. No texto, a Federação garante que as 27 operadoras associadas vêm investindo continuamente na qualidade de atendimento aos usuários.
No período entre setembro e dezembro de 2014, quando foi realizada a 12ª etapa do programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, a ANS recebeu mais de 13.900 reclamações. A avaliação é realizada a cada três meses, desde dezembro de 2011.
No atual ciclo da avaliação, 39,9% das reclamações foram referentes a problemas de gerenciamento das ações de saúde, como autorização prévia para realização de consultas e exames. Logo depois, com 25,8%, estão queixas sobre desrespeito dos prazos máximos para atendimento de certos procedimentos. As operadoras que tiveram queixas sobre negativa indevida de cobertura podem ser multadas em valores que variam entre R$ 80 mil e R$ 100 mil.
De acordo com a ANS, a medida de suspensão vai proteger cerca de 580 mil beneficiários e é uma forma de melhorar o atendimento. Com a ação, os usuários não ficam sem a cobertura do plano que possuem, já que a suspensão é somente para impedir que novos produtos sejam comercializados.
No próximo ciclo de avaliação a ser realizado pelo programa de monitoramento, as operadoras que apresentarem melhora no atendimento podem voltar a comercializar os planos.
Nesta etapa a ANS permitiu que 43 produtos que estavam suspensos fossem reativados. Ao todo 14 operadoras voltaram comercializar seus produtos, das quais a metade obteve a reativação total e sete, parcial.
Segundo a ANS, 50,8 milhões de pessoas possuem planos de assistência médica no país e 21,4 milhões, planos exclusivamente odontológicos. Desde 2011, quando o programa de monitoramento foi implantado, a agência suspendeu mais de mil planos de 143 operadoras.

FONTE:
CORREIO

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