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sábado, 16 de abril de 2022

Taxa extra na conta de luz deixa de ser cobrada a partir deste sábado

A redução estimada pelo governo para o consumidor é de 20%

POR AGÊNCIA BRASIL - A partir deste sábado (16), a conta de luz pode ficar mais barata, com o fim a bandeira de escassez hídrica que resultava em uma taxa extra na conta de energia elétrica de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A medida, que encarecia os custos da energia elétrica, estava em vigor desde setembro de 2021.

A redução estimada pelo governo nas contas de luz para o consumidor é de cerca de 20%. Isso será possível porque, com os reservatórios de quatro das cinco regiões do país mais cheios, é possível, ao operador do sistema elétrico nacional, dispensar o uso de termelétricas, que têm custo maior do que o das hidrelétricas. Apenas os reservatórios da Região Sul estão baixos, devido à estiagem que atinge a região. 

Leia Também: Brasileiros pagam R$ 12 bi em impostos e subsídios por mês e têm conta de luz entre as mais caras do mundo

Já havia uma previsão de que a bandeira de escassez hídrica, patamar mais alto já adotado pelo governo, terminaria no final deste mês. A medida, no entanto, acabou sendo antecipada em cerca de 15 dias.

A tarifa extra foi aprovada em meio à crise hidrológica que afetou o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas do país em 2021. As usinas são a principal fonte geradora de energia elétrica no país. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil enfrentou, em 2021, “a pior seca já registrada na história”.

“Para garantir a segurança no fornecimento de energia elétrica, o país utilizou todos os recursos disponíveis e o governo federal teve que tomar medidas excepcionais. Com o esforço dos órgãos do setor, o país conseguiu superar esse desafio, os reservatórios estão muito mais cheios que no ano passado e o risco de falta de energia foi totalmente afastado”, informou, em nota, a pasta.

De acordo com o ministério, o reservatório da usina de Furnas terminou o mês de março acima de 80% de seu volume útil. Em entrevista concedida no início da semana ao programa A Voz do Brasil, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o secretário de Energia Elétrica do ministério, Christiano Vieira,  disse que atualmente os reservatórios estão, em média, com 70% de níveis de armazenamento, o que, segundo ele, “é muito relevante nessa época do ano”.

“Não dispomos de níveis assim desde 2012. Temos uma condição de segurança muito considerável. Na prática, significa que pouca geração termelétrica será necessária, o que se traduz em uma expectativa de bandeira verde até o final do ano”, disse.

FONTE:https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-04/taxa-extra-na-conta-de-luz-deixa-de-ser-cobrada-partir-deste-sabado

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Agência Brasil explica: o que é a plataforma consumidor.gov.br

Instrumento ajuda consumidores a resolverem problemas com empresas

POR AGÊNCIA BRASIL - O governo federal disponibiliza, por meio do Ministério da Justiça, uma plataforma que auxilia consumidores a resolverem seus problemas com empresas que comercializam bens ou serviços: é o consumidor.gov.br.

A plataforma não substitui os canais de atendimento das empresas bem como outros órgãos de defesa do consumidor, como os Procons. É um serviço complementar com o objetivo de resolver polêmicas entre consumidores e fornecedores.

As reclamações não são transformadas em processo administrativo, uma das formas de atuação do Poder Público no caso de abuso nas relações de consumo. O espaço permite a interlocução direta entre o cliente e a empresa.

Funcionamento

A intermediação só vale para empresas cadastradas no site. Essa ação, em geral, é voluntária, mas obrigatória para alguns tipos de companhias (veja abaixo). O cidadão deve entrar no site e pesquisar se a empresa em questão aderiu à plataforma.

Para fazer uma reclamação, é preciso também se cadastrar, com identificação. Assim, não é possível publicar uma queixa anônima. A pessoa insere a reclamação e passa a correr um prazo de dez dias. A empresa pode entrar em contato com quem enviou a queixa para obter mais informações.

Antes do fim do prazo, a empresa deve publicar uma resposta. O autor do questionamento pode comentar se a demanda foi resolvida e avaliar de que maneira ela respondeu ao problema apresentado.

O Ministério da Justiça explica que caso a demanda não seja resolvida é possível recorrer a outros entes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, como os Procons, as defensorias públicas ou os juizados especiais.

Indicadores

A plataforma serve também como um local de informações sobre fornecedores, com indicadores e relatos de consumidores sobre as reclamações, as respostas das companhias e a avaliação do indivíduo sobre a solução dada.

São disponibilizados no portal dados sobre o índice de resolução (quantas demandas uma empresa resolveu entre as que recebeu), o índice de satisfação, o prazo médio de resposta e as reclamações respondidas.

Participação obrigatória

De acordo com as regras da plataforma consumidor.gov.br, algumas empresas têm que aderir obrigatoriamente. São elas:

- empresas com atuação nacional ou regional em áreas de serviços públicos e atividades essenciais definidas pela legislação no âmbito da pandemia;

- plataformas digitais de atendimento pela internet dedicadas ao transporte individual ou coletivo de passageiros ou à entrega de alimentos, de comércio eletrônico e redes sociais com fins lucrativos;

- firmas que estão entre as 200 empresas mais reclamadas anualmente na Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública, no ano de 2020; 

- companhias com faturamento bruto de, no mínimo, R$ 100 milhões;

- empresas que tiveram média mensal igual ou superior a mil reclamações em seus canais de atendimento ao consumidor;

- firmas que tenham sido objeto de mais de 500 processos judiciais na área de direito do consumidor.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2021-09/agencia-brasil-explica-o-que-e-plataforma-consumidorgovbr

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Gasto com presente do Dia dos Pais será menor este ano, diz Alshop

Lojistas de shopping estimam valores entre R$ 51 e R$ 100
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O consumidor deve gastar menos este ano com o presente para o Dia dos Pais. Segundo uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) com 5,2 mil consumidores de todo o país, o gasto com o presente da maioria dos entrevistados (32% do total) deverá ficar entre R$ 51 e R$ 100. No ano passado, o ticket médio pretendido para gasto com o presente do pai era de R$ 160.

A pesquisa foi feita entre os dias 27 de julho e 3 de agosto. De acordo com a pesquisa, 19% dos entrevistados não vão comprar qualquer presente para os pais. Dos que vão comprar, 13% vão gastar mais do que R$ 201; 14% pretendem comprar algo entre R$ 151 e R$ 200; e 14%, algo entre R$ 101 e R$ 150.

A maior parte dos pais desses consumidores deverão ganhar produtos na área de vestuário (44%), perfumes e cosméticos (12%), calçados (10%) e produtos eletrônicos (8%).

Em tempos de pandemia do novo coronavírus, a pesquisa revelou ainda que a maior parte dos consumidores comprará presentes pela internet (46% do total), seguido por 19% que devem ir às lojas de shopping centers e por 12% que devem procurar lojas de rua.

“A pandemia do novo coronavírus acelerou o consumo online, e as marcas que já se consolidaram em formato digital colheram bons frutos durante essa crise e puderam comemorar por ter dado esse passo antes da chegada desta crise. Além disso, 19% pretendem comprar presente dentro do ambiente do shopping, percentual maior do que os que têm intenção de fazê-lo nas lojas de rua”, disse o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun.

Recuperação lenta

Mesmo com  aumento de intenção de compras via e-commerce, os lojistas associados da Alshop relatam que o fluxo de pessoas nas lojas de shopping centers está crescendo de forma gradual. Uma pesquisa feita com lojistas de 1,5 mil pontos de venda em todo o país mostrou que a expectativa de aumento no faturamento é de 10% em agosto na comparação com o mês de julho de 2020. “Isso nos indica ,de vista do lojista, a recuperação está acontecendo de forma lenta, até porque cerca de 20% dos shoppings no país estão fechados, e a maioria funciona em horário reduzido, apesar dos rígidos protocolos sanitários adotados nestes empreendimentos”, disse Sahyoun.

Neste momento, cerca de 14% de 577 shopping centers do país estão fechados, a maioria nos estados da Região Sul.

FONTE: Agência Brasil - https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-08/gasto-com-presente-para-o-dia-dos-pais-sera-menor-este-ano-diz-alshop

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Comprou na Black Friday? Conheça seus direitos de consumidor

O Código de Defesa do Consumidor prevê algumas situações que podem ocorrer em compras online. Acompanhe
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Os direitos do consumidor são diferenciados quando se trata de compras online. E as aquisições da Black Friday e da Cyber Monday se encaixam nessa categoria. Então, para quem aproveitou as datas, vale ficar atento.
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sábado, 16 de novembro de 2019

Dicas práticas para começar 2020 longe das dívidas

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Final de ano chegando, temporada de Black Friday, férias e as famosas festas de confraternização. Como conseguir aproveitar tudo e ainda manter o planejamento financeiro para iniciar o ano sem nenhuma dívida? É importante seguir uma série de cuidados para alcançar esse objetivo.

Especialistas recomendam que aplicando algumas dicas de educação financeira é possível entender quais são os bons investimentos para fazer o dinheiro render mais a cada mês e seguir sem dívidas.

Além disso, para quem já está endividado, algumas empresas costumam fazer feirões no final do ano para negociar pendências e chegam a oferecer descontos imperdíveis para que o consumidor comece o ano com pé direito.

O consumidor que está com o CPF bloqueado por alguma restrição de crédito e pode aproveitar o 13º salário para participar da mega negociação promovida pelo Serasa até o dia 1 de dezembro. De acordo com a empresa, os descontos podem chegar até 80% do valor da dívida no Feirão Limpa Nome.

Compras e Black Friday

As grandes liquidações de final de ano podem atrapalhar ou iludir quem fez um amplo controle financeiro nos últimos meses. Algumas medidas são recomendadas para não cair na cilada dos grandes descontos.

O maior erro do consumidor é comprar algo apenas por ter valor reduzido, sem avaliar se aquele item será mesmo útil em seu dia.

Para evitar que isso aconteça, a recomendação é fazer uma lista com todos os produtos que deseja comprar e também os nomes das pessoas a quem deseja presentear. O consumidor precisa checar os valores médios atuais e deve estipular um limite máximo para efetivar cada compra para evitar sobrecarregar as contas mensais.

O desconto é real? Veja na na planilha qual era a média de preço daquele produto. Se não tiver um histórico, alguns sites fazem isso por você. Assim terá a certeza se o item realmente está com um bom preço.

A Black Friday está chegando e pode ser um ótimo momento para fazer aquelas comprinhas especiais, mas é preciso ter atenção, a campanha também ganhou a terrível fama de “tudo pela metade do dobro’ por causa de ofertas enganosas.

Veja também as lojas que oferecem descontos maiores para pagamento por boleto que podem chegar a 10%. Essa é uma grande vantagem para quem tem dinheiro guardado.

A Black Friday 2019 ocorre no dia 29 de novembro, em lojas físicas e virtuais, e deve movimentar grandes vendas em diversos segmentos. O Procon alerta para que os consumidores tenham cuidado com ofertas milagrosas e evitem sites suspeitos.

É possível economizar nas férias e viagens

É também comum aproveitar o verão e o recesso escolar para aquela viagem dos sonhos, mas isso não precisa comprometer as economias do trabalhador.

A primeira dica é o planejamento, item importante para uma vida financeira saudável. O consumidor deve escolher um destino dentro das suas possibilidades, definir os valores que poderá pagar e começar a programar as férias.

Ele deve aproveitar a fase de planejamento para avaliar os passeios oferecidos e se algum concede desconto para compra antecipada. Toda economia é válida!

Durante a viagem, é importante fazer anotações dos gastos e assim ter um controle melhor sobre as suas despesas. Existem bons aplicativos que ajudam nessa tarefa.

É importante reservar uma parte do dinheiro para os passeios, refeições e é claro para as bugigangas. O consumidor precisa ter muita atenção para não ultrapassar sua meta.

É aconselhável reservar 10% do valor pretendido para gastar na viagem para alguma emergência, mas só utilizar se realmente for necessário. Esse será um excelente sinal de que o planejamento financeiro está funcionando!

Ao tomar todos esses cuidados, o consumidor chegará em 2020 com a vida financeira saudável.  (Publicado em 12/11/2019 , por Mayk Souza)

domingo, 3 de novembro de 2019

Com a proximidade da Black Friday, consumidor já deve começar a pesquisar preços

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POR MIXVALE
Com a proximidade da Black Friday, consumidor já deve começar a pesquisar preços. A Black Friday 2019 acontece no dia 29 de novembro. Para que o consumidor consiga o desconto esperado, ele deve fazer desde já sua lista de compras e começar a fazer a pesquisa de preços dos produtos desejados para que não seja surpreendido por eventuais mudanças de valores que podem levar à principal queixa dos consumidores nas últimas quatro edições da data de promoções: a propaganda enganosa.

A propaganda enganosa inclui a maquiagem de preços, que levou os consumidores a apelidarem o evento de “Black Fraude” nas edições anteriores. A prática da maquiagem, também conhecida como “metade do dobro”, consiste em aumentar os preços antes da data do evento para depois baixá-los e nomeá-los como “superdescontos”. A propaganda enganosa também inclui a diferença dos preços anunciados no momento da compra e na hora do pagamento do pedido.

PRINCIPAIS QUEIXAS, SEGUNDO O RECLAME AQUI, ANO A ANO:
2013
  • Problemas para acessar os sites
  • Falta de estoque dos produtos anunciados
  • Dificuldade para efetuar compra
2014
  • Problemas técnicos para acessar sites ou finalizar compras
  • Maquiagem de preços
  • Sumiço de produtos do carrinho virtual
2015
  • Propaganda enganosa: 36,2%
  • Problemas para finalizar a compra: 9,1%
  • Divergência de valores: 7,1%
2016
  • Propaganda enganosa: 22%
  • Divergência de valores: 15,1%
  • Problemas para finalizar a compra: 12%
2017
  • Propaganda enganosa: 13,5%
  • Problemas com finalização da compra: 9,6%
  • Divergência de valores: 8,8%
2018
  • Propaganda enganosa: 14,2%
  • Divergência de valores: 7,6%
  • Problemas para finalizar a compra: 7,6%
A Black Friday, que acontece tanto no comércio eletrônico quanto no varejo físico, é considerada uma das principais datas de compras no Brasil.
Para o diretor de operações do Reclame Aqui, Felipe Paniago, a Black Friday está dando certo, deixando aos poucos de ter a fama de “Black Fraude”. “O brasileiro já entendeu a dinâmica da Black Friday depois de algumas edições decepcionantes. Quem quer comprar pesquisa mais, arrisca menos e consegue aproveitar as ofertas”, analisa.
A Black Friday estreou oficialmente no Brasil em 2011. O Reclame Aqui acompanha a promoção e monitora dados e o comportamento do consumidor desde 2012. Começou com 8 mil reclamações, foi para 8,5 mil em 2013 e saltou para 12 mil em 2014. Nesse período, o consumidor reclamou principalmente de problemas técnicos, como fila nas lojas virtuais, sites que caíam e produtos que sumiam do carrinho de compra.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Queda nos preços dos alimentos desacelera inflação ao consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu 0,05% em setembro, após um avanço de 0,24% em agosto
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A queda nos preços dos alimentos desacelerou a inflação ao consumidor dentro do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de setembro, informou nesta segunda-feira, 16, a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu 0,05% em setembro, após um avanço de 0,24% em agosto. Cinco das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais baixas, com destaque para o grupo Alimentação, que passou de uma alta 0,14% em agosto para redução de 0,68% em setembro. O item hortaliças e legumes caiu 12,36% em setembro, ante uma queda de 3,79% em agosto.

Os demais decréscimos ocorreram nos grupos Habitação (de 0,99% para 0,55%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,35% para 0,19%), Despesas Diversas (de 0,30% para -0,07%) e Vestuário (de -0,09% para -0,20%).

As principais contribuições partiram dos itens tarifa de eletricidade residencial (de 5,14% para 2,23%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,27% para -0,43%), alimentos para animais domésticos (de 1,27% para -0,96%) e calçados (de 0,23% para -0,45%).

Na direção oposta, houve elevação nas taxas dos grupos Transportes (de -0,31% para 0,17%), Educação, Leitura e Recreação (de -0,45% para 0,31%) e Comunicação (de 0,12% para 0,46%). Houve influência dos itens etanol (de -1,64% para 2,72%), passagem aérea (de -12,83% para 1,23%) e tarifa de telefone residencial (de 0,50% para 1,12%).

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Pesquisa mostra: consumidor desiste de compra por serviço ruim ou fila

Blog da Cláudia Santos / Reprodução
O Brasil é um dos campeões em insatisfação de consumidores com o processo de compra. Segundo o levantamento Retail Reimagined, da plataforma de pagamentos Adyen, 85% dos clientes já desistiram de adquirir um item ou serviço por causa de serviço ruim ou filas. O índice é maior do que a média mundial que é de 70%.

A pesquisa traz ainda outro dado importante: cerca de 55% dos entrevistados afirmaram que escolheriam uma loja física em detrimento de outra se pudessem comprar sem passar por um funcionário no caixa.

Quando o estudo analisa a experiência no e-commerce, os números mudam um pouco: 7 em cada 10 consumidores afirmam que desistiram do carrinho de compras digital por dificuldades na hora de realizar o checkout.

Gastos no exterior

Ainda falando sobre experiência de compra, dados do Banco Central divulgados pelo Valor Investe mostram que as despesas de brasileiros em viagens ao exterior aumentaram 2,44% em junho na comparação com o mesmo mês de 2018 e totalizaram US$ 1,524 bilhão.

Já no acumulado do primeiro semestre, os gastos caíram 8,01% na comparação anual e chegaram a US$ 8,807 bilhões. Essa redução, segundo o BC, tem influência da cotação do dólar; com a alta da moeda no último ano e meio, ficou mais caro viajar para o exterior.
Fonte: Extra - 29/07/2019

segunda-feira, 17 de junho de 2019

92,5% da população recebem mensagens e ligações indesejadas

Plataformas elaboradas por órgãos de defesa do consumidor permitem cadastro para deixar de receber chamadas e mensagens de telemarketing. Segundo pesquisa da Senacon, apenas 11,2% formalizam reclamações
Pesquisa realizada pela Secretaria Nacional do Consumidor
 (Senacon) mostra que 92,5% dos brasileiros recebem chamadas
indesejadas, quase metade originada por robôs
Foto: Rodrigo Gadelha
Ligações automáticas e mensagens de texto com publicidade indesejadas são problemas enfrentados por muitos consumidores brasileiros que, contra a sua vontade, recebem esses serviços por parte das operadoras de telefonia do País. Considerada por muitos incômoda e cansativa, a prática é rotineira e se mostra presente desde o início da era dos telefones móveis.

Uma pesquisa realizada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) por meio da plataforma consumidor.Gov.Br revelou que 92,5% das pessoas relataram o recebimento de ligações indesejadas. Conforme o levantamento, que entrevistou 3,2 mil pessoas, quase metade é originada por robôs e mais de 56% são ofertas de serviços de telecomunicações. Mas ainda são poucos os que formalizam reclamações contra a prática: apenas 11,2% das pessoas ouvidas já procuraram órgãos de defesa do consumidor para reportar o problema.

Lista nacional

Na última quinta-feira (13), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que as principais empresas do setor terão 30 dias para implementar uma lista nacional e única de consumidores que não querem receber chamadas de telemarketing com o objetivo de oferecer serviços de telefonia, TV por assinatura e internet.

A medida vale para as empresas Algar, Claro/Net, Nextel, Oi, Sercomtel, Sky, TIM e Vivo, que também deverão, no mesmo prazo, criar e divulgar amplamente um canal por meio do qual o consumidor possa manifestar o seu desejo de não receber ligações.

A Anatel determinou, também, que as empresas que são objeto da decisão não poderão mais efetuar ligações telefônicas para oferecer seus pacotes ou serviços de telecomunicações aos consumidores que registrarem seus números na lista nacional.

Segundo a agência, a ideia é acelerar a implementação de mecanismos propostos pelas próprias prestadoras: em março, elas se comprometeram a implementar, até setembro, um código de conduta e medidas de autorregulação das práticas de telemarketing.

Com o mesmo objetivo em mente - mas não restrito às empresas de telecomunicação, a Comissão de Constituição e Justiça de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou no mês passado um projeto de lei que proíbe fornecedores de entrarem em contato com clientes que tiverem previamente manifestado o desinteresse em receber ofertas por meio telefônico. Se aprovada, as empresas estarão sujeitas a sanções administrativas em caso de infração.

Serviços disponíveis

Para aqueles que não se sentem confortáveis recebendo este serviço, já existem plataformas online disponibilizadas por empresas e órgãos de proteção ao consumidor nas quais é possível cadastrar números de telefone para que estes deixem de receber mensagens e ligações indesejadas.

Atualmente, no Ceará, há uma lei estadual que protege quem não deseja receber, por meio de ligações telefônicas, mensagens de texto ou áudio, ofertas ou qualquer tipo de marketing. A lei, que está em vigor desde dezembro de 2017, serve como base para o Sistema de Bloqueio de Marketing, serviço administrado pelo Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) no qual as pessoas podem, por meio de um cadastro, deixar de receber o conteúdo enviado pelas operadoras de telemarketing.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

O peso da inflação no orçamento do consumidor

Cearenses têm de absorver aumentos nas tarifas de água e esgoto, energia elétrica, combustíveis e gás de cozinha.
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O ano de 2019 tem sido de reajustes de tarifas dos serviços de primeira necessidade acima das expectativas dos cearenses. Água e esgoto, energia elétrica, gasolina e gás de cozinha se destacam.

Desde que mudou a política de preços dos produtos derivados de petróleo, a Petrobras dinamizou o modelo de reajustes e praticamente todos os dias realiza alguma modificação na oferta. Gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP), ou gás de cozinha, são os itens que impactam mais.

Em pouco mais de dois meses, o preço médio do GLP em Fortaleza saltou de R$ 73,57 para R$ 77,39, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A síntese de valores praticados nos 54 pontos de venda pesquisados revela que o cidadão pode pagar até R$ 85 por um botijão.

Já nos 101 postos de combustível pesquisados pela ANP em Fortaleza, o preço médio da gasolina saltou de R$ 4,07, no início de fevereiro, para R$ 4,58, até o último dia 13. Nesta semana, já foi possível encontrar o litro da gasolina a R$ 4,79.

O doutor em Economia e coordenador do Observatório de Políticas Públicas da Universidade Federal do Ceará (UFC), Fernando José Pires, explica que tais aumentos acabam criando uma inflação de custo.

"Se todo o sistema econômico necessita do item, o preço de todos os produtos e serviços acaba aumentando, gerando inflação. Isso afeta a sociedade em geral e, principalmente, os mais necessitados", acrescenta Fernando, que também é professor do Departamento de Teoria Econômica da UFC.

De certa forma, os fortalezenses estão habituados com as variações da Petrobras. As surpresas ficaram por conta dos ajustes das tarifas. Primeiro de água e esgoto, confirmada pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) em 15,86%, em fevereiro. E, nesta semana, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou alta de 7,39% na conta de luz dos clientes residenciais.

Acontece que todos os índices ficaram bem acima da inflação oficial do País, que fechou 2018 em 3,75%, como também da inflação na Capital, de 2,9%. Segundo o IBGE, no ano passado, Fortaleza ainda registrou deflação de 3,62% no segmento energia elétrica.

Raul dos Santos Neto é vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE) e aponta que esses aumentos acima da inflação "pesam muito no orçamento". "Pois são itens que dentro de uma renda média são muito representativos. Qualquer variação é extremamente sensível no dia a dia das pessoas".

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Cadastro positivo é sancionado sem vetos e passa a valer em 90 dias

Inclusão de CPF na base de dados passa a ser automática e consumidor precisa pedir para sair, se desejar
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A inclusão automática de consumidores no cadastro positivo, que compila o histórico de pagamento de contas dos consumidores, foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) nesta segunda-feira (8). Segundo o texto, as novas regras passam a valer em 90 dias após a publicação no Diário Oficial da União.

Até então, a inclusão na lista positiva era opcional e o que vigorava com força era o cadastro de maus pagadores. Quem não desejar fazer parte do cadastro positivo deverá pedir para ter o CPF excluído da lista.

Segundo birôs de crédito, o potencial é que 100 milhões de pessoas sejam automaticamente incluídas no cadastro positivo, ante as 10 milhões que participam desse banco de dados. O país tem cerca 60 milhões de pessoas com o nome sujo na praça.

LEIA TAMBÉM: Bolsonaro sanciona lei que muda coleta de dados do Cadastro Positivo

No cadastro positivo, serão incluídos empréstimos bancários e financiamentos, além das contas do dia a dia, como luz, água, aluguel e escola dos filhos.

Com o cadastro positivo, os bancos e varejistas que acessarem os birôs de crédito para decidir se estão dispostos a financiar um consumidor não terão essas informações discriminadas. Será apenas um escore. Para acessar as contas detalhadas, o cliente precisará dar autorização expressa para a consulta.

Bolsonaro sancionou o texto na íntegra, apesar da pressão do setor financeiro para que fosse retirada a cláusula de responsabilidade solidária, pela qual se houver compartilhamento de informações erradas que causem prejuízo ao consumidor, birôs, bancos e comércio podem ser responsabilizados juntos.

Entenda como funciona o cadastro positivo em 12 perguntas

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Com crise, embalagem econômica cai no gosto do consumidor brasileiro

Embalagens menores e maiores, conhecidas como econômicas, caíram no gosto do consumidor, enquanto as intermediárias perderam participação nas vendas


ECONOMIA CONSUMO

A crise mudou a preferência do brasileiro na hora de comprar produtos do dia a dia, como alimentos industrializados e itens de higiene e limpeza. Embalagens menores e maiores, conhecidas como econômicas, caíram no gosto do consumidor, enquanto as intermediárias perderam participação nas vendas.

Uma pesquisa feita pela consultoria Nielsen mostra que nas 20 categorias mais importantes em faturamento nos supermercados, como cerveja, refrigerante, industrializados de carne, leite, achocolatado, entre outras, aumentou em 60% a importância da embalagem econômica nas vendas. A embalagem econômica é aquela que é maior, na qual o consumidor desembolsa mais num primeiro momento, mas o produto sai por um valor unitário menor.
Na outra ponta, para essas mesmas categorias de produtos também cresceu em 40% a importância da embalagem menor nas vendas. Na embalagem menor, o consumidor gasta menos na hora da compra, levando para casa uma quantidade reduzida de produtos. Por meio de um painel eletrônico ligado a 4,5 mil lojas do setor de supermercados espalhadas pelo País, a consultoria acompanha as vendas de 240 itens.
O iogurte em embalagens de até 360 gramas, por exemplo, que representava 3% das vendas em volume em 2014, ampliou sua participação para 5,4% no ano passado. No mesmo período, a fatia das embalagens maiores, com mais de um quilo, passou de 4,3% para 5,8%. Já os potes intermediários, com 361 gramas a um quilo, perderam quase dois pontos e meio de participação nas vendas, de 66,3% para 63,9%, apesar de representarem ainda a maior fatia.
O crescimento de participação de vendas de embalagens pequenas e grandes e a perda da fatia das intermediárias se repetiu no ano passado em relação ao anterior para sucos prontos para beber, água mineral, amaciante de roupas, biscoitos, entre outros itens, aponta a pesquisa.
"A crise acelerou o efeito 'ampulheta' no consumo", observa o analista de mercado da consultoria, Jonathas Rosa. Ele conta que pela primeira vez foi identificado esse movimento nas vendas no início do ano passado e, de lá para cá, essa tendência ganhou força.
A polarização das vendas de uma mesma categoria de produto foi batizada pelos especialistas de efeito 'ampulheta' porque o crescimento ocorre nos extremos e os tamanhos intermediários perdem participação.
"Observamos o mesmo comportamento das embalagens se repetindo nas marcas", diz o consultor. A participação nas vendas das marcas de preço menor e maior é crescente dentro de uma mesma categoria de produto. Segundo ele, esse movimento pode estar ligado à crise. "As classes sociais que sofrem menor impacto continuam comprando os produtos mais caros enquanto a grande maioria dos brasileiros busca marcas mais baratas."
O efeito 'ampulheta' entre as marcas é nítido nas vendas de azeite. Segundo a pesquisa, a fatia das marcas baratas de azeite nas vendas, que era de 26,6% em 2014, subiu para 28,5% no fim do ano passado. No caso das marcas de maior valor, o movimento foi semelhante: de 33,5% para 44,6%. Já as marcas de preço intermediário perderam fatia de vendas: eram 39,8% em 2014 e caíram para 26,9% em 2015. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

DECON: Site consumidor.gov.br tem 78% das reclamações resolvidas


site consumidor

O Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (DECON), do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), divulgou o balanço anual de reclamações formalizadas no Estado Ceará no site consumidor.gov.br no ano de 2015. Os dados indicam que as reclamações têm 78,60% de resolutividade. O balanço contempla também o número total de atendimentos, o perfil do consumidor, o ranking dos fornecedores que receberam mais reclamações, a satisfação com o atendimento, o prazo médio para resposta, as três áreas mais reclamadas e os três maiores problemas reclamados.
O site consumidor.gov.br foi criado pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon/MJ) para solucionar conflitos de consumo. Ele permite o diálogo direto e efetivo entre consumidores e fornecedores e, no Ceará, é administrado pelo DECON. A participação das empresas é voluntária e somente permitida àquelas que aderem formalmente ao serviço. Entre as participantes estão as grandes empresas de telecomunicações, bancos, varejistas, empresas de comércio eletrônico, e companhias aéreas.
Para a secretaria-executiva do DECON, promotora de Justiça Ann Celly Sampaio, a ferramenta traz praticidade para o consumidor, pois ele poder fazer a reclamação na comodidade de casa, sem precisar comparecer ao órgão. No entanto, a orientação do DECON é que o consumidor faça um primeiro contato com a empresa através do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) e, caso a reclamação não seja solucionada, ele deve formalizar reclamação no site. “O usuário, porém, não é impedido de reclamar diretamente pelo site antes de tentar qualquer outra conversa com a empresa”, acrescentou a promotora.
Como funciona
O consumidor que tiver uma reclamação sobre determinado serviço ou produto oferecido por uma empresa deve se cadastrar no site para fazer a reclamação. Ao aceitar os termos, o usuário poderá selecionar para qual empresa quer encaminhar a reclamação a partir da lista das que se cadastraram no site. Para se cadastrar, a empresa precisa aceitar compromissos como a obrigação de conhecer, analisar e investir esforços na resolução dos problemas relatados pelo consumidor.
Balanço de reclamações no site cosumidor.gov.br em 2015:
Quantidade de reclamações: 8.071
Reclamações resolvidas: 6.348 (78,60%)
Reclamações não resolvidas: 1.723 (21,40%)
Satisfação com atendimento: 3,09 (Obs.: notas de 1 a 5)
Prazo médio para respostas: 7 dias
Áreas mais reclamadas
– Telecomunicações: 3.906
– Serviços financeiros: 2.513
– Produtos de telefonia e informática: 870
Com MPCE

FONTE: CEARÁ AGORA

terça-feira, 24 de março de 2015

Gasolina incolor gera desconfiança no consumidor

NA CAPITAL

24.03.2015

Diário do Nordeste foi a sete postos de Fortaleza na tarde da terça-feira (17) conferir o teste do combustível

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Nos três estabelecimentos de bandeira BR visitados pela reportagem, a gasolina encontrada tinha coloração incolor
FOTO: ARMANDO DE OLIVEIRA LIMA
Na semana em que a quantidade de etanol na gasolina vendida no Brasil subiu de 25% para 27%, a coloração do combustível vem assustando os consumidores de Fortaleza. Antes amarelada, a gasolina encontrada nos postos BR da Capital está incolor e, para o condutor desatento, aparenta ser somente etanol. A polêmica, inclusive, tomou proporções gigantescas quando um vídeo do chamado teste da proveta - que comprova a qualidade do combustível nas bombas - foi postado nas redes sociais.
Compartilhado por 6.220 outros internautas - até a noite de ontem -, a gravação feita por Lincoln Marley no Posto BR da Avenida Bezerra de Menezes (em frente ao North Shopping) provocou ainda comentários cujos sentimentos expressados iam do pavor até o ódio ao posto e à Petrobras.
O internauta responsável pela postagem foi procurado para comentar o teste que gravou no celular, mas não retornou às mensagens da reportagem.
Testes na cidade
O Diário do Nordeste, então, resolveu, por conta própria e sem identificação jornalística, fazer o teste da proveta em postos de combustível pela cidade. O primeiro local visitado foi o posto de bandeira Shell da Avenida Barão de Studart (quase em frente à AABB), onde o teste comprovou a boa qualidade da gasolina, assim como a coloração amarelada do líquido comercializado lá.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Energia: consumidor se queixa dos sucessivos aumentos

MAIS UM HOJE

02.03.2015

A crise energética está afetando em cheio o bolso dos consumidores e desequilibrando orçamentos

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A partir de hoje, a conta de luz vai ficar ainda mais onerosa para consumidores atendidos por 58 concessionárias em todo o País
FOTO: TUNO VIEIRA
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A ação questionou a metodologia usada pela Aneel para reajustar a energia no Ceará
FOTO: ALEX COSTA
Os consumidores cearenses já estão sentindo no bolso o peso da sequência de aumentos na conta de energia elétrica. Depois do sistema de Bandeiras Tarifárias entrar em vigor, gerando alta de até 83%, agora é a vez da Revisão Tarifária Extraordinária (RTE), que vale a partir de hoje.
Isso sem falar na revisão anual da Coelce neste ano, que começará a valer no próximo dia 22 de abril. Portanto, serão três impactos consecutivos elevando a conta de luz.
Mesmo tomando medidas para economizar energia, o securitário Francisco Antônio Tabosa Alves, morador do bairro Vila Betânia, em Fortaleza, não está conseguindo fazer a conta baixar. Em sua residência, onde vivem quatro pessoas, o valor aumentou 100%, passando de uma média mensal de R$ 80 para R$ 160.
De acordo com ele, dificilmente uma lâmpada fica acesa se ninguém estiver no local e todos os aparelhos, com exceção da geladeira, são desligados da tomada na hora de dormir. A família também evita usar a máquina de lavar e o ferro de passar várias vezes. "Pedem para a gente economizar, a gente economiza e a conta vem é mais cara. Pelo visto, vai chegar uma hora que, mesmo que a população não gaste energia nenhuma, terá que pagar por um serviço que é de péssima qualidade", reclama Francisco em comentário enviado ao Diário do Nordeste.
Cobrindo custos
A partir de hoje, a conta de luz vai ficar mais cara para consumidores atendidos por 58 concessionárias. A Revisão Tarifária Extraordinária para essas empresas foi aprovada, na última sexta-feira (27), pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A previsão é de aumento médio de 23,4% no País.
Os maiores reajustes serão para as distribuidoras AES Sul (39,5%), Bragantina (38,5%), Uhenpal (36,8%) e Copel (36,4%). Os mais baixos serão aplicados para as distribuidoras Celpe (2,2%) e Cosern (2,8%). No Ceará, cuja distribuidora é a Coelce, o aumento médio é de 10,3%. O reajuste para os consumidores de baixa tensão será de 9,05%. Já para os clientes de alta tensão e média tensão, o índice será em média de 12,9%, principalmente porque esses consumidores têm na composição de sua fatura uma parcela maior associada ao consumo de energia, frente ao residencial.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Proteste orienta consumidores sobre a troca de presentes de Natal


Proteste orienta consumidores sobre a troca de presentes de Natal

Agência Brasil
O período de troca de presentes de Natal começa nesta sexta-feira (26) e, de acordo com Código de Defesa do Consumidor, o prazo para trocar bens duráveis, como roupas, brinquedos, relógios e celulares, é de 90 dias e para bens não duráveis, como alimentos, 30 dias.
A advogada Tatiana Viola de Queiroz, da ProtesteAssociação de Consumidores, explica que, se  o consumidor recebeu um presente com algum problema ou defeito, deve procurar a loja onde o produto foi adquirido, o fornecedor ou o fabricante, para realizar a troca, tendo em mãos a nota fiscal.
Se o produto não apresentar problema, mas o consumidor não tiver gostado da cor, por exemplo, pela lei o fornecedor não é obrigado a efetuar a troca. Tatiana diz que essa troca só é possível se o lojista tiver oferecido tal opção no ato da compra. “Aí, ele se vincula a essa oferta e é obrigado a trocar. Nesses casos, o fornecedor pode estabelecer algumas regras para efetivar a troca, como horário e dia”.
Para as compras feitas fora do estabelecimento comercial, seja pela internet, por telefone ou por catálogo, que são aquelas em que o consumidor não tem contato direto com o produto, o prazo para fazer a devolução ou solicitar a troca do produto é sete dias. “Nesses casos, o consumidor nem precisa dizer o motivo pelo qual ele quer trocar ou devolver (o produto)”. Caso o presente adquirido por meio de um desses canais de venda apresente problema, valem as regras de 90 dias para troca de bens duráveis e 30 dias para bens não duráveis.
A advogada da Proteste diz ainda que, caso o produto não seja entregue, configura-se uma falha na prestação do serviço e o consumidor pode pedir, se quiser, a devolução do dinheiro ou obrigar o fornecedor a fazer a entrega imediata. “Se houver uma questão de dano moral, como ter comprado para o Natal e o presente não chegar, o consumidor pode pleitear, no Juizado Especial Cível, esses danos morais”.
Caso reivindique a devolução do  dinheiro gasto na compra e não receba, o consumidor pode entrar no Juizado Especial Cível mais próximo da residência e pleitear o valor de volta. “E, caso entenda, mais os danos morais”, completou Tatiana.
FONTE:
JORNAL DO BRASIL

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