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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Produzido no Ceará, capacete de respiração assistida reduz a necessidade de respiradores

O protótipo foi finalizado nesta semana e evita a internação em UTI.
O equipamento produzido no Ceará reduz a
 necessidade de respiradores. — Foto: Divulgação
POR G1 CE
Um novo protótipo de capacete de respiração assistida, que minimiza o avanço de dificuldades respiratórias em pacientes com Covid-19, foi finalizado nesta semana. O equipamento produzido no Ceará reduz a necessidade de respiradores e será submetido a testes de usabilidade em voluntários antes de chegar aos pacientes.

Batizado de Elmo, o modelo foi desenvolvido no Instituto Senai de Tecnologia em Eletrometalmecânica. Através dele, é realizada uma oxigenoterapia do paciente, que inala oxigênio puro e não re-inala o gás carbônico produzido, que também não será expelido no ambiente, evitando a contaminação dos demais.

LEIA TAMBÉM: Covid-19: Ceará desenvolve capacete de baixo custo que minimiza avanço de dificuldades respiratórias em pacientes

Além de evitar a necessidade de internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a produção do capacete é de baixo custo, o que garante facilidade de produção em larga escala — cada unidade custa cerca de R$ 300, enquanto uma máquina de ventilação mecânica custa, em média, R$ 70 mil. O equipamento pode ser desinfectado e reutilizado e segue um tipo adotado em países da Europa, que teve bons resultados, com redução da necessidade de aparelhos de ventilação mecânica em cerca de 60%.

“Os engenheiros, informáticos, médicos e projetistas que se reuniram durante cerca de um mês para conceber, especificar e desenvolver protótipos do Elmo o fizeram dentro da mais absoluta qualidade, e seguindo normas e o rigor que esse tipo de produto exige”, destaca Vasco Furtado, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Universidade de Fortaleza. Ele pontua que o impacto social do projeto é evidente, e espera que o resultado efetivo seja salvar vidas.

O Elmo prevê a utilização de um mecanismo de respiração artificial não invasivo, sem necessidade de o paciente ser intubado, com maior segurança também para os profissionais de saúde. “Diferentes pessoas vão testar o Elmo para avaliar a ergonomia, mas é certo que se utilizado hoje o equipamento cumpriria com a finalidade de dar suporte ventilatório necessário”, explica o engenheiro eletricista David Guaribara, especialista em engenharia clínica.
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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Agência Brasil explica: como funcionam os respiradores mecânicos?

Máquina sopra ar rico em oxigênio para os pulmões do paciente
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O ventilador pulmonar é uma máquina para dar suporte respiratório a pacientes. Segundo as informações disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Coração, Pulmões e Sangue dos Estados Unidos, o respirador é usado nos casos em que a anestesia necessária para uma cirurgia dificulta o funcionamento dos pulmões ou de doenças que comprometam o sistema pulmonar, como a pneumonia e as lesões cerebrais.

A ventilação mecânica faz com que o oxigênio chegue até os pulmões, facilitando a respiração de pessoas que estão enfrentando dificuldades ou que perderam completamente essa capacidade. A máquina sopra ar rico em oxigênio para dentro dos pulmões do paciente a partir de um tubo. Uma das extremidades está conectada ao equipamento e outra ao corpo da pessoa que vai receber a ventilação.

Paciente entubado

Os tubos podem ser inseridos pela boca ou pelo nariz dos pacientes, mas também através de incisões na traqueia e laringe (na região do pescoço). Em internações mais curtas, é mais provável que os médicos optem por inserir os tubos pelo nariz ou pela boca.
Nos casos em que há uma previsão maior de hospitalização, pode ser que a equipe responsável prefira fazer a chamada traqueostomia e inserir o tubo por uma incisão na região da tranqueia, na base frontal do pescoço. O procedimento tende a dificultar a capacidade da pessoa falar ou se alimentar pela boca. Por isso, o uso do ventilador costuma ser associado à alimentação intravenosa, pelas veias.
O equipamento pode ser ajustado para se adaptar às necessidades de cada pessoa. Assim, ele pode ser programado para respirar em determinado número de vezes por minuto ou entrar em funcionamento somente quando a pessoa tiver dificuldades de captar o ar por conta própria. Além de levar o ar, os ventiladores também podem, se necessário, remover o gás carbônico e outros gases residuais da respiração dos pulmões do paciente.

Riscos

Apesar de ser necessário em várias situações, como nos casos mais graves de coronavírus, o ventilador pulmonar pode trazer riscos ao paciente. Um dos maiores problemas é a possibilidade de desenvolver pneumonia com as bactérias chegando diretamente ao pulmão pelo equipamento. A pressão do ar ou excesso de oxigênio podem causar danos ao pulmão da pessoa que está recebendo o tratamento.
Normalmente, o ventilador será retirado assim que a pessoa se recupere do problema que causou a dificuldade de respirar, seja uma anestesia cirúrgica ou uma infecção. Então, os tubos serão removidos e os médicos vão avaliar a capacidade do paciente.

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