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sábado, 30 de março de 2019

NASA oferece R$ 70 mil para voluntários ficarem deitados por 60 dias

A ideia é estudar a viabilidade de viagens espaciais de longa duração
Foto: Reprodução/Só Notícia Boa
A NASA está recrutando voluntários para passarem dois meses deitados e receberem 14 mil euros, cerca de 74 mil reais. A ideia é medir se as ‘câmaras de gravidade artificiais’ são viáveis para viagens espaciais de longa duração. Quem aceitar a proposta passará 60 dias fazendo todas as tarefas – inclusive ir ao banheiro – deitado. A Nasa está conduzindo o estudo com a Agência Espacial Européia (ESA) no Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

Especialistas espaciais da NASA e da ESA irão acompanhar os participantes e estudar o tempo todo como o corpo dos astronautas pode ser afetado pela gravidade artificial, já que já se sabe que a falta de gravidade causa uma atrofia nos músculos e nos ossos, e modifica o deslocamento do sangue pelo corpo. “O uso de gravidade artificial pode ser a melhor solução para a proteção da saúde humana durante missões espaciais de longa duração em seres humanos”, disse o cientista-chefe Dr. Edwin Mulder, do Instituto DLR de Medicina Aeroespacial, ao The Sun.

Os vinte e quatro participantes que serão selecionados devem ter entre 24 e 55 anos. As inscrições estão encerradas em 24 de maio, com testes iniciados em setembro – embora você precise falar alemão para participar. Voluntários terão uma TV, material de leitura e outras atividades de lazer para evitar que fiquem entediados, mas há um problema. Você terá que fazer tudo – de comer a ir ao banheiro – deitado.

Para validar o experimento de modo real, os voluntários serão colocados em uma leve inclinação e com os pés elevados acima da cabeça e do corpo para reduzir a concentração de sangue nas extremidades do corpo. Em seguida, serão girados em uma centrífuga a 30 rotações por minuto para forçar o sangue a voltar para as extremidades. “O uso da gravidade artificial pode ser a melhor solução para a proteção da saúde humana durante missões espaciais de longa duração em humanos”, disse o cientista-chefe Dr. Edwin Mulder, do Instituto DLR de Medicina Aeroespacial, ao The Sun.

Quando o estudo terminar, os especialistas verificarão cada participante para ver se a técnica reduziu o desgaste muscular. Os cientistas esperam aplicar as descobertas para ajudar os astronautas em futuras missões espaciais a longo prazo. Infelizmente, você precisará falar alemão para se candidatar. A pesquisa durará um total de 89 dias. Os voluntários passaram por cinco dias de familiarização antes de se deitarem e, após a conclusão dos 60 dias, passarão por 14 dias de descanso e reabilitação.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Astronauta que passou um ano no espaço ganhou 5 cm de altura

O efeito, contudo, não deve ser prolongado, uma vez que o astronauta está de volta à Terra

TECH VIAGEM ESPACIALPOR NOTÍCIAS AO MINUTO

Scott Kelly passou 340 dias a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), local onde realizou diversos experimentos científicos. A temporada representa um recorde para astronautas americanos, tempo semelhante ao que os viajantes espaciais devem levar para ir e voltar a Marte. O astronauta retornou à Terra na semana passada e alguns dados coletados pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) já começou a divulgar alguns dados, e eles são impressionantes.

Segundo o site Gizmodo, Scott Kelly, que tem um irmão gêmeo idêntico, está agora 5 cm mais alto. Mas o que para nós parece incrível, para a Nasa era já um efeito esperado: pela falta de gravidade, a espinha dorsal tende a se alongar. A altura, contudo, não deve durar muito tempo, uma vez que o astronauta está novamente sob os efeitos da gravidade. Outras questões estudadas pelos cientistas no corpo de Scott Kelly incluem o que a ausência crítica de gravidade faz com a nossa visão, e se a radiação adicional mexe em nosso DNA. O corpo de Scott vai ajudar a Nasa a compreender o que os futuros exploradores de Marte vão enfrentar ao longo do caminho.
“Eu gosto de chamar isso de a investigação biomédica mais complexa já feita na estação espacial,” diz John Charles, cientista-chefe do Programa de Pesquisa em Seres Humanos da NASA, ao Gizmodo.

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