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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Mulher desenvolveu “alergia” ao esperma do marido para engravidar

Depois de sofrer quatro abortos espontâneos Kathryn, foi submetida a uma técnica reprodutiva chamada de imunoterapia com linfócitos paternos
ISTOCK
Nesta semana, chamou atenção uma notícia da BBC sobre uma mulher que para engravidar precisou ficar “alérgica” ao esperma do marido. Depois de sofrer quatro abortos espontâneos Kathryn Berrisford, foi submetida a uma técnica chamada de imunoterapia com linfócitos paternos. O tratamento consiste em uma modulação do sistema imunológico para que o corpo não rejeite o embrião durante a gestação.

Antes de explicar o método, a médica Hitomi Miura Nakagawa, da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, avisa que ele é controverso e não é autorizado na maioria dos países, entre eles o Brasil. “Os abortos recorrentes têm causas multifatoriais, não há como garantir que esta técnica é a solução para mulheres que estão passando por isso”, informa a especialista. “Além disso, quem se submete ao procedimento pode ter riscos de contaminação por agentes causadores de infecções e problemas de saúde ocasionados pela alteração provocada no sistema imune”, completa.

No caso de Kathryn e de seu parceiro Joss, a fecundação do óvulo acontecia, mas, em dado momento, o corpo expulsava o embrião implantado naturalmente. Como não havia causa identificada, a hipótese é que os dois possuíam uma incompatibilidade no sistema imunológico. “O corpo dela reconhecia o embrião como algo estranho e o eliminava”, explica Hitomi. “Em uma gravidez normal, o corpo não reconhece o embrião como algo estranho e não o elimina”, completa a especialista. “No caso dos abortos imunológicos, teoricamente, o organismo ativa uma série de mecanismos que rejeitam a gestação.”
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sábado, 13 de dezembro de 2014

Imunoterapia diminui a sensibilidade alérgica

ENTREVISTA COM O DR. JOSÉ LUIZ RIOS

Imunoterapia diminui a sensibilidade alérgica

07.12.2014

Pacientes devem reconhecer os sinais precoces das crises alérgicas, alerta José Luiz Rios, da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia

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O que é imunoterapia e quais os objetivos dessa abordagem?
É um tratamento que visa modular o sistema imunológico, quer seja para estimulá-lo a combater um câncer ou uma infecção, ou para dessensibilizá-lo para que ele deixe de reagir contra substâncias que não são nocivas ao organismo (ex: alergias). Em relação à alergia, a imunoterapia é o tratamento por meio do qual, doses progressivamente maiores de uma substância alergênica (alérgeno), são administradas a um paciente alérgico a essa substância, com o intuito de estimular o desenvolvimento de uma tolerância e, assim, diminuir a sua alergia a tal substância. Isso é chamado de tolerância imunológica e acarreta a redução dos sintomas alérgicos.
Por que a imunoterapia é considerada pela OMS como o único procedimento capaz de mudar o curso de uma doença alérgica?
Uma vez que o indivíduo se tornou alérgico a determinada substância, sempre que seu organismo entrar em contato com ela, irá reagir. Todos os remédios para tratar alergia, atuam reduzindo os sintomas ou inibindo as reações do organismo que resultam nos sintomas de alergia. Mas, nenhum remédio diminui a alergia, a sensibilidade que o indivíduo tem em relação à substância que ele é alérgico. Quando para de fazer uso desses medicamentos, ele volta a reagir e a apresentar os sintomas com a mesma intensidade. A imunoterapia (vacinas com alérgenos), porém, atua diminuindo essa sensibilidade alérgica. Ela interfere nos mecanismos imunológicos que produzem as reações, levando o indivíduo a não reagir quando em contato com a substância à qual ele é alérgico. Passa a tolerar o contato com a substância sem reagir. O prolongamento da imunoterapia pelo tempo adequado (3 a 5 anos) consolida essa tolerância, deixa de ter sensibilidade e de reagir ao alérgeno. De tal forma que quando se completa o tratamento, a pessoa continua sem os sintomas de alergia por muitos anos ou pela vida toda.

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