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sábado, 9 de março de 2019

Paulo Guedes: faltam 48 votos para garantir reforma da Previdência

Contas do ministros da Economia indicam 260 deputados que já declararam abertamente voto ou já indicaram preferência ao Planalto
FOTO: RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que faltam garantir mais 48 votos para a aprovação do projeto de reforma da Previdência na Câmara. Em entrevista que será publicada no Estadão na edição deste domingo, o ministro informou que o mapeamento do governo indica que 160 deputados já declararam publicamente apoio à mudança nas regras de aposentadoria. Outros 100, segundo ele, já indicaram ao Palácio do Planalto que votarão a favor da reforma.

O ministro afirmou também que o presidente Jair Bolsonaro “fará sua parte” para garantir a aprovação da reforma da Previdência ainda neste ano.

A informação do ministro, publicada no Broadcast na tarde desta sexta-feira (8/3) teve efeito imediato na Bolsa de Valores. O índice Ibovespa, que operava em leve alta, acelerou o ritmo e fechou em alta de 1,09%, aos 95.364 pontos. Questionado no final da tarde sobre a questão dos votos, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, disse não ter conhecimento sobre o  mapeamento dos votos.

Guedes advertiu também na entrevista que promover mudanças na reforma de modo a reduzir a economia para menos de R$ 1 trilhão em dez anos é “assaltar as gerações futuras” e condicionou qualquer alteração no texto a compensações. Segundo Guedes, economia abaixo desse patamar pode comprometer a implantação do novo regime de capitalização, que será oferecido aos novos entrantes no mercado de trabalho.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Receita Federal abre investigação para apurar suposta fraude cometida por Gilmar Mendes

ministro Gilmar Mendes 
A Receita Federal abriu uma investigação fiscal para identificar “focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência”, envolvendo o ministro Gilmar Mendes e sua mulher, Guiomar Feitosa. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (8) pela coluna Radar, da revista Veja.

O documento da Receita indica que o suposto ato de tráfico de influência atribuído ao casal “se dá pelo julgamento de ações advocatícias de escritórios ligados ao contribuinte e seus parentes, onde o magistrado ou um de seus pares facilita julgamento”.

Ainda segundo a Receita, a esposa do ministro recebeu valores de distribuição de lucros e dividendos de um escritório de advocacia em 2014 e 2015, sem a devida correspondência na Escrituração Contábil Fiscal do estabelecimento.

Pela estranheza dos fatos, o órgão acha que é necessário apurar se houve efetiva prestação de serviços por Guiomar Feitosa, uma vez que ela teria recebido parte dos lucros. Em resposta, o ministro Gilmar Mendes enviou ofício ao presidente do STF, Dias Toffoli, pedindo a adoção de “providências urgentes” para apurar a iniciativa dos auditores da Receita.

Toffoli atendeu à solicitação e pediu, ainda nesta sexta, que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o secretário da Receita, Marcos Cintra, tomem providências para apurar “eventual ilícito”, o que para Gilmar pode ser considerado abuso de poder cometido por agentes públicos.

À Revista Veja, o ministro disse que coloca à disposição as “reuniões de Contas do escritório” que lhe dizem respeito, “com a devida relação dos processos” em que atuou e “respectivos valores recebidos”.
COM AGÊNCIA DO RÁDIO MAIS

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Cearense Mansueto Almeida continuará comandando o Tesouro no governo Bolsonaro

Economista Mansueto Almeida
O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta quinta-feira, 15, a indicação do economista Mansueto Almeida para o cargo de secretário do Tesouro Nacional no governo de Jair Bolsonaro. Roberto Campos Neto, diretor do banco Santander, também foi oficializado para a presidência do Banco Central.

Mansueto está no comando do Tesouro desde abril deste ano. Antes, ele era o responsável pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda no governo de Michel Temer, cargo que assumiu em maio de 2016.

Quando a Seae foi desmembrada, Almeida ficou com a Secretaria de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria (Sefel), posto que ocupou até a saída do ministro Henrique Meirelles da Fazenda para disputar as eleições presidenciais, quando foi convidado para assumir o Tesouro. Após a eleição de Jair Bolsonaro, Mansueto Almeida foi cotado para assumir a secretaria da Fazenda no superministério da Economia de Paulo Guedes, posição que equivale atualmente ao de ministro da Fazenda.

Com trânsito no meio político, o economista cearense é bem-visto por aliados do atual governo que tratam da relação da equipe econômica com o Congresso. Ele conta ainda com boas relações nas principais instituições do mercado financeiro, construídas no período em que era consultor de contas públicas (2014/2015). Mansueto, porém, é considerado rigoroso na gestão fiscal, tendo sido um dos formuladores da regra do teto de gastos –que limita o aumento das despesas à inflação.

Formado em Economia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP), Mansueto Facundo de Almeida Júnior é técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em Brasília, foi coordenador-geral de Política Monetária e Financeira na Secretaria de Política Econômica no Ministério da Fazenda (1995-1997) e assessor da Comissão de Desenvolvimento Regional e de Turismo do Senado Federal (2005-2006)

Atuou como consultor privado entre 2014 e 2016, até retornar a um posto público. O economista tem publicações na área de finanças públicas e organizou dois livros: “Retomada do crescimento – diagnóstico e propostas” (Elsevier, 2017), com Fábio Giambiagi, e “Finanças públicas: da contabilidade criativa ao resgate da credibilidade” (Record, 2016), com Felipe Salto.
Com informações Diario do Nordeste

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Guedes defende aprovação de reforma da Previdência ainda em 2018

Para retomar a votação, será preciso suspender a intervenção federal na área de segurança pública do Rio de Janeiro
Bolsonaro
O economista Paulo Guedes, principal assessor econômico do presidente eleito Jair Bolsonaro, defendeu a aprovação da proposta de reforma da Previdência que está no Congresso Nacional ainda este ano. O economista frisou que apoiava a reforma antes de passar a coordenar o programa econômico de Bolsonaro e não mudaria de ideia. Segundo Guedes, porém, novas reformas serão necessárias no próximo governo.

“Trabalharam dois anos nessa reforma. Passei dois anos dizendo: ‘aprovem a reforma da Previdência’. Evidente que não posso, só agora que passei para o governo, dizer ‘não aprovem a reforma da Previdência’”, afirmou Guedes, em entrevista a jornalistas pouco antes de entrar na casa do empresário Paulo Marinho, no Rio, onde está se reúne com Bolsonaro.

Segundo Guedes, um novo sistema será proposto para as futuras gerações. “Vamos criar uma nova Previdência com regime de capitalização, mas existe uma Previdência antiga que está aí. Então, além do novo regime trabalhista e previdenciário que devemos criar para as futuras gerações, temos que consertar essa que está aí”, disse o economista.

O assessor de Bolsonaro não detalhou negociações com o governo Michel Temer em torno da aprovação da atual proposta de reforma da Previdência como está no Congresso. Para retomar a reforma da Previdência ainda este ano, seria preciso suspender a intervenção federal na área de segurança pública do estado do Rio de Janeiro.

Guedes disse apenas que já se reuniu com o secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, a quem chamou de “excelente técnico”, para examinar a proposta atual.

“Depois tive reuniões com os irmãos (Arthur e Abraham) Weintroub, que estão fazendo uma proposta bastante semelhante a do Chile”, afirmou o assessor, elogiando o modelo do sistema previdenciário chileno, que fomentou a acumulação de capital e o aumento da produtividade.

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domingo, 23 de setembro de 2018

Ciro volta ataques a Bolsonaro em redes sociais

© REUTERS
O pedetista afirmou que Bolsonaro, embora diga que não planeja aumentar impostos, vai recriar a extinta Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF)
O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, foi às redes sociais contra o rival do PSL, Jair Bolsonaro, aproveitando o embalo da polêmica envolvendo propostas do economista Paulo Guedes na área tributária. Em um vídeo postado na noite de ontem no Twitter, o pedetista afirmou que Bolsonaro, embora diga que não planeja aumentar impostos, vai recriar a extinta Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) e unificar a alíquota do Imposto de Renda em 20%.

"Toda a pequena classe média vai passar a pagar muito mais imposto de renda do que paga e vai diminuir o imposto do rico", afirmou Ciro, no vídeo. "O Bolsonaro tem falado o que cada pessoa quer ouvir. Na hora que a gente começa a perceber, essa contradição é muito grave para o Brasil."

A polêmica envolvendo Paulo Guedes teve início na última terça-feira, após o jornal Folha de S. Paulo revelar que o economista teria afirmado, em uma reunião privada com investidores, que pretendia aplicar as duas medidas num eventual governo Bolsonaro. Apontado pelo deputado como o escolhido para comandar o Ministério da Fazenda, Guedes veio a público no dia seguinte para dizer que a ideia seria criar um imposto federal único, com o intuito de aliviar a carga tributária. Também negou que pretendesse unificar a alíquota do IR. (Equipe AE)


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