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domingo, 6 de outubro de 2019

Papa Francisco diz que Amazônia precisa do 'fogo do amor' e não do 'fogo ateado por interesses que destroem'

Pontífice tratou do tema em missa de abertura do Sínodo da Amazônia, neste domingo (6). Encontro de bispos católicos vai ocorrer no Vaticano até o dia 27 de outubro.
Papa Francisco durante sermão na missa de abertura
do Sínodo da Amazônia neste domingo (6), no Vaticano
— Foto: Tiziana Fabi/AFP
POR G1
Durante a missa de abertura do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia neste domingo (6), o Papa Francisco disse que o fogo que "devastou recentemente a Amazônia" foi "ateado por interesses que destroem". Usando a metáfora do fogo em todo o seu sermão, ele defendeu que a região amazônica precisa do "fogo do amor de Deus", que não é devorador, mas "aquece e dá vida".

Por meio desse símbolo do fogo, Francisco faz referência à passagem bíblica do Antigo Testamento em que o profeta Moisés conversa com Deus por meio de um arbusto ardente. Assim, o Papa disse que a Amazônia precisa desse tipo de fogo, que ele chama de "fogo da missão", e não do fogo "que vem do mundo" e "devora povos e culturas."

Como já é esperado para seus discursos no Vaticano, Francisco não citou diretamente nenhum país específico, mas o tema das queimadas – que aumentaram neste ano na Amazônia em relação ao ano passado – foi mencionado.

"Deus nos preserve da ganância dos novos colonialismos", declarou o Papa. "O fogo ateado por interesses que destroem, como o que devastou recentemente a Amazônia, não é do Evangelho. O fogo de Deus é calor que atrai e congrega em unidade. Alimenta-se com a partilha, não com os lucros."

Segundo Francisco, "o fogo devorador alastra quando se quer fazer triunfar apenas as próprias ideias, formar o próprio grupo, queimar as diferenças para homogeneizar tudo e todos".
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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

REITOR TEM ENCONTRO COM O PAPA FRANCISCO E FAZ DISCURSO SOBRE APOIO A REFUGIADOS

Por Unicap
O presidente da Federação Internacional das Universidades Católicas (Fiuc) e Reitor da Unicap , Padre Pedro Rubens, participou neste sábado de encontro com o Papa Francisco, no Vaticano, juntamente com os participantes do colóquio realizado de 1º a 4 de novembro, na Pontifícia Universidade Gregoriana, sobre Universidades, migrantes e refugiados. Como presidente da Fiuc, coube a Padre Pedro fazer um discurso para apresentar ao Pontífice sobre o que foi debatido durante o colóquio. Confira abaixo o discurso do Reitor, feito em espanhol:
A responsabilidade social das universidades: formar a geração Laudato Si’
Pedro Rubens, s.j.
Presidente da Federação Internacional das Universidades Católicas.
Reitor da Universidade Católica de Pernambuco
Muy Santo Padre:
Le agradecemos que haya recibido a los participantes en el Coloquio que acaba de ser organizado en la Pontificia Universidad Gregoriana sobre el tema: Universidades, migrantes, refugiados. Este coloquio, fruto de todo un año de preparación, ha sido organizado conjuntamente por: La Federación Internacional de Universidades Católica, que reúne a más de 220 universidades católicas de todo el mundo; La Fondation Being the Blessing; El Center for Interreligious Understanding.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Pontífice recusa apoio a aborto

EVANGELII GAUDIUM

Pontífice recusa apoio a aborto

27.11.2013

Em sua exortação, o papa pediu aos políticos que garantam a todos trabalho, saúde e educação dignos
Cidade do Vaticano. O papa Francisco defendeu uma profunda reforma na Igreja Católica no primeiro documento escrito unicamente pelo pontífice, a Exortação Apostólica "Evangelii Gaudium" (A Alegria do Evangelho), publicado ontem. No entanto, o pontífice afirmou que "não deve se esperar que a Igreja mude sua postura" sobre a questão do aborto.

O papa quer uma instituição que dê prioridade aos pobres e denuncie que os excluídos continuam esperando por dias melhores FOTO: REUTERS
Para o papa, o tema do aborto não está sujeito a "supostas reformas ou modernizações" e opinou que "não é progressista pretender resolver os problemas eliminando uma vida humana". Sobre as mudanças na Igreja, Francisco afirmou estar "aberto às sugestões".

No documento de 84 páginas, o religioso chamou o capitalismo desenfreado de uma "nova tirania" e pediu aos líderes mundiais que combatam a pobreza e o crescimento desigual. No primeiro grande trabalho de sua autoria desde que foi eleito papa, Francisco foi além de criticar o sistema econômico mundial, ao atacar a "idolatria ao dinheiro" e implorar aos políticos que garantam a todos os cidadãos "trabalho, atendimento de saúde e educação dignos".

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