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segunda-feira, 20 de março de 2023

Biofábrica de abelhas é alternativa para geração de renda na Amazônia

Insetos têm papel fundamental na produção de alimentos na região

POR AGÊNCIA BRASIL - A conservação de parte da Floresta Amazônica tem ganhado o reforço de abelhas nativas sem ferrão. Um projeto liderado pelo Instituto Tecnológico Vale (ITV) permitiu a multiplicação de ninhos de abelhas nativas, aumentando a disponibilidade de colônias para criação. Com a Biofábrica de Abelhas Indígenas de Carajás, no Pará, são encontradas 110 espécies de abelhas nativas entre 244 já catalogadas no Brasil.

As abelhas nativas possuem papel fundamental na produção de alimentos na região amazônica, através da polinização de plantas importantes como o açaí, o guaraná e a castanha do Pará. Além disso, as abelhas colaboram na polinização de diversas culturas agrícolas.

O conjunto de colônias indígenas é constituído por espécies locais selecionadas principalmente para a produção de mel e para polinização, além de produtos com potencial para geração de renda, como a própolis. As colônias estão instaladas em meliponários no BioParque Vale Amazônia e o viveiro de mudas da Vale, área com mais de 30 hectares de floresta nativa.

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sexta-feira, 25 de março de 2022

Governo lança operação contra o desmatamento na Amazônia

Foco será no combate ao desmatamento e às queimadas ilegais

POR AGÊNCIA BRASIL - Os ministérios do Meio Ambiente e da Justiça e Segurança Pública anunciaram, hoje (25), o lançamento da Operação Guardiões do Bioma Desmatamento.

Com foco no combate ao desmatamento e às queimadas ilegais na região amazônica, a ação vai mobilizar a 1,2 mil agentes das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF); Força Nacional de Segurança Pública; Ibama; ICMBio, além de contar com o apoio das forças de segurança pública dos estados.

Segundo o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, a proposta é distribuir o efetivo por dez bases operacionais, e reforçar o patrulhamento principalmente no sul do Amazonas e no Pará.

De acordo com Leite, a ação de combate a atividades predatórias lançada hoje é diferente da Operação Guardiões do Bioma já realizada em 2021 para combater as queimadas no Pantanal, Cerrado e na Amazônia.

"A [operação] Guardiões do Bioma contra incêndios vai se repetir este ano, abrangendo o Pantanal, o sul do Amazonas e parte do Cerrado. Já a Guardiões do Bioma Desmatamento é uma força especial com foco no bioma amazônico", disse o ministro Joaquim Leite à Agência Brasil.

Ainda segundo o ministro, a iniciativa promoverá uma maior integração entre os vários órgãos públicos responsáveis por coibir atividades ilegais e proteger a flora e a fauna.

"O mais importante desta operação é que estamos integrando os sistemas de informação, a inteligência de combate aos crimes, especialmente ao crime organizado, o que inclui os ilícitos ambientais", disse Leite, acrescentando que "quando cruzamos as informações sobre os crimes ambientais com as do crime organizado, conseguimos ser muito mais eficientes".

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, também destacou a importância da integração entre os órgãos públicos.

"Vamos trabalhar para estarmos mais próximos de onde os crimes acontecem para, assim, podermos chegar mais rápido", disse Torres.

Em fevereiro, o ministro Joaquim Leite já havia antecipado algo sobre a iniciativa interministerial ao participar do programa Sem Censura, exibido pela TV Brasil. Na ocasião, Leite comentou que a nova versão do programa Guardiões do Bioma para combater atividades predatórias ilegais na região amazônica também fiscalizaria e reprimiria a garimpos ilegais e ao tráfico de drogas na região.

“Estamos no caminho certo considerar o crime ambiental uma obrigação do Estado atuar, e tem atuado. A PF tem atuado de forma integrada para combater o desmatamento”, disse o ministro.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2022-03/governo-lanca-operacao-contra-o-desmatamento-na-amazonia

quarta-feira, 24 de junho de 2020

A maior cobra poderia estar escondida na Amazônia

Fatos Desconhecidos / Youtube
Por Fatos Desconhecidos
Ela consegue se esconder na natureza e sabe ter paciência para atacar a presa no momento certo. Com quase dez metros de comprimento e mais de 200 kg, a maior cobra do mundo parece ter saído daqueles filmes de terror. Só que ela não é a única em todo o planeta que impressiona pelo tamanho. No vídeo acima, você confere quais as outras cobras que fazem companhia para ela. Solta o play!
LEIA TAMBÉM: As cobras mais raras do mundo

FONTE: Fatos Desconhecidos
https://www.youtube.com/watch?v=FBaZ_cvDMZU

domingo, 6 de outubro de 2019

Papa Francisco diz que Amazônia precisa do 'fogo do amor' e não do 'fogo ateado por interesses que destroem'

Pontífice tratou do tema em missa de abertura do Sínodo da Amazônia, neste domingo (6). Encontro de bispos católicos vai ocorrer no Vaticano até o dia 27 de outubro.
Papa Francisco durante sermão na missa de abertura
do Sínodo da Amazônia neste domingo (6), no Vaticano
— Foto: Tiziana Fabi/AFP
POR G1
Durante a missa de abertura do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia neste domingo (6), o Papa Francisco disse que o fogo que "devastou recentemente a Amazônia" foi "ateado por interesses que destroem". Usando a metáfora do fogo em todo o seu sermão, ele defendeu que a região amazônica precisa do "fogo do amor de Deus", que não é devorador, mas "aquece e dá vida".

Por meio desse símbolo do fogo, Francisco faz referência à passagem bíblica do Antigo Testamento em que o profeta Moisés conversa com Deus por meio de um arbusto ardente. Assim, o Papa disse que a Amazônia precisa desse tipo de fogo, que ele chama de "fogo da missão", e não do fogo "que vem do mundo" e "devora povos e culturas."

Como já é esperado para seus discursos no Vaticano, Francisco não citou diretamente nenhum país específico, mas o tema das queimadas – que aumentaram neste ano na Amazônia em relação ao ano passado – foi mencionado.

"Deus nos preserve da ganância dos novos colonialismos", declarou o Papa. "O fogo ateado por interesses que destroem, como o que devastou recentemente a Amazônia, não é do Evangelho. O fogo de Deus é calor que atrai e congrega em unidade. Alimenta-se com a partilha, não com os lucros."

Segundo Francisco, "o fogo devorador alastra quando se quer fazer triunfar apenas as próprias ideias, formar o próprio grupo, queimar as diferenças para homogeneizar tudo e todos".
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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Incêndios na Amazônia afetam crianças e custam R$ 1,5 milhão ao SUS

REUTERS / Ueslei Marcelino
Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) divulgaram hoje (2) resultados de um estudo sobre os efeitos que as queimadas na região na Amazônia Legal têm provocado sobre a saúde infantil. Os dados mostram que, entre maio e junho deste ano, as internações de crianças com menos de 10 anos que apresentavam problemas respiratórios chegaram a 5.091, o dobro em relação à média calculada para o mesmo período na série histórica dos últimos dez anos.

Esse aumento, puxado por aproximadamente 100 municípios situados próximos a áreas mais afetadas por incêndios, representa um custo excedente de aproximadamente R$ 1,5 milhão ao Sistema Único de Saúde (SUS). Foram 2.502 internações acima do esperado. Cada internação dura em média quatro dias, custando R$ 630. Em cinco cidades, o número de internações foi cinco vezes maior do que a média observada nos meses de maio e junho entre 2008 e 2018: Santo Antônio do Tauá, Ourilândia do Norte e Bannach, no Pará; Santa Luzia d'Oeste, em Rondônia; e Comodoro,em Mato Grosso.

"Isso é só de internações em hospitais que atendem pelo SUS. Não estão sendo contabilizados aí o atendimento em pequenas unidades de saúde, nem os atendimentos domiciliares pelo médico de família, por exemplo. As internações na rede privada também não entram nessa conta", disse pesquisador da Fiocruz Christovam Barcellos.

O estudo foi realizado com base em informações públicas reunidas no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Departamento de Informática do SUS (DataSUS). Foi feita uma varredura para separar apenas os dados de internação hospitalar dos meses de maio e junho, o último período disponível. Ao realizar esse procedimento, os pesquisadores também identificaram que a criança que vive em área mais próxima aos incêndios tem 36% mais chances de precisar se internar por problemas respiratórios.

O levantamento mostra ainda que, em cinco dos nove estados da região, houve aumento das mortes de crianças com menos de 10 anos hospitalizadas por problemas respiratórios. Em Roraima, por exemplo, houve 2.398 óbitos para cada grupo de 100 mil crianças entre janeiro e julho de 2019. No mesmo período do ano passado, a proporção foi de 1.427 para cada grupo de 100 mil.

Queimadas
A Amazônia Legal corresponde a cerca de 61% do território brasileiro e engloba nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão. Nesta área, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estão 772 municípios.

Os incêndios são comuns na Amazônia no período de seca, que se estende de maio a setembro. Nos últimos meses, o aumento das ocorrências gerou repercussão internacional. Para contornar a situação, o presidente Jair Bolsonaro decretou, em 23 de agosto, a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) Ambiental para ampliar o trabalho de combate às queimadas e a investigação sobre suas origens.
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sábado, 14 de setembro de 2019

Enquanto o mundo olha para Amazônia, Cerrado e Pantanal também queimam

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BRASÍLIA, (Reuters) – Enquanto o mundo olha com atenção para o desmatamento e as queimadas na Amazônia, outros dois biomas brasileiros, o Cerrado e o Pantanal, também queimam em proporções maiores que nos últimos anos, resultado das mesmas políticas de desmatamento que assolam o norte do país.

Os dados de queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o Pantanal fechou o mês de agosto deste ano com 4.660 focos de incêndio, 235% mais do que no mesmo período do ano passado e 50% a mais do que a média histórica entre 1998 e 2018. Nos primeiros dias de setembro, os focos chegaram a 1.495, 4 vezes mais que no mesmo período de 2018.

Na última quinta-feira, o governo do Mato Grosso do Sul –Estado que concentra o bioma Pantanal– decretou estado de emergência depois que mais de 1 milhão de hectares, segundo o Ibama, terem sido consumidos pelo fogo.

Corumbá (MS) é hoje a cidade com mais focos de queimadas, 3.180 –597% a mais do que no mesmo período de 2018.

No Cerrado, o fogo também vem consumindo a vegetação nativa em velocidade mais acelerada que em 2018. Em apenas 8 meses e meio, já são 37.055 focos, próximo dos dados do ano inteiro de 2018, que alcançaram 39.449.

Os focos de incêndio no bioma em setembro, época em que normalmente já tendem a diminuir, estão 76% maiores que no ano passado, chegando a 9.520. Na Amazônia, depois da crise internacional, este mês registrou até agora 9.262 focos.

“O fogo causado por ações humanas, acidentais ou
propositais, ocorrem todo ano, até mais de uma vez por ano, e no auge da época seca, abrangendo áreas muito extensas, milhões de hectares como atualmente, impacta/destrói qualquer ecossistema”, disse à Reuters Alberto Setzer, coordenador do programa de queimadas do Inpe.
Uma combinação de uma seca mais forte do que o normal nas duas regiões e uma onda de calor ajudam as queimadas a se propagarem no Pantanal e no Cerrado, mas a origem é, como quase sempre, a ação humana.
“Nos cerrados e nas savanas o fogo é um elemento natural do ecossistema. Mas não existem plantas adaptadas ao fogo, mas a um regime de fogo, que depende do intervalo das queimas, da intensidade, da época do ano”, explica a pesquisadora da Universidade de Brasília Mercedes Bustamente, especialista em ecologia de ecossistemas.
“Se essa região começa a queimar muito frequentemente, as árvores e arbustos começam a morrer, vai abrindo a área e ficam as gramíneas, que se recuperam mais rapidamente, mas trazem mais material combustível.”
As pesquisas com o Cerrado mostram que a vegetação maior se favorece de queimadas a um intervalos não menores de quatro anos e quando acontecem no início da estação seca.
Mercedes explica que um mês de setembro –quando as plantas já começam a nascer as folhas para se preparar para a estação úmida– com um alta proporção de queimadas, dificulta muito a regeneração.
Ao contrário da Amazônia, o Cerrado brasileiro tem uma proteção de apenas 20% da sua área por propriedade, de acordo com o código florestal. Um proprietário de terras da região –que inclui Goiás, Tocantins, parte do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e até Maranhão– precisa preservar apenas 20% da sua mata nativa. Hoje, boa parte dessa região é dominada por plantações, especialmente de soja, e pecuária.
De acordo com pesquisas da UnB, o desmatamento na região pode estar por trás de secas que atingiram fortemente o centro-oeste e até mesmo São Paulo nos últimos anos. Mercedes explica que o solo do cerrado funciona como uma esponja: absorve a chuva e a umidade que vem da Amazônia e a distribui às bacias hidrográficas do resto do país, do Sudeste até o Rio São Francisco.
“A posição mais alta do Planalto Central, com solos profundos, argilosos, que funcionam como uma esponja, recebem essa água que drena depois para cursos de água no resto dos biomas, para a bacia do São Francisco, para o Pantanal”, explica. “A falta de cobertura vegetal prejudica a infiltração da água no solo.”
O Cerrado é propenso a queimadas naturais, causadas por raios, mas isso costuma ocorrer apenas no início da seca da região. O aumento exponencial nesta época do ano tem relação direta com desmatamento.
“As queimadas estão concentradas no arco do desmatamento. Quando o produtor já converteu para agricultura e está regular, ele não quer queimar porque ele vai ter prejuízo. Mas o fogo é uma ferramenta de abertura de áreas”, diz a pesquisadora.
O desmatamento no Cerrado também tem relação com o aumento dos focos de incêndio do Pantanal. Apesar de ser um dos biomas melhor preservados no país, as áreas baixas que compõe o Pantanal são cercadas de áreas mais altas formadas pelo Cerrado. Desmatadas, com mais agricultura, essas áreas absorvem menos água, que escorrem menos para o Pantanal. Mais seco, ele queima mais –como se vê no aumento deste ano.
FONTE: MIXVALE

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Presidente dos EUA diz que Bolsonaro faz "grande trabalho" no Brasil

A mensagem foi divulgada no Twitter. Trump reconheceu o esforço de Bolsonaro para combater os incêndios na Amazônia
© Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje (27), em uma mensagem no Twitter, que o presidente Jair Bolsonaro está fazendo um "um grande trabalho" no governo brasileiro. O norte-americano disse que conheceu Bolsonaro nas negociações que têm mantido com o Brasil e reconheceu o esforço do presidente brasileiro para combater os incêndios na Amazônia.

"Conheci bem o Presidente @jairbolsonaro em nossos negócios com o Brasil. Ele está trabalhando muito duro com os incêndios da Amazônia e em todos os aspectos, fazendo um grande trabalho para o povo do Brasil - Não é fácil. Ele e seu país têm o apoio total e completo dos EUA!", escreveu Trump.

Em resposta, também no Twitter, Bolsonaro agradeceu o presidente Trump e disse que o governo está tendo sucesso no combate aos incêndios. Ele também ressaltou que o país seguirá sendo exemplo no desenvolvimento sustentável, e voltou a destacar a relação entre o Brasil e os Estados Unidos.

"Obrigado PR @realDonaldTrump! Estamos tendo grande sucesso no combate aos incêndios. O Brasil é e seguirá sendo exemplo para o mundo em desenvolvimento sustentável. A campanha de fake news fabricada contra nossa soberania não prosperará. Os EUA podem contar sempre com o Brasil", escreveu Bolsonaro.

Pela manhã, os governadores dos estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) entregaram ao presidente Jair Bolsonaro propostas para um planejamento estratégico, que leve ao desenvolvimento sustentável da região, entre as quais a regularização fundiária e a retomada da cooperação internacional, especialmente o Fundo Amazônia. Bolsonaro reuniu os chefes dos executivos estaduais, no Palácio do Planalto, para discutir as ações de combate às queimadas na região.

Em balanço do governo federal sobre o combate às queimadas, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse ontem (26) que a situação "não está fora de controle" e que o número de focos de incêndio já diminuiu após o início da intervenção de militares das Forças Armadas, que trabalham na região desde a última sexta-feira (23).

Com informações Agência Brasil
FONTE: 
https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/1031550/presidente-dos-eua-diz-que-bolsonaro-faz-grande-trabalho-no-brasil

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

O que está acontecendo com a Amazônia em 10 perguntas e respostas

As queimadas de fato bateram recorde? O desmatamento subiu? Em dúvida sobre as muitas questões envolvendo a Amazônia nas últimas semanas?
DIVULGAÇÃO/NASA
Amazônia virou o foco das atenções nas últimas semanas com notícias sobre aumento do desmatamento e das queimadas, com declarações polêmicas do presidente Jair Bolsonaro e com intensa repercussão internacional. Entenda:

1. A Amazônia está queimando mais neste ano?
O número de focos de incêndio para todo o Brasil entre 1.º de janeiro e 24 de agosto era o maior dos últimos sete anos para este período. O Programa Queimadas, do Inpe, registrou até a data 79.513 focos, alta de 82% em relação ao mesmo período do ano passado. Desde 2013, o ano com maior número de focos para esse intervalo de tempo tinha sido 2016, com 74.317 focos. Aquele foi um ano bastante seco, com ocorrência de um forte El Niño. A Amazônia (o bioma) respondeu por 52,5% dos focos deste ano. Até o dia 24, a região teve 41.867 focos, ante 22.165 nos oito primeiros meses do ano passado e 36.333 no mesmo período de 2016. Comparando somente o mês de agosto, houve mais focos do que este ano em 2005 (63.764), 2007 (46.385) e 2010 (45.018). O ano de 2005, como mostra a resposta acima, foi o último recorde de desmatamento da região e 2010 foi um ano extremamente seco.

2. A questão envolve só o Brasil?
Não. A Amazônia colombiana também tem queimadas e o país solicitou apoio a outros países. Já a Bolívia informou ontem que aceitará a ajuda externa para conter os incêndios, oferecida por Chile, Paraguai e Espanha. Ali os incêndios já consumiram mais de 745 mil hectares de terra na região de Chiquitania, na fronteira com o Paraguai, e 100 mil hectares em Beni, na Amazônia boliviana.

3. Já existe uma explicação para essas queimadas?
A principal correlação encontrada até o momento é a alta no desmatamento. A principal hipótese de especialistas é que queimadas estão ocorrendo para limpar o que foi derrubado antes. A explicação vem da Nasa. Segundo o pesquisador Doug Morton, isso é possível de aferir com uma análise das colunas de fumaça que podem ser vistas por satélite. Elas têm uma espécie de assinatura que mostram sua origem. Não são de fogo espalhado e mais baixo, que seria o indicador de queima de resíduos de campos de cultivo ou para limpeza de pasto, por exemplo, mas são centralizados e muito altos, de pilhas de troncos de árvore queimando que tinham ficado ao sol secando por meses antes.

4. A culpa pelas queimadas pode ser da seca?
Este ano de fato está mais seco, mas não tanto quanto estava 2016. O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) divulgou uma nota técnica no dia 20 avaliando essa possibilidade, mas também concluiu que a maior correlação é com o desmatamento. Analisando os dados disponíveis até o dia 14, notou-se que “os dez municípios amazônicos que mais registraram focos de incêndios foram também os que tiveram maiores taxas de desmatamento”. Segundo os pesquisadores do Ipam, esses municípios, até o dia 14, eram os responsáveis por 37% dos focos de calor em 2019 e por 43% do desmatamento registrado até o mês de julho na região.

5. Há indícios de quem está cometendo essas queimadas?
Os focos de queimadas estão espalhados por todo o chamado arco do desmatamento, que vai do Acre, passando por Rondônia, sul do Amazonas, norte do Mato Grosso e sudeste do Pará. Ao menos no Pará, no entorno da BR-163, há uma investigação corrente, depois que foi anunciado por um jornal de Novo Progresso que produtores locais estavam convocando um “dia do fogo” no dia 10 de agosto. De fato, o Programa Queimadas do Inpe viu um aumento de incêndios na região naquele dia e os Ministérios Públicos Estadual e Federal estão investigando a questão. Neste domingo (25/08/2019), o presidente Bolsonaro pediu à Polícia Federal que também investigue o caso do Pará.

G-7 anuncia R$ 91 milhões para combater incêndios na Amazônia

Ricardo Salles afirmou que considera "excelente" e "muito bem-vinda" a ajuda financeira oferecida pelo G-7
© Reuters
O G-7, grupo de países mais ricos do mundo, decidiu nesta segunda-feira, 26, desbloquear uma ajuda de urgência de €20 milhões, o equivalente a cerca de R$ 91 milhões, para combater os incêndios florestais na Amazônia. A verba será usada principalmente para o envio de aviões para apagar o fogo na região, anunciaram os presidentes da França, Emmanuel Macron, e do Chile, Sebastián Piñera.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que considera "excelente" e "muito bem-vinda" a ajuda financeira oferecida pelo G-7 para combate aos incêndios na Amazônia, de cerca de R$ 91 milhões, após ter sido questionado por jornalistas, depois de ter feito uma apresentação em evento do Secovi-SP.

Salles, contudo, aproveitou a pergunta para lembrar que o Brasil tem um crédito de US$ 2,5 bilhões para receber, referente a uma fatura do Protocolo de Kyoto.

"Acho excelente a medida, muito bem-vinda, e queria aproveitar, inclusive, e lembrar que desde 2005 o Brasil tem cerca de 250 milhões de toneladas de gás carbono, do MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), para receber, o que gera receita de US$ 2,5 bilhões. Essa é uma medida que nós instigamos os países, para que nos ajude a quitar essa fatura do Protocolo de Kyoto, um crédito de US$ 2,5 bilhões seria muito bem-vindo", disse.

Salles disse que quem vai decidir como usar os recursos para o Brasil serão o povo e o governo brasileiros.

Quando questionado sobre se o governo faz alguma autocrítica em relação à questão da Amazônia, o ministro ressaltou que a quantidade de queimadas tem oscilado ano a ano.

"Neste ano aumentou muito, infelizmente, com o clima seco e o tempo quente. No ano passado e retrasado foram menores e em 2016 tivemos números próximos ao deste ano. A série histórica oscila de acordo com o clima e o tempo", disse.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Cientistas propõem 'revolução industrial' para salvar Amazônia

Para evitar esse destino trágico, os cientistas propõem que o desenvolvimento sustentável na Amazônia não fique limitado apenas à tentativa de conciliar o máximo de conservação da natureza

Estadão Conteúdo
Redação Folha Vitória
Estrada que leva ao distrito de Guariba e marca o limite da Terra Indígena Kawahiva do Rio PardoMarcelo Camargo/Agência Brasil
Estrada que leva ao distrito de Guariba e marca o limite da Terra Indígena Kawahiva do Rio PardoMarcelo 
Foto: Camargo/Agência Brasil
São Paulo - Um novo estudo realizado por um grupo de cientistas e empreendedores aponta os riscos catastróficos de um processo já em curso que pode transformar até 60% da Amazônia em savanas e, ao mesmo tempo, propõe um plano para mudar os paradigmas de desenvolvimento sustentável, transformando o bioma em um polo de inovação tecnológica em grande escala.
De acordo com os autores do estudo, publicado na revista científica PNAS, o novo paradigma consistiria em empregar as avançadas tecnologias digitais e biológicas da chamada Quarta Revolução Industrial - como inteligência artificial, robótica, internet das coisas, genômica, edição genética, nanotecnologias, impressão 3D -, associando-as ao conhecimento tradicional da região, a fim de criar produtos e serviços inovadores de alto valor agregado.

sábado, 15 de agosto de 2015

CONFIRA O QUE FOI NOTÍCIA

maraca


Operação Fair Play busca contratos do Itaquerão, Maracanã e Fonte Nova

Os mandados de busca em dez endereços da Odebrecht que estão sendo cumpridos nesta sexta-feira, 14, pela Operação Fair Play, da Polícia Federal, tiveram como foco apreender planilhas de custo e contratos envolvendo a construção não apenas da Arena Pernambuco, mas também de outras três obras em estádios construídos ou reformados pela empreiteira: Itaquerão, Maracanã e Fonte Nova.
O alvo da operação, contudo, é a Arena Pernambuco. A PF explicou que foi buscar os custos das demais obras para fazer uma comparação de preços. Entretanto, se forem identificadas irregularidades também nos outros estádios, as investigações devem ser ampliadas.
Um dos maiores incentivadores do Itaquerão foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é corintiano. Já fora do cargo, ele esteve presente na assinatura do contrato entre o Corinthians e a construtora Odebrecht em setembro de 2011. “Nós, graças a Deus, arrumamos um grupo de empresários que assinou um contrato agora e finalmente, além de ter o estádio, ele também receberá a abertura da Copa do Mundo de 2014″, disse Lula à época do contrato.
Com relação a Arena Pernambuco, há suspeitas, segundo os investigadores, de que uma organização criminosa foi montada para corromper agentes públicos com vistas a favorecer a construtora na licitação internacional para o empreendimento e viabilizar financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Os serviços foram pactuados com a empreiteira na gestão do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto num acidente aéreo em agosto do ano passado. O custo final da arena seria de cerca de R$ 700 milhões.
A construtora Odebrecht classificou as ações da Operação Fair Play como “injustificáveis”. Por meio de nota, a empresa reconheceu que sua sede no Rio de Janeiro, e os escritórios de São Paulo, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Brasília são alvo de buscas e apreensões. Por meio de nota, a Odebrecht disse que “tem convicção da plena regularidade e legalidade do referido projeto. A CNO (Construtora Norberto Odebrecht) reafirma, a bem da transparência, que sempre esteve, assim como seus executivos, à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e apresentar documentos sempre que necessário”.
A empreiteira também é alvo da investigação Lava Jato. O presidente, Marcelo Odebrecht, está preso em Curitiba preventivamente acusado de participar de esquema de cartel para ganhar obras na Petrobras. A empresa também nega envolvimento nesse caso.
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FONTE: Operação Fair Play busca contratos do Itaquerão, Maracanã e Fonte Nova

Brasil reduz em 15% o desmatamento na Amazônia Legal

desmatamento
O Brasil reduziu em 15% a taxa de desmatamento na Amazônia Legal no período entre agosto de 2013 e julho de 2014. É o segundo menor índice desde 1988, ano em que o sistema de monitoramento por satélite (Prodes) iniciou a coleta de dados. Em 10 anos, a taxa anual de desmatamento da Amazônia Legal foi reduzida em 82% caindo de 22.772 Km² de área desmatada em 2004 para 5.012 Km² em 2014.
Os números – que se referem ao corte raso, ou seja, a remoção completa, legal e ilegal, de cobertura florestal com áreas superiores a 6,25 hectares – foram anunciados na tarde desta sexta-feira, 14, conjuntamente pelos ministros Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Aldo Rebelo (Ciência, Tecnologia e Inovação). “É um belo número”, disse a ministra Izabella.
Segundo a ministra, do ponto de vista da redução das emissões, o Brasil segue cumprindo a lei que estabelece a Política Nacional de Mudança do Clima, que estabelece uma meta de, até 2020, atingir o índice de 3.915 Km² desmatados em um ano. “A ideia é antecipar essa meta”, disse.
Izabella Teixeira disse que o País chega à terceira geração do Plano de Ação de Prevenção e Controle de Desmatamento da Amazônia Legal (PPCDAm) com um aprimoramento de instrumentos e estratégias de combate ao desmatamento, como a melhoria da articulação das ações de monitoramento e fiscalização do desmatamento ilegal. “Do ponto de vista das ações de governo, queremos não só coibir o crime mas prevenir o desmatamento ilegal”, disse.
O ministério pretende sobrepor mapas das áreas desmatadas aos que revelam aquelas que têm autorização com base no cadastro ambiental rural, para poder separar o que é desmatamento legal e o que é ilegal. “Esse é o próximo desafio para que o Brasil possa, do ponto de vista do clima, construir a taxa de reposição ou restauração florestal, uma ambição do país para cumprir o Código Florestal”, disse.
O entrave, segundo ela, é a dificuldade em identificar as áreas onde ocorre o desmatamento ilegal. Isso ocorre porque condições legais para a supressão autorizada da floresta são fiscalizadas pelos Estados, que não repassam os dados ao ministério. “Os Estados não cumprem o que foi acordado há três anos”, disse a ministra. Segundo ela, apenas o Acre, um dos Estados que aumentaram o desmatamento no último ano, irá apresentar nas próximas semanas ao ministério os dados desmatamentos legais e ilegais.
Relator do Código Florestal no Congresso, o hoje ministro de Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo defendeu a divulgação dos dados estaduais para garantir a recuperação das áreas passíveis de serem reflorestadas. “Temos a necessidade de, no futuro, recolher nos Estados as estatísticas dos desmates autorizados para não só obedecer ao que estabelece no Código Florestal mas garantir a recuperação das florestas nativas”.
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FONTE: Brasil reduz em 15% o desmatamento na Amazônia Legal


Dilma diz que se orgulha do que seu governo fez no Nordeste

FOTO: REPRODUÇÃO

A presidente Dilma Rousseff afirmou na tarde desta sexta-feira, 14, durante evento em Salvador (BA), que se orgulha do que o seu governo e o governo do ex-presidente Lula fizeram na região Nordeste. “Se tem uma coisa que eu tenho orgulho de ter feito e participado, foi do que fizemos no governo Lula e no meu em relação ao Nordeste”, frisou a presidente. “E isso eles não vão tirar de nós”, enfatizou. O comentário foi feito às vésperas de protestos programados para o próximo domingo, 16, que estão sendo convocados por diversos movimentos sociais e que contam, inclusive, com apoio do PSDB.
Durante o evento “Dialoga Brasil”, a presidente disse ainda que a Plataforma Brasil (sistema eletrônico do governo federal para sistematizar o recebimento de projetos e pesquisas de todo o País) tem sentido de cidadania e amplia a participação popular. “Quando as perguntas aparecem, acho que tem de ter um diálogo entre os que estão perguntando e os presentes”, se referindo aos ministros que a acompanhavam no evento.
Um dos maiores programas do seu governo, o programa “Mais Médicos” foi lembrado pela presidente. Dilma se orgulhou da iniciativa e afirmou que seu governo “lutou para fazê-lo”. “Quero dizer que agradeço, sim, aos médicos e ao governo cubano, porque viabilizamos o programa com eles”, disse Dilma, no evento em Salvador.
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Vinte entidades apoiam campanha para combate à corrupção e à impunidade do MPFSem título

Cerca de 20 entidades do Ceará garantiram apoio à campanha do Ministério Público Federal (MPF) que busca coletar 1,5 milhão de assinaturas para apresentação, ao Congresso Nacional, do projeto de lei de iniciativa popular que cria dez medidas para aprimorar a prevenção e o combate à corrupção e à impunidade no Brasil.
Evento realizado na tarde desta sexta-feira, 14 de agosto, com representantes de órgãos públicos e sociedade civil, apresentou a campanha e apontou as diretrizes para que as entidades ajudem na coleta de assinaturas.
Encabeçada no Ceará pelo procurador-chefe do MPF, Alessander Sales, a campanha deverá colher pelo menos 80 mil assinaturas no estado para que o projeto de iniciativa popular se torne lei. Se sancionado, o projeto deve, por exemplo, transformar em crime hediondo casos de desvio de dinheiro público de altos valores.
As medidas também buscam agilizar a tramitação das ações de improbidade administrativa e das ações criminais; instituir o teste de integridade para agentes públicos; criminalizar o enriquecimento ilícito; responsabilizar partidos políticos e criminalizar a prática do caixa 2; revisar o sistema recursal e as hipóteses de cabimento de habeas corpus; alterar o sistema de prescrição; instituir outras ferramentas para recuperação do dinheiro desviado.
Para o procurador Alessander Sales, o apoio efetivo da sociedade, com o maior número possível de assinaturas, pode transformar de forma significativa e permanente o combate à corrupção no Brasil. “Antes da aprovação da lei da Ficha Limpa, ouvimos muitas pessoas descrentes, mas aquele projeto se tornou lei. Queremos que o mesmo aconteça com este projeto”, lembrou Alessander.
Elaboração das medidas – A partir da experiência de sua atuação e tendo em vista trabalhos recentes como a Operação Lava Jato, o Ministério Público Federal apresentou dez medidas para aprimorar a prevenção e o combate à corrupção e à impunidade. As propostas começaram a ser desenvolvidas pela Força-Tarefa Lava Jato em outubro de 2014 e foram analisadas pela Procuradoria-Geral da República em comissões de trabalho criadas em 21 de janeiro deste ano.
Fortaleza
O combate à corrupção entra em campo no jogo entre Fortaleza e Cuiabá, neste sábado, 15 de agosto, pela Série C do Campeonato Brasileiro, na Arena Castelão. O time cearense está apoiando a campanha “10 medidas contra a corrupção” do Ministério Público Federal (MPF). No começo da partida, jogadores vestirão camisa da campanha e exibirão faixa pedindo o apoio dos torcedores para que a legislação brasileira seja aprimorada para tornar mais eficiente o combate à ação de corruptos.
Informações do MPF/CE

ANP: preço do etanol cai em 14 Estados e sobe em 12 e no DF nesta semana

etanol

Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros caíram em 14 Estados e subiram em outros 12 e também no Distrito Federal nesta semana, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na semana anterior, houve redução de preços em 9 Estados e no Distrito Federal, alta em outros 16 Estados e estabilidade no Amapá. No período de um mês, os preços recuaram em 14 Estados, subiram em 11 e no Distrito Federal e ficaram estáveis no Paraná.
Em São Paulo, principal Estado consumidor, a cotação subiu 0,58% na semana, para R$ 1,902. No período de um mês, acumula queda de 1,60%. Na semana, o maior avanço das cotações foi registrado no Amapá (1,81%), enquanto o maior recuo ocorreu em Goiás (3,68%). No mês, a maior queda foi em Mato Grosso, de 2,70%, e a maior alta ocorreu também no Amapá (8,23%).
No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1 499 o litro, no Estado de São Paulo, e o máximo foi de R$ 3,61 o litro, no Amazonas. Na média, o menor preço foi de R$ 1,902 o litro, em São Paulo. O maior preço médio foi verificado no Acre, de R$ 3,046 o litro.
Etanol X gasolina
Pela 29ª semana consecutiva, o etanol permaneceu competitivo em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo, segundo dados da ANP, compilados pelo AE-Taxas. Os Estados são os maiores produtores de etanol do País. Nos demais e no Distrito Federal a gasolina permaneceu mais competitiva.
Segundo o levantamento, o etanol equivale a 62,72% do preço da gasolina em Goiás. Em Mato Grosso, a relação está em 58,11%; em Mato Grosso do Sul, em 69,72%; em Minas Gerais, em 64,47; no Paraná, em 65,66%; e em São Paulo, em 61,35%. A gasolina está mais vantajosa principalmente em Roraima, onde o etanol custa o equivalente a 85,14% do preço da gasolina – a relação é favorável ao biocombustível quando está abaixo de 70%.
O preço médio da gasolina em São Paulo está em R$ 3,100 o litro. Na média da ANP, o preço do etanol no Estado ficou em R$ 1,902 o litro.



sábado, 20 de junho de 2015

Em 16 anos, desmatamento da Amazônia Legal foi quase o tamanho de SP

No período de 1997 a 2013, desmatamento chegou a 248 mil quilômetros quadrados, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)


Da Agência Brasil
  • Segundo o IBGE, desmatamento caiu quase 80% na região no período de 2004 a 2013(Foto: Arquivo/Agência Brasil)
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O desmatamento da Amazônia Legal, no período de 1997 a 2013, chegou a 248 mil quilômetros quadrados, quase o tamanho do estado de São Paulo, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), divulgada hoje (19).

Segundo o IBGE, de 1991 a 2004 houve uma aceleração no desmatamento da Amazônia Legal, que subiu de 11.030 quilômetros quadrados para 27.772 quilômetros quadrados em apenas um ano. Desde 2004, a tendência se inverteu, chegando a 4.571 mil em 2012. Em 2013, houve uma nova alta, para 5.843.
Nesse período, mais de 350 mil quilômetros quadrados foram desmatados, sendo 122.131 só no estado do Mato Grosso.
A pesquisa também mostra que entre 2005 e 2013 foram desmatados 89.158 quilômetros quadrados, extensão que pode ser comparada a uma área equivalente à soma dos estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. O número é menor que o de 1997 a 2004, quando foi somada uma área de 159.078 quilômetros quadrados. Nesse caso, o total desmatado da Amazônia Legal superou o estado do Amapá.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Empresa brasileira vai vender garrafa com água retirada do ar da Amazônia por R$ 20

ECONOMIA

Garrafinha de 250 ml da Ô Amazon Air Water custará € 6,5 (cerca de R$ 20)

O 'raio gourmetizador', como brincam os usuários das redes sociais com a moda dos produtos cercados por cuidados mercadológicos, terá a partir de março uma pequena, mas já ilustre participante: uma marca de água mineral retirada não de debaixo da terra, mas da atmosfera da floresta amazônica. A Ô Amazon Air Water, de 250 ml, terá preço sugerido de aproximadamente 20 reais, ou para ser preciso, 6,5 euros.
Isso porque 95% da produção terá como destino o mercado europeu, onde será distribuído para 200 pontos de venda de luxo, como o hotel Four Seasons de Lisboa. Os 5% restantes serão reservados para o consumidor brasileiro, vendidos em um e-commerce da marca e por uma flagship store, ou loja conceito, prevista para ser anunciada em julho e, certamente, ocupando um endereço chique da cidade de São Paulo, como o Jardim Europa, por exemplo.
Água é produzida a partir de geradores, que condensam umidade do ar da floresta
Empresa brasileira vai vender garrafa com água retirada do ar da Amazônia por R$ 20
Um grupo formado por quatro empresários brasileiros é responsável pela ideia. Já experimentados no empreendedorismo, eles aportaram 20 milhões de reais na empresa A2BR, que abriga a marca Ô Amazon. Outros 10 milhões de reais estão previstos para os próximos 12 meses, dinheiro destinado para o início da produção (na segunda quinzena de março), estratégias de marketing e comunicação, além do subsídio ao mercado na primeira leva a ser exportada.
"Nossa estratégia de abordagem de mercado é financiar a primeira compra do nosso cliente", diz o sócio Cal Junior, que em dez anos estima um retorno de 100 milhões em lucros. "A ideia por trás dessa estratégia é selecionar nossos revendedores", acrescenta. 
Instalados em uma casa com perfil de sede de startup na cidade de São Paulo, os quatro empresários mantêm um parque fabril de 1,75 milhão de metros quadrados às margens do Rio Negro, na Amazônia. É lá, no espaço concedido por 30 anos pela prefeitura de Barcelos, que eles instalaram duas máquinas que se parecem com grandes geradores de eletricidade, e que serão responsáveis por condensar a umidade do ar da floresta, fazendo a água passar por filtros e equipamentos de mineralização.
Potencial
O processo é similar ao do aparelho de ar-condicionado, que desumidifica o ar e, em seguida, devolve o ar refrigerado, eliminando a água. Nesse caso, como o objetivo não é a climatização do ambiente, e sim gerar água potável, todo o potencial da máquina está voltado para o desempenho de condensação e posteriores filtragem, mineralização e engarrafamento. Uma simples máquina, feita com exclusividade na China, é capaz de produzir 5 mil litros de água por dia.
"As pessoas nos perguntam qual será o impacto da produção na Amazônia e eu digo que é zero. É como tirar um copo de água de uma piscina olímpica, sendo que durante a noite, a natureza trata de restituir a perda", afirma o sócio e diretor financeiro do negócio, Ricardo Rozgrin. "Vai ser a água de luxo mais exclusiva do mundo", diz Cal Júnior, outro sócio. 
Com embalagem de vidro e uma tampa com resina de amido de milho, repleta de sementes, a proposta é que o cliente depois plante a tampa e compartilhe a informação com a marca e demais consumidores por meio de um aplicativo para smartphones. "Nosso projeto é totalmente sustentável, da embalagem de vidro à energia elétrica da fábrica, 100% solar", afirma Cal.

FONTE:
CORREIO

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