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quinta-feira, 23 de junho de 2022

Decreto suspende queimadas em todo território nacional

Medida é adotada sempre que tem início a seca no país

POR AGÊNCIA BRASIL - Decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União de hoje (23) suspende - pelo prazo de 120 dias - a permissão do emprego de fogo em todo o territorial nacional, medida que costuma ser adotada todo ano quando tem início o período de seca, de forma a prevenir incêndios.

O uso de fogo em práticas agropastoris e florestais está previsto – e regulamentado – por outro decreto (nº 2.661/98). Apesar de suspender permissões, o decreto publicado hoje (nº 11.100/22) prevê algumas exceções, detalhando hipóteses onde a suspensão não deverá ser aplicada, como é o caso de “práticas de prevenção e combate a incêndios realizadas ou supervisionadas por instituições públicas responsáveis pela prevenção e pelo combate aos incêndios florestais”.

O emprego de fogo continua permitido também nas hipóteses de práticas de agricultura de subsistência executadas pelas populações tradicionais e indígenas; e de atividades de pesquisa científica realizadas por Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT), “desde que autorizadas pelo órgão ambiental competente”.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

ONU alerta que seca pode ser "a próxima pandemia"

23 países sofrerão escassez de água com o crescimento populacional

POR AGÊNCIA BRASIL - A escassez de água e a seca devem causar estragos em uma escala que rivalizará com a pandemia de covid-19, e os riscos aumentam rapidamente à medida que as temperaturas globais se elevam, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

"A seca está prestes a se tornar a próxima pandemia, e não existe vacina para curá-la", disse Mami Mizutori, representante especial da ONU para redução de risco de desastres, em uma entrevista coletiva virtual hoje (17).

As secas já desencadearam perdas econômicas de pelo menos 124 bilhões de dólares e atingiram mais de 1,5 bilhão de pessoas entre 1998 e 2017, segundo um relatório da ONU divulgado nesta quinta-feira.

Mas até estas cifras, alertou, são "muito provavelmente subavaliações grosseiras".

O aquecimento global intensifica secas no sul da Europa e no oeste da África, disse o relatório da ONU com "alguma confiança", e o número de vítimas deve "crescer dramaticamente", a menos que o mundo aja, disse Mizutori.

Cerca de 130 países podem enfrentar um risco maior de seca neste século, segundo a projeção de emissões altas citada pela ONU.

Outros 23 países sofrerão escassez de água por causa do crescimento populacional, e 38 nações serão afetadas por ambos, disse.

A seca, assim como um vírus, tende a durar muito tempo, ter um alcance geográfico amplo e causar danos em cadeia, disse Mizutori.

"Ela pode afetar indiretamente países que não estão passando por uma seca através da insegurança alimentar e do aumento dos preços de alimentos", explicou.

A ONU antevê secas mais frequentes e severas na maior parte da África, nas Américas Central e do Sul, no centro da Ásia, no sul da Austrália, no sul da Europa, no México e nos Estados Unidos.

Ibrahim Thiaw, secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, disse à Thomson Reuters Foundation que a deterioração do solo, causada em parte pela má administração de terras, deixou o mundo perto de um "ponto sem retorno".

A ONU não tem pesquisado o efeito que a desertificação pode ter na migração interna dentro dos continentes, mas Thiaw disse que ela não é mais impensável, nem mesmo na Europa.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2021-06/onu-alerta-que-seca-pode-ser-proxima-pandemia

domingo, 23 de maio de 2021

Área de seca moderada avança no Ceará em abril e chega ao maior percentual desde fevereiro de 2020

63,72% do território cearense tem condições de seca fraca e 36,28%, moderada.

POR G1 CE - Por conta das chuvas abaixo da média, o tamanho da área de seca moderada no Ceará registrou aumento, e a região de seca fraca diminuiu. Os dados são do mais recente Monitor das Secas.

O estado terminou abril com 43,78% de área de seca moderada, enquanto em março esse percentual era de 36,28%. É a maior área com seca moderada desde fevereiro de 2020, quando o Ceará tinha 57,7% de seu território classificado como em "seca moderada".

Segundo o levantamento, 55,60% do território cearense está sob "seca fraca" (em março, eram 63,72%).

A seca moderada avançou em direção ao Litoral Norte por conta da chuva abaixo da média na região, mas diminuiu na Região Jaguaribana.

De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), no último mês de março, das oito macrorregiões, somente o Litoral de Fortaleza apresentou chuvas acima da média.

Tipos de seca

  • Seca fraca: segundo o Monitor das Secas, ocasiona a diminuição do plantio e crescimento de pastagens. Os municípios pertencentes a esta faixa começam a apresentar déficits hídricos prolongados e o plantio quase não são recuperados.
  • Seca moderada: ocasiona perda de córregos, reservatórios ou poços com níveis baixos, algumas faltas de água em desenvolvimento. A seca grave representa perda total das pastagens programadas, escassez de água e restrições de água impostas.
  • Seca extrema: gera grandes perdas das pastagens e a escassez de água é generaliza.
  • Seca excepcional: gera perda total das plantações, escassez de água nos reservatórios, córregos e poços de água, criando situações de emergência.

O território cearense está 100% sob condições de seca, moderada ou fraca.

Sobre o Monitor

O Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Funceme, e desenvolvido com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas. Por meio da ferramenta é possível comparar a evolução das secas nos 19 estados e no Distrito Federal a cada mê.

O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração.

A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região.

FONTE: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2021/05/23/area-de-seca-moderada-avanca-no-ceara-em-abril-e-chega-ao-maior-percentual-desde-fevereiro-de-2020.ghtml

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Após Exército suspender distribuição de água no Ceará, ministério afirma que vai repassar verbas

40º Batalhão da Infantaria informou na segunda-feira que suspendeu a operação Carro-Pipa por falta de água. Ação do Exército distribui água em cisternas por regiões que sofrem com a seca no Ceará.

Por G1 CE - O Ministério do Desenvolvimento Regional afirmou que vai repassar nesta terça-feira (5) a verba para que o Exército mantenha a Operação Carro-Pipa no Ceará e no Nordeste. As atividades haviam sido suspensas pelo 40º Batalhão da Infantaria, na cidade de Crateús, alegando a falta de recursos.

O dinheiro é utilizado pelo Exército para pagar "pipeiros", que coletam água de reservatórios e levam até cisternas de casas na zona rural de regiões que sofrem com a seca.

"O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) informa que será realizada, mesmo sem a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2021 ter sido aprovada, a primeira descentralização de recursos do ano para a Operação Carro-Pipa (OCP) nesta terça-feira (5), diante da importância da ação de caráter emergencial", afirma a pasta, por meio de nota.

Conforme o ministério, será repassado o valor de R$ 7,5 milhões para manutenção da operação na região Nordeste.

Atualmente, dos 155 açudes monitorados pelo Governo do Estado, 65 têm menos de 30% da capacidade máxima. O maior reservatório do estado, o Castanhão, tem apenas 11% do volume.

FONTE: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2021/01/05/apos-exercito-suspender-distribuicao-de-agua-no-ceara-ministerio-afirma-que-vai-repassar-verbas.ghtml

domingo, 14 de outubro de 2018

27 municípios estão em situação de emergência até 2019 no Ceará

Chega a 27 o número de municípios cearenses incluídos até 2019 na lista de emergência pela seca decretada ou homologada pelo Governo do Estado do Ceará. Esses municípios somam-se aos 34 que figuram a lista de emergência até o fim deste ano, entre os meses de novembro e dezembro. Portanto, ao total, 61 municípios cearenses estão em situação de emergência reconhecida.

Foram incluídos na lista os municípios de Beberibe, Forquilha, Orós, Quixelô, São João do Jaguaribe e Trairi. As outras cidades, cujo reconhecimento de emergência por seca vigente estava previsto até a data deste sábado (13), foram renovadas por mais 180 dias. Assim, pelo menos 20 municípios devem permanecer até abril do próximo ano, enquanto os outros sete ficam até janeiro de 2019.

Atualmente, nenhum açude está sangrando e somente dois permanecem com volume acima de 90%: o Jenipapo, em Meruoca; e o Germinal, em Palmácia. Outros 96 açudes estão com volume inferior a 30%.

Confira a lista dos 27 municípios:

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Ceará pode ter ano de seca em 2019, segundo Climatempo



O Ceará em particular – e a Região Nordeste, de um modo geral – podem ter chuvas abaixo da média histórica em 2019. Isso porque a possibilidade da ocorrência de um El Niño no fim de 2018 e início de 2019 chega a 70%, segundo o Centro de Previsão Climática do NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional), dos Estados Unidos.

O El Niño é um fenômeno causado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico, seguido pelo enfraquecimento dos ventos alísios. Estas alterações modificam o sistema climático de distribuição das chuvas e de calor em diversas regiões do planeta.

O fenômeno, mesmo que com fraca intensidade, tem potencial de influenciar a distribuição das chuvas na chamada quadra chuvosa no Ceará, que compreende os meses de fevereiro a maio.

“A probabilidade [de chuvas mal distribuídas e abaixo da média] é alta sim. Mesmo que o El Niño não venha totalmente a se concretizar, só o fato de a gente estar com um viés mais quente no Oceano Pacífico, já vai deixar as chuvas mais irregulares e este período tende a ser complicado para o Ceará e o Nordeste”, explica Graziella Gonçalves, meteorologista do Climatempo.

Segundo ela, para os meses de novembro e dezembro, a possibilidade da ocorrência de um El Niño é alta. “O fenômeno pode se iniciar com uma cara de Modoki [com efeitos mais brandos] por conta da temperatura da costa do Peru, que deve seguir um pouco mais baixa. Depois, a gente segue para um fenômeno mais clássico”, explica.
Reservatórios
No ano passado, a quadra chuvosa se manteve dentro da média histórica – o que não ocorria desde 2012 –, mas considerando o ano todo, as chuvas foram abaixo da média, de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Isso impactou na baixa recarga dos reservatórios do Ceará, ocasionada, também, pela distribuição irregular das chuvas.
Atualmente, os 155 açudes do Ceará monitorados pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh) acumulam volume apenas 13,93% da capacidade total de armazenamento de 18,62 bilhões de m³. Apenas três estão com volume superior a 90%, outros 91 estão com menos de 30%, enquanto que 18, se encontram completamente secos.
Com informação do G1

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Para Funceme, tendência de seca no Ceará pode se repetir neste ano

De acordo com dados disponíveis no site da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o estado do Ceará poderá finalizar este ano repetindo a tendência de seca observada nos últimos sete anos no calendário de chuvas do Estado.
Segundo o órgão, o percentual parcial de desvio do total acumulado de chuvas aponta índice negativo (-16,5%), abaixo da média histórica, de 800.6 milímetros. Para que o índice padrão ser alcançado, é necessário chover 132 mm até o fim do ano.
Mas o cenário pluviométrico do estado não prevê maiores precipitações até dezembro, quando reinicia a pré-estação chuvosa do Estado, que segue até janeiro. A quadra chuvosa engloba os meses de fevereiro a maio.
Atualmente no Ceará teve início a época de ventos fortes e temperaturas mais elevadas. Apesar do panorama, este ano o Estado experimentou a melhor quadra chuvosa desde 2011. À época, apurou-se que o Litoral Norte apresentou as maiores chuvas – com 902,mm – número 15,7% acima de sua média histórica, e que a macrorregião do Cariri também obteve desvio positivo, com 670mm, 8,7% acima.
Além disso, as chuvas neste ano levaram a significativos aportes nos reservatórios do Ceará. Até o dia 29 de maio, havia 17 açudes sangrando; por outro lado, 83 obtiveram acúmulo inferior a 30% e cinco ficaram completamente secos.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Ceará registra 99,98% do território com seca

Em relação a agosto deste ano, houve intensificação de quase todos os tipos de estiagem no Estado
POR DIÁRIO DO NORDESTE
Depois de cinco meses com áreas livres de seca no Estado, a estiagem voltou a avançar sobre todo o território cearense. Divulgados na tarde de ontem (17), os dados do Monitor das Secas da Agência Nacional das Águas (ANA) referentes ao mês de setembro revelaram que 99,98% do Ceará apresenta regiões de seca, desde o nível mais leve (seca fraca) até o grau mais elevado (seca excepcional).

Em relação a agosto, houve intensificação de quase todos os tipos de estiagem. A seca excepcional, que no mês passado atingia 5,28% do Estado, passou a atingir 10,61%. O percentual do território afetado apenas por seca extrema, segundo nível mais alto da escala da ANA, subiu de 14,33% para 23,05%. A área afetada só pela seca moderada também registrou aumento, indo de 11,05% para 15,48%. O mesmo aconteceu com a área somente de seca fraca, que passou de 27,22% do Estado a 32,77%. A única categoria que apresentou redução foi a seca grave, que estava em 22,24% do território e agora está em 18,07%.

VEGETAÇÃO

A principal mudança ocorreu na região Norte do Ceará, que até mês passado encontrava-se sem seca e passou a ser área de seca fraca. Segundo o meteorologista David Ferran, da Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), o agravamento da estiagem deve-se à queda dos índices pluviais no Estado e consequentemente perda da vegetação. Em setembro, conforme informações da Funceme, o Ceará registrou média de apenas 3,8 mm de chuvas.

De acordo com o monitoramento da ANA, os impactos sociais, ambientais e econômicos da estiagem devem ser de curto prazo (quatro meses ou menos) na região Norte, e de curto a longo prazo (mais de 12 meses) no restante do Estado.

"Vemos que, em todas as regiões, ocorreu um aumento gradativo do grau de seca e a tendência é esse grau aumentar ainda mais pela ausência de chuvas. Regiões que estão com seca fraca tendem a ficar com seca moderada, as com seca moderada tendem a ficar com seca grave, e assim por diante", diz Ferran.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

No Ceará, situação de emergência afeta 68% dos municípios com seca

Estadão Conteúdo
Redação Folha Vitória
Fortaleza - Com chuvas abaixo da média desde 2012, o Ceará atravessa o quinto ano consecutivo de seca. Fortaleza começou a cobrar multa para quem não reduzir o consumo de água em até 20%. No Estado já são 126 cidades em estado de emergência, ou seja, 68% dos 184 municípios cearenses, segundo o Ministério da Integração Nacional. Nos últimos dois anos, o estoque de água nos açudes do Ceará caiu de 28,8% para 9,3%.

Nas cidades do interior, o abastecimento tem sido assegurado com a ajuda de carros pipas, com perfuração de poços e construção de adutoras de montagem rápida. A falta d'água também já começa a atingir bairros de classe média em Fortaleza. Moradores e comerciantes da Varjota, bairro que concentra um importante corredor gastronômico da cidade, passaram quase uma semana sem água nas torneiras.
Na casa da jornalista Paulla Pinheiro, a caixa d'água secou e a família ficou sem água por quase cinco dias. A roupa acumulou na área de serviço; a louça, na pia. A prioridade passou a ser o banho. "Mamãe tem um imóvel alugado do lado de casa que não gasta muita água. Aí meu irmão enchia baldes lá e trazia para casa. Se não fosse isso, quero nem pensar", relata Paulla.
A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informa que o abastecimento na capital está normalizado. O diretor-presidente da empresa, Neuri Freitas, reconhece que em alguns pontos da cidade o abastecimento tem apresentado problemas em áreas mais elevadas.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Maior seca dos últimos 100 anos provoca mudanças no uso da água no Ceará



Por Ceará Agora
Desde 1910, o Ceará não passava por uma seca tão severa como a dos últimos cinco anos, revela levantamento feito pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), com base nos volumes de chuva dos últimos 100 anos. Antes desse período de estiagem, somente a seca de 1979 a 1983 havia sido tão grave e longa: a média anual de chuvas registrada na época foi de 566 milímetros (mm). De 2012 a 2016, a média caiu para 516 mm.
A pouca água acumulada nos reservatórios, chuvas abaixo da média histórica, o crescimento da população nas zonas urbanas e o incremento de atividades econômicas no estado são fatores que, aliados, culminam na crise hídrica atual.
Segundo o presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), João Lúcio Farias de Oliveira, os 153 açudes monitorados pelo órgão tiveram recarga média de 890 milhões de metros cúbicos (m³) em cada um dos últimos cinco anos de seca. A média anual histórica do estado é de 4 bilhões de m³. “As reservas foram caindo a cada ano, e temos perdas por evaporação muito altas: chegam a 2 mil milímetros, quando a média pluviométrica do Ceará é de 800 milímetros”, compara.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Seca de 2016 no Ceará está entre as piores da história; veja a lista

Previsão da Funceme se confirmou, e todas as regiões do Estado tiveram precipitações inferiores à normalidade

Ceará enfrenta em 2016 seu 5º ano de seca ( FOTO: Amaury Alencar )
As previsões feitas pela Funceme em janeiro sobre uma maior probabilidade de 2016 ser um ano de seca se confirmaram, e a quadra chuvosa foi 45,2% menor em relação à média para os meses de fevereiro, março, abril e maio. As informações foram divulgadas pelo órgão nesta segunda­feira (13) e ratificaram a preocupação diante do quinto ano de estiagem no Estado. Na série histórica desde 1951, o ano de 2016 ficou entre os dez piores resultados. 

A média de chuvas no Estado para esse quadrimestre, medida entre os anos de 1981 e 2010, é de 600,7 mm. Neste ano, a média de chuvas ficou em 329,3 mm, caracterizando a oitavo pior quadra chuvosa já registrada no Ceará. Em 2016, o Estado apresentou um quadro de chuvas pior do que em 2015, quando teve desvio de ­30,3%.

Histórico Seca

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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Seca: governo reconhece situação de emergência em 150 municípios cearenses

seca

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) do Ministério da Integração Nacional (MI) reconheceu situação de emergência em 150 municípios cearenses. A portaria foi publicada nesta quarta-feira (28/10) no Diário Oficial da União. A Capital, Fortaleza, está incluída na relação. Ainda na Região Metropolitana estão municípios como Caucaia, Maranguape, Pacajus, Redenção e São Gonçalo do Amarante. No Interior, estão cidades como Acopiara, Aracati, Araripe, Canindé, Beberibe, Camocim, Jaguaribe, Juazeiro do Norte, Sobral, entre outras.
Após o reconhecimento de situação de emergência pelo governo federal, o município pode pedir ajuda para as ações de resposta, que são aquelas voltadas a socorro, assistência e estabelecimento de serviços essenciais, e assim solicitar recursos para as ações de reconstrução das áreas atingidas pelos desastres.
Para solicitar tais recursos, o município deve mandar um plano detalhado de resposta indicando qual é a necessidade para o repasse. É importante o município ter aderido ao cartão de pagamento de defesa civil, forma exclusiva de repasse de verbas, e que pode ser acompanhado pelo Portal da Transparência.
Confira a lista completa dos municípios cearenses em situação de emergência, clicando aqui.

FONTE: Ceará Agora

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Vencer a Seca


DIVULGAÇÃO
Estamos em outubro e muitas cidades estão na eminência de ficar sem água no Ceará.

Águas dos poços profundos seriam uma das soluções. Mas a baixa vazão de alguns poços e a salinidade da água são outros problemas.

A população precisa tomar consciência da gravidade do fato. Nós estamos na região semi-árida e temos que viver com a experiência dos povos do deserto.

Tratando a água como tesouro e economizando ao máximo esta preciosidade. Talvez o Criador nos ajude a armazenar água e utilizar bem como nossos irmãos israelitas.
Somos filhos de sertanejos que venceram muitas secas.

Sertanejo é antes de tudo um forte!
Paulo Roberto Girão Lessa
Paulo Roberto Girão Lessa


FONTE: Blog Notícias do Parceiro

sábado, 23 de maio de 2015

Seca deixa mais 28 cidades do Ceará em situação de emergência

DECRETO DO GOVERNO

 23.05.2015

Ao, todo 95 encontram-se em estado de calamidade pública, o que representa 51,6% dos 184 municípios. Caucaia, São Gonçalo do Amarante e Cascavel estão na lista

seca
Com a decisão, mais da metade (51,6%) dos 184 municípios enfrentam o problema
Após ter decretado no último dia 30 de abril situação de emergência em 67 municípios do Ceará, por conta dos efeitos da seca, o governador Camilo Santana anunciou estado de calamidade pública em mais 28 cidades, totalizando 95.
Com a decisão, mais da metade (51,6%) dos 184 municípios enfrentam o problema. Caucaia, São Gonçalo do Amarante e Cascavel, localizadas na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), estão na lista.
O anúncio foi publicado do Diário Oficial do Estado (DOE) da última sexta-feira (22). No decreto, o governador lembra que a irregularidade das chuvas vem ocasionando insuficiência na recarga dos mananciais cearenses, comprometendo o armazenamento de água e causando sérios problemas no abastecimento para o consumo humano e animal desde 2012.
Camilo destaca, ainda, que a seca contribui para intensificar as dificuldades econômicas e compromete o padrão de qualidade de vida da população que depende da agricultura.
 
Os municípios que entraram na lista são: Apuiarés; Ararendá; Banabuiú; Boa Viagem; Cascavel; Catunda; Caucaia; Choró; Forquilha; Groaíras; Ibicuitinga; Iguatu; Irauçuba; Jaguaretama; Jaguaruana; Jijoca de Jericoacoara; Lavras da Mangabeira; Morrinhos; Novo Oriente; Parambu; Pereiro; Potiretama; São Gonçalo do Amarante; São João do Jaguaribe; Sobral; Solonópole; Tejuçuoca; e Umirim.


FONTE: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/cidade/online/seca-deixa-mais-28-cidades-do-ceara-em-situacao-de-emergencia-1.1299619

sexta-feira, 20 de março de 2015

Governador anuncia projeto de reúso de água

SECA

20.03.2015

Camilo Santana lança a terceira etapa do Projeto São José e o Programa Água para Todos

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O governador fez a entrega de sementes do Projeto Hora de Plantar e de cartas de crédito para convênios com associações de agricultores
FOTO: ALEX PIMENTEL
Quixeramobim. O governador do Ceará, Camilo Santana, lançou ontem, a terceira etapa do Projeto São José e o Programa Água para Todos. O anuncio dessas iniciativas ocorreu nas cidades de Tauá, Quixeramobim e Brejo Santo, respectivamente. Uma das novidades ficou por conta do Projeto de Reúso da Água, com a implantação desse modelo na comunidade rural de Riacho Verde, em Quixadá e no Sítio Fortuna, em Mombaça. Quando a implantação das unidades nesses polos territoriais for concluída, serão construídas mais quatro no Riacho Verde e outras cinco em Mombaça. No total, 14 territórios estão sendo contemplados.
A outra novidade foi o anúncio da realização de um leilão reverso, na próxima terça-feira (24), na Assembleia Legislativa. Conforme Camilo Santana, qualquer empresa especializada na perfuração e manutenção de poços profundos, como também na implantação de redes de abastecimento, poderá participar. Vencerá a que apresentar o menor preço. O Governo do Estado pretende contratar os serviços para instalação de estações de bombeamento e de redes em 1.500 poços já perfurados e a escavação da mesma quantidade de poços nas zonas rurais do Estado afetadas pela estiagem.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Em ano de seca, chuva é inspiração no Carnaval de São Paulo

CARNAVAL

Em ano de seca, agremiações como a Rosas de Ouro, a Tom Maior e a X-9 Paulistana vão levar para a avenida enredos para elevar a autoestima dos componentes e passar ânimo para o público

Inspirados nas dificuldades enfrentadas no carnaval passado, quando a chuva atrapalhou a passagem das escolas, os desfiles que começam nesta sexta-feira, 13, no sambódromo do Anhembi terão sabor de superação. Em ano de seca, agremiações como a Rosas de Ouro, a Tom Maior e a X-9 Paulistana vão levar para a avenida enredos para elevar a autoestima dos componentes e passar ânimo para o público. Terceira escola a desfilar, a Tom Maior quase não entrou na avenida no ano passado.
Seca motivou tema de escolas de samba (Foto: Reprodução)
O abre-alas, principal alegoria, travou e precisou ser puxado por duas empilhadeiras. “O nosso abre-alas emperrou, mas conseguimos desfilar e terminar no tempo. Foi muita adrenalina, mas um mal que veio para o bem, porque inspirou nosso enredo”, disse o diretor de barracão Rafael Condé. “Uma tempestade louca me deu mais força e poder de superar.” Neste ano, a escola vai falar sobre adrenalina, usando como exemplos filmes de terror e momentos como o primeiro beijo. O samba-enredo da Rosas de Ouro, que também se apresenta nesta sexta-feira, já mostra como as fortes chuvas que atingiram o sambódromo em 2014 marcaram a agremiação.
“O ano passado foi atípico. A ideia desse enredo foi baseada nesse episódio e quisemos fazer algo que motivasse o nosso componente. Vimos que a chuva (no enredo) seria algo bom, porque todos passaram por isso”, explica o carnavalesco Jorge Freitas, responsável pelo enredo Depois da tempestade, o encanto. Essa mesma chuva será lembrada pela X-9 Paulistana, que desfila sábado. “A escola atravessou a avenida com muita chuva. O presidente disse que sofremos muito, mas que queria fazer o carnaval 2015 sem deixar a peteca cair e deu certo”, afirmou o carnavalesco André Machado. Os orixás ligados ao fenômeno, a crise da água e o aniversário de 40 anos da agremiação serão lembrados no desfile. “Será uma chuva de confetes e serpentinas para terminar com bastante festa.”
Subjetividade
Entre os enredos subjetivos, a Dragões da Real vai falar sobre o inacreditável. Os dois personagens centrais serão o dragão, símbolo da escola, e Tomé, um garoto de 14 anos inspirado no apóstolo de Cristo que só acreditava naquilo que via. Já a Império de Casa Verde abordará o mundo dos sonhos. “O final do nosso desfile é o sonho de ganhar o carnaval. Vamos fazer uma homenagem aos carnavalescos Fernando Pamplona e Joãozinho Trinta. Também teremos uma grande homenagem ao sambista paulistano”, contou o diretor de carnaval, Rogério Tiguês.
A Gaviões da Fiel terá como enredo o baralho, mostrando não só o jogo de cartas, mas o caráter místico. A Acadêmicos do Tatuapé vai abordar a importância do ouro para a humanidade. E a Unidos de Vila Maria terá como tema o diamante.

FONTE:
CORREIO

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Conheça os sete erros mais comuns do consumidor em tempos de seca

Camila Neumam
Do UOL, em São Paulo
  • Juca Varella/Folhapress
    Especialistas apontam erros na hora de armazenar e fontes não confiáveis de consumo
    Especialistas apontam erros na hora de armazenar e fontes não confiáveis de consumo
Com a crise hídrica em São Paulo e a ameaça do rodízio de abastecimento, os paulistas procuram por alternativas para estocar o máximo possível de água em casa. O problema é que mal armazenada ou retirada de fontes não confiáveis, a água pode trazer riscos à saúde e causar problemas na residência.
Os riscos estão em medidas que parecem inofensivas como acumular água em vasilhames reaproveitados, em piscinas descobertas, ou em beber água de poço e da chuva, segundo Gabriela Yamaguchi, responsável pela campanha "Água pede água" do Instituto Akatu, ONG que trabalha pelo consumo sustentável.
Para a especialista, mais do que acumular, o ideal é usar a água de maneira mais econômica e com cuidados para não contaminá-la.

Deixar de economizar

"Economizar água faz muita diferença e as pessoas estão começando a perceber. Parece um tempo de guerra, mas é a guerra que nós estamos porque é realmente difícil, mas é possível diminuir o consumo", afirma Yamaguchi.
Medidas simples como usar o mesmo copo ao longo do dia e servir a panela à mesa, em vez de colocar o alimento em um refratário, diminuem muito o consumo de água. Depois basta acumular a louça, ensaboá-la toda de uma vez e só abrir a torneira por último. "Assim dá para diminuir o volume de 140 litros para 30 litros consumidos", disse.
Outro exemplo de economia é reutilizar a água da máquina de lavar, do banho ou da chuva para limpar o vaso sanitário. Dá ainda para usar a água da chuva para limpar quintais e apenas um copo de água para escovar os dentes, ela ensina.

Peso da caixa d'água

Outro erro na tentativa de ter mais água para o consumo é colocar a segunda caixa d'água em casa sem orientação de um especialista. Muito pesadas, se colocadas na parte superior da casa pode causar desabamentos do teto e de outras estruturas, explica o professor de engenharia mecânica da FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), Jorge Giroldo.
"Tem que analisar se há apoio estrutural embaixo e se ela será colocada sobre paredes verticais, com vigas de sustentação de 12 centímetros de espessura. Ela não deve ser colocada sobre teto feito de materiais frágeis como gesso. Se a pessoa puder colocar no piso inferior, não corre risco nenhum, mas teria que usar uma bomba centrífuga para bombear a água para a parte superior", afirma Giroldo.
Conheça os sete erros mais comuns na economia de água de acordo com os especialistas.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Poços em Icapuí podem minimizar seca no CE

COMÉRCIO ACREDITA

04.02.2015

Representantes do setor se reuniram ontem para discutir métodos de combate à estiagem no Estado

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Os poços podem fornecer cerca de 10 mil m³ de água por dia
FOTO: THIAGO GASPAR
Preocupados com um possível racionamento de água, representantes do comércio cearense discutiram ontem métodos para minimizar os efeitos decorrentes da seca no Estado. Durante a reunião, realizada pela Associação Comercial do Ceará (ACC), foi ressaltado como um método eficaz para diminuir os efeitos da falta de chuva, a utilização dos poços profundos da Petrobras em Icapuí, que segundo os comerciantes, podem ser aproveitados no local cerca de 10 mil m³ de água diariamente.
"A justificativa para a inutilização dos poços em Icapuí é que não há um reservatório que consiga armazenar todo o volume gerado", lamenta o presidente da ACC, João Porto. Ele defende que se essa água fosse fornecida ao Estado ajudaria consideravelmente no combate à estiagem. O objetivo da reunião realizada pela Associação Comercial do Ceará (ACC) foi apresentar ideias que possam diminuir o problema presente no Estado para, assim, encaminhar uma ata de reivindicações ao governador Camilo Santana.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Oito municípios cearenses vão ficar sem água nos próximos meses

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A crise hídrica no Ceará, com a perspectiva de mais um ano seguido de seca, vem preocupando cada vez mais setores da sociedade. Nesta sexta-feira (30/01), em uma reunião a portas fechadas do Ministério Público do Estado (MPCE) com representantes da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), ligadas à Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), o Governo revelou que oito municípios deverão ficar completamente sem água nos próximos meses. Contudo, nenhum plano para reverter o quadro foi divulgado.
As cidades são Ipaporanga, Itatira, Apuiarés, Jaguaretama, Urioca, Senador Sá, São Luís do Curu e Parambu. A informação teria sido apresentada pela Cogerh durante o encontro, mas só foi repassada à imprensa pelo MPCE. “A novidade foi essa lista de municípios que em janeiro, fevereiro, março e abril vão, em tese, ficar sem água, pela projeção da análise dos reservatórios de água e pelo consumo”, explicou o promotor de Justiça e assessor do Centro de Apoio ao Meio Ambiente (Calmace), Amisterdan de Lima Ximenes.
A reunião, na verdade, seria aberta à imprensa, convidada pelo MPCE a participar. Entretanto, a pedido de representantes do Governo, os jornalistas foram convidados a se retirar. A mesma situação tem acontecido com o Comitê Integrado de Combate à Seca, que antes realizou as últimas duas audiências a portas fechadas.
Apesar do sigilo, o promotor de Justiça do MPCE se disse frustrado com a falta de proposições dos órgãos governamentais. “Nós esperávamos a colocação da situação, mas também a apresentação de propostas. Qual a projeção de novos poços, em que localidades, quais as verbas disponibilizadas?”, questionou. Outra falta, segundo Ximenes, foi a falta de um plano de educação ambiental. “Eu pensei que pelo menos isso trariam hoje. Tem que ter a conscientização, principalmente na Região Metropolitana de Fortaleza”, ressaltou.
Fonte: Ceará Agora

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

CEARÁ : Possibilidade de seca preocupa setor de flores

Apesar dos grandes agricultores utilizarem poços profundos para a  manter a produção de flores no Ceará, o setor está apreensivo com o impacto de mais um ano de seca no estado. Dados divulgados pela da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) apontam 64% de chances  de mais um ano de estiagem no Ceará.

O presidente da Associação dos Produtores Flores no Ceara (Floresce), Gilson Gondim, explica  que o impacto da seca será sentido principalmente nos produtores da bacia do Baixo Acaraú, principal exportador de plantas ornamentais do estado. Como medida preventiva, Gilson recomenda aos produtores produzirem alojamentos para evitarem a perda das plantas.

O presidente da Floresce informa ainda que, com a falta d’água, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) diminui a capacidade de retirada da água do sistema, o que irá prejudicar a produção de forma significativa. Uma reunião, ainda sem data marcada, será feita para definição da quantidade de água que poderá ser utilizada pelas regiões produtoras.

A área de produção de plantas ornamentais no Ceará se concentra basicamente  no maciço de Baturité, regiões do Cariri, Ibiap.aba e Região Metropolitana de Fortaleza.

Fonte: Tribuna BandNews FM

FONTE:
POTENGI NA INTERNET

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