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sábado, 15 de fevereiro de 2020

CANOA ARACOIABA


FONTE DO VÍDEO:

SAIBA MAIS SOBRE ARACOIABA: ARACOIABA - SUA ORIGEM

CONFIRA O VÍDEO ABAIXO: 

CANTANDO A NOSSA HISTÓRIA:

VÍDEO RETRATANDO A HISTÓRIA DE ARACOIABA A PARTIR DE UMA MÚSICA DE AUTORIA DE FÁBIO BRITO E ARRANJO DE THEMISTOCLES STANTON, COM FOTOS DOS ARQUIVOS DO HISTORIADOR JOÃO ARTUR E DA SUPERINTENDÊNCIA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL NA PESSOA DE ROSEMARY SANTANA MATOS.

CANOA ARACOIABA

CANOA DE MARCELINO DE PEDRA AGUDA E ESTAÇÃO DE FAMÍLIAS NOBRES, HUMILDES QUE VIVERAM E VIVEM AQUI NESTE CHÃO. CANOA DE PROGRESSO DE RIOS , EMBARCAÇÕES DE MARIAS FUMAÇA EM VELHOS TRILHOS CORTANDO NOSSO SERTÃO CANOA DE HOMENS BRAVOS DE LINDAS MULHERES GUERREIRAS DE TUPIS DE GUARANIS DE ALGODÃO E CARNAUBEIRA.... Fábio Brito 28/06/2013


quarta-feira, 6 de março de 2019

Artigo: Tem futuro um país em que a renda de 93 milhões de pessoas (44% da população) depende do Estado?

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Esse é o Brasil de Bolsonaro, dos 27 governadores e dos 5.570 prefeitos. A canoa está furada para todos eles e já não dá para bombar água para fora só com canequinha

A canoa furada 

No país das reformas nunca feitas ou inacabadas, apesar de faltar crescimento econômico para bancar o custo da máquina estatal, das políticas de renda e criar emprego conforme o aumento da população, muitos reclamam e poucos fazem contas para entender o enrosco.
A situação é dramática, e não falo dos déficits orçamentários (entre os quais o da previdência é desestabilizador sem mudança de suas regras). Os déficits são sintomas de economia desfibrada, sem força para sustentar os ônus das políticas públicas e da folha de servidores. O processo é circular e piora a cada ano.
Quanto menos produção, ou produto interno bruto, vulgo PIB, menos emprego haverá, mirrando salários, consumo, lucro e a arrecadação de tributos, cuja receita volta à economia sob a forma de gastos e investimentos públicos. Gasto fiscal avançando acima da expansão do PIB leva ao mesmo fim de cardíaco sedentário correndo maratona.
Desde 2008, o setor público consome o que arrecada com seu próprio custeio, políticas de renda e juros. E o setor privado, com capacidade instalada acima da demanda e custo alto para fazer dívida ou atrair investidores, imobiliza sua geração de caixa (se houver) em ativos seguros, aqui e no exterior, ou/e distribui o resultado.
O investimento público e privado não se dá no ritmo necessário para a economia ocupar a capacidade de produção, quiçá para ampliá-la ou modernizá-la e ter alguma chance nos mercados externos. Está aí o resultado: infraestrutura viária sucateada, geração de energia no osso se o PIB crescer 3% ao ano por um triênio, indústria sem produto inovador para enfrentar a concorrência externa.
Trata-se de uma corrente de transmissão formada por elos. Rompa-se um ou alguns deles e ela não gira como antes, estagnando-se.
Esse é o Brasil de Bolsonaro, dos 27 governadores e dos 5.570 prefeitos. A canoa da economia brasileira está furada para todos eles, isso vem de longe e já não dá para bombar água para fora só com canequinha.

Renda real voltou a 2010

No curto prazo, assim estamos desde 2014, quando o PIB entrou em recessão, puxando para baixo a renda per capita. O IBGE calculou o crescimento do PIB em 2018 em 1,1%. É pouco para repor a renda per capita real (tirando a inflação) ao nível em que estava em 2010.
No longo prazo, a economia perde tração desde os anos 1990, com atraso estrutural na indústria (o setor automotivo, por exemplo, pode montar cerca de 5 milhões de carros ao ano e só faz a metade), e o emprego se ressente da pauperização do PIB. Isso tudo é fruto de decisões erradas dos governos, sem exceção, em especial o desprezo ao investimento, relegado em nome do populismo social.
A dimensão da fraqueza da economia está em toda parte – num dia, a taxa de desemprego, 12%, 12,7 milhões de desempregados; no outro, a anemia do PIB de 2018, 5,1% abaixo do último pico e já se passaram 18 trimestres.
A demora em sair da estagnação é como adiar o conserto do telhado. Um dia vem abaixo e já não basta só trocar as telhas.

CLT é ficção à maioria

É este o pano de fundo da reforma da previdência. O estado de bem-estar social cresceu sem nexo tanto com a capacidade contributiva da economia quanto com sua expansão a um ritmo maior que as despesas do conjunto da federação.
Acompanhe os números a seguir.
Até janeiro último, segundo a PNAD do IBGE, havia 170,7 milhões de brasileiros com mais de 14 anos. Destes, 92,5 milhões formam a população ocupada, além de 12,7 milhões de desempregados. Dos ocupados, só 33 milhões têm carteira assinada – muito pouco para a força de trabalho total de 105 milhões de pessoas (31,5%).
Para a maioria, Justiça do Trabalho e sindicatos são ficções, e a CLT, só uma sigla, algo que a sua reforma talvez venha a corrigir.

92,7 milhões de dependentes

Com a economia travada, mas com a maior carga tributária entre os países emergentes (32% do PIB), há cinco anos com déficit primário, impressiona o total de pessoas dependentes dos governos – 77 milhões em 2017, na conta do economista Fernando Montero, com base em dados oficiais.
Aí estão beneficiários do Bolsa Família, Seguro Desemprego, Abono, LOAS/RMV e INSS. Em 2003, eram 38 milhões. O número mais que dobrou em 14 anos, sem que o PIB tivesse evoluído no mesmo compasso.
O total de dependentes do Estado vai a 92,7 milhões, se incluídos os 11,5 milhões de servidores públicos e militares e seus 4,2 milhões de aposentados. Isso significa que dependem do Estado 88% da força de trabalho. Ou 54% da população em idade ativa. Ou 44% da população.
Aqui falamos de quantidades. Em termos de despesa pública, o grosso é gasto com a elite da burocracia – os que atacam as reformas.
É preciso quantificar os programas do governo e não só discutir a despesa. Fica óbvio que o problema não está no Bolsa Família, cuja ajuda pode chegar a R$ 195 ao mês nos casos de extrema pobreza. O drama real é a falta de crescimento econômico, além da educação deficiente e do desperdício com os marajás da burocracia.
O Brasil tem futuro com tal panorama? Essa é a questão relevante.

Síndrome da Dilma não dá

O país precisa se libertar da síndrome da Dilma e voltar a discutir crescimento em conjunto com a reforma do gasto e da governança do Estado. Essa tríade se torna prioritária com a economia esquálida.
O que fazer?
Governo, Congresso e governantes regionais entenderem que o nó a desatar está no próprio sistema estatal, além do receio de enfrentar as desonerações de impostos e esmiuçar todas as rubricas, pois controle, viu-se com a Lava Jato, sempre chega atrasado.
Abertura da economia, salvo poucas exceções, é outra providência, para sacudir as empresas acomodadas. Mais: esperar que a inflação miúda, o PIB anêmico e o desemprego sensibilizem o Banco Central a relaxar a política monetária. E cogitar, falo sussurrando, algum endividamento para mover os projetos de infraestrutura, acoplado a programas de empregabilidade dos mais carentes.
Ponha-se a economia para andar que tudo ficará mais fácil. Nem liberais enjoados esperam a prosperidade por geração espontânea.
*Antonio Machado é jornalista, colunista dos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas, editor do Cidade Biz (www.cidadebiz.com.br).

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Os Caminhos de Ferro da Estrada de Baturité (1870 - 1909)

A Estrada de Ferro Baturité foi criada no dia 25 de junho de 1870, projeto de iniciativa de uma sociedade composta pelo senador Tomaz Pompeu de Sousa Brasil, o coronel Joaquim da Cunha Freire (Barão de Ibiapaba), o bacharel Gonçalo Batista Vieira (Barão de Aquiraz), o engenheiro José Pompeu de Albuquerque Cavalcante, e o comerciante inglês Henry Blockhurst, da firma inglesa R. Singlereust e Co. O projeto original previa a construção de uma ferrovia ligando a Capital do Estado até a Vila de Pacatuba, tendo um ramal até Maranguape.

Após o contrato de cooperação firmado entre a companhia e o Governo Provincial do Ceará, passou a denominar-se Estrada de Ferro de Baturité, e passou a ter como ponto final à cidade de Baturité, na região produtora de café. O objetivo principal do empreendimento, era o transporte da produção serrana para o Porto de Fortaleza. Antes da ferrovia, os produtos eram transportados no lombo de cavalos e jumentos.

No dia 1° de julho de 1873, foram iniciados os trabalhos de assentamentos dos trilhos. A EFB iniciou suas atividades quando a locomotiva Fortaleza fez o percurso da Estação até a parada do “Chico Manoel”, na então Rua do Trilho (atual Tristão Gonçalves) esquina com a Rua Liberato Barroso. Em seguida foi inaugurado o trecho até a estação da Parangaba, antiga Arronches,  em 30 de setembro de 1873. Depois, foram inauguradas as estações de Mondubim, Maracanaú, em 1875, e em 1876, foi inaugurada a estação de Pacatuba.

A Estação Central, em Fortaleza, mais tarde denominada Estação João Felipe teve o lançamento da pedra fundamental em 30 de novembro de 1873, mas as obras só foram iniciadas em 1879, sendo concluídas em 1880. O motivo da interrupção dos trabalhos foi a terrível seca que assolou o Estado no período de 1877 a 1879, que abalou a situação financeira da companhia. Tanto a estrada de ferro quanto a estação central foram construídas utilizando a mão-de-obra de retirantes dessa estiagem catastrófica.

O local escolhido para a construção da Estação Central foi o antigo Campo da Amélia, atual Praça Castro Carreira – conhecida por Praça da Estação – no terreno que corresponde ao extinto Cemitério de São Casimiro. A partir de 1865, o campo santo ficou em completo abandono até que, em 1877 se resolveu sua demolição. As autoridades mandaram exumar alguns restos e os recolher ao Cemitério de S. João Batista. Em 1878 já estava quase tudo em ruínas: túmulos desmoronados, grades quebradas, ossos dispersos pelo chão, onde animais pastavam tranquilamente.  A Estação Central foi construída sobre esses túmulos remanescentes.  

E a Estrada de Ferro seguiu rumo ao interior do Estado, em busca da serra, integrando cidades e comunidades, levando mercadorias e pessoas, trazendo progresso, riqueza e mobilidade.  Foi de grande importância para o desenvolvimento do Ceará e muito influenciou na criação das cidades por onde ela cruzava.  Não apenas fez surgir novos núcleos de povoamento, mas também fez surgir novas ruas, novos traçados, novos hábitos, novos horizontes. A inauguração de uma nova estação, movimentava o comércio local e todo tipo de mercadoria era vendida na chegada do trem, principalmente comidas, frutas e peças de artesanato local, aproveitando a nova freguesia que chegava a bordo dos trens de ferro. As vendas feitas nos trens passaram a ser a principal fonte de renda de muitas pessoas. Suas idas e vindas mexiam com tudo por onde passava, movimentava pessoas, cargas, lugares, vidas e sonhos.

Por meio do Decreto nº 6.918, de 1 de junho de 1878, o Governo Imperial, assumiu  a parte construída da ferrovia e os direitos da Companhia de prolongar os caminhos de ferro até o município de Baturité. Em dois anos de trabalho, enquanto durou a estiagem, a estrada de ferro empregou cerca de 50 mil retirantes cearenses na sua construção. Assim, seguindo a linha tronco ou Linha Sul, rumo a Baturité, foram implantadas as seguintes estações:

Guaiuba - 1879/1880 
A Estação de Guaiuba foi a primeira do prolongamento da estrada de ferro desde Pacatuba, rumo à Baturité. A cidade cresceu a partir da estação. O até hoje distrito de Guaiuba, Água Verde, teve sua estação ferroviária inaugurada em 1879. No ano seguinte, 1880, foi inaugurada a Estação de Baú, mais tarde João Nogueira.

Acarape – 1879
O local em que a estação foi construída chamava-se Calaboca e já existia antes da chegada da ferrovia. Depois, com divisões municipais e anexações de distritos, passou a Redenção e Acarape, que por sua vez, era o nome original do município no qual se situava o povoado de Calaboca. A estação foi desativada em 1988. 

Canafístula - 1880 
A Estação foi inaugurada em 1880, ao pé da Serra do Vento, entre Fortaleza e Baturité. Na década de 1940 o lugar passou a se chamar Antônio Diogo.  

Aracoiaba – 1880
A estação foi inaugurada com o nome de Canoa. Aracoiaba tem, na verdade, duas estações: em algum momento, a velha, a original, que ficava no bairro de Santa Teresa, foi substituída por uma mais nova, no bairro São José, que é que hoje está ao lado dos trilhos. Possivelmente esta estação original tenha sido a de Canoa, aberta em 1880.

Baturité – 1882
A estação de Baturité foi inaugurada em 1882, permanecendo oito anos como ponta da linha. Era ela o objetivo inicial da ferrovia.  Ao lado do prédio da estação, sobre um monumento, foi colocada uma antiga locomotiva - Maria Fumaça, em comemoração aos cem anos do empreendimento. Ainda podem ser observados os antigos armazéns e as antigas linhas que serviam para a manobra dos trens. Baturité foi elevado à categoria de cidade desde 1858. 

Capistrano – 1890
Os trabalhos de prolongamento da estrada ficaram paralisados por 8 anos depois que a ferrovia chegou à Baturité. Em 1890 as obras foram retomadas com a inauguração da estação de Capistrano, à época um simples povoado denominado Riachão, subordinado ao município de Baturité. A estação de Riachão foi a primeira feita para escoamento da madeira produzida na região. Com a estrada de ferro, Riachão logo prosperou, ativando seu comércio com outras localidades, conquistando o título de povoado, concedido pela Câmara Municipal de Baturité. O distrito foi criado em 1896. Em 1931, o seu nome foi alterado para Capistrano de Abreu, em homenagem ao historiador brasileiro.  Foi elevado à categoria de município com a denominação de Capistrano, pela lei estadual nº 1153, de 1951.

Caio Prado – 1890  
A estação de Cangaty foi inaugurada em 1890, quando a localidade ainda era distrito de Baturité. Em 1944 seu nome foi alterado para Caio Prado. Caio Prado é distrito de Itapiúna desde 1953.

Itapiúna – 1891
A estação de Itaúna foi inaugurada em 1891. Mais tarde seu nome foi alterado para Itapiúna. O prédio atual foi construído entre os anos 50 ou 60 substituindo o original.

Quixadá – 1891
No ano de 1891, Quixadá passou a contar com duas estações ferroviárias, nos distritos atualmente denominados Muxiopó e Juatama. A estação do Junco foi inaugurada em 1891, com o nome da fazenda dos Queiroz, que já existia à época. Nos anos 1940 teve o nome alterado para Muxiopó. Em 1961, o nome foi alterado para Daniel de Queiroz. A estação de Juatama foi inaugurada no mesmo ano, 1891. 

Quixeramobim – 1894.
Duas estações ferroviárias foram inauguradas em Quixeramobim no mesmo ano, 1894: uma na sede do município e a outra no distrito de Uruquê, esta denominada Estação Francisco Sá. Em 1899, em um povoado, foi inaugurada a terceira estação ferroviária de Quixeramobim, que recebeu o nome de Prudente de Morais. 

Redenção – 1896
A estação de Itapaí foi inaugurada em 1896, na subida da serra entre Fortaleza e Baturité. Em 1922 era apenas uma parada. Na década de 1940 seu nome foi mudado para Amaro Cavalcante. 

Vicente de Castro – 1899
A estação de Sebastião de Lacerda foi inaugurada em 1899. Mais tarde teve o nome alterado para Vicente de Castro. Não há uma definição exata sobre qual localidade foi instalada a estação, mas os mapas ferroviários a situam entre os municípios de Quixeramobim e Senador Pompeu.

Senador Pompeu – 1900
O trem chegou à vila de Humaitá em 1900, com a inauguração da estação homônima. Em 1901, Humaitá foi elevada à categoria de município com o nome de Senador Pompeu, um dos idealizadores da estrada de ferro, em 1870.

Piquet Carneiro - 1907
A estação de Girau foi inaugurada em 1907. Sua inauguração mereceu até uma nota do jornal O Estado de S. Paulo de 16/11/1907, talvez por ser, então, ponta de linha - condição que manteve até meados do ano seguinte. O nome foi mais tarde alterado para Piquet Carneiro, homenagem ao engenheiro Bernardo do Piquet Carneiro, que dirigiu a Rede de Viação Cearense, chefiou a comissão encarregada de concluir o Açude Cedro em Quixadá e construiu outros Açudes públicos no Ceará.  Uma segunda estação, a de Miguel Calmon foi inaugurada em 1908, no local correspondente ao atual distrito de Ibicuã. Mais tarde seu nome foi alterado para o nome do Distrito.
  
Acopiara – 1910 
A estação Afonso Pena foi inaugurada em 1910, no povoado de Lajes, à época subordinado ao município de Iguatu.  Lajes começou a se desenvolver justamente em razão da chegada da estrada de ferro. O município foi criado em 1921, desmembrado de Iguatu, e elevado a categoria de Vila; em 1938, foi elevado à categoria de Cidade. Em 1943 passou a se chamar Acopiara. Apesar de só ter sido inaugurada em 1910, em janeiro de 1909, o jornal O Estado de São Paulo publicava a noticia dando conta da conclusão do prolongamento da estrada de ferro, no trecho correspondente a cerca de 27 quilômetros entre as estações de Miguel Calmon e Afonso Pena. E que a inauguração dependia de acerto entre governo e arrendatários.

Tendo a estrada de ferro sido arrendada em 1898, o arrendatário assumiu o compromisso de concluir os trabalhos de construção até Humaitá, que se achavam paralisados.  Em 9 de Maio de 1898, começaram os trabalhos, na extensão de 51,920 quilômetros e a 14 de Julho de 1899 inaugurava-se a estação de Sebastião de Lacerda, ficando toda a linha entregue ao tráfego em 2 de Julho de 1900, até a estação de Humaitá, hoje denominada Senador Pompeu.  O Governo decidiu continuar o prolongamento da estrada e com esse intuito inaugurou os trabalhos de construção a partir de Senador Pompeu, em 18 de Setembro de 1903. 

Estação de Camocim, inaugurada em 1881, construída pela Estrada de Ferro Sobral  

Em 1878, o governo imperial determinou com seus próprios recursos, a criação de uma outra ferrovia no Ceará – a Estrada de Ferro Sobral – ligando Camocim a Sobral, na qual também foi usada a mão-de-obra sertaneja. O trecho Camocim-Granja foi inaugurado em 1881 e em dezembro de 1882, foi inaugurada a estação de Sobral.
Em 1909, quando a ferrovia estava na cidade de Acopiara, a Estrada de Ferro Baturité foi juntada com a Estrada de Ferro Sobral e criada a Rede de Viação Cearense.

Fontes:
IBGE
Revista Fortaleza, fascículo 3.
História do Ceará, de Airton de Farias
Fotos: Estações Ferroviárias, IBGE e Fortaleza em Fotos, Arquivo Nirez e Brasiliana Fotográfica
Fátima Garcia

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