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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

70% reprovam Eduardo em embaixada dos EUA e Bolsonaro critica pesquisa

'Acredito mais em mula sem cabeça do que no Datafolha', disse Bolsonaro sobre indicação do filho
© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
(Foto de arquivo)
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PSL) ironizou a pesquisa Datafolha que mostrou que 70% dos brasileiros reprovam a ideia do mandatário de indicar seu filho para a embaixada brasileira em Washington.

O levantamento foi publicado nesta quarta-feira (4) e mostrou também que apenas 23% consideram que o presidente está agindo bem ao nomear o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para chefiar a missão diplomática do Brasil nos Estados Unidos.

"Pelo Datafolha eu não sou presidente", rebateu Bolsonaro, ao deixar o Palácio da Alvorada. "Eu acredito mais em mula sem cabeça, saci-pererê e Papai Noel do que no Datafolha. Não tem mais graça falar em Datafolha aqui. Datafolha não, Datafake", afirmou o presidente.

Apesar das declarações do mandatário de que, segundo o Datafolha, ele não seria presidente, a última pesquisa do instituto antes do segundo turno das eleições do ano passado apontou a vitória de Bolsonaro, com 55% dos votos válidos, ante 45% de Fernando Haddad (PT) -mesmos índices do resultado final.

Jair Bolsonaro anunciou que indicaria Eduardo para a embaixada em Washington em julho, mas até hoje não formalizou o ato. Existe o temor entre auxiliares do presidente de que o nome do deputado federal enfrente resistência entre os senadores, que precisam avalizar a indicação.

Após a formalização da nomeação, Eduardo precisa se submeter a uma sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado e a duas votações. Uma no colegiado (de caráter consultivo) e outra no plenário da Casa.

Segundo o Datafolha, a indicação de Eduardo sofre alta rejeição em praticamente todos os estratos pesquisados, com exceção dos simpatizantes do PSL (64% de apoio) e entre os que classificam o governo Bolsonaro como ótimo/bom (54%).

A visão contrária à indicação é maior entre os jovens de 16 a 24 anos (74%), funcionários públicos (81%) e estudantes (78%).

A pesquisa foi feita entre os dias 29 e 30 de agosto e ouviu 2.878 pessoas em 175 municípios de todo o país. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Para vencer a oposição a seu nome, Eduardo Bolsonaro tem argumentado que desfrutará, caso seja confirmado embaixador, de um acesso inédito ao entorno do presidente dos EUA, Donald Trump.

O deputado federal, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, já foi elogiado publicamente por Trump.

Na sexta-feira (30), Eduardo viajou aos EUA e se reuniu durante 30 minutos com o mandatário americano na Casa Branca.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Trump cogita nomear filho Eric embaixador no Brasil, em troca com Eduardo

Segundo fontes do governo brasileiro, proposta deverá se concretizar caso nomeação do filho de Bolsonaro para embaixada em Washington se confirme
Eric Trump é um dos cinco filhos de Donald Trump e o
terceiro com Ivana Zelníčková Foto: Leah Millis
 / Reuters/28 
8-2019
BRASÍLIA — Em um movimento diplomático inusitado na história recente da diplomacia mundial, o presidente Donald Trump poderá designar para assumir a embaixada dos Estados Unidos em Brasília um dos seus cinco filhos, Eric , irmão de Ivanka , assessora influente do pai.

Segundo fontes do governo brasileiro, Eric Trump viria para o Brasil se o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) for nomeado embaixador em Washington, como o seu pai e presidente Jair Bolsonaro indicou ontemque pretende fazer. Por coincidência, Eric tem a mesma idade de Eduardo, 35 anos.

Eric Trump e Eduardo Bolsonaro, juntos em evento
 no clube de Mar-a-Lago, na Flórida, em fevereiro Foto:
Reprodução/Facebook 
A informação é que essa possibilidade estaria muito mais condicionada ao Brasil —  país que não tem tradição de nomeações políticas para as principais embaixadas, ao contrário dos Estados Unidos, onde a comum a indicação de doadores de campanha e políticos fora da carreira diplomárica. Segundo fontes envolvidas no assunto, o envio dos filhos dos dois presidentes para assumir as respectivas embaixadas consolidaria as relações bilaterais.

Uma fonte comentou que o que mais se ouve em Washington é que a atuação da embaixada brasileira é "muito protocolar, burocrática e apagada".
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domingo, 11 de novembro de 2018

Temer poderá assumir a embaixada brasileira na Itália

Michel Temer
O presidente Michel Temer está sendo cotado para ser o embaixador do Brasil na Itália, em Roma, após deixar a Presidência. Fontes do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) afirma que Temer é um forte candidato, mas o Itamaraty, não confirma.

O posto é considerado um dos mais prestigiados do corpo diplomático brasileiro e a indicação de emedebista é tratada como uma “saída honrosa”. Além da embaixada de Roma, integram o imponente Circuito Elizabeth Arden, as representações de Nova York, Londres e Paris. Atualmente, a embaixada é chefiada por Antônio de Aguiar Patriota, diplomata de carreira e ex-chanceler de Dilma Rousseff (PT).

Com a nomeação, Temer manteria o foro privilegiado. A Presidência da República nega que Temer tenha interesse em aceitar um eventual posto na embaixada da Itália ou em qualquer outro posto diplomático. Segundo interlocutores, manter o foro diplomático não seria vantagem para Temer, pois os Ministros têm negado seguidamente pedidos da defesa dele. Por isso, seria mais vantajoso o processo ir para um juiz da primeira instância.

Após indiciamento no inquérito dos Portos, que investiga pagamento de propina de R$ 5,8 milhões, entre 2000 e 2014, ao presidente Michel Temer, o emedebista vem se dedicando a avaliar os possíveis desdobramentos jurídicos e políticos do caso, com a ajuda de advogados, amigos próximos e de seu conselheiro, o ministro da Justiça, Torquato Jardim. O grupo praticamente descarta a apresentação de uma terceira denúncia contra Temer até o final do mandato. O presidente e outros 10 investigados foram indiciados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A avaliação geral é que em menos de três meses o caso “baixará à primeira instância”, segundo advogados. O emedebista perderá o foro privilegiado, que lhe garante ser processado e julgado no STF, assim que deixar o cargo de presidente da República, em 1 de janeiro de 2019.

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