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domingo, 20 de dezembro de 2015

Denúncias de racismo sobem 1025% em quatro anos, no DF

Foram 90 ocorrências de injúria racial e racismo registradas desde janeiro deste ano

BRASIL DADOS


Nos últimos quatro anos, o número de denúncias de racismo se multiplicou por 11 no Distrito Federal, de acordo com dados do Ministério Público local e divulgados pelo G1. Foram 90 ocorrências de injúria racial e racismo registradas desde janeiro deste ano. Isso representa um aumento de 87% em relação a 2014 e é 1025% maior que em 2011.

“As práticas discriminatórias não podem ser toleradas, porque elas são um câncer social. Elas anulam o que tem de mais importante em uma sociedade democrática, que é o princípio da igualdade”, disse ao site o promotor de Justiça Thiago Pierobom. Dos 90 casos de 2015, 87 foram enquadrados pelo órgão como "injúria racial". Ou seja, que a honra da vítima é ofendida por conta de elementos de raça, cor, etnia, religião ou origem. Somentre três dos casos foram considerados como racismo: conduta discriminatória dirigida a determinado grupo ou coletividade.
A reportagem explica que a linha entre os dois é tênue, mas, em ambos os casos, o Ministério Público é responsável pela formulação da ação civil pública.
FONTE:
http://www.noticiasaominuto.com.br/brasil/169433/denuncias-de-racismo-sobem-1025-em-quatro-anos-no-df

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Vítima de injúria racial, capitã da seleção de vôlei pede fim do ódio

EM REDE SOCIAL

Folhapress | 13h44 | 28.01.2015

Fabiana foi ofendida durante o jogo da Superliga feminina de vôlei

Fabiana
Após a partida, Fabiana usou uma rede social para desabafar e pedir o fim de manifestações de ódio
FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK
Capitã da seleção brasileira, a central Fabiana Claudino acusou um torcedor de injúria racial durante a partida do Sesi contra o Minas, nesta terça-feira (27), pela Superliga feminina. A atleta afirma que durante o jogo, realizado em Belo Horizonte, um homem a chamou de "macaca" e perguntou se ela "queria banana". Após ser denunciado, o torcedor foi retirado do ginásio do Minas e encaminhado à delegacia.

Depois do jogo, Fabiana usou uma rede social para desabafar e pedir o fim de manifestações de ódio e de intolerância. "Vivenciar isso é difícil e duro. Vivenciar isso na minha terra torna tudo pior. Ontem, durante o jogo contra o Minas, um senhor disparava uma metralhadora de insultos racistas em minha direção. Era 'macaca quer banana', 'macaca joga banana', entre outras ofensas. Esse tipo de ignorância me atingiu especialmente porque meus familiares estavam assistindo à partida", contou.

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