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terça-feira, 23 de maio de 2023

Cristo Redentor apaga luzes por uma hora em solidariedade a Vini Jr.

 Atleta do Real Madrid foi vítima de novo episódio de racismo

POR AGÊNCIA BRASIL - As luzes do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, foram apagadas por uma hora nesta segunda-feira (22) em solidariedade ao jogador brasileiro Vinícius Júnior. O atleta do Real Madrid foi vítima de um novo episódio de racismo na La Liga, o campeonato espanhol de futebol. Durante partida contra o Valencia neste domingo (21), parte da torcida presente no estádio proferiu gritos de "macaco" direcionados ao brasileiro.

Em nota, o Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor repudiou os ataques racistas. As luzes foram apagadas entre 18h e 19h. "O monumento ao Cristo Redentor está com a iluminação desligada como símbolo da luta coletiva contra o racismo e em solidariedade ao jogador e a todos os que sofrem preconceito no mundo inteiro", registra o texto.

Ainda de acordo com a nota, ação foi planejada junto com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Observatório da Discriminação Racial no Futebol. O reitor do santuário, padre Omar, também se manifestou mencionando uma passagem bíblica: “Somos todos criados à imagem e semelhança de Deus.”

Vinícius Júnior tem sido alvo recorrente de insultos racistas em partidas do campeonato espanhol. Após o novo episódio, o jogador desabafou nas redes sociais e criticou a falta de ação das autoridades desportivas. O presidente de La Liga, Javier Tebas, rebateu as críticas e disse que o brasileiro não entende a competência da entidade no futebol espanhol. A postagem do espanhol gerou uma onda indignação e repúdio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou da Federação Internacional de Futebol (Fifa), da La Liga e das ligas de futebol de todos os demais países providências contra o “racismo e o fascismo”. Notas também foram divulgadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), pelo Itamaraty, pela ministra dos Direitos Humanos, Anielle Franco, e pela ministra do Esporte, Ana Moser.

Vinícius Júnior recebeu mensagens de solidariedade de atletas brasileiros e estrangeiros de diferentes modalidades. "Estou com você", escreveu o piloto Lewis Hamilton.

Após as luzes do Cristo Redentor ficarem apagadas por uma hora, o jogador agradeceu a manifestação de solidariedade, em uma publicação no Twitter. "Preto e imponente. O Cristo Redentor ficou assim há pouco. Uma ação de solidariedade que me emociona. Mas quero, sobretudo, inspirar e trazer mais luz à nossa luta", escreveu.

SAIBA MAIS EM: https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2023-05/cristo-redentor-apaga-luzes-por-uma-hora-em-solidariedade-vini-jr

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Filha de defensor público, adolescente negra é confundida com pedinte e barrada em shopping em Fortaleza

O pai da adolescente, o defensor público Adriano Leitinho, relatou o caso nas redes sociais. A gerente do estabelecimento pediu desculpas.

POR G1 CE Uma adolescente de 16 anos foi impedida, nesta quarta-feira (22), de entrar em um shopping do Bairro Cocó, em Fortaleza, por uma segurança que pensou que a jovem fosse pedinte. O pai, defensor público, relatou o caso nas redes sociais e considerou como racismo já que a filha é negra.

"Ela [a segurança] disse que eu não podia estar pedindo dinheiro ali e eu não entendi. Eu questionei '[a padaria] está fechada? Não pode mais fazer pedido?'. Aí, ela disse 'não, não pode pedir aqui dentro', aí eu entendi o que ela estava querendo dizer", disse adolescente Mel Campos.

Adriano Leitinho, pai de Mel, acionou a Delegacia da Defesa da Criança e do Adolescente e registrou uma notícia-crime. "Minha filha foi para a Portugália [padaria] para comer. Fiquei de encontrar com ela lá. Quando ela ia entrando, a segurança a abordou dizendo que ela não poderia ficar pedindo ali no shopping”, disse o defensor.

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Jovem negra é confundida com pedinte e é barrada na porta de shopping em Fortaleza — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

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quarta-feira, 22 de setembro de 2021

'Eu não preciso andar com uma placa de que sou autoridade policial para ser respeitada', diz delegada que denuncia loja por racismo

Ana Paula afirma que foi impedida de entrar na Zara no último dia 14, mas o funcionário não detalhou a razão da proibição. A loja alega que ela estava sem máscara e consumindo um sorvete.

POR G1A delegada de Polícia Civil, Ana Paula Barroso, que denuncia a loja de departamentos Zara por racismo, disse nesta quarta-feira (22), em entrevista à TV Verdes Mares, que não precisa andar com uma placa indicando que é delegada para ser respeitada. Ela também disse que não foi barrada pelo gerente da loja por falta de máscara, como a Zara alega.

"Eu vou ser sempre abordada porque eu gosto de andar simples no shopping? Às vezes de havaianas, um pouco despenteada, é o meu jeito despojado de andar. Eu não preciso andar com uma placa de que sou autoridade policial para ser respeitada", disse a delegada.

Ana Paula disse, ainda, ter percebido a sutileza do comportamento preconceituoso, mas que preferiu agir com cautela e com prudência. Segundo a delegada, após se dar conta do comportamento racista cometido, o gerente pediu desculpas.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Congresso promulga Convenção Interamericana contra o Racismo

Países signatários se comprometem a combater o racismo

Por Agência Brasil - O Congresso Nacional promulgou hoje (19) a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância, aprovada em 2013, na Guatemala, durante a 43ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos, em 2013. O Decreto Legislativo 1/2021, assinado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), foi publicado no Diário Oficial da União.

O texto foi ratificado pela Câmara em dezembro do ano passado, e pelo Senado no início deste mês. Ele será agora submetido ao presidente da República, Jair Bolsonaro, para ratificação por meio de decreto.

Os países que ratificam a convenção se comprometem a prevenir, eliminar, proibir e punir, de acordo com suas normas constitucionais e com as regras da convenção, todos os atos e manifestações de racismo, discriminação racial e intolerância.

A Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância é fruto de negociações iniciadas em 2005 pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Em 2011 foram apresentadas as primeiras propostas do texto durante a 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, que ocorreu em Durban, na África do Sul.

Em termos gerais, a convenção define que a discriminação ocorre quando há distinção, exclusão, restrição ou preferência tendo por base a raça, a cor, a ascendência ou a origem nacional ou étnica de um indivíduo "com o propósito ou efeito de anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em condições de igualdade, de um ou mais direitos humanos e liberdades fundamentais consagrados nos instrumentos internacionais aplicáveis aos Estados partes”.

O texto também inclui o combate às violações motivadas por orientação sexual, identidade de gênero e condição infectocontagiosa estigmatizada.A convenção conceitua intolerância como “um ato ou conjunto de atos ou manifestações que denotam desrespeito, rejeição ou desprezo à dignidade, características, convicções ou opiniões de pessoas por serem diferentes ou contrárias”.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2021-02/congresso-promulga-convencao-interamericana-contra-o-racismo

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Prefeita eleita de Bauru sofre ataques racistas nas redes sociais

Rosim informou que fez boletim de ocorrência e irá processar autores

POR AGÊNCIA BRASIL - A prefeita eleita de Bauru (SP), Suéllen Rosim (Patriota), recebeu ataques racistas às vésperas da votação do segundo turno, realizada ontem (29). As ofensas foram postadas no Facebook e distribuídas em grupos do Whatsapp.

“Bauru não merecia ter essa prefeita de cor com cara de favelada comandando a nossa cidade. A senzala estará no poder nos próximos quatro anos”, diz uma das mensagens que foi “printada” por usuários do Facebook e encaminhada à prefeita eleita.

Rosim informou que fez boletim de ocorrência e irá processar os autores. “Recebi mensagens de cunho racista que foram publicadas em um grupo de Whatsapp e nas redes sociais. Jamais me silenciarei diante de algo tão sério. É inadmissível! Tomei as medidas judiciais necessárias”, disse a prefeita eleita em postagem no Twitter.

Suéllen Rosim foi eleita ontem, em segundo turno, com 55,98% dos votos válidos, ou 89.725 votos. Em segundo lugar ficou Dr. Raul (DEM), com 44,02% dos votos válidos, ou 70.558 votos.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/eleicoes-2020/noticia/2020-11/prefeita-eleita-de-bauru-sofre-ataques-racistas-nas-redes-sociais

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Unicef cria podcast para ensinar cultura afro-brasileira

Conteúdo foi criado após escolas fecharam por causa da pandemia 

POR AGÊNCIA BRASIL - Em tempo de pandemia, de escolas fechadas e de ensino remoto, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) criou o podcast para que conteúdos didáticos sobre a história e cultura afro-brasileira continuem disponíveis para alunos do ensino infantil e do ensino fundamental (3 a 8 anos), professores e até familiares.

O material é gratuito, está disponível para todo o país e também pode ser veiculado livremente por emissoras de rádio, sejam públicas, comerciais ou comunitárias. Está disponível no YouTube, no Spotify e no próprio site da agência da ONU.

Até o final deste ano, 50 episódios contarão histórias, tocarão músicas e farão muitas brincadeiras para que crianças conheçam e possam expandir seus repertórios incluindo conhecimento sobre a cultura afro-brasileira e a cultura africana.

Os conteúdos dos podcasts estão previstos nas Diretrizes Nacionais da Educação Infantil e na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da Educação Infantil. Todo material “oportuniza o contato com outras narrativas não euro-centradas”, defende a educadora Mafuane Oliveira, uma das cinco roteiristas responsáveis pelo programa a respeito da cultura afro-brasileira.

Educação contra o racismo

Como explica Mafuane, o programa leva as crianças a aprenderem ludicamente a história e a cultura do Brasil no momento que iniciam a formação escolar e têm as primeiras vivências sociais fora dos grupos primários de referência, como a família. Nessa fase, “as crianças são como esponjas”, observam desigualdade racial no seu contexto e percebem a associação de papéis sociais e fenótipos.

LEIA MAIS EM: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2020-11/unicef-cria-podcast-para-ensinar-cultura-afro-brasileira

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Novela Segundo Sol está sendo acusada de 'racismo'

A nova produção da Globo é ambientada em Salvador, mas só 11% do elenco é formado por atores negros
Apesar de ser ambientada na Bahia, a nova novela
 da Globo, Segundo Sol, possui apenas três atores
 negros no elenco (foto: João Cotta/TV Globo/Divulgação)
Por Revista EncontroA novela Segundo Sol, nova trama do horário das 21h da Rede Globo, estreou na segunda, dia 14 de maio. Porém, antes mesmo da produção começar a ser exibida, já estava envolvida em uma polêmica. No final de 2017, assim que a emissora divulgou quais atores iriam compor o elenco do novo folhetim, um fato logo chamou a atenção dos brasileiros: apesar de ser ambientada na Bahia, apenas três atores negros estavam escalados no elenco principal, composto por 26 profissionais da TV. São eles: Roberta Rodrigues, Dan Ferreira e Fabrício Boliveira.

A história de Segundo Sol se passa em Salvador, fato que torna ainda mais incoerente a baixa quantidade de negros no elenco da trama, uma vez que 80% da população da capital baiana é formada por negros e mulatos, de acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2010. Ainda de acordo com o levantamento, a Bahia é o estado que possui maior percentual de população negra no Brasil.

Para a atriz mineira Herlen Romão, do grupo de teatro de mulheres negras Morro Encena, de Belo Horizonte, o que mais chama a atenção é que os papeis secundários foram distribuídos para os atores Roberta Rodrigues e Dan Ferreira. "Trata-se de uma insistência em mostrar o negro empregado, subalterno", critica a artista. Ela ressalta ainda que apenas o ator Fabrício Boliveira possui um papel mais relevante na história – ele interpreta um cantor de axé. "Neste caso, não dá pra imaginar um cantor de axé louro. Por isso, deram este papel mais importante a ele e não a um branco", comenta a atriz mineira.

Ministério Público

Por conta do baixo número de negros no elenco de Segundo Sol, a Globo foi notificada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), por meio da Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidade e Eliminação da Discriminação no Trabalho. O documento traz recomendações à emissora para que a trama "respeite a diversidade racial da cidade em que é ambientada". Em resposta, a emissora fundada por Roberto Marinho enviou um comunicado à imprensa, afirmando que "respeita a diversidade e repudia qualquer tipo de preconceito e discriminação, inclusive o racial".

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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Silvio Santos desaprova cabelo de criança e é acusado de racismo

O apresentador perguntou a uma menina negra de 5 anos se ela achava que estava bem de cabelo crespo

© Reprodução / SBT
POR NOTÍCIAS AO MINUTONeste domingi (4), Silvio Santos fez um comentário durante a edição do “Programa Silvio Santos” que deixou muitos telespectadores indignados.

Em certo momento, o apresentador perguntou a uma menina negra de 5 anos se ela achava que estava bem de cabelo crespo. Ao ouvir a pequena dizer que sim, o animador continuou questionando-a.

Depois, o apresentador falou que as madeixas da criança “estavam chamando atenção demais”. Nas redes sociais, o público não gostou da manifestação do dono do SBT, que recebeu várias críticas.
Essa não é a primeira vez que Silvio Santos é acusado de racismo. No “Teleton 2014″, enquanto entrevistava parte do elenco da novela “Chiquititas”, o apresentador perguntou a cada um dos integrantes da produção, formada basicamente por crianças, o que eles querem ser quando crescerem.
Durante a vez da atriz Julia Olliver, hoje com 13 anos, ela respondeu que queria ser atriz ou cantora.“Mas com esse cabelo?”, desdenhou o dono do SBT, olhando para o penteado volumoso da garota.“Como assim?”, rebateu Julia, com uma expressão de surpresa. Silvio riu e mudou de assunto.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Denúncias de racismo sobem 1025% em quatro anos, no DF

Foram 90 ocorrências de injúria racial e racismo registradas desde janeiro deste ano

BRASIL DADOS


Nos últimos quatro anos, o número de denúncias de racismo se multiplicou por 11 no Distrito Federal, de acordo com dados do Ministério Público local e divulgados pelo G1. Foram 90 ocorrências de injúria racial e racismo registradas desde janeiro deste ano. Isso representa um aumento de 87% em relação a 2014 e é 1025% maior que em 2011.

“As práticas discriminatórias não podem ser toleradas, porque elas são um câncer social. Elas anulam o que tem de mais importante em uma sociedade democrática, que é o princípio da igualdade”, disse ao site o promotor de Justiça Thiago Pierobom. Dos 90 casos de 2015, 87 foram enquadrados pelo órgão como "injúria racial". Ou seja, que a honra da vítima é ofendida por conta de elementos de raça, cor, etnia, religião ou origem. Somentre três dos casos foram considerados como racismo: conduta discriminatória dirigida a determinado grupo ou coletividade.
A reportagem explica que a linha entre os dois é tênue, mas, em ambos os casos, o Ministério Público é responsável pela formulação da ação civil pública.
FONTE:
http://www.noticiasaominuto.com.br/brasil/169433/denuncias-de-racismo-sobem-1025-em-quatro-anos-no-df

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Racismo ostentação? Como operam os grupos que incitam ódio na internet


Globo I Reinaldo Marques
A investigação do Ministério Público de São Paulo sobre os ataques racistas à jornalista Maria Júlia Coutinho acabou revelando uma dinâmica até então desconhecida sobre como operam grupos por trás de crimes de ódio na internet.
À BBC Brasil, o promotor Christiano Jorge dos Santos, que conduz as investigações desde o início, disse que o principal trunfo da "Operação Tempo Fechado" foi identificar quem são e como se comportam os membros de grupos secretos que articulam comentários racistas ou homofóbicos no Facebook.
"A novidade é a confirmação que de que há grupos organizados. Não se trata de uma ação espontânea, que ganha volume em cadeia. São organizações criminosas com distribuição nacional, literalmente do Rio Grande do Sul ao Amazonas."
Até agora, 25 mandados de busca e apreensão foram realizados em oito Estados - Amazonas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A operação envolveu mais de 20 promotores de justiça ligados a grupos de combate ao crime organizado do MP, além de dezenas de policiais.
De acordo com Santos, os grupos atuam a partir de uma dinâmica de disputa e competição. Quanto maior for atenção midiática por conta dos ataques e maior for seu número de curtidas e compartilhamentos, maior é o prestígio entre os "rivais".

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Restaurante demite gerente que deu bananas a entregadores no Rio

Ascendino Correia Leal foi preso em flagrante por injúria racial após oferecer bananas a três entregadores de bebidas negros



BRASIL RACISMO


O restaurante Garota da Tijuca, situado na zona norte do Rio, anunciou nesta terça-feira, 24, que demitiu o gerente Ascendino Correia Leal, de 68 anos, preso em flagrante na última sexta-feira, 20, por injúria racial após oferecer bananas a três entregadores de bebidas negros.

Segundo os entregadores, que não conheciam o gerente, Leal afirmou estar prestando uma homenagem a eles pelo Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro. Os entregadores chamaram a polícia e o gerente foi conduzido à 19ª DP (Tijuca), onde ficou preso por algumas horas, até pagar fiança de R$ 800.
O trio fazia uma entrega no bar quando o gerente entregou as bananas. "Ele foi em cada um de nós, ofereceu as bananas e disse que era em homenagem ao Dia da Consciência Negra. E ainda completou que 'é uma para cada um que vocês, que são todos da mesma raça'", contou Leonardo Valentim, motorista do caminhão de entrega.
Segundo o delegado Celso Ribeiro, da 19ª DP, os depoimentos indicam que Leal acreditou estar fazendo uma brincadeira - "de mau gosto", classificou o delegado.
Outro entregador, William Dias Delfim, afirmou à Polícia Civil que, percebendo ter ofendido o trio, o gerente riu e tentou desfazer o constrangimento. Mas o motorista Valentim começou a discutir com Leal e chamou a polícia. O gerente pode ser condenado a até três anos de prisão, além de multa.
Restaurante
Em nota, a direção do restaurante afirmou que "situações como essa são inadmissíveis". "Pedimos desculpas a nossos cliente e fornecedores por esse fato isolado, certos que isso não se repetirá", diz o texto.
O restaurante reclamou também das críticas recebidas pelas redes sociais, onde tem sido alvo de muitas reclamações em função da conduta do agora ex-gerente. "Repudiamos também as atitudes ofensivas contra o estabelecimento e seus funcionários, que de maneira alguma compactuam com qualquer tipo de comportamento discriminatório", afirma a direção do restaurante, em nota. Com informações do Estadão Conteúdo. 
FONTE: Notícias ao Minuto

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

12 livros infantis para trabalhar questões sobre racismo


Canal do Ensino | Guia Gratuito de Educação

Postado por: 
Olá leitores do Canal do Ensino!
Existe muito preconceito, racismo e discriminação no contexto escolar e este é um grande problema de todos nós.
Racismo é uma maneira de discriminar as pessoas baseada em motivos raciais, cor da pele ou outras características físicas, de tal forma que umas se consideram superiores a outras. Portanto, o racismo tem como finalidade intencional (ou como resultado) a diminuição ou a anulação dos direitos humanos das pessoas discriminadas. Exemplo disto foi o aparecimento do racismo na Europa, no século XIX, para justificar a superioridade da raça branca sobre o resto da humanidade.
Com o intuito de compartilhar dicas que possam facilitar a abordagem do tema e sua ampla conscientização, vamos pontuar 12 livros infantis que trabalham questões sobre o racismo, confira: 

sábado, 7 de novembro de 2015

'Racismo é recorrente', diz delegado de combate a crimes virtuais no Rio

Semana teve ataques racistas a atriz Taís Araújo por perfis na Web.
Vítima relembra ataques e especialista insiste em registro nas delegacias.


Henrique Coelho e Marcelo ElizardoDo G1 Rio

Atriz Taís Araújo é vítima de comentários racistas em rede social (Foto: GloboNews)
Ataques racistas a Thaís Araújo na internet tiveram enorme repercussão
(Foto: GloboNews)
Na mesma semana em que a atriz Taís Araújo foi vítima de ataques racistas em sua página em uma rede social, a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática reconhece que os crimes de ódio racial veiculados pela internet são mais recorrentes do que se imagina. Mais de 30 perfis de Rio e São Paulo, investigados por injúria racial e formação de quadrilha, devem ter seus sigilos quebrados  a partir desta segunda-feira (9). Os autores podem pegar até 8 anos de prisão.
Delegado Alessandro Thiers é o responsável pela investigação do caso da atriz Taís Araújo (Foto: Henrique Coelho/G1)Thiers é o responsável pela investigação
(Foto: Henrique Coelho/G1)
O delegado titular da DRCI, Alessandro Thiers, afirmou que diariamente casos de injúria racial e racismo chegam à unidade. Segundo ele, é um dos crimes mais recorrentes entre mais de 1300 casos registrados em 2015. O caso de Taís Araújo apenas ganhou mais repercussão.
“É uma questão de educação. Em pleno 2015 você ter que se preocupar com pessoas irresponsáveis que ficam postando coisas na internet. A internet é uma necessidade pro trabalho, para o lazer, é um facilitador da vida. As pessoas têm apenas que ter um uso consciente da internet, serem mais responsáveis quando forem postar qualquer tipo de comentário na internet. E verificar que qualquer comentário pode gerar consequências, inclusive criminais”, salientou o delegado, em entrevista ao G1

Thiers explica que, com o advento da internet, o que se publica nas redes sociais ganha uma dimensão “incalculável”, e explica que o uso da internet para prática de crimes é um agravante pena. "Se a injúria for praticada por meio que facilite a sua divulgação, a pena aumenta em um terço", explica ele.

Outros casos
Segundo o delegado, há dois tipos de perfis responsáveis pelos ataques. “Existe aquele internauta que age sozinho e aquele que se junta com outros para a prática do crime”, disse o delegado, durante entrevista coletiva sobre o caso envolvendo a atriz.


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FONTE: G1

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Aplicativo vai monitorar mensagens de ódio e racismo nas redes sociais

O instrumento será lançado este mês e permitirá que usuários sejam identificados e denunciados

Um aplicativo na internet vai monitorar postagens nas redes sociais que reproduzam mensagens de ódio, racismo, intolerância e que promovam a violência. Criado pelo Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o instrumento será lançado este mês e permitirá que usuários sejam identificados e denunciados.
De acordo com o professor responsável pelo projeto, Fábio Malini, os direitos humanos são vistos de maneira pejorativa na internet e discursos de ódio tem ganhado fôlego. “É preciso desmantelar esse processo”, defende. Por meio da disponibilização dos dados, ele acredita que é possível criar políticas públicas “que amparem e empoderem as vítimas”.
Encomendado pelo Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, o Monitor de Direitos Humanos, como foi batizado o aplicativo, buscará palavras-chaves em conversas que estimulem violência sexual contra mulheres, racismo e discriminação contra negros, índios, imigrantes, gays, lésbicas, travestis e transexuais. Os dados ficarão disponíveis online.

domingo, 1 de novembro de 2015

Taís Araújo será chamada para depor sobre racismo sofrido na web

Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática abriu inquérito.
Atriz foi alvo de ofensas no Facebook e desabafou: 'Não vou me intimidar'.


Do G1 Rio

Atriz é alvo de comentários racistas em rede social (Foto: Reprodução/Facebook)
Atriz é alvo de comentários racistas em rede social (Foto: Reprodução/Facebook)

A atriz Taís Araújo será chamada para prestar depoimento sobre as ofensas racistas que sofreuem comentários postados em sua página no Facebook desde a noite de sábado (31).
Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), Ronaldo Oliveira, determinou neste domingo (1°) à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) a instauração de um inquérito para apurar o crime de racismo.
"A atriz será ouvida e os autores identificados e intimados para depor", diz a nota.
A foto da atriz que passou a receber comentários preconceituosos de diferentes perfis, datada do início de outubro, foi publicada quase um mês antes dos ataques. A hashtag #SomosTodosTaísAraújo, em defesa da artista, virou trending topic no Twitter na manhã deste domingo.
Taís desabafou na mesma rede onde foi ofendida e antecipou que vai recorrer à Polícia Federal(Leia o texto na íntegra ao final da reportagem). No Twitter, reproduziu o texto junto a hashtag "Não Passarão".

Taís Araújo é vítima de racismo na web: ‘Não vou me intimidar’

A atriz apagou a imagem após xingamentos, mas postou novamente a foto, agora com uma mensagem sobre o caso

Reprodução / Facebook

FAMA
 ATRIZ

sábado, 5 de setembro de 2015

Fernanda Montenegro diz que racismo causou o fracasso de “Babilônia”

Fernanda Montenegro fala que racismo causou o fracasso de “Babilônia”



FAMA ATRIZ


Neste sábado (05), será exibida na "GloboNews", uma entrevista em que a atriz Fernanda Montenegro surpreendeu ao afirmar que foi o racismo que derrubou a audiência de “Babilônia”.


Segundo Fernanda, o casal de lésbicas da terceira idade interpretado por ela e Nathalia Timberg não foi determinante para rejeição do público. “É a primeira novela em que dois terços do elenco é de atores negros, que não são subservientes, que ascendem por um esforço próprio enorme, e que se casam de uma forma muito miscigenada. (…) Então ficou tudo em cima da homossexualidade, mas eu tenho certeza que sobre essa zona da negritude tão ascendente e tão vitoriosa, sem subserviência, ninguém vai falar porque o preconceito de raça realmente dá cadeia, então querem ver o negro não sei onde, um caso aqui outro ali numa novela, mas uma frente de negritude ganhando espaço numa novela das nove? Nunca houve e ninguém fala”, disse.
A novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares foi alvo de críticas por parte de um público mais conservador, logo em seus primeiros capítulos, que rejeitou as cenas de sexo e violência.
FONTE:

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Racismo ainda é desafio para o país apos cinco anos de estatuto

Em 65 artigos, o texto abrange diversas áreas como cultura, esporte, saúde, moradia e religião

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)

O Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010), completa hoje cinco anos de vigência e mantém o desafio de equiparar direitos e superar o racismo. Em 65 artigos, o texto abrange diversas áreas como cultura, esporte, saúde, moradia e religião. Mas, para que a norma seja efetivada, é preciso atuação de órgãos federais, estaduais e municipais, além da participação do setor privado.
Foto: Joca Duarte/Creative Commons

Para o professor de direito da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro Thomaz Pereira, algumas medidas são gerais e demandam algum tipo de iniciativa específica. "Às vezes, é uma lei, às vezes, são medidas no âmbito das secretarias estaduais, municipais ou de ministérios", diz o professor.

Os negros são, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013, mais da metade da população brasileira, 52,9%, que é a soma daqueles que se declaram pretos e pardos. 

A porcentagem, no entanto, não se repete em espaços acadêmicos. De um total de 387,4 mil pós-graduandos, 112 mil são negros – menos da metade dos 270,6 mil brancos. Também não se mantém na Câmara dos Deputados, onde quase 80% dos deputados se declararam brancos, tampouco nos meios de comunicação. 

O professor explica que projeto de lei surge a partir da demanda da sociedade, dos movimentos sociais, em um contexto em que diversas medidas vinham sendo tomadas para promover a igualdade racial. Entre as medidas, está a adoção das cotas raciais pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e, no âmbito federal, pela Universidade de Brasília (UnB). 

"O estatuto é quase como uma mini Constituição, no sentido de representar e de unir em um único documento medidas diferentes. Uma coisa interessante no texto é a sua própria estrutura. Ele trata de saúde, de educação, esporte e lazer, além de direito de liberdade de consciência, de crença, de cultos religiosos, de acesso à moradia, de trabalho, dos meios de comunicação. Todas essas diversas áreas aparecem de maneira diferente e exigem soluções diferentes", explica o professor.
Fonte:
CORREIO 24 HORAS

domingo, 19 de julho de 2015

"Quanto mais se nega a existência de racismo, mais ele se propaga", diz ministra

Por Agência Brasil 

Para Nilma Gomes, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, entre os principais avanços estão as cotas em concursos públicos e políticas de saúde

Agência Brasil
Casos recentes de preconceito racial, como o de Kaillane Campos, de 11 anos, que levou uma pedrada na cabeça, no Rio de Janeiro, depois de sair de um culto de candomblé, e o da jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju, que recebeu ofensas na internet, mostram que o país da miscigenação ainda não venceu esse tipo de discriminação.
Leia também: 
Nilma Gomes:
RafaB/PR
Nilma Gomes: "Racismo no Brasil é um fenômeno que se afirma por meio da sua própria negação"
"Quanto mais se nega a existência do racismo no Brasil, mais esse racismo se propaga", destacou a ministra da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), Nilma Lino Gomes.
Nos cinco anos do Estatuto da Igualdade Racial, Lei 12.288/2010, lembrados nesta segunda-feira (20), ela avaliou o cenário da busca pela igualdade racial no país. Para ela, entre os principais avanços estão as cotas em concursos públicos e a política voltada ao atendimento de saúde da população negra.
De que forma o racismo se manifesta no Brasil?
Nilma Gomes: O racismo brasileiro tem uma peculiaridade: a ambiguidade. É um fenômeno que se afirma através da sua própria negação. Quanto mais se nega a existência do racismo no Brasil, mais esse racismo se propaga. E essa é uma característica que nos desafia muito a superá-lo e a desvelá-lo. Conhecer e reconhecer essa característica do racismo brasileiro já são avanços, porque antes compreendia-se muito mal o que era o racismo no Brasil.
Diante desse cenário, o que o Estatuto da Igualdade Racial representa hoje?
Nilma: O estatuto representa hoje para o Brasil uma conquista e é uma conquista que foi organizada, demandada pelos movimentos sociais, em particular, o movimento negro. Passou por um processo de uma grande discussão no Congresso Nacional, foi ratificado pelo governo federal e efetivamente hoje podemos falar que temos, além da Constituição Federal, uma lei nacional que garante direito à população negra brasileira.
Um dos mecanismos previstos no estatuto é o de uma ouvidoria para receber as denúncias de preconceito. Como o órgão tem funcionado? No ano passado, o governo anunciou a criação do Disque Igualdade Racial, o 138. Como está a implementação da medida?
Nilma: Nossa Ouvidoria tem recebido ao longo do tempo um aumento significativo das denúncias. Ela foi criada em 2011. No primeiro ano, temos registradas 219 denúncias e essas denúncias foram crescendo ano a ano. Em 2015, apenas no primeiro semestre, já superamos o número de denúncias do primeiro ano, temos até agora mais de 270 denúncias. Mas essa questão no Brasil ainda tem que avançar muito, ainda temos um histórico de subnotificação dos crimes raciais. Nem sempre as pessoas formalizam denúncias e temos todo um processo na Ouvidoria da Seppir que é de registrar os casos, acompanhá-los e encaminhá-los para os órgãos e instituições responsáveis. O Disque Igualdade Racial está ainda na fase de estudos técnicos. Ele ainda não foi lançado, porque queremos lançá-lo de maneira bem completa, para que funcione de fato como uma ferramenta de combate ao racismo.
Quais foram as conquistas alcançadas a partir do estatuto?
Nilma: O Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial, o Sinapir, que está previsto no estatuto, é muito importante porque é a atuação do governo federal nos estados, Distrito Federal e municípios. Estamos exatamente neste momento na Seppir construindo a adesão voluntária ao Sinapir. Mais um avanço é a própria política de cotas nos concursos públicos, a Lei 12.990/2014, que já está em vigor. Já temos concursos sendo realizados, e essa legislação vai, a médio e longo prazo, nos possibilitar ter o perfil da realidade étnico-racial brasileira nos cargos públicos. Outra ação importante é a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, no Ministério da Saúde, que vem se desenvolvendo ao longo dos anos com a participação dos movimentos sociais e da Seppir, como um dos articuladores.
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Fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2015-07-19/quanto-mais-se-nega-a-existencia-de-racismo-mais-ele-se-propaga-diz-ministra.html

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