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terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Mariana: estudos mostram caminhos para recuperar solo com rejeitos

Pesquisadores buscam soluções para reparação de danos
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Desde que a barragem da mineradora Samarco se rompeu em Mariana (MG) em novembro de 2015, equipes de pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) assumiram a tarefa de contribuir para apresentar soluções e caminhos possíveis para a reparação. Os resultados já apareceram com a retomada da produção em propriedades agrícolas que foram afetadas pela lama e também com a recuperação vegetal em algumas áreas.

Com o avanço das pesquisas, elas atraíram o interesse e a parceria da Fundação Renova, entidade criada conforme o Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) firmado entre a Samarco, suas acionistas Vale e BHP Billitons, o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. Cabe a ela administrar, com recursos das três mineradoras, todas as ações de reparação previstas. No últimos dias, a Fundação Renova vem divulgando alguns apontamentos dos pesquisadores.

"Os resultados dos experimentos que realizamos são muito promissores. Em três anos, praticamente dobrou o teor de carbono. Da mesma forma, o teor de fósforo, que é um nutriente muito importante para todas as plantas", disse o pesquisador da UFV especialista em solos, Carlos Ernesto Schaefer.

A ruptura da barragem liberou uma avalanche de 39 milhões de metros cúbicos de rejeito, que levou 19 pessoas à morte e causou poluição, afetando dezenas de municípios na Bacia do Rio Doce. A maior parte da lama se concentrou entre a estrutura e a Usina de Candonga, no município de Santa Cruz do Escalvado (MG), que funcionou com uma espécie de barreira. Foi essa a área priorizada pelos pesquisadores em um primeiro momento.
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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Projeto usa lama que destruiu Mariana para reconstruir região

GADOO

Todo mundo sabe que a cidade de Mariana, em Minas Gerais, passou e está passando por momentos difíceis devido ao desastre ambiental que sofreu.
No entanto, muitas pessoas envolvidas nesta questão, buscam de toda forma melhorar a cidade a fim de que volte a ter uma vida normal, sendo essa a intenção do projeto Tijolos de Mariana.
Idealizado pela Grey Brasil em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Laboratório de Geomateriais e Geotecnologia da EEUFMG, o projeto transforma a lama do desastre em tijolos, acredita?
Os tijolos estão sendo produzidos com a lama de forma artesanal e, além de possibilitar a construção de casas populares, escolas e hospitais, conseguirá retirar do ambiente cerca de 1 bilhão de quilos de lama em um ano.
Os responsáveis pela ideia pretendem construir uma fábrica para acelerar a produção de tijolos e, assim, conseguir alcançar seus objetivos de forma mais rápida.
Projeto usa lama que destruiu Mariana para reconstruir região
Imagens mostram sobre projeto que usa lama que destruiu Mariana para reconstruir região. Tijolos serão utilizados na construção de casas populares, escolas e hospitais. Foto: somentecoisaslegais
Foto: somentecoisaslegais
Foto: somentecoisaslegais
Foto: somentecoisaslegais
Foto: somentecoisaslegais

sábado, 26 de dezembro de 2015

Samarco diz que não vai reconstruir barragem em Mariana

A antiga barragem ruiu no último dia 5 de novembro fazendo com que a lama de rejeitos de minérios de ferro destruísse o distrito

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)

A Samarco informou neste sábado (26) que não pretende reconstruir a barragem de Fundão, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. A antiga barragem ruiu no último dia 5 de novembro fazendo com que a lama de rejeitos de minérios de ferro destruísse o distrito matando 17 pessoas e contaminando também o Rio Doce. Duas pessoas continuam desaparecidas.
(Foto: Corpo de Bombeiros de Minas Gerais/Divulgação)
A decisão foi anunciada em nota, a qual também destacou que "as investigações sobre o acidentes estão sendo realizadas pelos órgãos competentes está colaborando ativamente nesse processo".
Um inquérito específico sobre o caso será aberto pelo Ministério Público de Minas Gerais. A decisão pela investigação foi tomada após informações de que o contrato para envio de rejeitos que não estavam previstos na licença ambiental da barragem foi firmado em 1989 entre Samitri e Samrco. As duas empresas foram compradas pela Vale no início da década de 90. A barragem de Fundão só teve funcionamento autorizado em 2008. 
FONTE: Correio 24 Horas

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Desastre em Mariana (MG) custará até R$ 14 bilhões, dizem técnicos

Estadão
Leonardo Augusto

A recuperação do meio ambiente e as indenizações pelo desabamento das barragens da Samarco no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, vão custar entre R$ 10 bilhões e R$ 14 bilhões, conforme o relator do Código da Mineração, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), que atribui o levantamento a técnicos da Câmara e do Senado. Nesta segunda-feira, 16, a mineradora fechou um Termo de Compromisso Preliminar (TCP) com o Ministério Público Estadual (MPE) de Minas e o Ministério Público Federal (MPF), que prevê gastos de R$ 1 bilhão. Outro acordo emergencial foi firmado no domingo no Espírito Santo.
Até a noite desta segunda-feira, 16, sete mortes haviam sido confirmadas. Quatro corpos aguardavam identificação. Há ainda 12 desaparecidos. A lama atingiu o Rio Doce, paralisou hidrelétricas e deixou cidades sem água, como Governador Valadares.
Quintão, que se reuniu nesta segunda em Belo Horizonte com representantes das comissões extraordinárias da Câmara e da Assembleia de Minas para discutir as consequências do desastre, destacou que o seguro da empresa para o desastre é de US$ 1 bilhão (R$ 3,8 bilhões), bem abaixo do cálculo da assessoria técnica. Ele afirmou que vai pressionar, como relator do Código da Mineração, para que a Samarco e suas controladoras, a Vale e a BHP Billiton, provisionem valor maior ainda neste ano. “É preciso que os recursos sejam colocados hoje para serem gastos em 2016.” Procurada, a mineradora afirmou que “não pode comentar sobre as apólices, em virtude de confidencialidade”.
Fim das barragens
O Código da Mineração está pronto desde 2013 para ser votado pelo Congresso Nacional. Com a tragédia em Mariana, no entanto, modificações serão feitas no texto, conforme o deputado. “Vamos acrescentar a obrigação de haver um seguro de dano, que vai além do seguro ambiental.” O parlamentar adiantou também que o Código da Mineração passará a tratar de nova forma o tratamento dos rejeitos de minério de ferro. A intenção é tentar implementar o beneficiamento a seco. Os rejeitos, então, passariam a ser empilhados, acabando com o uso de barragens.
O termo de R$ 1 bilhão assinado nesta segunda pela Samarco com MPE e MPF estabelece que os recursos vão para um fundo e metade será depositada em até 10 dias. A mineradora deverá apresentar laudos mensais mostrando que o dinheiro está sendo usado “em medidas de prevenção, contenção, mitigação, reparação e compensação dos danos ambientais ou socioambientais”. A expressão “Termo de Compromisso Preliminar” foi usada porque a empresa poderá ser obrigada a novos gastos ao fim do inquérito aberto pelo MPE. Segundo o promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto, os danos ambientais devem ser “integralmente reparados”.
Lama de barragem polui cursos d'água e ameaça subsistência: Guiando um barco com motor de popa, o pescador Eli da Silva Soares, o Paco, de 38 anos, percorre com cautela parte da região afetada e tem olhos aguçados para apontar de longe peixes que agora flutuam mortos na superfície do rio© Fornecido por Estadão Guiando um barco com motor de popa, o pescador Eli da Silva Soares, o Paco, de 38 anos, percorre com cautela parte da região afetada e tem olhos aguçados para apontar de longe peixes que agora flutuam mortos na…

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Mais um corpo é resgatado em Mariana

Prefeitura da cidade reiterou que a classificação de "vítima do rompimento das barragens" da Samarco só é reconhecida após a identificação

BRASIL VÍTIMAS



Mais um corpo foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros na cidade de Mariana, em Minas Gerais, na manhã do domingo, 15. Assim, passa para quatro o número de corpos que aguardam identificação. A prefeitura reiterou que a classificação de "vítima do rompimento das barragens" da Samarco só é reconhecida após a identificação.

O quarto corpo foi resgatado no distrito de Águas Claras, em Mariana. O número de desaparecidos continua em 15, sendo nove funcionários da Samarco e seis moradores.
Já o número de mortes relacionadas ao rompimento das barragens Fundão e Santarém é de sete.
Em Bento Rodrigues, as equipes de bombeiros acompanham o trabalho das máquinas na retirada de entulhos e detritos. Os militares também continuam o trabalho de resgate de animais. Nas regiões de Ponte do Gama e Barra Longa, continuam as atividades de busca e varredura ao longo do Rio Gualaxo.
Cinco cães farejadores auxiliam nos trabalhos. Em Rio Doce, as ações se estenderão até a Represa de Candonga.
Desde sábado, 14, a Samarco divulga um boletim diário no site da empresa com informações sobre a situação das barragens da mineradora, incluindo a barragem Germano. Com informações do Estadão Conteúdo. 
FONTE: Notícias ao Minuto

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Moradores se queixam de falta de alarme por parte mineradora

Presidente da Samarco afirma ter avisado a prefeitura de Mariana, a defesa civil e ainda ligou para alguns dos moradores

Agência Brasil
BRASIL EM MINAS

O diretor-presidente da Samarco, mineradora responsável pelas barragens que se romperam em Mariana (MG), disse que a empresa cumpriu com todas as regras do programa de emergência aprovado pela prefeitura da cidade ao constatar a ruptura das barreiras: avisou a prefeitura, a defesa civil e, segundo ele, telefonou para alguns dos moradores para avisar da iminência da tragédia.

A falta de um alarme sonoro que pudesse antecipar o aviso à população foi uma queixa constante entre as famílias que ficaram desabrigadas. "Não temos esse aviso. A lei de segurança das barragens é a 12.334 de 2010 e nós a cumprimos integralmente", disse o coordenador de projetos da empresa, engenheiro Germano Silva Lopes.

Entidades arrecadam doações para Mariana; água é prioridade

Prefeitura de Mariana informou que preferência é por materiais de uso pessoal como escovas de dente, toalhas de banho, copos, talheres e pratos descartáveis


BRASIL SOLIDARIEDADE


Entidades pelo País estão arrecadando doações para as pessoas que ficaram desabrigadas após o rompimento de barragem na cidade de Mariana, em Minas Gerais, na quinta-feira, 5. Água e itens de higiene são a prioridade.

A Prefeitura de Mariana informou que preferência é por materiais de uso pessoal como escovas de dente, toalhas de banho, copos, talheres e pratos descartáveis. Também é importante a doação de água potável. A administração municipal não está recebendo colchões, cobertores e roupas porque muitos desses itens já foram doados.
Os interessados podem deixar os objetos no Centro de Convenções Alphonsus Guimaraens, na Avenida Getúlio Vargas, s/n°, no centro de Mariana.
A Prefeitura também dispôs uma conta bancária para receber doações de fora do município: Banco do Brasil, CNPJ: 18.295.303/001-44, Agência: 2279-9, Conta Corrente: 10.000-5.
A filial em Minas Gerais da Cruz Vermelha pede à população água mineral. "No momento não é necessária a doação de outros itens", informou a entidade. As garrafas e galões de água podem ser entregues na sede da Cruz Vermelha em Belo Horizonte (Alameda Ezequiel Dias, 427). Os donativos serão organizados pelos voluntários e encaminhados à Defesa Civil de Mariana. Mais informações pelos telefones: (31) 3239-4211 e (31) 3239-4223.
A Legião da Boa Vontade (LBV) em São Paulo e em Belo Horizonte está mobilizando a população para angariar doações. Em parceria com a Defesa Civil, a entidade abriu dois postos de arrecadação de: roupas limpas e em condições de uso para crianças e adultos; peças íntimas novas; pijamas; chinelos; toalhas de banho; lençóis; travesseiros; creme dental; escova de dentes; shampoo; sabonete; absorvente; e fraldas. Os donativos podem ser entregues nos endereços:
São Paulo: Avenida Rudge, 908, Bom Retiro. Telefone: (11) 3225-4500 e Belo Horizonte: Avenida Cristiano Machado, 10.765, Planalto. Telefone: (31) 3490-8101. Com informações do Estadão Conteúdo. 
FONTE: Notícias ao Minuto

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