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quarta-feira, 6 de outubro de 2021

8 dicas para identificar notícias falsas na internet

POR CANAL DO ENSINO - Olá, leitor(a)!

No mundo globalizado e hiperconectado, graças à internet, a velocidade com que as informações chegam para os(as) usuários(as) facilitou o consumo de material noticioso em qualquer lugar e a qualquer hora. Em contrapartida, isso contribuiu para a alta disseminação de notícias falsas, as famosas fake news.

Antes mesmo da pandemia de Covid-19, nós já presenciamos esse fenômeno no mundo digital, que exerceu grande impacto durante as eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016. Dois anos depois, em 2018, também vimos isso acontecer durante a corrida eleitoral para presidência no Brasil.

Fake news e seus perigos

As notícias falsas, ou fake newssão informações inverídicas que circulam na internet e nas redes sociais como notícias verdadeiras. Elas são produzidas a fim de influenciar a opinião pública, para que se acredite em determinada linha de pensamento, e/ou prejudicar uma pessoa ou grupo.

Independentemente do meio no qual elas circulam, as notícias falsas possuem alto potencial viral, ou seja, podem se espalhar rapidamente e, com isso, enganar muitas pessoas. Dessa forma, elas geram uma população desinformada, o que pode ser um perigo para a sociedade.

Em 2014, por exemplo, uma mulher foi morta no Guarujá devido a um boato que circulou nas redes sociais de que ela teria sequestrado crianças para realizar rituais de “magia negra”. Outros exemplos são as diversas notícias falsas acerca da vacinação contra a Covid-19, que circulam atualmente e favorecem os grupos antivacina, dificultando o processo de imunização da população.

Dicas para identificar notícias falsas

Saber qual notícia é verdadeira e qual é falsa pode parecer complicado, mas nós separamos 8 dicas para ajudá-lo(a) a identificar uma notícia falsa e evitar que ela se espalhe para mais pessoas. Vamos conferir.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

TSE rebate notícias falsas sobre urna de 2018 que voltaram a circular

POR AGÊNCIA BRASIL - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou na noite de ontem (18) uma nota de esclarecimento para rebater duas notícias falsas sobre a urna eletrônica que já haviam sido desmentidas em 2018 e voltaram a circular nos últimos dias em aplicativos de mensagem e redes sociais, a menos de um mês do primeiro turno das eleições municipais deste ano, marcado para 15 de novembro.

Uma das mensagens, que circula em vídeo, diz que o TSE recusou consultoria do Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA) e do Instituto Militar de Engenharia (IME) para o desenvolvimento de uma urna eletrônica capaz de imprimir o voto. As três instituições negam, desde 2018, a existência de qualquer proposta de assessoria nesse sentido. Os posicionamentos oficiais podem ser encontrados aqui

Outra notícia falsa, que desta vez circula no Facebook, diz respeito a um edital publicado em 2017 para a compra de impressoras para as urnas eletrônicas. Com base no depoimento de um professor de Ciência da Computação da Universidade de Brasília (UNB), a fake news afirma que uma empresa fundada por dois venezuelanos teria tido acesso ao código das urnas após vencer o certame, abrindo a porta para fraudes futuras.

O edital para a compra de impressoras não foi adiante, pois a impressão do voto acabou suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o TSE, uma empresa fundada pelos venezuelanos de fato havia vencido a licitação, mas acabou desclassificada posteriormente por apresentar equipamento incompatível com as exigências técnicas. “Além disso, em nenhum momento, a referida empresa teve acesso a quaisquer códigos da urna”, alega o tribunal.

A identificação das notícias falsas que votaram a circular foi feita por uma coalização firmada entre a Justiça Eleitoral e nove agências de checagem compostas por jornalistas profissionais.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2020-10/TSE-rebate-noticias-falsas-sobre-urna-de-2018-que-voltaram-a-circular

domingo, 27 de outubro de 2019

OEA propõe medidas para combate a notícias falsas em eleições

OEA propõe medidas para combate a notícias falsas em eleições
MARCELLO CASAL JR
A Relatoria para a Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou um guia com recomendações sobre como lidar com a desinformação em contextos eleitorais. O intuito é fornecer subsídios às autoridades dos Estados-membro da organização para lidar com o problema e evitar que esses conteúdos interfiram nos pleitos dessas nações.

A desinformação é definida no documento como a “disseminação massiva de informação falsa com o objetivo de enganar o público com o conhecimento de seu caráter falso”. De acordo com especialistas, esse tipo de ação é potencializada em cenários de intensa polarização política, com os conteúdos falsos servindo de reforço de posições políticas, reproduzindo o que pesquisadores chamam de “câmaras de eco”. Outro fator que estimula a difusão dessas mensagens é o modelo de negócio das plataformas digitais ancorado na publicidade online, baseado na segmentação a partir da coleta e do tratamento de dados.

A desinformação, segue o guia, não é um fenômeno espontâneo, mas possui agentes por trás. “Pesquisas mostram que esses atores são diversos, de Estados buscando influenciar eleições em outras nações a grupos privados com motivações econômicas (contratados para fazer campanhas de desinformação) ou políticas (que promovem essas campanhas para influenciar eleições)”, observam os autores.

O enfrentamento do problema, defende o documento da OEA, deve equilibrar a proteção do debate público com a garantia das liberdades fundamentais, como aquela relacionada à expressão dos indivíduos e coletividades. Para a organização, o combate às fake news deve envolver as plataformas por onde esse material circula, como Facebook, Whatsapp, Twitter, Google e outras. O documento acrescenta ainda que os atores políticos que atuam nas plataformas (como partidos, candidatos e grupos políticos de apoio) também devem ser instados a atuar de maneira ética, trabalhar com informação verdadeira e não violar a proteção de dados dos eleitores.

O guia defende que os Estados não criem em suas legislações tipos penais para criminalizar a divulgação de notícias falsas. “Introduzir tipos criminais, dada a sua natureza de fenômeno vago ou ambíguo, poderia levar a região de volta à lógica de criminalizar expressões sobre autoridades ou pessoas envolvidas em questões de interesse público, além de estabelecer uma ferramenta com um efeito de reduzir a disseminação de ideias, críticas e informação por medo de ser sujeito a um processo criminal”.
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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Câmara lança ferramenta para checagem de notícias falsas

Projeto vai receber demandas de cidadãos e parlamentares
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Câmara dos Deputados lançou hoje (25) uma ferramenta para checagem de notícias falsas. O projeto, batizado de Comprove, vai receber demandas de cidadãos e parlamentares, apurar e apresentar uma versão sobre fatos relacionados à Casa e seus integrantes. O recurso foi apresentado no seminário Fake News, Redes Sociais e Democracia, realizado em parceria com os institutos E se fosse você? e Palavra Aberta.

Por meio de um número de WhatsApp, cidadãos poderão encaminhar dúvidas ou conteúdos para verificar a veracidade das informações. A equipe que abastece a ferramenta ficará encarregada de conferir a autenticidade e responder a demanda, classificando o material como fato, falso ou impreciso.

A iniciativa define fake news como informações com características noticiosas que não correspondem à realidade, amplamente compartilhadas por meios de comunicação com o objetivo de atrair a atenção das pessoas, na medida em que provocam reações inflamadas e irrefletidas – em geral, contra uma pessoa, uma instituição, um fato ou uma ideia.

Para a ferramenta, foi criada uma página própria dentro do portal da Câmara dos Deputados. Nela, serão disponibilizadas as checagens, que poderão ser replicadas por quem desejar. O serviço também apresenta dicas e orientações sobre como evitar, não acreditar ou reproduzir esse tipo de conteúdo.
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Facebook anuncia mudanças de regras para identificar as “notícias falsas”

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O Facebook anunciou mudanças nas regras para as páginas dentro da plataforma. A principal delas é a identificação de publicações consideradas “notícias falsas” e que, em razão disso, têm a distribuição reduzida. Os administradores das páginas poderão ver quais mensagens foram enquadradas nesta categoria. Também terão acesso a outros conteúdos retirados por violarem as normas internas da companhia (os Parâmetros da Comunidade).

Os administradores de páginas passarão a ter acesso a uma “aba” denominada “Qualidade da Página”. Nela, ficarão listados os posts avaliados como “falsos”, “mistos” ou com “título falso”, conforme categorias definidas pela empresa. A classificação é feita por agências de checagem de fatos parceiras (conheça as regras de análise aqui). Até agora, quando uma publicação era marcada desta maneira não havia qualquer sinalização nem ao autor nem aos administradores de páginas. O autor, contudo, seguirá sem ser notificado.

A redução de alcance de conteúdos considerados “notícias falsas” vem sendo adotada pela rede social, sem remover os posts mas criando obstáculos a sua difusão. “Esperamos que isso forneça às pessoas as informações necessárias para policiar comportamentos inadequados de administradores de uma mesma página, entender melhor nossos Padrões da Comunidade e, em alguns casos, nos informar quando acreditarem que tomamos uma decisão incorreta sobre um determinado conteúdo”, afirmou a empresa em comunicado oficial. No Brasil, o Facebook estabeleceu parceria com entidades de checagem de fatos, como a Agência Lupa, aos Fatos e France Press para verificar circulação de notícias falsas durante as eleições de 2018.

Conteúdos removidos
Além das publicações classificadas como “notícias falsas”, os administradores de páginas poderão ver também os conteúdos removidos por não respeitarem as normas internas, os chamados Parâmetros da Comunidade. Entram aí mensagens enquadradas como “discurso de ódio”, “violência”, “conteúdo explícito”, “assédio”, “bullying”, “produtos controlados”, “nudez adulta”, “atividades sexuais” e “apoio ou glorificação de indivíduos não permitidos no Facebook”.

Os posts apontados dentro dessas categorias já eram retirados, mas sem explicação. Com isso, o administrador poderá ver as publicações banidas. Segundo o anúncio do Facebook, o administrador passa também a poder contestar uma remoção. Alguns tipos de derrubada não serão informados nesse processo, como “spam”, “posts caça-cliques” ou “violações de propriedade intelectual”.

Reincidência
Outra medida anunciada foi a fiscalização mais rígida de autores de páginas removidas. A plataforma já impedia a criação de um espaço deste tipo semelhante a um derrubado por violar as normas internas. Mas, segundo a companhia, foram identificadas “pessoas trabalhando para contornar nossa política, usando páginas existentes que elas já gerenciavam para o mesmo propósito que a página removida por violar nossas políticas”.

Em resposta a isso, o Facebook poderá retirar outras páginas de autores de páginas removidas mesmo que aquelas não tenham incorrido em alguma violação. Para fazer isso, explicou a plataforma, será avaliado “um amplo conjunto de sinais”, como os administradores ou se o nome é similar.

Medida “tímida”
Na avaliação do mestre em direito e pesquisador do Instituto Beta Paulo Rená, as medidas anunciadas sinalizam para maior transparência na remoção de conteúdos, mas ainda são “tímidas” e podem “não fazer muita diferença”.
Não me parece haver nenhum indicativo de mais permeabilidade do Facebook para ouvir a comunidade. Isso pode manter a situação de inércia perante falsos positivos, quando conteúdos legítimos são removidos sem que haja real possibilidade de reação pelas pessoas interessadas; ou quando conteúdos ofensivos, especialmente relacionados a discurso de ódio, são mantidos online a despeito de protestos na própria rede.
Já a advogada e integrante do Comitê Gestor da Internet no Brasil Flávia Lefévre argumenta que a despeito das novas regras, permanece o problema dos Parâmetros da Comunidade serem pouco transparentes. Ela cita casos, como situações que ela própria viveu, em que usuários têm conteúdos removidos e mesmo após questionamento o Facebook não explica a razão da remoção ou reverte a situação.

“A remoção de conteúdos acontece com base em critérios dos tais Padrões da Comunidade, que não são claros. Essa prática se configura como arbitrariedade com alto risco para a liberdade de expressão. Essa prática deveria estar ancorada em critérios claros e relacionados às leis brasileiras e em concordância com a jurisprudência”, defende a advogada.
AGÊNCIA BRASIL

sexta-feira, 30 de março de 2018

Justiça dá 24 horas para Facebook apagar notícias falsas sobre Marielle Franco

(Foto: Reprodução/NINJA)
O juíz Jorge Jansen Counago Novelle, da 15ª vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), deu ontem um prazo de 24 horas para que o Facebook exclua posts caluniosos sobre a vereadora Marielle Franco, assassinada no último dia 14.De acordo com o Estado de São Paulo, a ação foi movida pela viúva de Marielle, Mônica Benício, e a irmã da vereadora, Anielle Silva. 
As postagens às quais se referia o processo, segundo o G1, informavam falsamente que a vereadora se elegera com a ajuda do Comando Vermelha (quando na verdade 40% dos votos dela vieram da Zona Sul e da Barra da Tijuca). Diziam, também falsamente, que ela teria engravidado aos 16 anos. Os dados, embora falsos, foram compartilhado por pessoas como o deputado federal Alberto fraga (DEM) e a desembargadora Marilia Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 
"Não há de se tolerar, que a morte de Marielle, Mártir da História Contemporânea do Brasil, se repita, dia-a-dia, como vem ocorrendo, com a conivência por omissão, especificamente do Réu [o Facebook], que se traveste numa rede social e vem permitindo a propagação de crimes como calúnia contra os mortos, ódio, preconceito de raça e gênero e abusos, contra alguém que já não tem como se defender, contra seus parentes, irmã e sua companheira, contra familiares e contra a Sociedade", disse Novelle em sua decisão. 
Segundo a Agência Brasil, o juiz também determinou que o Facebook informe os perfis e pessoas responsáveis pelas publicações, mesmo que eles já tenham apagado as mensagens. Essa informação foi solicitada pela viúva e pela irmã de Marielle para que possam, futuramente, entrar com ações de reparação civil e criminal contra os autores. 
Finalmente, a decisão do TJ-RJ obriga o Facebook a informar se a página Movimento Brasil Livre (MBL) e os perfis de Luciano Henrique Ayan e Luciano Ayan patrocinaram publicações caluniosas contra a vereadora. Eles são apontados pelas demandantes como precursoras de uma campanha caluniosa e difamatória contra a vereadora. Elas também querem saber se o Facebook lucrou com as calúnias, já que o patrocínio de tais postagens exige pagamento. 
De acordo com o Extra, o Facebook informou que respeita a justiça brasileira e vai remover os conteúdos das URLs especificadas nos autos. Com relação aos outros pedidos do processo, a rede social ainda não se manifestou. 

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