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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Troca de cadeiras: quem é Raquel Dodge?

CORREIO traça perfil da nova procuradora-geral que assume lugar de Janot
POR CORREIO 24 HORAS
Escolhida pelo presidente Michel Temer,
 Raquel Dodge deve ficar por dois anos no cargo
(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
Com a saída de Janot, Raquel Dodge assume a Procuradoria-Geral da República. Aos 56 anos, a escolhida pelo presidente Michel Temer foi a segunda mais votada na lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), deve ficar por, pelo menos, dois anos no cargo.
Goiana de Morrinhos, a primeira mulher a comandar o Ministério Público Federal chega ao cargo promovendo mudanças em praticamente toda a equipe que comanda as ações da Lava-Jato. Segundo informações do Ministério Público Federal, a equipe será coordenada pelo procurador José Alfredo de Paula Silva, que atuou no mensalão e na Zelotes. A equipe também será composta por Luana Vargas, José Ricardo Teixeira e Hebert Mesquista. Este último procurador assina a mais nova denúncia contra Lula na Zelotes, na qual ex-presidente foi acusado de cobrar propina para editar uma Medida Provisória que teria beneficiado montadoras.

sábado, 9 de setembro de 2017

Janot pede prisão de Joesley, Ricardo Saud e ex-procurador

Janot abriu um procedimento de revisão do acordo de delação dos empresários
POR CORREIO 24 HORAS
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou nesta sexta-feira (8) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de prisão do empresário Joesley Batista, do diretor do grupo J&F, Ricardo Saud, e do ex-procurador Marcello Miller. O pedido ainda precisa ser analisado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, segundo o Estado de S.Paulo.

Em conversa entregue pela própria defesa da JBS, Saud e Joesley conversam sobre a suposta interferência de Miller para ajudar nas tratativas de delação premiada. O ex-procurador ainda fazia parte do Ministério Público quando começou a conversar com os executivos, no final de fevereiro. Ele foi exonerado da instituição apenas em abril.

Na segunda-feira, Janot abriu um procedimento de revisão do acordo de delação dos empresários. Ele vai pedir a revogação do benefício de imunidade penal concedido aos delatores.

A prisão preventiva já vinha sendo analisada por Janot nos últimos dias. Na quinta-feira, 7, os executivos prestaram esclarecimentos à PGR, mas não convenceram. A avaliação na instituição é de que o discurso era somente para manter a validade do acordo, mas os fatos narrados foram graves.

No caso de Miller, há auxiliares de Janot que avaliam que ele atuou junto à JBS com uso de informações privilegiadas que possui por ter integrado a equipe de Janot e pode ter incorrido no crime de obstrução de justiça e exploração de prestígio.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Janot diz que ordem de Cunha para votação do impeachment é ilegal

De acordo com Janot, a sequência de votação deve ser de acordo com a latitude das capitais dos estados

POLÍTICA REGIMENTO

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, manifestou-se hoje (14) pela ilegalidade da ordem de chamada estabelecida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para a votação do processo deimpeachment da presidenta Dilma Rousseff, prevista para o próximo domingo 

Segundo Janot, a ordem estabelecida por Cunha para chamada dos deputados, de começar pelos estados da Região Sul, está correta até o estado do Paraná. Mas a partir daí, segundo Janot, Cunha fez uma aglomeração por região regimento interno, desrespeitando o regimento interno da Câmara. De acordo com Janot, a sequência de votação deve ser de acordo com a latitude das capitais dos estados.
Mais cedo, após o anúncio da realização de “sessão relâmpago” pelo Supremo para julgar a validade do procedimento de votação, Cunha voltou atrás e mudou a ordem de chamada.
Agora, segundo o presidente da Câmara, a votação será alternada, começando por um estado do Norte: deputados de Roraima, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Amapá, Pará, Paraná, de Mato Grosso do Sul, do Amazonas, de Rondônia, Goiás, do Distrito Federal, Acre, Tocantins, de Mato Grosso, São Paulo, do Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, de Minas Gerais, da Paraíba, de Pernambuco, da Bahia, de Sergipe e Alagoas.
Regimento
A ordem de votação é tratada no Artigo 187 do regimento interno da Câmara. O texto diz: “Quando o sistema eletrônico não estiver em condições de funcionamento, e nas hipóteses de que tratam os Artigos 217, IV, e 218, § 8º, a votação nominal será feita pela chamada dos deputados, alternadamente, do Norte para o Sul e vice-versa”.
Os artigos 217 e 218 tratam da autorização para abertura de processo contra o presidente da República e ministros de Estado por crime comum e crime de responsabilidade, respectivamente. Com informações da Agência Brasil.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Ao STF, Janot diz que Collor recebeu R$ 26 milhões de propina

INVESTIGAÇÃO

Ao STF, Janot diz que Collor recebeu R$ 26 milhões de propina

A declaração foi dada pelo procurador-geral da República para que o Supremo Tribunal Federal não devolvesse os carros do senador

por Estadão Conteúdo
Collor

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