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quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Quadrilha liderada por Crivella usou crise como oportunidade para cobrar propina de empresas que deveriam receber da Prefeitura, diz MP

Empresas de serviços não essenciais que pagavam propina eram privilegiadas na hora de receber os pagamentos atrasados do município, de acordo com a investigação.

Por Gabriel Barreira, G1 Rio - Em 2018, a Prefeitura do Rio passou a ter dificuldades para pagar todos os fornecedores e tinha que escolher quais empresas seriam pagas. Segundo o Ministério Público, a crise foi vista como uma oportunidade: empresários de serviços não essenciais que pagavam propina seriam privilegiados na hora do pagamento, em detrimento de outras firmas.

A revelação foi feita em entrevista coletiva nesta terça-feira (22), pouco após a prisão de Crivella, pelo promotor do Ministério Público Carlos Eugênio Greco.

"A partir de 2017, especialmente em 2018, a Prefeitura do Rio enfrentou uma crise muito aguda, que foi lida como 'oportunidade' de receber valores espúrios. A partir do momento em que tinha, supondo, R$ 100 milhoes pra pagar e só R$ 70 milhões no caixa criava-se a necessidade de escolher quem pagar. Empresários que faziam serviços não essenciais recebiam os pagamentos mesmo nos momentos de crise e isso acontecia justamente por conta do pagamento de propina", conclui.

O esquema movimentou pelo menos R$ 50 milhões, apesar da "situação de penúria" da administração municipal, nas palavras do subprocurador-geral Ricardo Ribeiro Martins.

Ele afirmou ainda que há indícios de que a "organização criminosa não se esgotaria" ao fim do mandato e, por isso, houve o pedido de prisão.

"Apesar de toda a situação de penúria (da Prefeitura), que não tem dinheiro nem para o pagamento do décimo terceiro, muitos pagamentos eram feitos em razão por conta da propina", disse ele.

Após ter sido detido na manhã desta terça, Crivella negou as acusações e disse ser vítima de "perseguição política". Após a prisão, a Justiça determinou o afastamento do prefeito das funções públicas.

“A prisão se revela espalhafatosa e desnecessária. A defesa confia na pronta reparação desta violência jurídica”, disse Joao Francisco Neto, advogado de Rafael Alves.

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FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/12/23/quadrilha-liderada-por-crivella-usou-crise-como-oportunidade-para-cobrar-propina-de-empresas-que-deveriam-receber-da-prefeitura-diz-mp.ghtml

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

PF investiga pagamento de propina em troca de decisões da Aneel

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A Polícia Federal (PF) investiga o possível recebimento de propina por um ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em troca de decisões favoráveis a empresas de energia, quando ele atuava na agência reguladora. Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Brasília. A Operação Elétron conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

A investigação começou em 2016 a partir de suspeitas da CGU de irregularidade em decisões tomadas por diretores da Aneel, entre 2010 e 2013, contrariando pareceres técnicos da própria agência, em benefício de empresas do ramo de energia. De acordo com a PF, o prejuízo aos cofres públicos, a partir dessas decisões, ultrapassou R$ 12 milhões.

Além dos relatórios controvertidos, a investigação apontou que, sete meses depois de deixar a Aneel, o ex-diretor da agência foi nomeado diretor de treze empresas de energia e abriu uma empresa de consultoria na área. A partir daí, ele e sua nova firma passaram a receber em suas contas bancárias diversas transferências e depósitos de empresas do setor elétrico, que teriam sido beneficiadas por decisões da Aneel.

Ainda de acordo com a investigação, entre 2014 e 2015 houve um aumento de aproximadamente 300%, em relação aos anos de 2011 a 2013, nos valores das contas vinculadas ao ex-diretor e sua empresa. Parte dos depósitos também não consta na declaração de imposto de renda dos dois anos.

Para a PF, esses indícios apontam que as transferências são uma contraprestação pelos benefícios obtidos pelas empresas após decisões tomadas pelo então diretor da Aneel.

Em nota, a Aneel informou que está à disposição das autoridades para colaborar e prestar todos os esclarecimentos necessários às investigações. “A Aneel procura sempre robustecer seus mecanismos de controle e tem um processo decisório transparente e alinhado com as melhores práticas mundiais de regulação”, diz a agência.
POR AGÊNCIA BRASIL

sexta-feira, 14 de abril de 2017

kassab e Cabral estão no topo do ranking dos que mais receberam propina

Reprodução
POR RADAR DA BAHIA NOTÍCIAS  - O ex- governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e o atual ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD-SP) estão no topo do ranking de propina repassada a políticos pela Odebrecht.

As informações constam na planilha apresentada em delação premiada e que traz o nome de 182 políticos. Sérgio Cabral ostenta o primeiríssimo lugar, tendo recebido R$ 62 milhões, de acordo com informações da Folha de S. Paulo. Em seguida vêm o atual ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD-SP), com R$ 21,3 milhões, e Pezão, com R$ 20,3 milhões.

O quarto, quinto e sexto no ranking também são do Rio: o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PMDB), com R$ 16,1 milhões, o deputado federal Júlio Lopes (PP), com R$ 15,6 milhões, e o ex-governador Anthony Garotinho (PR), com R$ 13 milhões.

O atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aparece com R$ 9,6 milhões, o ministro Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, com R$ 7,2 milhões, e os atuais senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG), com R$ 5,5 milhões, Lindbergh Farias (PT-RJ), com R$ 5,4 milhões, e Aécio Neves (PSDB-MG), com R$ 5,3 milhões.

Um total de R$ 247 milhões foram pagos, segundo a construtora, por meio de caixa 2, nas eleições de 2008, 2010, 2012 e 2014. O políticos negam irregularidades ou não comentam o assunto.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

MPF: Mulher de Cabral recebia até R$ 300 mil de propina por semana

© Ricardo Moraes / Reuters

Investigadores da força-tarefa chegaram a esta conclusão após ouvirem depoimentos da secretária de Adriana e ver fotos da portaria do prédio onde fica o escritório dela

 A advogada Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, foi presa, nesta terça (6), por receber uma mala de dinheiro semanalmente em seu escritório, no Rio de Janeiro. O dinheiro seria de propinas pagas a Sérgio Cabral. De acordo com o G1, os valores variavam entre R$ 200 mil e R$ 300 mil.


Os investigadores da força-tarefa chegaram a esta conclusão após ouvirem depoimentos da secretária de Adriana e ver fotos da portaria do prédio onde está localizado o escritório.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Ao STF, Janot diz que Collor recebeu R$ 26 milhões de propina

INVESTIGAÇÃO

Ao STF, Janot diz que Collor recebeu R$ 26 milhões de propina

A declaração foi dada pelo procurador-geral da República para que o Supremo Tribunal Federal não devolvesse os carros do senador

por Estadão Conteúdo
Collor

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