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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Cunha contrata advogado 'especialista' em delações para defesa

© REUTERS/Rodolfo Buhrer
Apesar disso, Délio Lins e Silva Júnior negou que ex-deputado utilizará recurso
Preso desde outubro de 2016 em Curitiba, Eduardo Cunha é réu em três processos e, para reforçar sua defesa nos tribunais, contratou o advogado Délio Lins e Silva Júnior.

Mesmo sendo especialista em negociar delações premiadas, o jurista afirmou à coluna Expresso que passa a integrar a equipe de Cunha apenas para defendê-lo:
“Entrei como defesa. Não existe delação”, disse.
O ex-presidente da Câmara nega todas as acusações contra si. Ele acusado de, entre outros crimes, receber cerca de cinco milhões de reais em propina.
POR NOTÍCIAS AO MINUTO

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Temer diz que “jamais solicitou pagamentos para obter silêncio de Cunha”

A Presidência da República divulgou nota na noite desta quarta-feira (17) na qual informa que o presidente Michel Temer “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha”, que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato.
A nota diz que o presidente “não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.”
De acordo com a Presidência, o encontro com o dono do grupo JBS, Joesley Batista, foi no começo de março, no Palácio do Jaburu. “Não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República”.
O comunicado diz ainda que Temer “defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos e que venham a ser comprovados.”
No início da noite, o jornal O Globo publicou reportagem, segundo a qual, em encontro gravado, em aúdio, pelo empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que esses ficassem em silêncio. Batista, conforme a reportagem, firmou delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e entregou gravações sobre as denúncias. Segundo o jornal, ainda não há cionfirmação de que a delaçãodo empresário tenha sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Temer estave reunido hoje com governadores da Região Nordeste. O encontro terminou às 19h50. O presidente, então, iniciou uma reunião com os ministros Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo; Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, após a divulgação da reportagem. Também estiveram presentes assessores da Secretaria de Comunicação da Presidência. A nota do Planalto foi enviada à imprensa cerca de uma hora e meia após o início da reunião no terceiro andar do Planalto, onde fica o gabinete de Temer.
Por volta das 21h, cerca de 50 manifestantes se reuniram em frente ao Palácio do Planalto com buzinas para protestar contra o presidente. A Polícia Militar reforçou a segurança no local.
Congresso
As sessões da Câmara dos Deputados e do Senado foram suspensas depois da divulgação da reportagem.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão que analisava medidas provisórias (MPs) que trancam a pauta da Casa, sem concluir a votação da MP 755/16, que trata dos repasses de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) a estados e municípios. Maia disse que “não havia mais clima para a continuidade dos trabalhos”. Ele saiu apressadamente, falando ao telefone, e admitiu que as denúncias são graves.
Após a divulgação da reportagem, o líder do PSOL, Glauber Braga (RJ), foi à tribuna. “Acaba de sair uma revelação, a notícia de uma gravação onde [o presidente] Michel Temer dá orientações para manter Eduardo Cunha calado na unidade prisional em que se encontra”, disse Braga, e deputados da oposição passaram a gritar palavras de ordem pedindo a saída de Temer.
O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) informou que protocolou um pedido de impeachmentde Temer. “As denúncias mostram um comportamento incompatível com a função de presidente, com o decoro do cargo. […] Não há outra saída para o presidente [da Câmara] Rodrigo Maia a não ser receber esse pedido.”
Depois o deputado JHC (PSB-AL) protocolou um segundo pedido de impeachment contra o presidente. No documento, o deputado diz que a denúncia contra Temer revela “sua total ausência de condições mínimas para liderar o país rumo à saída da maior crise econômica de sua história”.
Os deputados disseram que vão obstruir as votações enquanto o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), não colocar para deliberação do colegiado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do deputado Miro Teixeira (REDE-RJ), que prevê eleições diretas para a Presidência da República, caso o presidente Michel Temer seja cassado ou renuncie ao mandato.
Segundo o líder da minoria, José Guimarães (PT-CE), os partidos de oposição vão trabalhar em três direções: a renúncia, “que deixaria o país mais tranquilo, com a convocação de novas eleições”, o impeachment e a realização de novas eleições.
De acordo com a reportagem, outra gravação da delação de Batista diz que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), teria pedido R$ 2 milhões ao empresário. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio. A entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).
O líder do DEM, Efraim Filho (PB), disse que as denúncias são graves e que precisam ser analisadas de forma serena. “É preciso buscar, de forma rápida, respostas para a sociedade brasileira”, disse. “A investigação dos fatos irá dizer se houve qualquer infração à Constituição. Em se configurando qualquer infração à Constituição, o rito tem que ser seguido como foi com a presidente Dilma, de impedimento.”
Outro lado
Em nota, a assessoria de Aécio Neves disse que o senador “está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários”.
O senador Zezé Perrella publicou uma mensagem em seu Twitter por volta das 22h50 de hoje em que diz que nunca conversou com Wesley Batista, não conhece ninguém do grupo Friboi (uma das marcas da JBS) e que nunca recebeu, “oficial ou extraoficial”, nenhuma doação da empresa. “Estou absolutamente tranquilo”, disse o senador, que acrescentou que espera que todos os citados na matéria de O Globo tenham a oportunidade de esclarecer sua participação. “O sigilo das minhas empresas citadas, dos meus filhos estão absolutamente à disposição da Justiça, onde ficará comprovado que eu não tenho nada a ver com essa história”, disse Perrella.
A assessoria do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) informou que o deputado está em Nova York, onde proferiu palestra sobre a política brasileira a um grupo de investidores internacionais. Rocha Loures tem retorno programado para amanhã. Em seu retorno, o deputado deverá se inteirar e esclarecer os fatos divulgados. De acordo com o jornal O Globo, o deputado foi indicado por Temer como interlocutor para solucionar um problema da JBS. Posteriormente, Rocha Loures teria sido filmado recebendo R$ 500 mil.
Íntegra da nota da Presidência da República
“O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.
O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.
O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados.”
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República
FONTE

sábado, 22 de outubro de 2016

Cunha recorre ao Supremo para deixar prisão

Por Agência Brasil
André Richter – Repórter da Agência Brasil
Brasília - O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, embarca para Curitiba após ser preso pela Polícia Federal. (Wilson Dias/Agência Brasil)
Preso na quarta-feira em Brasília, o ex-deputado
foi levado  para Curitiba Arquivo/Agência Brasil

A defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de liberdade no final da tarde desta sexta-feira (21). Os advogados alegam que o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela prisão, descumpriu uma decisão da Corte. Cunha está preso desde quarta-feira (19) na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Na petição, os advogados afirmam que o Supremo já decidiu que Cunha não poderia ser preso pelos fatos investigados contra ele na Operação Lava Jato, ao entender que o ex-deputado deveria ser afastado da presidência da Câmara, em maio. Para a defesa, os ministros decidiram substituir a prisão pelo afastamento.

A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África. O processo foi aberto pelo Supremo, mas, após a cassação do mandato do parlamentar, a ação foi enviada para o juiz Sérgio Moro porque Cunha perdeu o foro privilegiado.

Entre os argumentos usados para justificar o pedido de prisão de Cunha, a força-tarefa de procuradores da Lava Jato afirmou que a liberdade do ex-deputado representava risco para as investigações.

Segundo a força-tarefa do Ministério Público Federal, "há evidências" de que existem contas pertencentes a Cunha no exterior que ainda não foram identificadas, fato que, segundo os procuradores, coloca em risco as investigações. Além disso, os procuradores ressaltaram que Cunha tem dupla nacionalidade (brasileira e italiana) e poderia fugir do país.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Com 33 deputados, bancada de PSB na Câmara fecha a favor da cassação de Cunha



Com uma bancada de 33 parlamentares, o PSB fechou questão a favor da cassação do ex-presidente da Câmara e deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A decisão foi tomada em reunião da bancada na noite de segunda-feira, 8. “A bancada do PSB na Câmara dos Deputados, em reunião realizada na noite desta segunda-feira, fechou questão e votará, por unanimidade pela cassação de Eduardo Cunha”, diz nota oficial divulgada pela bancada nesta terça-feira, 9.
Ontem, foi lido no plenário da Câmara o parecer pela cassação do mandato de Cunha aprovado pelo Conselho de Ética. Com a leitura, o pedido entra como prioridade na pauta de votações em até duas sessões ordinárias. A prioridade, no entanto, não obriga que seja votado. A definição da data caberá ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Sob pressão da antiga e da atual oposição na Casa, Maia prometeu ontem a líderes que vai tratar do assunto nesta quarta-feira (10).

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Cunha lamenta decisão do STF e diz confiar que ao fim do processo será absolvido


cunha

Em nota divulgada na noite desta quarta-feira, 22, o deputado e presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse respeitar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de torná-lo réu na segunda ação da Operação Lava Jato, mas ressaltou que confia que, ao fim do julgamento do mérito, será absolvido.
Por unanimidade, os 11 ministros entenderam nesta tarde que há elementos suficientes para aceitar a denúncia proposta pela Procuradoria-Geral da República de que Cunha manteve contas secretas na Suíça abastecidas com dinheiro desviado de contratos da Petrobras.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Cid Gomes se livra de pagar indenização a Cunha



CEARÁ AGORA

O ex-governador Cid Gomes não precisará pagar indenização de R$ 50 mil ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), valor determinado pela Justiça no ano passado, por danos morais devido aos ataques a Cunha no plenário da Câmara. Quando ainda era ministro da Educação, Cid Gomes disse na Tribuna que preferia ser mal-educado do que ser “acusado de achaque”.
A declaração foi vista pelo presidente daquela Casa como motivo para “manchar” sua reputação. Três desembargadores da 1ª Turma Cível  julgaram o recurso do ex-governador do Ceará e entenderam que Cid apenas reproduziu o que foi dito na imprensa e que ele fazia menção à pressão exercida pelo poder Legislativo sobre o Executivo, não se configurando, portanto, em acusação pessoal.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Janot diz que ordem de Cunha para votação do impeachment é ilegal

De acordo com Janot, a sequência de votação deve ser de acordo com a latitude das capitais dos estados

POLÍTICA REGIMENTO

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, manifestou-se hoje (14) pela ilegalidade da ordem de chamada estabelecida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para a votação do processo deimpeachment da presidenta Dilma Rousseff, prevista para o próximo domingo 

Segundo Janot, a ordem estabelecida por Cunha para chamada dos deputados, de começar pelos estados da Região Sul, está correta até o estado do Paraná. Mas a partir daí, segundo Janot, Cunha fez uma aglomeração por região regimento interno, desrespeitando o regimento interno da Câmara. De acordo com Janot, a sequência de votação deve ser de acordo com a latitude das capitais dos estados.
Mais cedo, após o anúncio da realização de “sessão relâmpago” pelo Supremo para julgar a validade do procedimento de votação, Cunha voltou atrás e mudou a ordem de chamada.
Agora, segundo o presidente da Câmara, a votação será alternada, começando por um estado do Norte: deputados de Roraima, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Amapá, Pará, Paraná, de Mato Grosso do Sul, do Amazonas, de Rondônia, Goiás, do Distrito Federal, Acre, Tocantins, de Mato Grosso, São Paulo, do Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, de Minas Gerais, da Paraíba, de Pernambuco, da Bahia, de Sergipe e Alagoas.
Regimento
A ordem de votação é tratada no Artigo 187 do regimento interno da Câmara. O texto diz: “Quando o sistema eletrônico não estiver em condições de funcionamento, e nas hipóteses de que tratam os Artigos 217, IV, e 218, § 8º, a votação nominal será feita pela chamada dos deputados, alternadamente, do Norte para o Sul e vice-versa”.
Os artigos 217 e 218 tratam da autorização para abertura de processo contra o presidente da República e ministros de Estado por crime comum e crime de responsabilidade, respectivamente. Com informações da Agência Brasil.

terça-feira, 15 de março de 2016

Cunha reage à menção de seu nome em delação de Delcídio

"Há coisas mais graves para vocês se preocuparem", disse o presidente da Câmara


Jornal do Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fez pouco caso em relação à menção do seu nome na delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS). "Há coisas mais graves para vocês se preocuparem", afirmou antes de entrar em seu gabinete.
Delcídio afirmou que Cunha era o "menino de recados" do banqueiro André Esteves, em assuntos de interesse do Banco BTG. Nas negociações entre os dois, Cunha teria prometido facilitar o trâmite de medida provisória para incluir mecanismos para que bancos utilizem Fundos de Compensação de Variações Salariais (FCVS) para quitar dívidas com a União.
No início do mês, o STF aceitou denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que o deputado usou o cargo para pressionar pelo recebimento de propinas em contratos com a Petrobras. Cunha é o primeiro político a responder por ação penal na mais alta corte brasileira por conta da Operação Lava Jato.
Presidente da Câmara minimizou parte da delação que cita seu nome
Presidente da Câmara minimizou parte da delação que cita seu nome
FONTE: Jornal do Brasil

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Aliados de Cunha apostam em impeachment de Dilma para salvá-lo

Os aliados de Cunha querem que ele dê sinais mais claros de que vai abrir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff



POLÍTICA ESTRATÉGIA


A tropa de choque do presidente da Câmara, sentindo que o apoio da oposição se esvaiu depois de Eduardo Cunha apresentar os termos de sua defesa, prepara reação para não perder a sustentação velada que ainda mantém junto ao DEM e ao PSDB.

Os aliados de Cunha querem que ele dê sinais mais claros de que vai abrir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Segundo a coluna Painel da Folha, a expectativa do grupo é que assim poderia reverter votos de oposicionistas que hoje estão contra Cunha no Conselho de Ética.
Contudo, a esperança dos aliados do presidente da Câmara esbarra na percepção de parte da oposição de que Cunha e o Planalto fecharam um acordo para tocar os pedidos de impeachment em banho-maria.
A este respeito, na avaliação do Planalto, Cunha perde toda sua sustentação no momento seguinte à deflagração do processo.
De acordo com a Folha, a fala de Aécio Neves, de que o PSDB não apoiou Cunha para a presidência da Câmara, foi vista como uma “senha” pela oposição. Apesar da relação com o peemedebista, a sigla guardava a desculpa para quando avaliasse que sua situação não tivesse mais solução.
FONTE: Notícias ao Minuto

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Cunha ironiza Dilma: 'Não sabia que a Petrobras não era do governo'

Mais cedo, petista negou que seu governo esteja envolvido em corrupção.
Troca de farpas começou quando Dilma comentou denúncias contra Cunha.


Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília

Em nova troca de farpas, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), rebateu mais uma vez nesta terça-feira (20) a presidente Dilma Rousseff, e afirmou que “não sabia que a Petrobras não era do governo”.

Mais cedo, ao responder à outra crítica de Cunha, a presidente havia dito que seu governo não estava em envolvido em corrupção. Dilma comentava declaração do presidente da Câmara em que ele disse lamentar "que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo".


Ao ser confrontado com a resposta da presidente na tarde desta terça, Eduardo Cunha foi lacônico: “Eu não sabia que a Petrobras não era do governo”.

Mais cedo, Dilma disse que não comentaria as falas de Cunha. “Eu não vou comentar as palavras do Presidente da Câmara. O meu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção. Não é o meu governo que está sendo acusado atualmente", disse Dilma.

Os atritos públicos entre os dois começaram no domingo (18), quando Dilma, em viagem à Escandinávia, comentou as denúncias que apontam que Cunha teria se beneficiado do esquema na Petrobras e lamentou que fossem “com um brasileiro”.



FONTE: G1

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Supremo autoriza novo inquérito para investigar Cunha

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou na noite desta quinta-feira (15) a abertura de um novo inquérito para investigar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O pedido de investigação foi formulado mais cedo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
O procurador-geral quer apurar suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro em razão de quatro contas na Suíça atribuídas ao parlamentar.
A existência das contas é apontada em documentação enviada à Procuradoria Geral da República pelo Ministério Público suíço.
Teori Zavascki também autorizou a investigação da mulher do deputado, Cláudia Cordeiro Cruz, e de uma filha dele, supostas beneficiárias dessas contas.

sábado, 10 de outubro de 2015

Mulher de Cunha usou contas no exterior para pagar despesas pessoais

O documento relata que parte do dinheiro foi usado para pagar contas pessoais da mulher do presidente, Claudia Cruz, uma das beneficiárias das contas




POLÍTICA PROPINAS


O Ministério Público da Suíça enviou nesta semana ao Brasil documentos que mostram a origem do dinheiro encontrado nas contas atribuídas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. De acordo com os investigadores da Operação Lava Jato, os valores, que não foram divulgados, podem ser fruto do recebimento de propina em um contrato da Petrobras na compra de um campo de Petroleo em Benin, na África, avaliado em mais de US$ 34 milhões.

Os dados constam no relatório no qual o órgão de investigação suíço confirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que as contas encontradas em um banco daquele país estão em nome de Cunha. O documento relata que parte do dinheiro foi usado para pagar contas pessoais da mulher do presidente, Claudia Cruz, uma das beneficiárias das contas.
O relatório mostra que cartões de credito, aulas de tênis e uma escola de ensino médio na Inglaterra foram pagos com recursos oriundos das contas. Com base nos dados financeiros, a PGR avalia se vai denunciar Eduardo Cunha ao STF pela segunda vez na Operação Lava Jato. No mês passado, Cunha foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por ser acusado por um dos delatores das investigações de receber US$ 5 milhões em propinas em um contrato da Petrobras para compra de navios-sonda.
Após a divulgação do relatório, Cunha reafirmou que não vai comentar o conteúdo antes de obter acesso à investigação. Mais cedo, o presidente divulgou nota na qual declara que não tem contas no exterior.       
“O presidente [da Câmara, Eduardo Cunha] desconhece o teor dos fatos veiculados e não tecerá comentários sem ter acesso ao conteúdo real do que vem sendo divulgado. Assim que tiver ciência, por meio de seus advogados, o presidente se manifestará”, diz a nota.
FONTE: Notícias do Minuto

sábado, 29 de agosto de 2015

Cunha reafirma no Twitter ser contra a volta da CPMF

"Nesse momento de recessão, tentar resolver problemas de caixa com aumento de imposto com certeza não é a melhor solução", escreveu Cunha



POLÍTICA MENSAGEM


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usou sua conta no Twitter neste sábado (29) para reiterar ser contra o retorno da CPMF, proposta que vem sendo estudada pelo governo como saída para fechar as contas do Orçamento de 2016.

"Como já disse essa semana, sou totalmente contra a volta do CPMF", escreveu Cunha, que está em viagem oficial a Nova York para participar de evento da Organização das Nações Unidas (ONU). "Enquanto deputado, ressalto meu posicionamento totalmente contrário a essa matéria", continuou. E terminou a série de três mensagens destacando que, "nesse momento de recessão, tentar resolver problemas de caixa com aumento de imposto com certeza não é a melhor solução".
Na note de ontem (28), o presidente da Câmara disse a jornalistas em Nova York ser "totalmente contrário" à volta do tributo, classificado por ele como "perverso". "Você só vai aumentar o custo da economia, é uma contribuição perversa porque ela tributa igualmente toda a economia, afeta o custo dos serviços", afirmou. "Isso não é a solução para a economia. Se o governo tem problema de caixa porque a economia diminuiu, não é aumentando impostos que vai resolver o seu problema", argumentou. Com informações do Estadão Conteúdo.
FONTE: Notícias ao Minuto

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Governo não consegue reverter impopularidade, diz Cunha

Oposição
De acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo instituto Datafolha, a reprovação da presidente chegou a 71%
Governo não consegue reverter impopularidade, diz Cunha
Agência Brasil
POLÍTICA

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quinta, 6, que o governo Dilma Rousseff está em um nível grande de impopularidade e não consegue reverter o quadro. De acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo instituto Datafolha, a reprovação da presidente chegou a 71%, ultrapassando o pior momento do governo de Fernando Collor.

Para Cunha, o governo da petista não tem ações para reverter a queda de popularidade. "O governo vai, com isso, perdendo bastante da sua credibilidade, perdendo bastante do seu apoiamento na sociedade como um todo e reflete no Congresso", afirmou.

Na noite dessa quarta, 5, com ação contrária inclusive da base aliada, o governo sofreu mais uma derrota. O plenário da Casa aprovou em primeiro turno o texto principal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que eleva salários na Advocacia-Geral da União (AGU) e outras carreiras, gerando um impacto adicional aos cofres federais de R$ 2,45 bilhões ao ano. Com informações do Estadão Conteúdo.


FONTE:
Notícias ao Minuto

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Cunha desmente com veemência ter feito reunião para discutir impeachment

POLITICA



O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reuniu nesta quarta (05), os jornalistas para desmentir que tenha feito reunião com líderes partidários a fim de discutir manobras para dar início ao procedimento de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
"Quero desmentir com veemência que a gente tenha feito reunião para discutir impeachment", declarou. Enquanto a presidente Dilma reunia líderes em jantar no Palácio da Alvorada, na última segunda-feira (03), Cunha recebia em sua residência oficial representantes da oposição e alguns líderes da base governista.
Segundo relato de participantes do encontro, teria sido discutida uma manobra regimental para, em caso de rejeição de algum pedido de afastamento da presidente, a oposição apresentar um recurso.
Cunha negou qualquer tipo de acordo nesse sentido e atribuiu a um mal entendido. "Alguém entendeu equivocado", disse. O presidente da Câmara disse que seguirá o regimento interno e a Constituição para avaliar os pedidos de impeachment que já foram protocolados na Casa.
Ele revelou que possivelmente mandará alguns requerimentos para o arquivo e outros para análise técnica. "Todo procedimento que eu der será de acordo com a Constituição", reforçou.
Sobre a análise das contas do governo referentes ao exercício de 2014, Cunha disse que ainda tem dúvidas jurídicas sobre a viabilidade de possíveis pedidos de impeachment no caso da rejeição das contas da presidente Dilma, já que se trata de mandato anterior.
"Não posso decidir só pela minha opinião. Tenho de ter embasamento técnico", afirmou. "A minha opinião é que o mandato terminou em 31 de dezembro. Se fosse alguma coisa do mandato atual, sim. Mas é mandato passado. Vamos pegar os pareceres, análises técnicas para configurar se tem ou não tem (procedência). Minha opinião pessoal por enquanto persiste igual", completou.
FONTE:

sábado, 2 de maio de 2015

Cunha quer mudar correção do FGTS

DIREITOS TRABALHISTAS

Cunha quer mudar correção do FGTS

02.05.2015

Presidente da Câmara vai apresentar uma proposta para corrigir o fundo de acordo com a caderneta de poupança

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Em ato da Força Sindical, Eduardo Cunha disse que proposta será apresentada em conjunto com o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP)
FOTO: AGÊNCIA ESTADO
São Paulo. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou, em discurso, ontem, durante o ato da Força Sindical pelo Dia do Trabalho na zona norte de São Paulo, que apresentará um projeto para alterar a correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na próxima semana. Ele vai apresentar a proposta em conjunto com o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP).
No projeto, o FGTS passaria a ser corrigido de acordo com a caderneta de poupança: 0,5% ao mês acrescido da variação da Taxa Referencial (TR). Hoje, o fundo é corrigido em cerca de 3% ao ano.
"Vai começar a tramitar esta semana. Todos os novos depósitos feitos na conta do trabalhador, no Fundo de Garantia, vão ser corrigidos como a poupança. Vai acabar aquilo que é uma grande injustiça. O Fundo de Garantia foi criado para ser a poupança do trabalhador, para ele usar quando precisa, para quando perde o emprego, para quando se aposenta. E esse dinheiro hoje é corrigido a 3% ao ano", disse o parlamentar.

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