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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

STF já recebeu 6 ações contra fatiamento de votação do impeachment



Por Ceará Agora - Um dia após a decisão do Senado de não aplicar à ex-presidente Dilma Rousseff a pena de inabilitação para assumir cargos públicos por oito anos, seis mandados de segurança foram protocolados no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido para anular o fatiamento da votação do impeachment que beneficiou a petista. Novos recursos ainda vão chegar à Corte nesta sexta-feira, já que o PSDB anunciou que irá recorrer. A peça dos tucanos deve ser endossada pelo PPS e DEM.
As ações pedem para o Supremo considerar inconstitucional a segunda votação, que liberou Dilma para assumir cargos públicos. Das ações que chegaram ao STF, uma foi proposto pelo PSL, uma pelo senador Alvaro Dias (PV-PR), duas vieram de cidadãos comuns e duas foram protocoladas pela Associação Médica Brasileira.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Renan vota 'sim' pelo impeachment e 'não' para inabilitação; veja todos

Um total de 16 parlamentares favoráveis ao afastamento foram contra a inabilitação da ex-presidente a cargos públicos; outros três se abstiveram



Um total de 16 senadores votaram, na tarde desta quarta-feira (31), a favor do impeachment e contra a inabilitação para exercer cargos públicos da agora ex-presidente Dilma Rousseff. As informações são do G1.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi um dos parlamentares a divergir nas decisões. Ele vinha manifestando resistência em assumir um voto contra Dilma.
A primeira votação registrou 61 votos a favor do afastamento definitivo e 20 contra; em seguida, 42 parlamentares se manifestaram favoráveis à manutenção dos direitos da ex-presidente de se candidatar a cargos eletivos, contra 36 contrários e 3 abstenções.
Dos 81 senadores, 16 decidiram pela destituição, mas não pela inabilitação de exercer cargos públicos. Confira todos:

Impeachment: “Brasil vive um dia histórico”, diz Fiesp

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
Declarado apoiador do impeachment, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, considerou a aprovação do afastamento de Dilma Rousseff pelo Senado “um dia histórico” para o país, que marca “o fim de um longo e desgastante processo”.

“O processo terminou. Agora é hora de virar a página, deixar as diferenças para trás, arregaçar as mangas e, de braços dados, reconstruir o Brasil”, diz Skaf.

Por meio de nota enviada à imprensa, ele disse que o processo de impeachment acirrou o debate político no Brasil e provocou a divisão do país. “Amizades foram desfeitas. Familiares brigaram. O Brasil se dividiu”, diz a nota.

Segundo Skaf, a economia vive seus piores dias, com desemprego atingindo 12 milhões de pessoas e levando ao fechamento de “mais de 100 mil lojas e quase 10 mil fábricas”. Mas, segundo ele, a confiança do brasileiro está sendo retomada.
“A reconstrução do Brasil demandará grande esforço da sociedade. O ajuste fiscal é a mãe de todas as reformas. O governo deve controlar seus gastos, eliminar os desperdícios e combater a corrupção. O equilíbrio fiscal deve ser feito sem aumento de impostos. Os brasileiros não admitem aumento de impostos”, afirmou.

Teto para os gastos públicos

Para ele, o Congresso deve ser rápido em aprovar a proposta de emenda constitucional que institui um teto para os gastos públicos, limitando-o à inflação do ano anterior. “Não há alternativa. Se tivéssemos aprovado o teto há dez anos, a dívida pública, que hoje é de quase R$ 4 trilhões, estaria em R$ 700 bilhões, ou seja, seis vezes menor. Não gastaríamos os R$ 500 bilhões de juros por ano, e a taxa de juros poderia ser igual à do resto do mundo”, disse.

O presidente da Fiesp também cobrou urgência na reforma da Previdência, a diminuição da taxa de juros, o aumento da oferta de crédito e o destravamento das obras de infraestrutura do país, “acelerando as concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs)”.

“Nos últimos anos, o Brasil andava como um trem descarrilado. Chegou a hora de voltar aos trilhos da confiança, do desenvolvimento, da gestão eficiente, da boa governança, do crescimento e da geração de empregos e riquezas para o país. Os desafios são grandes, as medidas necessárias são complexas e os resultados serão obtidos com o tempo. O novo governo chega com um voto confiança da nação. Mas deve, com a ajuda de todos, ser firme no esforço diário pela reconstrução do nosso Brasil”, finalizou.

Edição: Kleber Sampaio

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Como será o julgamento final do impeachment de Dilma

Sessão deve começar às 9h desta quinta-feira e será comandada pelo presidente do STF. Resultado deve ser conhecido só na próxima semana.

POR ZERO HORA
Foto: Arte ZH / Arte ZH
Quase nove meses após o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitar pedido de abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff, o Senado começa nesta quinta-feira o último ato do trâmite que pode selar a cassação da presidente da República afastada. Marcada para começar às 9h, a sessão será comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski.
Entre esta quinta e sexta-feira, podendo se estender até sábado, senadores ouvirão depoimentos de oito testemunhas, duas de acusação e seis de defesa. Na segunda-feira, na condição de ré, Dilma irá ao plenário fazer a própria defesa na tentativa de evitar a perda do mandato e dos direitos políticos por oito anos. A votação deve ocorrer entre terça e quarta-feira.
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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Tiririca esteve com Lula antes de votar a favor do impeachment

"Senhor presidente, pelo meu país, meu voto é sim", declarou Tiririca durante a sessão de domingo (17)



NOTÍCIAS AO MINUTO

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou inconformado ao ver o voto do deputado Tiririca (PR-SP), favorável à abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

"Esse cara esteve comigo hoje. Como ele faz isso? Ele ia votar com a gente", debafou o petista.
"Senhor presidente, pelo meu país, meu voto é sim", declarou Tiririca durante a sessão de domingo (17).
O jornal Folha de S. Paulo destaca que Tiririca é deputado há quase seis anos e essa foi a primeira vez que o ex-humorista fez uso do microfone do plenário da Câmara.
Lula contou à presidente Dilma que havia recebido Tiririca na manhã de domingo (17), no quarto do hotel em que se hospeda em Brasília. "Ele ia votar com a gente", repetiu Lula.
A publicação refere que assessores presidenciais tentaram mapear os "traidores", não apenas entre deputados do PP, mas também PR, PMDB e outras siglas. Os únicos partidos que não traíram o governo foram PT e PC do B.
O deputado Paulo Maluf (PP-SP) foi outro que esteve no QG anti-impeachment que Lula montou em um hotel de Brasília. A Folha destaca que Maluf era contrário ao impeachment da presidente, mas mudou de ideia durante a comissão especial da Câmara.

Confira as melhores frases durante a votação do impeachment

Confira algumas das melhores pérolas que já passaram pela tribuna da Câmara dos Deputados

Reuters
BRASIL MEMES
NOTÍCIAS AO MINUTO

Os deputados que estão declarando seu voto no processo de impeachment neste domingo (17) têm alguns segundos para dizer algumas palavras antes de dizerem o fatídico "sim" ou "não".

O jornal 'Folha de S. Paulo' reuniu algumas das melhores pérolas que já passaram pela tribuna da Câmara dos Deputados. Confira!

CONTRA O IMPEACHMENT
Jean Willys (PSOL-RJ): "Em primeiro lugar estou constrangido de participar dessa farsa, dessa eleição indireta, conduzida por um ladrão. Essa farsa sexista! Em nome dos direitos da população LGBT, do povo negro e exterminado nas periferias, dos trabalhadores da cultura, dos sem teto, dos sem terra, eu voto não ao golpe! E durmam com essa, canalhas!"
Luiz Sérgio (PT-RJ): "Quero deixar registrado que nunca na minha vida eu ouvi tantas vezes usar o nome de Deus em vão, como se fosse um panfleto. Segundo, em respeito ao voto popular e em respeito à democracia, eu voto não!"
Leonardo Picciani (PMDB-RJ): "Jurei cumprir a constituição. Meu voto é não."
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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Grupo contra o impeachment ameaça parar país nesta sexta

Atos foram convocados pela Frente Brasil Popular, que reúne mais de 60 entidades dos movimentos sindical e social, além dos partidos PT, PC do B e PDT



BRASIL PROTESTOS

NOTÍCIAS AO MINUTO

Um protesto está agendado para esta sexta-feira (15) e ameaça fechar estradas em diversos estados brasileiros durante mobilização contrária impeachment ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, os atos foram convocados pela Frente Brasil Popular, que reúne mais de 60 entidades dos movimentos sindical e social, além dos partidos PT, PC do B e PDT.
A manifestação foi divulgada entre os membros da Frente na "Circular 11/2016 - Orientações para a mobilização em defesa da Democracia".
"Promover no dia 15/04 uma Jornada Nacional de Mobilização contra o Golpe, fechando estradas, fazendo paralisações e assembleias em fábricas, entre outras ações de impacto a serem definidas nos Estados", convoca o texto.
O coordenador da Central de Movimentos Populares e membro da Frente Brasil Popular, Raimundo Bonfim, não confirmou que as estradas sejam fechadas. Ainda segundo a publicação, ele diz apenas que haverá um "conjunto de ações no campo e na cidade".
"As ações desta sexta serão uma demonstração do que vai acontecer no Brasil caso o impeachment prospere", afirmou. Além disso, os protestos servirão de "esquenta" para o domingo (17), data prevista da votação do processo de impeachment na Câmara.

Janot diz que ordem de Cunha para votação do impeachment é ilegal

De acordo com Janot, a sequência de votação deve ser de acordo com a latitude das capitais dos estados

POLÍTICA REGIMENTO

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, manifestou-se hoje (14) pela ilegalidade da ordem de chamada estabelecida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para a votação do processo deimpeachment da presidenta Dilma Rousseff, prevista para o próximo domingo 

Segundo Janot, a ordem estabelecida por Cunha para chamada dos deputados, de começar pelos estados da Região Sul, está correta até o estado do Paraná. Mas a partir daí, segundo Janot, Cunha fez uma aglomeração por região regimento interno, desrespeitando o regimento interno da Câmara. De acordo com Janot, a sequência de votação deve ser de acordo com a latitude das capitais dos estados.
Mais cedo, após o anúncio da realização de “sessão relâmpago” pelo Supremo para julgar a validade do procedimento de votação, Cunha voltou atrás e mudou a ordem de chamada.
Agora, segundo o presidente da Câmara, a votação será alternada, começando por um estado do Norte: deputados de Roraima, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Amapá, Pará, Paraná, de Mato Grosso do Sul, do Amazonas, de Rondônia, Goiás, do Distrito Federal, Acre, Tocantins, de Mato Grosso, São Paulo, do Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, de Minas Gerais, da Paraíba, de Pernambuco, da Bahia, de Sergipe e Alagoas.
Regimento
A ordem de votação é tratada no Artigo 187 do regimento interno da Câmara. O texto diz: “Quando o sistema eletrônico não estiver em condições de funcionamento, e nas hipóteses de que tratam os Artigos 217, IV, e 218, § 8º, a votação nominal será feita pela chamada dos deputados, alternadamente, do Norte para o Sul e vice-versa”.
Os artigos 217 e 218 tratam da autorização para abertura de processo contra o presidente da República e ministros de Estado por crime comum e crime de responsabilidade, respectivamente. Com informações da Agência Brasil.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Governo perde os principais cargos da comissão do impeachment

Agência Brasil

O governo não conseguiu emplacar nenhum nome no comando da comissão que analisa o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Eleitos nessa última quinta (17) pelo colegiado instalado no mesmo dia, o presidente deputado Rogério Rosso (PSD-DF) e o relator do processo, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), são considerados parlamentares alinhados com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), declarado opositor ao governo, apesar de estar no partido da base aliada.
Como vice-presidentes foram eleitos os deputados Carlos Sampaio (SP), Maurício Quintella Lessa (PR-AL) e Fernando Coelho Filho (PSB-PE), também favoráveis à saída de Dilma do Palácio do Planalto. Em entrevista hoje (18), na Câmara dos Deputados, Rosso tentou minimizar tendências. Garantiu que é isento em relação ao tema, mas reconheceu que seu partido está dividido.
“É um partido que tem deputados que votam com o governo e outros que não votam contra. Minha posição é de isenção, de aguardar os fatos. Vamos trabalhar nas regras da constituição. Meu vinculo é com o povo brasileiro. Aqui os representantes são do povo brasileiro”, disse. Entre os titulares do PSD, além de Rosso, o deputado Júlio César (PI) também é aliado do presidente da Casa, enquanto Marcos Pontes (MG) se posiciona como oposição. Apenas Paulo Magalhães (BA) pode garantir um voto a favor de Dilma. Entre os suplentes, dois são contrários ao governo e dois se classificam como indefinidos ainda.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Rubinho entra na campanha pelo impeachment: “Fora Collor!”



O piloto Rubens Barrichello rompeu o silêncio e se disse a favor do impeachment. “O Brasil não aguenta mais corrupção: Fora Collor!!!”, disse ele, conclamando os brasileiros a dar a sua sambadinha em protesto.
Rubinho fez um post em suas redes sociais com seu desabafo. “Estou cansado de corrupção e da alta inflação! Chega! Fora Collor! “, diz o texto publicado. Em vez de só protestar, Rubinho também foi construtivo. Ele apontou alternativas para o país sair da crise: “Precisamos de um representante legítimo do povo no poder, por isso estou com Lula e o PT”, declarou.
do leitor Fred Nogueira
FONTE: Sensacionalista

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Se votação de impeachment fosse hoje, Dilma ficaria no poder

Votariam a favor de Dilma 258 dos 513 deputados. Esse número representa que a petista tem 87 votos a mais do que o necessário para se manter no poder

Reuters

POLÍTICA ANÁLISE


Caso a votação sobre o impeachment no plenário da Câmara acontecesse agora, Dilma continuaria a ser a presidente do Brasil. Essa é a análise de líderes dos 17 maiores partidos da Casa, ouvidos nesta quinta-feira (03) pela reportagem do jornal O Globo.


O levantamento revelou que votariam a favor de Dilma 258 dos 513 deputados. Esse número representa que a petista tem 87 votos a mais do que o necessário para se manter no poder. Porém, ainda que os números estejam a favor de Dilma, um dos deputados ouvidos afirmou que a situação é volátil.
Os cálculos dos líderes partidários são o seguinte: a oposição votará toda a favor do impeachment – ou seja, 99 votos que viriam do DEM, PSDB, Solidariedade e PPS. Das legendas que fazem parte da base da presidente, PT, PCdoB e PDT já se posicionaram contra o impeachment. PSOL e Rede afirmaram que devem caminhar também nessa direção, garantindo 100 votos para Dilma.
A dúvida que ainda paira é sobre o PMDB, partido do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Leonardo Picciani, líder do partido na Casa, foi reticente ao falar de números. Porém, revelou: “Eu diria que 60% dos peemedebistas são contra o impeachment, 20% a favor e outros 20% indefinidos”.
Dos partidos ouvidos, apenas o PRB não quis apresentar nenhum cálculo. A legenda conta com um representando no governo, George Hilton no Ministério do Esporte. No entanto, como lembra a reportagem, a infidelidade é marca recorrente da sigla.
FONTE:
http://www.noticiasaominuto.com.br/politica/164002/se-votacao-de-impeachment-fosse-hoje-dilma-ficaria-no-poder


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Aliados de Cunha apostam em impeachment de Dilma para salvá-lo

Os aliados de Cunha querem que ele dê sinais mais claros de que vai abrir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff



POLÍTICA ESTRATÉGIA


A tropa de choque do presidente da Câmara, sentindo que o apoio da oposição se esvaiu depois de Eduardo Cunha apresentar os termos de sua defesa, prepara reação para não perder a sustentação velada que ainda mantém junto ao DEM e ao PSDB.

Os aliados de Cunha querem que ele dê sinais mais claros de que vai abrir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Segundo a coluna Painel da Folha, a expectativa do grupo é que assim poderia reverter votos de oposicionistas que hoje estão contra Cunha no Conselho de Ética.
Contudo, a esperança dos aliados do presidente da Câmara esbarra na percepção de parte da oposição de que Cunha e o Planalto fecharam um acordo para tocar os pedidos de impeachment em banho-maria.
A este respeito, na avaliação do Planalto, Cunha perde toda sua sustentação no momento seguinte à deflagração do processo.
De acordo com a Folha, a fala de Aécio Neves, de que o PSDB não apoiou Cunha para a presidência da Câmara, foi vista como uma “senha” pela oposição. Apesar da relação com o peemedebista, a sigla guardava a desculpa para quando avaliasse que sua situação não tivesse mais solução.
FONTE: Notícias ao Minuto

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Juristas registram em cartório de SP novo pedido de impeachment

Pedido apoiado pela oposição deve ser protocolado na Câmara nesta sexta.
Hélio Bicudo, um dos autores, criticou liminar do STF sobre impeachment.


Rosanne D´AgostinoDo G1, em São Paulo

Jurista Miguel Reale Jr. deu entrevista após o registro do novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (Foto: Rosanne D´Agostino/G1)
Jurista Miguel Reale Jr. deu entrevista após o registro do novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (Foto: Rosanne D´Agostino/G1)
Os juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. foram nesta quinta-feira (15) ao 4º cartório de notas de São Paulo para reconhecer firmas de um novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Inicialmente, a oposição planejava fazer um aditamento a um pedido que já tramita na Câmara elaborado por Bicudo, um dos fundadores do PT, e Reale Jr.
No entanto, os deputados oposicionistas mudaram de ideia porque, segundo o líder do PPS,Rubens Bueno (PR), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender o rito definido por Cunha para eventuais processos de impeachment não permite aditamentos a pedidos já em tramitação.
A diferença agora é que os oposicionistas pretendem incluir no pedido de impeachment as chamadas pedaladas fiscais (prática de atrasar repasses a bancos públicos a fim de cumprir as metas parciais da previsão orçamentária) realizadas em 2015.
Representação do Ministério Público encaminhada ao Tribunal de Contas da União (TCU) na última quinta-feira (8) afirma que a prática continuou sendo adotada pelo Executivo neste ano.

FONTE: G1

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Novo prazo do TCU "já está acalmando" ânimos pró-impeachment

O TCU concedeu prazo adicional de 15 dias para a presidente Dilma se manifestar sobre novas irregularidades apontadas nas contas de 2014
Novo prazo do TCU já está acalmando ânimos pró-impeachment

Por Notícias ao Minuto

O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, disse ao Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, que o governo está "tranquilo" em responder aos novos questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) no processo das "pedaladas fiscais" e que o novo prazo concedido pelo tribunal para os esclarecimentos "já está acalmando" os ânimos políticos em torno de uma ação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"Todos os esclarecimentos extras que o tribunal queira, nós estamos tranquilos em responder, não temos nenhuma preocupação. A gente vai estar respeitando o processo legal. Não foram informações que estavam originalmente solicitadas, pediram esclarecimentos complementares", disse Adams, que foi abordado pelo Broadcast Político no Aeroporto de Brasília antes de embarcar para São Paulo, na manhã desta quinta-feira, 13.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

TCU: saiba nas mãos de quem está possível 'faísca' para impeachment




Caso decida recomendar que o Congresso Nacional rejeite contas do governo, Tribunal de Contas da União pode dar combustível aos pedidos de impeachment de Dilma

Sob forte pressão política e em meio a denúncias de irregularidades, os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) preparam-se para dar seu parecer sobre as contas de 2014 do governo Dilma Rousseff neste mês.
A expectativa é que o julgamento ocorra na segunda quinzena do mês e, por hora, o resultado está em aberto.
Caso o plenário recomende ao Congresso Nacional a rejeição das contas, algo inédito desde o primeiro governo de Getúlio Vargas, em 1937, sua decisão dará mais combustível aos pedidos de impeachment da presidente.
O principal motivo de polêmica é o atraso nos repasses aos bancos públicos de recursos para pagamento de benefícios sociais, as chamadas "pedaladas fiscais".
O governo argumenta que esses atrasos já ocorreram em outros anos e nunca haviam sido criticados pelo tribunal antes. Quem defende a rejeição das contas diz que o problema só foi detectado agora porque o uso do mecanismo cresceu muito.

Holofotes

A BBC Brasil apurou que a intensificação da atenção da mídia sobre o tribunal – composto principalmente por indicações políticas – tem causado desconforto entre os ministros, que vêm se reunido privadamente com mais frequência neste ano.
É tema de discussão não só o julgamento das contas federais, mas também a continuidade do atual presidente do órgão, ministro Aroldo Cedraz, no cargo, após denúncias de que seu filho, o advogado Tiago Cedraz, teria recebido propina para influenciar os julgamentos do TCU.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Cunha desmente com veemência ter feito reunião para discutir impeachment

POLITICA



O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reuniu nesta quarta (05), os jornalistas para desmentir que tenha feito reunião com líderes partidários a fim de discutir manobras para dar início ao procedimento de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
"Quero desmentir com veemência que a gente tenha feito reunião para discutir impeachment", declarou. Enquanto a presidente Dilma reunia líderes em jantar no Palácio da Alvorada, na última segunda-feira (03), Cunha recebia em sua residência oficial representantes da oposição e alguns líderes da base governista.
Segundo relato de participantes do encontro, teria sido discutida uma manobra regimental para, em caso de rejeição de algum pedido de afastamento da presidente, a oposição apresentar um recurso.
Cunha negou qualquer tipo de acordo nesse sentido e atribuiu a um mal entendido. "Alguém entendeu equivocado", disse. O presidente da Câmara disse que seguirá o regimento interno e a Constituição para avaliar os pedidos de impeachment que já foram protocolados na Casa.
Ele revelou que possivelmente mandará alguns requerimentos para o arquivo e outros para análise técnica. "Todo procedimento que eu der será de acordo com a Constituição", reforçou.
Sobre a análise das contas do governo referentes ao exercício de 2014, Cunha disse que ainda tem dúvidas jurídicas sobre a viabilidade de possíveis pedidos de impeachment no caso da rejeição das contas da presidente Dilma, já que se trata de mandato anterior.
"Não posso decidir só pela minha opinião. Tenho de ter embasamento técnico", afirmou. "A minha opinião é que o mandato terminou em 31 de dezembro. Se fosse alguma coisa do mandato atual, sim. Mas é mandato passado. Vamos pegar os pareceres, análises técnicas para configurar se tem ou não tem (procedência). Minha opinião pessoal por enquanto persiste igual", completou.
FONTE:

segunda-feira, 13 de julho de 2015

PSDB de MS defende impeachment de Dilma para tirar o País do caos

Márcio Monteiro disse que a presidente aplicou “estelionato eleitoral” com promessas fantasiosas

ADILSON TRINDADE E ZANA ZAIDAN

Para Marcio Monteiro, presidente aplicou estelionato
Para Marcio Monteiro, presidente aplicou estelionato 
(Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado)
Sul defendeu o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) para resgatar a credibilidade da política brasileira e dar eficácia às medidas econômicas. Para o presidente regional do partido e secretário estadual de Fazenda, Márcio Monteiro, Dilma aplicou “estelionato eleitoral com promessas fantasiosas” para enganar a população ao implantar medidas de redução da tarifa de energia elétrica, do IPI dos carros, e para itensa da linha branca (geladeira, por exemplo). 
Todas essas medidas, observou o dirigente tucano, ocorreram dois anos antes da campanha da reeleição. Hoje, o País paga preço elevado por medidas irresponsáveis e eleitoreiras da presidente Dilma.
As consequências, avaliou Monteiro, são o agravamento da crise econômica e a instabilidade política. As duras medidas para recuperação da economia, segundo o presidente do PSDB, não surtem efeito esperado por causa da falta de credibilidade do governo.
A reportagem, de Adilson Trindade e Zana Zaidan, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

Fonte:
CORREIO DO ESTADO

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Planalto dá como certo que protesto do dia 15 de março será gigante; por enquanto, a ordem dada ao PT é evitar o confronto com manifestantes. Um pouco de juízo não faz mal a ninguém!

Por Reinaldo Azevedo
O petismo acompanha com lupa a convocação nas redes sociais para os protestos em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, marcados para o dia 15 de março em várias cidades do país. O Planalto já dá como certo que haverá, sim, grandes manifestações, especialmente em São Paulo e Rio. Os mais pessimistas preveem que os atos possam levar até um milhão de pessoas às ruas Brasil afora. Dilma está perplexa, mas ainda não perdeu de todo o juízo, apesar da entrevista concedida na sexta-feira. Em princípio, o governo dirá que a democracia comporta manifestações de descontentamento e coisa e tal.
Caberá ao PT acusar de “golpistas” os promotores do evento. Intramuros, os petistas admitem que estão perdendo a guerra nas redes sociais e constatam que seus tradicionais propagandistas na subimprensa, reunidos sob a alcunha de “blogs sujos” — todos financiados, direta ou indiretamente, por dinheiro público —, perderam influência. Algumas páginas são hoje bastante comentadas, sim, mas porque viraram motivo de chacota. São tomadas por aquilo que são: uma caricatura de jornalismo.
Na raiz de tudo, está, é evidente, a corrupção da Petrobras. Eis um caso que pegou. E que continuará na lista de insultos ao povo brasileiro até que os responsáveis sejam punidos. O que preocupa os magos do governo é que a fase do desgaste propriamente político ainda vai começar. Mesmo que surjam nomes da oposição no rolo, como adiantou a um advogado de empreiteira o ministro José Eduardo Cardozo, o PT e o governo continuarão a ocupar o centro do palco.
O partido chegou a pensar, sim, em fazer a contramanifestação, no melhor estilo das milícias chavistas, tentando disputar espaço com os que vão às ruas cobrar o impeachment de Dilma, mas desistiu. Prevaleceu, o que não costuma ser regra por lá, o bom senso: o comando do partido percebeu que poucos estariam dispostos a fazer uma marcha que poderia se confundir com a apologia da impunidade e do crime.
Gente do próprio entorno de Dilma desestimulou a contramarcha. Alertou-se para o risco de confronto, o que, fatalmente, elevaria a temperatura da crise, que, até agora ao menos, não chegou às ruas de forma mais evidente. O partido não descarta manifestações de apoio à governanta, mas não no mesmo dia em que milhares podem ir à praça expressar seu descontentamento com o partido.
E por que os planaltinos fazem uma previsão tão pessimista para o governo? Uma fonte do Palácio diz que eles aprenderam algumas lições com as manifestações de 2013. Embora o motivo original fosse a precariedade do transporte público, outras demandas se juntaram, outros descontentamentos foram se somando. E, convenham, a realidade, então, era bem outra, bem mais favorável a Dilma.
O país crescia mais, a inflação era menor, não se conheciam os descalabros da Petrobras, e, atenção!, 84% (segundo o Datafolha) diziam que a gestão Dilma era ótima ou boa. Hoje, depois de tudo, apenas 23% afirmam a mesma coisa — espantosos 61 pontos a menos. O país começa a viver, provavelmente, o seu segundo ano de recessão, a inflação estourou o teto da meta, a tarifa de energia elétrica teve um reajuste brutal, os brasileiros não aguentam mais ouvir falar em escândalos, e é evidente que Dilma deu um beiço nos brasileiros na disputa do ano passado. Prometeu alhos e vai entregar bugalhos.
O que deixa os politicólogos de Dilma aflitos é não enxergar o fio da meada. A presidente deve voltar a viajar, tentando cair no colo das massas — de massas devidamente selecionadas e controladas, claro!, especialmente no Nordeste. Sairá por aí distribuindo algumas casinhas do “Minha Casa Minha Vida”, tentando retomar a agenda positiva. Mas, admite-se por lá, a coisa está difícil.
Resume um interlocutor: “Em 2012, a ideia da faxina foi positiva para o governo; a própria Dilma a explorou. A coisa era diferente. As denúncias vinham sobretudo da imprensa e, na maioria das vezes, não havia muito mais do que se denunciava, e a presidente podia fazer intervenções pontuais e sair ganhando politicamente. Agora, não. Esse negócio da Petrobras virou um saco sem fundo… A única coisa que a gente sabe é que hoje é pior do que ontem e melhor do que amanhã”. E ele admite: “A gente não consegue respirar”.
Bem, convém que não falte ao menos juízo onde faltam talento e competência. Tenham as pessoas a opinião que for sobre o impeachment — já que, suspeito, não ocorre a ninguém contestar o direito à livre manifestação, desde que dentro da lei e da ordem —, a tarefa número um de governantes é atuar para amenizar riscos, não para extremá-los. E, havendo alguém interessado em, digamos, desmobilizar os espíritos, é prudente que aconselhe a presidente a não conceder novas entrevistas como a de sexta-feira. Afinal, não fica bem a própria Dilma ser a principal incitadora de uma manifestação que pede o seu impeachment.
Texto publicado originalmente às 3h15
Por Reinaldo Azevedo


FONTE:

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