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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Má conservação de piscinas pode causar doenças

Observe a limpeza dos espaços de lazer de condomínios, clubes e hotéis. Evite locais cheios e observe se o filtro da água está funcionando
BELLOTT/GETTY IMAGES
Verão e muito calor. Dias convidativos para ir à piscina do prédio, do clube, do hotel, dos amigos. Apesar de ser a melhor forma de encarar um dia ensolarado, esses locais podem ser grandes focos de doenças de pele, como as micoses, ou intestinais, como a giardíase e a criptosporidíase. Nesta época do ano, é comum que esses locais fiquem super cheios, por isso, antes de mergulhar de cabeça, é importante checar as condições de manutenção do local.

Uma das doenças mais comuns em piscinas públicas com más condições de conservação é a criptosporidíase, causada pelo parasita Cryptosporidium sp., que pode ser encontrado na água da piscina ou em resquícios de fezes humanas. A infecção causa uma gastroenterite (inflamação no estômago e intestino) severa, sendo principalmente caracterizada por diarreia crônica e persistente, além de dor abdominal, náuseas, febre e perda de peso.
A giardíase é outra doença infecciosa causada pelo parasita Giardia lamblia, que pode ser encontrado na água, principalmente em locais em que o saneamento é precário ou inexistente. A infecção ocorre quando a pessoa engole água contaminada.
Mais uma doença característica da contaminação da água é a legionelose, uma infecção causada pela bactéria Legionella pneumophilia, que se desenvolve em ambientes com água, que são úmidos e pouco limpos. Assim, a água e as bordas da piscina podem ser um local para a proliferação da bactéria. Entre os sintomas estão tosse, dor no peito, febre alta, vômitos e diarreia.
Doenças de pele ocasionadas por fungos são bastante comuns também, como micoses e candidíase. Coceiras na pele com irritação e vermelhidão são sinais de infecção.
PrecauçõesA dica principal é: use somente piscinas que você conhece. Nesses casos, a manutenção é essencial para evitar a proliferação de doenças. Fique atento ao estado geral do ambiente. Ou seja, água limpa, sendo possível ver o fundo, azulejos limpos sem manchas escuras ou escorregadios e pegajosos. Verifique se o motor de filtragem, no caso das piscinas, está funcionando.
É importante, também, evitar engolir qualquer quantidade de água e não frequentar a piscina caso esteja doente. Além disso, quanto mais pessoas estiverem usando ao mesmo tempo, maior é o risco de doenças.
(Com informações Portal Tua Saúde.)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Doença Diarreica Aguda (DDA) se multiplica no interior do Estado

Em Juazeiro do Norte, por exemplo, nas três primeiras semanas de janeiro, houve um aumento de 26% no número de casos. No Ceará, foram registradas mais de 11 mil ocorrências da virose
FOTO: ALEX PIMENTEL
O número de casos da Doença Diarreica Aguda (DDA) cresceu no interior do Estado, neste início de ano. Segundo especialistas, o período chuvoso potencializa os riscos de doenças transmitidas por bactérias, vírus e parasitas. Na Vila de Jericoacoara, no litoral oeste, o acúmulo de lixo - apesar de a coleta regular e seletiva - se torna ambiente propício à proliferação de moscas e outros insetos.

O resultado é o crescente número de casos de viroses que têm acometido, tanto os moradores, quanto os turistas, que buscam nesta época do ano, as calmas águas da Vila e suas belezas naturais para fugir do estresse de suas cidades. Foi o caso do goiano Rodrigo Costa (38), em visita à badalada praia pela segunda vez. Logo nos primeiros dias das férias no litoral cearense, os sintomas começaram a ocorrer.

"Eu tive um quadro de vômito persistente, assim como outras pessoas do meu grupo, que também apresentaram casos de diarreia. Cedo, buscamos a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local, onde nos informaram que se tratava de uma virose causada pela mosca", disse o nutrólogo.

Ao ser atendido e medicado, Rodrigo Costa percebeu o grande número de pacientes que chegavam à UPA com os mesmos sintomas. Em conversa com alguns deles, o turista estranhou a forma natural com a qual tratavam o caso. "Eu não tive na unidade de atendimento nenhuma orientação sanitária de como deveria proceder para não propagar essa infecção. O pessoal comentava que isso ocorria com frequência nesta época do ano. Todo mundo assumia a intoxicação como sendo culpa das moscas, como se isso não pudesse ser evitado", disse o turista que ficou dias acamado.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Proteja-se! Como evitar carrapatos em humanos

Pessoas que gostam de estar muito em contato com a natureza correm o risco de ser picadas por carrapatos.
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O carrapato é uma espécie de aracnídeo hematófago (se alimenta de sangue), que gosta de viver em áreas de matas, úmidas e frias.

Mas áreas urbanizadas, mas com capim alto e sujeira, também são locais propícios para a infestação desses parasitas.

Eles também gostam de se alojar em animais e até mesmo humanos. Ali eles cortam um pequeno orifício da pele, e começam a se alimentar do sangue da presa.

A partir da picada, doenças podem ser transmitidas, tanto aos animais quanto aos humanos.

Nos humanos, a Doença de Lyme, ou Febre Maculosa, caracterizada por erupções cutâneas, cansaço, mal-estar geral, febre. Os sintomas se parecem com de uma gripe, mas a doença pode levar a morte caso não seja diagnosticada e tratada devidamente.

Dicas para prevenir a infestação e a picada do parasita:

1- Uso de repelente

Passe repelente de insetos, preferencialmente com ‘Icaridina’, na composição, dê atenção as regiões de dobras e úmidas.

2- Nas roupas
Borrife Permetrina na parte de fora das roupas.

3- Em acampamentos
Em acampamentos, utilize a Permetrina também nas barracas e sacos de dormir, além de afastar carrapatos, ela também serve contra, mosquitos, piolhos, e outros insetos.
3- Ao explorar matas use roupas adequadas
Para explorar matas ou até mesmo terrenos com grama ou mato alto, utilize roupas compridas, coloque botas por cima das calças e aperte a boca. Procure fechar o máximo possível as roupas protegendo a pele.
4- Repelente natural
Pegue filtro solar, e misture com gotas de óleo de eucalipto, os carrapatos se repelem com esse cheiro. Outro óleo que pode ser utilizado é o de Neem.
5- Olhar todo o corpo
Depois de estar em locais assim, observe todo seu corpo atentamente verificando se existe algum carrapato já alojado.
Em sítios, ou mesmo em casa, evite o acumulo de folhas secas, mato alto, e sujeiras, isso ajuda eliminar os parasitas.
Ao perceber que foi picado, retire o carrapato com uma pinça, não aperte com os dedos pois ele pode soltar sangue contaminado que pode prejudicar sua saúde.
Caso tenha sido picado em vários lugares ou perceber qualquer sintoma, o ideal é procurar um médico para tomar medicação adequada.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

'Um parasita estava comendo meu olho'

Jessica Greaney precisou passar por tratamento intensivo e pingava colírio no olho a cada 30 minutos

Quando Jessica Greaney marcou o médico pela primeira vez após os incômodos que vinha sentindo no olho, ela achava que estava apenas com mais uma infecção comum. Até então, ela não fazia ideia de que um parasita havia se hospedado em sua córnea e que as consequências disso seriam piores do que ela poderia imaginar.
Os sintomas foram piorando e os próprios amigos dela decidiram levá-la para o hospital para ver o que seria. O primeiro diagnóstico foi uma úlcera.
"Eu sentia como se houvesse algo no meu olho, porque ele ficava fechando toda hora", contou a jovem de 19 anos.
Uma semana depois do tratamento para a úlcera no olho, ela fez novos exames, e os médicos identificaram o problema real. Jéssica estava com ceratite, uma doença causada pelo protozoário parasita Acanthamoeba Keratitis.
"Eles disseram que eu precisava ser internada na hora", contou.
A ceratite não é uma doença muito comum e foi descoberta recentemente – no Brasil, os primeiros casos são de 1988. Ela acontece mais com pessoas que utilizam lentes de contato, caso de Jessica. No Reino Unido, um em cada 50 mil usuários de lentes são infectados com esse protozoário a cada ano.

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