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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

No primeiro discurso, Lula diz que combate à miséria é sua missão

Presidente eleito destacou a necessidade de unificação nacional

POR AGÊNCIA BRASIL - No primeiro discurso após a vitória nas eleições presidenciais do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou a necessidade de unificação nacional e destacou o combate à fome como seu principal compromisso. “O Brasil é a minha causa e combater a miséria é a causa pela qual vou viver até o fim da minha vida”, declarou. Ele falou em São Paulo em um hotel no Jardins ao lado de correligionários, como a ex-presidente Dilma Rousseff, o candidato derrotado para o governo paulista Fernando Haddad, o seu vice Geraldo Alckmin e Simone Tebet (MDB), que ficou em terceiro lugar no primeiro turno das eleições.

Lula foi eleito com 50,9% dos votos. O seu oponente, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), conquistou 49,1% da preferência do eleitor. Ele agradeceu aos votos recebidos, parabenizou todos que exerceram o direito ao voto, inclusive os que foram dados a Bolsonaro, como uma prática cidadã e um dever civilizatório. 

“A partir de 1° de janeiro de 2023, vou governar para 215 milhões de brasileiras e brasileiros e não apenas para aqueles que votaram em mim. Não existem dois Brasis. Somos um único país, um único povo e uma grande nação”, declarou. 

Lula disse estar disposto a pacificar o país. “Tenho fé em Deus que com a ajuda do povo nós vamos encontrar uma saída para que esse país volte a viver democraticamente, harmonicamente e que a gente possa restabelecer a paz entre as famílias, entre os divergentes, para que a gente possa construir o mundo que nós precisamos e o Brasil”, declarou.

Democracia e economia

Lula defendeu que a escolha hoje nas urnas foi uma escolha pela democracia. “É assim que eu entendo a democracia, não apenas uma palavra bonita escrita na lei, mas como algo palpável, que sentimos na pele e que podemos construir no dia a dia. Foi essa democracia, no sentido mais amplo do termo, que o povo brasileiro escolheu hoje nas urnas”, disse.

“É com essa democracia que vamos buscar cada dia do nosso governo, com crescimento econômico repartido com toda população, porque é assim que a economia deve funcionar, como instrumento para melhorar a vida de todos, e não para perpetuar desigualdades”, acrescentou.

O presidente eleito se comprometeu ainda com a retomada da economia, com geração de empregos, elevação dos salários e renegociação das dívidas das famílias. “A roda da economia vai voltar a girar com os pobres voltando a fazer parte do orçamento”, disse. Ele citou ainda atenção especial às políticas de incentivo à agricultura familiar e a micro e pequenos empreendedores.

Compromissos

O presidente eleito disse que está comprometido com as políticas de combate à violência contra as mulheres e salários iguais para a mesma função, além do enfrentamento ao racismo e todas as formas de preconceito. Ele defendeu a retomada de conferências nacionais para discussão e definição de políticas públicas federais e o fortalecimento do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. “As grandes decisões políticas que impactam a vida dos brasileiros não serão tomadas em sigilo, mas em diálogo com a sociedade.” Lula disse que vai retomar o programa Minha Casa, Minha Vida com foco em famílias de baixa renda.

Na política internacional, disse que vai retomar diálogo com países desenvolvidos, como Estados Unidos e países da União Europeia, numa posição de igualdade, mas que também vai apoiar países em desenvolvimento. Lula defendeu o desmatamento zero da Amazônia com a retomada do monitoramento e vigilância.

FONTEhttps://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2022-10/em-primeiro-discurso-lula-diz-que-combate-miseria-e-sua-missao

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Reabertura da economia no Ceará começa nesta segunda; veja o que funciona e o que não pode abrir

Estabelecimentos como shoppings, comércio de rua e restaurante vão poder funcionar a partir de hoje.

Por G1 CEA reabertura gradual da economia no Ceará, começa nesta segunda-feira (12) mas não contempla alguns setores (veja abaixo) que ainda vão permanecer com o funcionamento proibido. Estabelecimentos como shoppings, comércio de rua e restaurante vão poder funcionar a partir de hoje. As atividades foram autorizadas por meio de decreto estadual anunciado pelo governador Camilo Santana no último sábado (10).

Confira a lista de atividades que passa a funcionar hoje:

  • Detran: atendimento presencial, mas com agendamento para evitar aglomerações
  • Lojas de rua e restaurantes: funcionam de segunda a sexta-feira entre 10h e 16h, com 25% da capacidade no uso simultâneo
  • Shoppings: abrirão de segunda a sexta-feira de 12h às 18h também com 25% da capacidade no uso simultâneo, inclusive na praça de alimentação
  • Igrejas e templos religiosos: vão poder receber até 10% da capacidade máxima
  • Escolas da educação infantil: poderão ampliar o funcionamento presencial para crianças de 4 e 5 anos; escolas que ofertem 1º e 2º do ensino fundamental, poderão reabrir as turmas, com limitação de 35% da sua capacidade
  • Construção civil: iniciará as atividades a partir das 8h.
  • Restaurantes de hotéis, pousadas e congêneres: poderão funcionar, de segunda a sexta-feira, das 16h às 20h, e aos sábados e domingos, desde que exclusivamente para o atendimento de hóspedes, identificados física e individualmente, cabendo aos hotéis a responsabilidade pelo controle.

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sexta-feira, 22 de maio de 2020

Braga Netto: se a economia não voltar, vai ter gente morrendo de fome

Ministro anuncia MP e programa para incentivar retomada da economia
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Ao fazer nesta sexta-feira (22) um relato detalhado das ações do governo federal nos últimos 60 dias para o combate ao novo coronavírus à Comissão Mista do Congresso Nacional sobre Covid-19, o ministro-chefe da Casa Civil , Walter Souza Braga Netto, destacou o auxílio emergencial de R$ 600, que está sendo pago pelo governo federal e disse que os recursos são finitos e que a economia precisa voltar sob pena de um caos social. “O recurso é finito. Quando terminar o recurso, e não tem como continuar por muito tempo, a economia tem que voltar e aí nós precisamos do apoio dos senhores, porque se a economia não voltar, nós vamos ter gente morrendo de fome e vamos ter caos social, de desabastecimento e tudo mais”, avaliou.

Braga Netto acrescentou que o número de solicitações de benefícios de seguro desemprego subiu até o momento “apenas 9,6 %”. Para o ministro isso indica que a situação ainda está sob controle, apesar de já ser alto. O chefe da Casa Civil disse ainda que, por enquanto, por causa das ações do governo, a população e o abastecimento no país estão tranquilos, “mas o governo está se desdobrando para manter esse nível de emprego e de abastecimento”.

Nova MP

Questionado sobre as dificuldades das micro e pequenas empresas de tomarem crédito em condições especiais, o ministro afirmou que uma nova medida provisória (MP), para retirar as travas para que o crédito efetivamente chegue às micro e pequenas empresas está prestes a ser editada pelo governo. A expectativa é de que essa MP, somada à Lei 13.999/2020, recentemente sancionada, consiga aumentar a efetividade do credito que chega às micro e pequenas empresas. O texto sancionado cria linha de crédito com juros mais baixos para micro e pequenos empresários no enfrentamento da crise econômica causada pela pandemia. Os financiamentos serão concedido por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia, com recursos dos Fundos Constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Pró-Brasil

Outra medida anunciada aos parlamentares pelo ministro-chefe da Casa Civil durante a audiência pública foi o lançamento pelo governo federal, em até 60 dias, do Pró-Brasil. O programa, explicou, não prevê gasto de recursos públicos. “ O Pró-Brasil não prevê dinheiro. É uma ferramenta para priorizar os projetos existes no governo com ênfase em projetos que possam atrair investimentos particulares e privados. “ Eu tenho sido procurado por diversos empresários, diversas entidades nacionais e internacionais, que querem botar dinheiro, mas têm insegurança de aplicar no país. O Pró- Brasil é um o programa de desenvolvimento, é o caminho da prosperidade.

Morosidade 

Cobrado sobre a demora para liberação de recursos e distribuição de insumos para o combate ao novo coronavírus, por parte do governo federal para estados e municípios, Walter Braga Netto, reclamou da burocracia. Um gestor da Esplanada dos Ministérios para fazer um gasto e não ter o CPF bloqueado ou responder ao Tribunal de Contas e a todos os órgaõs de controle, tem que tomar uma série de medidas que, afirmou, dificultam a execução desses recursos. Além disso, o general lembrou que há uma corrida de material fora do Brasil e há também dificuldade da chegada desse material da China, por exemplo. “Uma das medidas que nós pretendemos fazer durante a execução do Pro Brasil, já conversamos isso com a [pasta da] Economia, é encaminharmos para o Congresso a aprovação de medidas que  facilitem essas execuções”, adiantou.

domingo, 12 de abril de 2020

Confira pagamentos e tributos adiados ou suspensos durante pandemia

Medidas visam a diminuir impacto da covid-19 sobre economia
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Terminar o mês escolhendo quais boletos pagar. Essa virou a rotina de milhões de brasileiros que passaram a ganhar menos ou perderam a fonte de renda por causa da pandemia do novo coronavírus. Para reduzir o prejuízo, o governo adiou e até suspendeu diversos pagamentos esse período. Tributos e obrigações, como o recolhimento das contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ficarão para depois.

Em alguns casos, também é possível renegociar. Graças a resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), os principais bancos estão negociando a prorrogação de dívidas. Os agricultores e pecuaristas também poderão pedir o adiamento de parcelas do crédito rural. A Agência Nacional de Saúde (ANS) fechou um acordo para que os planos não interrompam o atendimento a pacientes inadimplentes até o fim de junho.
Além do governo federal, diversos estados estão tomando ações para adiar o pagamento de tributos locais e proibir o corte de água, luz e gás de consumidores inadimplentes. No entanto, consumidores de baixa renda ficarão isentos de contas de luz por 90 dias em todo o país. Os adiamentos não valem apenas para os consumidores. Em alguns casos, a Justiça está agindo. Liminares da 12ª Vara Cível Federal em São Paulo proibiram o corte de serviços de telefonia de clientes com contas em atraso. Diversos estados estão conseguindo, no Supremo Tribunal Federal, decisões para suspenderem o pagamento de dívidas com a União durante a pandemia.

Confira as principais medidas temporárias para aliviar o bolso em tempos de crise:

Empresas

•        Adiamento do pagamento da contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e dos Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Os pagamentos de abril serão quitados em agosto. Os pagamentos de maio, em outubro. A medida antecipará R$ 80 bilhões para o fluxo de caixa das empresas.
•        Adiamento da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do 15º dia útil de abril, maio e junho para o 15º dia útil de julho.
•        Redução em 50% da contribuição das empresas para o Sistema S por três meses, de abril a junho.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Ceará tem o menor repasse federal de convênios em cinco anos

A crise na economia coloca em risco serviços públicos básicos no interior e a continuidade de obras na Saúde, Educação e Segurança Hídrica. Recursos caíram mais de 71% no primeiro quadrimestre de 2019 em relação a igual período de 2015
O menor repasse do Governo Federal para o Ceará em
 convênios, no primeiro quadrimestre de 2019, foi em Educação
A crise fiscal atinge em cheio o Ceará. Os investimentos do Governo Federal para obras e projetos no Estado, em 2019, atingiram no primeiro quadrimestre o menor valor em cinco anos. Levantamento feito pelo Núcleo de Dados do Sistema Verdes Mares, com base nos portais da transparência, revela que o repasse da União para o Ceará por meio de convênios caiu 71,3% entre janeiro e abril deste ano, se comparado a igual período de 2015. Educação e Segurança são as áreas mais atingidas.

A modalidade de financiamento através de convênios com o Governo Federal é comum nos estados, principalmente no Ceará. É uma estratégia importante dos gestores para driblar a falta de verba própria e manter os investimentos na construção e reforma de creches, postos de saúde, rodoviárias e quadras esportivas em escolas, além de fornecer o abastecimento de água, comprar insumos médicos, fazer o recapeamento de asfalto e abrir novas estradas, entre outros serviços.

Atualmente, o Estado mantém 1.746 convênios com o Governo Federal, no valor total de R$ 2,2 bilhões. Mais de R$ 1,3 bilhão ainda falta ser pago em contratos que estão sendo executados. Nos quatro primeiros meses do ano, no entanto, a União liberou apenas R$ 29,3 milhões para o Ceará. O valor é 47% menor que o volume de recursos depositado em igual período de 2018.

Em 2016, o Ceará chegou a receber três vezes mais de verbas federais no período: R$ 105,7 milhões. No ano anterior, o repasse para o Estado também tinha sido alto: R$ 102,4 milhões. De lá para cá, o Ceará perdeu R$ 73,1 milhões de transferências voluntárias, que poderiam estar sendo investidos em serviços públicos básicos à população.
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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Abandonada, sede do governo já custou R$ 1 bilhão

@DIVULGAÇÃO
Estrutura erguida para abrigar 13 mil servidores está fechada, sem nunca ter sido utilizada
ECONOMIA DISTRITO FEDERAL

BLOG NOTÍCIAS DO PARCEIRO - Um condomínio de luxo em uma área de 182 mil metros quadrados, com prédios de alto padrão, três mil vagas de estacionamento, áreas livres, jardins, espaços para restaurantes, bancos, lojas e supermercado. Há dois anos, toda essa estrutura erguida para abrigar, em um único local, a sede do governo do Distrito Federal e seus 13 mil servidores, está fechada, sem nunca ter sido utilizada.

No lugar da promessa de revolucionar a gestão pública e reduzir os custos da capital federal, o Centro Administrativo do DF, construído em Taguatinga, a 22 quilômetros do Palácio do Buriti, se converteu em uma vila fantasma, onde uma manada de elefantes brancos já dragou cerca de R$ 1 bilhão em investimentos.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

IPVA de volta: veja como ter o reembolso do valor pago em casos de roubo

Em casos de roubo, o contribuinte pode
restituir junto a Sefaz-BA,  o valor proporcional pago pelo
IPVA  (Foto/ Marina Silva/ CORREIO)
ECONOMIA Em 2016 apenas 122 restituições solicitadas ao governo do estado, que resultaram em um pagamento total de R$ 81,5 mil
Muita gente não sabe, mas é possível recuperar pelo menos parte do dinheiro gasto com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) quando se tem o veículo roubado. Quem é vítima desse tipo de crime tem direito a receber o valor proporcional da taxa paga no ano. Em 2016, foram solicitadas 122 restituições, que resultaram em um total de pagamentos de R$ 81,5 mil, de acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz). No mesmo período, foram roubados 6.222 carros, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Em 2015, foram 6.544 casos.  

A restituição é feita através da Sefaz e pode ser pedida desde que a vítima  tenha registrado um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos. De acordo com Aline Lessa, gerente de IPVA da Sefaz, a pessoa só terá direito a essa restituição caso o veículo roubado não tenha sido recuperado. “O pedido de restituição só pode ser feito no exercício seguinte, mas isso apenas se o veículo continuar roubado nesse período”, esclarece.
Reembolso proporcional
A restituição cobre apenas o período em que a pessoa ficou sem o veículo no decorrer do ano. “Como o cálculo é feito mensal e não semanal, então mesmo que o cidadão tenha o veículo roubado no meio de janeiro, por exemplo, ele nunca poderá receber o valor total do IPVA, e sim referente aos 11 meses que ele não teve a posse do veículo”, explica.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

País fecha 118 mil vagas formais de trabalho em março

O mês foi o 12º seguido em que houve queda no número de empregados com carteira assinada; o saldo foi o pior para o mês em 25 anos


ECONOMIA EMPREGO


O número de demissões superou o de contratações em 118.776 vagas em março deste ano, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (22) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com o saldo negativo, o país chega ao 12º mês consecutivo em que houve queda no número de empregados com carteira assinada.

O último mês em que as contratações superaram as demissões foi março do ano passado, quando foram criados 19,2 mil postos. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Quase todos os setores tiveram de cortar vagas, exceto a administração pública, que contratou 4.335 trabalhadores. O comércio foi o setor econômico que mais demitiu, com corte de 41.978 pessoas, seguido pela indústrade transformação (24.858 demissões) e construção civil (24.184 cortes).
O corte de postos ocorreu em todo o país, liderado pela região Sudeste (58.004 demissões), Nordeste (46.269), Norte (10.706), Sul (2.855) e Centro-Oeste (942).
Apenas quatro unidades da federação tiveram saldo positivo no número de trabalhadores formais: Rio Grande do Sul (4.803 postos), Goiás (3.331 postos), Roraima (220 empregos) e Mato Grosso do Sul (187 postos formais em março).
No acumulado de primeiro trimestre deste ano, o Brasil perdeu 319.150 empregos formais. No mesmo período em 2015, 50.354 trabalhadores perderam os empregos no mercadoformal. O MTE informou, ainda, que 1,8 milhão de pessoas perderam empregos com carteira assinada no último ano.

sábado, 16 de abril de 2016

Educador financeiro destaca cinco passos para equilibrar as contas

JORNAL DO BRASIL

A falta de dinheiro, além de limitar atividades práticas, pode gerar problemas que passam pelos relacionamentos afetivos e até de baixa produtividade no trabalho. Para que o dinheiro seja aliado, fazer um planejamento financeiro é fundamental para se organizar, pois ele ajuda a visualizar o futuro e moldá-lo à maneira que julgar ser melhor para a própria vida.
O educador financeiro, com MBA pelo Ibmec, e idealizador do blog 'Quero Ficar Rico', Rafael Seabra, explica, em cinco passos, como fazer um planejamento financeiro pessoal equilibrado e capaz de mudar a vida de quem aceita o desafio.
Inicialmente, Seabra afirma que é necessário entender que a falta de educação financeira pode ser o principal responsável por boa parte dos problemas que as pessoas têm com a falta de dinheiro. “É fundamental refletir sobre hábitos financeiros, muito deles negativos, e crenças limitantes em relação ao dinheiro para poder mudar esse cenário”, explica o educador.
A partir daí, é possível dividir o planejamento financeiro pessoal em cinco etapas. São elas:

quinta-feira, 3 de março de 2016

Com retração de 2015, economia volta a operar em níveis de 2011

O recuo da atividade no ano passado foi o maior desde 1990 (-4,3%)


ECONOMIA IBGEPOR
A queda de 3,8% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 levou a economia brasileira a retroceder a patamares vistos no início de 2011, disse nesta quinta-feira, 3, Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recuo da atividade no ano passado foi o maior desde 1990 (-4,3%).
"Como houve essa retração em 2015, voltamos mais ou menos ao patamar do início de 2011", explicou Rebeca. Segundo ela, a reversão do crescimento de anos anteriores no consumo das famílias foi um fator determinante para o desempenho negativo do ano passado.
"O consumo das famílias tem um peso de mais de 60% na economia, e teve uma mudança. Em 2014, a taxa de crescimento do consumo das famílias tinha desacelerado bastante, já não era como em anos anteriores, na casa de 4%, 5%, mas ainda era positiva. Mas no ano passado não, houve queda de 4%, e isso é bastante relevante nesse quadro", afirmou a coordenadora.
O desempenho do consumo das famílias foi o pior da série, iniciada em 1996. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), como os investimentos são medidos no PIB, encolheu 14,1%, também o pior resultado nesta comparação. Com informações do Estadão Conteúdo.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

UE e Vietnã fecham acordo preliminar de livre comércio

ECONOMIA




A União Europeia afirmou que concordou em princípio com um acordo de livre comércio com o Vietnã. A iniciativa pode criar um modelo para futuros acordos entre o bloco e economias asiáticas em rápido crescimento.
O acordo, que se segue a dois anos e meio de negociações, deve retirar quase todas as tarifas sobre produtos comercializados entre as duas partes em entre sete e dez anos, bem como barreiras para serviços, investimentos e compras de governos. O anúncio é feito no momento em que negociadores norte-americanos buscam fechar um acordo comercial com 11 nações do Pacífico, incluindo o Vietnã.
A comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmström, disse que o acordo foi fechado na manhã desta terça-feira, em conversa telefônica com sua contraparte vietnamita, Vu Huy Hoang. Malmström disse que a iniciativa era um importante passo inicial na busca de um acordo mais amplo com a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean, na sigla em inglês), que inclui Indonésia, Malásia e Tailândia.
O comércio entre a UE e o Vietnã aumentou em três vezes ao longo da última década, para 28 bilhões de euros ao ano, disse a comissária europeia. As equipes de negociação agora resolverão algumas questões técnicas restantes e finalizarão o texto legal, que deve ser aprovado pelos governos europeus e pelo Parlamento Europeu. A expectativa é que o acordo entre em vigor no fim de 2017 ou em 2018.
A UE busca ainda fechar outros acordos comerciais na Ásia, inclusive com a Índia e o Japão. O bloco ainda trabalha para fechar um acordo com os Estados Unidos, para criar a maior zona de livre comércio do mundo. Fonte: Dow Jones Newswires.

domingo, 2 de agosto de 2015

Poupar é bom, mas pode se tornar problema e precisar até de tratamento

ECONOMIA
Numa época em que falta dinheiro no bolso de alguns, tem gente como a estudante de Direito Vânia Britto que poupa o quanto pode

Priscila Natividade (priscila.oliveira@redebahia.com.br)

Ela não compra roupa, nem sapato,  há três anos. Perfume é de gota em gota:  “A última vez que dei R$ 100 em um perfume foi há dois anos, que é o que eu tenho até hoje”. Passou um mês comendo só macarrão instantâneo e ainda guardava a metade do salário para agregar à poupança, que já acumula a maior parte do valor que precisa para a entrada de um apartamento. “Com mais um ano de economia, acho que consigo chegar lá”.

Numa época em que falta dinheiro no bolso de alguns, tem gente como a estudante de Direito Vânia Britto que poupa o quanto pode. E não se trata  de ser rico ou não. Mas de pessoas que engordam a poupança e se apegam tanto ao montante que juntaram que acabam não direcionando o dinheiro nem para quitar alguma dívida pendente.
Vânia Britto já teve dez cartões de crédito, mas hoje admite que poupa até demais: ‘Não gasto com nada’
(Foto: Evandro Veiga)
“A minha família diz que vai vasculhar meu colchão ou tentar descobrir minha conta  porque eu sou mão de vaca e não gasto com nada”, afirma.
A estudante de Direito ainda vendeu o carro, não tem nenhum cartão de crédito, fez por três anos metade do caminho onde trabalha a pé para não gastar com o segundo transporte, reaproveita água da chuva nas tarefas domésticas para não abrir a torneira de casa, passou a odiar shopping e vai ao cinema “uma vez por ano” - e olhe lá - só em dia de promoção. “Eu era muito gastadeira. Tinha dez cartões de crédito, comprava roupa todo final de semana. Gastava demais mesmo”.

domingo, 31 de maio de 2015

Economia: Venda de produtos eróticos cresce



A vendedora Nara Lígia Clemente de Oliveira, de 28 anos, e seu marido Fagner Peçanha de Oliveira, 30, estão sentindo bastante o peso da atual recessão econômica na relação. Há dois anos juntos, nunca conseguiram ficar empregados ao mesmo tempo. Atualmente, só Nara trabalha e, com o dinheiro curto, ambos encontraram uma forma mais em conta de se divertir: não param de comprar produtos eróticos.
“A gente descobriu os brinquedinhos e hoje ficar em casa é muito divertido (risos). A gente gasta em coisas que podemos utilizar mais de uma vez e sai bem mais barato que sair para um barzinho ou ir ao cinema”, disse Nara. 
Para o Dia dos Namorados, a vendedora já prepara uma surpresa para o companheiro e só revela alguns detalhes. “Vou compras rosas e colocar pétalas na cama. Vamos ter um jantarzinho aconchegante e usar algumas coisinhas diferentes que eu comprei”, confidenciou..
Entre os artigos já utilizados pelo casal estão desde cremes estimulantes para as partes íntimas, camisinhas com sabores, além de anel peniano que prolonga a ereção e até um vibrador. “O Fagner não tem preconceito com isso e depois que descobrimos esse mundo nossa relação deu uma boa apimentada. Foi da água para o vinho”, garantiu.
Na contramão da recessão econômica, o mercado do setor erótico cresceu entre o ano passado e este. Segundo a Abeme (Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual), os casais estão procurando artigos para se garantir os finais de semana gastando menos (veja na arte ao lado). O impacto no setor foi de 8,5% em 2014. “É uma maneira de aproveitar o tempo a dois sem muito dinheiro”, explica a presidente da Abeme, Paula Aguiar.
Bem resolvidas/ Conforme a consultora em sexualidade Thaís Plaza, quem costuma ir mais aos sex shops são as mulheres, pois os homens ainda encaram a prática com tabu e preconceito. “O crescimento do mercado mostra que essa barreira está sendo vencida.”
Foto: Almeida Rocha/ Diário SP

domingo, 10 de maio de 2015

Mulungu - CAFÉ VERDE Rota pretende aquecer economia

cafe
O café é a bebida preparada mais consumida no Planeta atualmente
FOTOS: BRUNO GOMES
cafe
Consumir o produto é tradição e geração de riquezas, sem dúvida, um dos produtos mais importantes da história nacional. O tipo de café mais comum é o arábica, ocupando cerca de três quartos da produção mundial
Mulungu. Uma das bebidas mais populares do mundo, o café, será o principal aperitivo para o fortalecimento econômico e turístico no Maciço de Baturité, uma formação geológica com muitas cachoeiras, rios e vestígios de Mata Atlântica, onde estão situadas as cidades de Baturité, Guaramiranga, Pacoti e Mulungu. Elas formam a Rota do Café Verde, especialmente traçada pelo escritório regional do Serviço Brasileiro e Apoio às Pequenas e Micro Empresas (Sebrae) como mais um equipamento de promoção e aquecimento da economia serrana.
Lançamento
O projeto foi lançado na Pousada Le Revê, em Mulungu. Conforme a articuladora regional do Sebrae, Fabiana Gizele Moreira da Costa, além de fortalecer a cadeia econômica dessa especiaria, outrora uma das principais na região, a Rota do Café Verde busca a sustentabilidade para produtores e comerciantes, como também oferecer e fortalecer o turismo histórico e ambiental nestes quatro municípios. Além do plantio, da colheita, a comercialização dos grãos especiais para venda ou consumo nas casas especializadas, pousadas, hotéis e restaurantes, conhecer seus protagonistas será interessante.
A Rota pretende atender à demanda do turismo espontâneo, como um novo atrativo para o visitante já hospedado, e incentivo à chegada de grupos direcionados à Rota, de forma a desenvolver a região com o fortalecimento do empreendedorismo.

domingo, 22 de março de 2015

Confira aparelhos que, além de economizar água, reduzem a conta

ECONOMIA
Redutor de vazão, eliminador de ar e regulador de torneiras são apenas alguns dos itens que estão fazendo sucesso nas casas de material de construção

Naiana Ribeiro (naina.ribeiro@redebahia.com.br)

Redutor de vazão, eliminador de ar e regulador de torneiras são apenas alguns dos itens que estão fazendo sucesso nas casas de material de construção. Isto porque, com o risco iminente de racionamento de água em São Paulo, esses equipamentos podem ajudar a reduzir o desperdício dos recursos hídricos e a conta de água em até 80%.
Uma torneira de pia consome  0,42 litros por segundo.  Já com o uso do arejador de vazão, que mantém o volume,  o consumo é de 0,10 litros por segundo, o que equivale a uma redução hídrica de 76%, segundo a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). Outro equipamento que pode auxiliar na economia de água é a válvula automática, que libera apenas a quantidade necessária do líquido para cada uso. Esta pode ser usada em mictórios e economiza até 60%.
Coletor armazena a ajuda na reutilização da água da chuva (Foto: Divulgação)
BLOQUEADOR DE AR  
Entre os equipamentos recomendados pelos especialistas da área está o eliminador ou bloqueador de ar. “É uma válvula instalada na tubulação que funciona como um registro automático. Quando tem ar, ele fica fechado. Já quando tem água, ele abre. Como o hidrômetro [aparelho utilizado para medir o consumo de água] é sensível, muitas vezes acaba registrando o ar da tubulação”, explica o sócio-diretor de uma fabricante do item, a Metalúrgica HG, Gustavo Bender. Segundo ele, o consumidor economiza até 50% na conta.

Na prática, o engenheiro civil Daniel Barreto, de 33 anos,  conta que o item o levou a reduzir quase 65% nos custos. Quando comprou a válvula,  há algum tempo, pagava  R$ 59 na conta de água. Hoje, ele paga a taxa mínima, R$ 29,90. “É natural que o ar entre na tubulação. No entanto, o hidrômetro não sabe distinguir ar de água. O aparelho faz com que paguemos apenas pela água”. 

ECONOMIA 
De acordo com a engenheira sanitarista e ambiental Maria do Socorro Gonçalves, os vasos basculantes, as  torneiras de pressão, que podem regular a vazão, e descargas de duplo acionamento podem ser consideradas tendências de consumo, sobretudo por conta de uma maior consciência da sociedade brasileira após a crise hídrica em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. 

“O redutor de vazão, por exemplo, já usamos há muito tempo na Universidade Federal da Bahia (Ufba). Por conta da pressão, conseguimos ter os mesmos resultados com menos água”, explica. Segundo a professora, os vasos basculantes utilizam apenas seis litros de água. Já a descarga de duplo acionamento utiliza entre três e seis litros de água.
Ducha automática reduz o desperdício de água em 70%(Foto: Divulgação)
INOVAÇÕES 
Outros aparelhos diferenciados no ramo estão sendo desenvolvidos. De Jacobina, no norte do estado, o estudante Iago Santos, 18 anos, aluno do quarto ano do ensino médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba), desenvolveu um sistema de reaproveitamento de água da máquina de lavar para a descarga do vaso sanitário. 

Em casa, onde o sistema já opera há algum tempo, ele conta que, a cada duas semanas, tem usado apenas 100 litros de água da rede de fornecimento do município na descarga. Antes, eram 600 litros por dia. “O sistema custa, em média, R$ 200, e também consome pouca energia”, assegura.

CONSCIENTIZAÇÃO 
Segundo a especialista Maria do Socorro Gonçalves, de nada adianta os consumidores utilizarem equipamentos inteligentes se não mudarem a própria consciência. Esse é o mesmo raciocínio do superintendente de abastecimento de água de Salvador e Região Metropolitana da Embasa, José Moreira. 

“Torneiras de difusores economizam muito, assim como as caixas acopladas, que em vez de 30 litros utilizam oito. Os hábitos, no entanto, têm que mudar. As pessoas precisam cuidar das próprias instalações”, diz Moreira. “A crise de São Paulo serviu de alerta para todo Brasil. Isso foi um sinal de que o nosso consumo é excessivo e chamou atenção para os os gastos abusivos das ligações clandestinas”, complementa. 
FONTE: 
http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/confira-aparelhos-que-alem-de-economizar-agua-reduzem-a-conta/

sexta-feira, 20 de março de 2015

Com medo do desemprego, brasileiros freiam consumo

ECONOMIA
A desaceleração do mercado de trabalho gera essa incerteza e explica a cautela das famílias na hora das compras
Foto: Arquivo EBC
A insegurança das famílias em relação ao mercado de trabalho é o principal fator de redução do consumo nos próximos meses, embora a inflação elevada e a alta de juros também contribuam para a maior cautela. Com a deterioração em todos esses indicadores, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu 6,1% ante fevereiro, atingindo pelo segundo mês consecutivo o mínimo histórico da série, iniciada em janeiro de 2010.
Os bens duráveis são os principais cortes do orçamento: quase metade das famílias acha que é um mau momento para adquirir esse tipo de produto, informou ontem a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “As famílias estão ficando mais inseguras em relação à renda futura e ao emprego”, afirmou a economista da CNC Juliana Serapio.
Segundo ela, a desaceleração do mercado de trabalho gera essa incerteza e explica a cautela das famílias na hora das compras. “Elas tendem a evitar o consumo de itens desnecessários”, falou.
FONTE:

sexta-feira, 6 de março de 2015

Registro do CPF na nota fiscal passa a ser obrigatório em compras acima de R$ 600

ECONOMIA
Instituída pela Secretaria da Fazenda da Bahia, medida é válida para todas as redes que vendem por atacado e varejo

A  Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) tornou obrigatório o registro do Cadastro de Pessoa Física (CPF) na nota fiscal em compras acima de R$ 600. A medida é válida para todas as redes baianas que vendem simultaneamente por atacado e varejo. A obrigatoriedade, em acordo com associações e sindicatos do setor, visa evitar a concorrência desleal e aumentar o combate à sonegação.
Registro do CPF na nota fiscal passa a ser obrigatório em compras acima de R$ 600.
(Foto: Reprodução)
A prática vem sendo verificada também pelas secretarias da Fazenda de outros estados, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe. "A obrigação é importante para evitar que contribuintes comprem mercadorias nos atacadistas como pessoas físicas e revendam sem nota fiscal, sonegando, assim, o pagamento do ICMS", ressalta o diretor de Arrecadação da Sefaz-Ba, Augusto Guenem.
Outra vantagem obtida por quem adota essa prática é manter o faturamento oficial desses contribuintes dentro dos limites do Simples Nacional, evitando uma mudança de patamar que implique em perda de benefícios voltados para micro e pequenas empresas.
"Com as informações em mãos, a Sefaz fará o cruzamento de dados para verificar se o titular de um CPF - sócio de uma empresa - está adquirindo produtos em grandes quantidades, omitindo não só a compra, mas também a venda dessas mercadorias. Caso essas situações venham a ser identificadas, o contribuinte será chamado para prestar esclarecimentos na Sefaz", explica.
FONTE\; http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/registro-do-cpf-na-nota-fiscal-passa-a-ser-obrigatorio-em-compras-acima-de-r-600/?cHash=4ff45cef4dbe0b95f02a5f4e61fd9003

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Empresa brasileira vai vender garrafa com água retirada do ar da Amazônia por R$ 20

ECONOMIA

Garrafinha de 250 ml da Ô Amazon Air Water custará € 6,5 (cerca de R$ 20)

O 'raio gourmetizador', como brincam os usuários das redes sociais com a moda dos produtos cercados por cuidados mercadológicos, terá a partir de março uma pequena, mas já ilustre participante: uma marca de água mineral retirada não de debaixo da terra, mas da atmosfera da floresta amazônica. A Ô Amazon Air Water, de 250 ml, terá preço sugerido de aproximadamente 20 reais, ou para ser preciso, 6,5 euros.
Isso porque 95% da produção terá como destino o mercado europeu, onde será distribuído para 200 pontos de venda de luxo, como o hotel Four Seasons de Lisboa. Os 5% restantes serão reservados para o consumidor brasileiro, vendidos em um e-commerce da marca e por uma flagship store, ou loja conceito, prevista para ser anunciada em julho e, certamente, ocupando um endereço chique da cidade de São Paulo, como o Jardim Europa, por exemplo.
Água é produzida a partir de geradores, que condensam umidade do ar da floresta
Empresa brasileira vai vender garrafa com água retirada do ar da Amazônia por R$ 20
Um grupo formado por quatro empresários brasileiros é responsável pela ideia. Já experimentados no empreendedorismo, eles aportaram 20 milhões de reais na empresa A2BR, que abriga a marca Ô Amazon. Outros 10 milhões de reais estão previstos para os próximos 12 meses, dinheiro destinado para o início da produção (na segunda quinzena de março), estratégias de marketing e comunicação, além do subsídio ao mercado na primeira leva a ser exportada.
"Nossa estratégia de abordagem de mercado é financiar a primeira compra do nosso cliente", diz o sócio Cal Junior, que em dez anos estima um retorno de 100 milhões em lucros. "A ideia por trás dessa estratégia é selecionar nossos revendedores", acrescenta. 
Instalados em uma casa com perfil de sede de startup na cidade de São Paulo, os quatro empresários mantêm um parque fabril de 1,75 milhão de metros quadrados às margens do Rio Negro, na Amazônia. É lá, no espaço concedido por 30 anos pela prefeitura de Barcelos, que eles instalaram duas máquinas que se parecem com grandes geradores de eletricidade, e que serão responsáveis por condensar a umidade do ar da floresta, fazendo a água passar por filtros e equipamentos de mineralização.
Potencial
O processo é similar ao do aparelho de ar-condicionado, que desumidifica o ar e, em seguida, devolve o ar refrigerado, eliminando a água. Nesse caso, como o objetivo não é a climatização do ambiente, e sim gerar água potável, todo o potencial da máquina está voltado para o desempenho de condensação e posteriores filtragem, mineralização e engarrafamento. Uma simples máquina, feita com exclusividade na China, é capaz de produzir 5 mil litros de água por dia.
"As pessoas nos perguntam qual será o impacto da produção na Amazônia e eu digo que é zero. É como tirar um copo de água de uma piscina olímpica, sendo que durante a noite, a natureza trata de restituir a perda", afirma o sócio e diretor financeiro do negócio, Ricardo Rozgrin. "Vai ser a água de luxo mais exclusiva do mundo", diz Cal Júnior, outro sócio. 
Com embalagem de vidro e uma tampa com resina de amido de milho, repleta de sementes, a proposta é que o cliente depois plante a tampa e compartilhe a informação com a marca e demais consumidores por meio de um aplicativo para smartphones. "Nosso projeto é totalmente sustentável, da embalagem de vidro à energia elétrica da fábrica, 100% solar", afirma Cal.

FONTE:
CORREIO

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Vai investir? inflação e juros altos impulsionam os ganhos com a renda fixa; entenda

ECONOMIA


Entre os inúmeros tipos de aplicação de renda fixa, o diretor da Easynvest, Amerson Magalhães, aposta nos títulos pós-fixados LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio)

Se para uns o cenário econômico para 2015 é desalentador, com alta de inflação e da taxa básica de juros (Selic), que encarecem o custo de vida dos brasileiros e dos financiamentos, pelos mesmos motivos o ano pode ser de boas oportunidades para quem tem dinheiro livre para investir. Isso porque os índices que medem a inflação e a taxa Selic estão entre os que são mais utilizados para remunerar os chamados fundos de renda fixa, que são opções para investir com segurança, uma vez que o retorno do  capital é dimensionado no momento da aplicação.
Foto: EBC

“Com a elevação da Selic de 11,25% ao ano para 11,75% ao ano, com previsão de continuar subindo e chegar a 12,5%, os fundos de investimento, ganham mais atratividade e ganham da poupança na maioria das situações”, destaca o diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. Para facilitar a escolha, ele faz os cálculos e diz que os fundos DIs terão um rendimento superior as contas da poupança quando suas taxas de administração forem inferiores a 2% ao ano (confira simulações).

Ele explica que tal fato ocorre uma vez que a poupança tem seu retorno garantido por lei (Taxa Referencial - TR acrescida de 6,17% ao ano) e não sofre qualquer tributação, diferentemente dos fundos de renda fixa, que têm descontos de Imposto de Renda (IR) sobre seus rendimentos (sendo maior está tributação quanto menor for o prazo de resgate), além da cobrança de taxa de administração. “Para o pequeno investidor, que tem até R$ 5 mil, a poupança continua sendo a melhor opção”, opina Oliveira. Entre uma orientação e outra, vale lembrar que, em 2014, a poupança rendeu 7,08%, enquanto os fundos DIs renderam 8,5% (confira tabela na página ao lado).

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FONTE:
CORREIO

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