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quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Debate Globo para presidente: que horas começa e como assistir?

O evento será dividido em quatro blocos e vai ser transmitido a partir das 22h30 (de Brasília) em rede nacional.

POR NOTÍCIAS AO MINUTOFOLHAPRESS)- O terceiro debate entre os candidatos à Presidência da República nas Eleições 2022 acontece nesta quinta-feira (29),e será transmitido pela TV Globo. O evento será dividido em quatro blocos e vai ser transmitido a partir das 22h30 (de Brasília) em rede nacional.

Seguindo a lei eleitoral, foram convidados os candidatos de partidos com representação no Congresso Nacional de, no mínimo, cinco parlamentares e sem impedimento na Justiça, seja eleitoral ou comum.

Esse é o último encontro dos candidatos antes da eleição. O primeiro turno está marcado para 2 de outubro de 2022 e o segundo turno, se houver, para 30 de outubro.

Onde assistir ao debate Globo?

O evento será transmitido pela televisão, no canal aberto da Globo, pelo Globoplay e em outras plataformas digitais do grupo. De acordo com a programação da TV Globo, o debate poderá durar até 1h40 da sexta-feira (30).

Quem deve participar?

Sete presidenciáveis foram convidados para o debate, escolhidos por meio do critério de representatividade dos partidos no Congresso Nacional — de no mínimo cinco parlamentares. Além disso, a Globo informou que os convidados precisavam apresentar nenhum impedimento na Justiça — eleitoral ou comum.

Foram convidados para o debate os candidatos: Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PL), Padre Kelmon (PTB), Luiz Felipe D'Ávila (Novo), Luiz Inácio Lula da Silva (PT)Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil). Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou presença, assim como o líder das pesquisas eleitorais Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disse que irá. William Bonner será o mediador do debate presidencial.

Regras do debate

terça-feira, 30 de agosto de 2022

Resultado da pesquisa Ipec deixa em aberto decisão em 1º turno, diz cientista

Apesar do cenário de estabilidade apontado pelo levantamento, os números da avaliação do governo mostram uma tendência de alta de Jair Bolsonaro (PL), o que pode levar a disputa a ser decidida em outro momento.

POR NOTÍCIAS AO MINUTOO resultado da pesquisa Ipec, divulgado nesta segunda-feira, 29, pela TV Globo, deixa em aberto se a eleição presidencial será resolvida em primeiro ou segundo turno.

Apesar do cenário de estabilidade apontado pelo levantamento, os números da avaliação do governo mostram uma tendência de alta de Jair Bolsonaro (PL), o que pode levar a disputa a ser decidida em outro momento. A avaliação é do cientista político Cláudio André de Souza.

"Os dados mostram estabilidade do cenário, o que quer dizer que as sabatinas, o debate presidencial de ontem (domingo), ainda não mostraram impacto. Precisamos entender se será uma eleição a ser decidida no primeiro ou no segundo turno", disse o cientista em entrevista ao Broadcast Político.

O especialista afirmou ainda que um segundo turno pode beneficiar Bolsonaro porque daria a ele mais tempo para melhorar a avaliação do governo. "(O segundo turno) pode dar um fôlego para gerar o impacto maior dessa recuperação de Bolsonaro, quanto à diminuição da avaliação negativa, e isso pode se tornar intenção de voto."

Para Cláudio André, no entanto, a questão é entender se o presidente vai conseguir recuperar, a pouco mais de um mês da eleição, o tamanho político que tinha em 2018.

FONTEhttps://www.noticiasaominuto.com.br/politica/1939430/resultado-da-pesquisa-ipec-deixa-em-aberto-decisao-em-1-turno-diz-cientista

sábado, 24 de outubro de 2020

Da Hora 22.10.2020 - Eleições 2020 - Candidato à Prefeitura de Aracoiaba Thiago Campelo (PDT)

FONTE: Programa exibido em 22.10.2020

SAIBA MAIS SOBRE THIAGO CAMPELO NO BLOG DO PARCEIRO: 
CLIQUE AQUI
Já que não vai ter debate, tá uma oportunidade de vocês conhecerem as propostas de um dos candidatos!

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Programa do Rochinha promove hoje (27) debate entre os candidatos a Prefeito por Aracoiaba Edim da Bill e Thiago Campelo

JOSÉ WILSON  e EDIM DA BILL
X
THIAGO CAMPELO e SELMA BEZERRA

Dentro das normas que validam as determinações do Tribunal Superior Eleitoral, TSE, Tribunal Regional Eleitoral, TRE, e da Justiça Eleitoral de Aracoiaba, a FM Maior de Baturité, 93,3, através do Programa do Rochinha, apresentado de segunda a sexta feira, das 6 às 7h, à frente seu apresentador titular José Távora Costa (Rochinha), e demais Radialistas do mesmo prefixo e programa, fica determinado democraticamente um DEBATE, entre as duas chapas que concorrerão a eleição suplementar de Aracoiaba em 01 de dezembro de 2019.

Ciente que os referidos candidatos irão atender as regras, aguardamos pois, dos senhores, confirmação deste convite dessa respeitável e querida Emissora de Radio, pertencente à grande cadeia radiofônica da importante SomZoom Sat.

O Debate será realizado hoje, 27 (quarta) de novembro de 2019, de 6 às 7h.

Devido o espaço do Studio, só será permitida a entrada dos Candidatos e mais um assessor, que poderá filmar e fotografar o Debate. O Assessor só poderá falar com o Candidato ou Apresentador, durante os intervalos que serão de no máximo 1 minuto.

Os temas que serão enfocados no debate, entre os candidatos, são os que seguem: Agricultura, Assistência Social, Cultura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, Educação, Funcionalismo, Infraestrutura, Instituto de Previdência, Meio Ambiente e Saúde.

As perguntas serão feitas aos Candidatos com os temas em ordem acima apresentados, sendo que o primeiro Candidato a responder será escolhido através de sorteio.

Os Candidatos terão Três (3) minutos para responder, Sessenta (60) segundos para a réplica e Trinta (30) segundos para tréplica.

Lembramos, que os candidatos não podem fazer pedidos explícitos de voto.


Pedido de direito de resposta, será avaliado por três pessoas que não integram a equipe do Programa e não são de Aracoiaba.


O Debate será transmitido também pelo facebook na página do Programa do Rochinha
e pelo twitter.

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VÍDEO NO YOUTUBE:

sábado, 19 de janeiro de 2019

Desafio dos 10 anos levanta debate sobre reconhecimento facial

Jogo que viralizou no Facebook levantou discussão entre especialistas
(Foto: reprodução)
Se você é usuário da rede social Facebook, dificilmente ainda não viu na sua linha do tempo alguma publicação de um amigo com duas fotos, uma de 2009 e outra de 2019. O jogo, apelidado de “desafio dos 10 anos” (ou #10yearchallenge, na hashtag do termo em inglês), viralizou desde ontem (16) e tornou-se a principal “brincadeira” do momento na plataforma.

O desafio ganhou toda forma de adaptação, desde pessoas postando fotos comparando suas imagens nos últimos dez anos até um gancho para comparação de artistas, políticos, locais e situações. O meme tornou-se um recurso para debates desde a evolução pessoal dos usuários até discordâncias políticas no site.

Contudo, a popularidade do desafio provocou também debate por parte de especialistas em segurança da informação e proteção de dados pessoais. A consultora e autora de livros em tecnologias digitais norte-americana Kate O’Neill publicou questionamentos nas redes sociais e na mais importante revista de tecnologia do mundo, Wired, apontando até que medida as imagens publicadas não poderiam estar sendo usadas para “treinar” o sistema do Facebook que realiza o reconhecimento facial dos usuários.

Marcação automática

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

A emissora ‘vai cair’, profetiza Cabo Daciolo após ser barrado no debate da Globo

Cabo Daciolo

Barrado no debate promovido nesta quinta (4) pela Rede Globo, Cabo Daciolo profetizou que a emissora “vai cair” e acusou-a de estar “adorando Satanás”. Também atacou a maçonaria e a sociedade secreta Illuminati, que estariam infiltradas em igrejas. Daciolo chegou a recorrer ao TSE (ITribunal Superior Eleitoral) para participar do encontro da Globo.

Com 1% no Datafolha, ele foi convidado por todas as outras emissoras, mas a Globo entendeu que seu partido, o Patriota, não tem o mínimo de representantes no Congresso que lhe garantiria o direito de participar de debates. Isso porque um deles teria mudado de partido, segundo documento do TSE.
“Todas as emissoras nos receberam de braços abertos. A dona Rede Globo, não”, reclamou. “Na verdade, a dona Rede Globo está com medo, medo, medo.” A duas horas do debate, Daciolo começou uma transmissão ao vivo em seu Facebook, no qual prometeu “orar por aqueles que nos perseguem”.
Evangélico sem filiação a uma igreja específica, o candidato disse que a Globo não precisa ter medo dele, e sim de Deus. “Você vai cair. Não faço parte da maçonaria, não faço parte dos Illuminati”, afirmou.
Com informações Folha de São Paulo

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Candidatos fazem hoje último debate antes das eleições

O debate vai ser mediado pelo jornalista William Bonner e começa às 22h
© Paulo Whitaker / Reuters
Globo realiza nesta quinta-feira(4), o último debate entre os candidatos a presidência do Brasil antes das eleições que ocorrem no próximo domingo(7).

O debate vai ser mediado pelo jornalista William Bonner e começa às 22h, após a novela ‘Segundo Sol’.

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) não deve participar do programa, segundo a assessoria do presidenciável os médicos responsáveis vetaram a participação do presidenciável no debate.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

18 motivos para não se reduzir a maioridade penal


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O debate sobre a redução da maioridade penal é muito complexo. Não porque seja difícil defender a inconsequência e a ineficácia da medida enquanto solução para os problemas da violência e criminalidade. Mas, principalmente, por ter de enfrentar um imaginário retroalimentado pela grande mídia o tempo todo e há muitos anos, que reafirma: há pessoas que colocam a sociedade em risco. Precisamos nos ver livres delas. Se possível, matá-las. Ou ao menos prendê-las, quanto mais e quanto antes.
Em sala de aula, ver adolescentes defendendo a prisão e a morte para seus iguais dói. Mas é possível reverter esse pensamento.“Queremos justiça ou vingança?”, é a pergunta que mais gosto de fazer.
E você que me lê, se quer vingança, está correto. Reduza a maioridade penal para 16, e depois para 14, 12, 10 anos. Prenda em maior número e cada vez mais cedo. Institua a pena de morte.
Mas se quer justiça, as saídas são outras. E te apresento abaixo, 18 razões para refletir.

1) Porque já responsabilizamos adolescentes em ato infracionalA partir dos 12 anos, qualquer adolescente é responsabilizado pelo ato cometido contra a lei. Essa responsabilização, executada por meio de medidas socioeducativas previstas no ECA, tem o objetivo de ajudá-lo a recomeçar e a prepará-lo para uma vida adulta de acordo com o socialmente estabelecido. É parte do seu processo de aprendizagem que ele não volte a repetir o ato infracional.
Por isso, não devemos confundir impunidade com imputabilidade. A imputabilidade, segundo o Código Penal, é a capacidade da pessoa entender que o fato é ilícito e agir de acordo com esse entendimento, fundamentando em sua maturidade psíquica.

2) Porque a lei já existe, resta ser cumpridaO ECA prevê seis medidas educativas: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação. Recomenda que a medida seja aplicada de acordo com a capacidade de cumpri-la, as circunstâncias do fato e a gravidade da infração.
Muitos adolescentes, que são privados de sua liberdade, não ficam em instituições preparadas para sua reeducação, reproduzindo o ambiente de uma prisão comum. E mais: o adolescente pode ficar até 9 anos em medidas socioeducativas, sendo três anos interno, três em semiliberdade e três em liberdade assistida, com o Estado acompanhando e ajudando a se reinserir na sociedade.
Não adianta só endurecer as leis se o próprio Estado não as cumpre.

3) Porque o índice de reincidência nas prisões é de 70%Não há dados que comprovem que o rebaixamento da idade penal reduz os índices de criminalidade juvenil. Ao contrário, o ingresso antecipado no falido sistema penal brasileiro expõe as(os) adolescentes a mecanismos/comportamentos reprodutores da violência, como o aumento das chances de reincidência, uma vez que as taxas nas penitenciárias são de 70% enquanto no sistema socioeducativo estão abaixo de 20%.
A violência não será solucionada com a culpabilização e punição, mas pela ação da sociedade e governos nas instâncias psíquicas, sociais, políticas e econômicas que as reproduzem. Agir punindo e sem se preocupar em discutir quais os reais motivos que reproduzem e mantém a violência, só gera mais violência.

4) Porque o sistema prisional brasileiro não suporta mais pessoasO Brasil tem a 4° maior população carcerária do mundo e um sistema prisional superlotado com 500 mil presos. Só fica atrás em número de presos para os Estados Unidos (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).
O sistema penitenciário brasileiro NÃO tem cumprido sua função social de controle, reinserção e reeducação dos agentes da violência. Ao contrário, tem demonstrado ser uma “escola do crime”.
Portanto, nenhum tipo de experiência na cadeia pode contribuir com o processo de reeducação e reintegração dos jovens na sociedade.

5) Porque reduzir a maioridade penal não reduz a violênciaMuitos estudos no campo da criminologia e das ciências sociais têm demonstrado que NÃO HÁ RELAÇÃO direta de causalidade entre a adoção de soluções punitivas e repressivas e a diminuição dos índices de violência.
No sentido contrário, no entanto, se observa que são as políticas e ações de natureza social que desempenham um papel importante na redução das taxas de criminalidade.
Dados do Unicef revelam a experiência malsucedida dos EUA. O país, que assinou a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, aplicou em seus adolescentes, penas previstas para os adultos. Os jovens que cumpriram pena em penitenciárias voltaram a delinquir e de forma mais violenta. O resultado concreto para a sociedade foi o agravamento da violência.

6) Porque fixar a maioridade penal em 18 anos é tendência mundialDiferentemente do que alguns jornais, revistas ou veículos de comunicação em geral têm divulgado, a idade de responsabilidade penal no Brasil não se encontra em desequilíbrio se comparada à maioria dos países do mundo.
De uma lista de 54 países analisados, a maioria deles adota a idade de responsabilidade penal absoluta aos 18 anos de idade, como é o caso brasileiro.
Essa fixação majoritária decorre das recomendações internacionais que sugerem a existência de um sistema de justiça especializado para julgar, processar e responsabilizar autores de delitos abaixo dos 18 anos.
7) Porque a fase de transição justifica o tratamento diferenciadoA Doutrina da Proteção Integral é o que caracteriza o tratamento jurídico dispensado pelo Direito Brasileiro às crianças e adolescentes, cujos fundamentos encontram-se no próprio texto constitucional, em documentos e tratados internacionais e no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Tal doutrina exige que os direitos humanos de crianças e adolescentes sejam respeitados e garantidos de forma integral e integrada, mediando e operacionalização de políticas de natureza universal, protetiva e socioeducativa.
A definição do adolescente como a pessoa entre 12 e 18 anos incompletos implica a incidência de um sistema de justiça especializado para responder a infrações penais quando o autor trata-se de um adolescente.
A imposição de medidas socioeducativas e não das penas criminais relaciona-se justamente com a finalidade pedagógica que o sistema deve alcançar, e decorre do reconhecimento da condição peculiar de desenvolvimento na qual se encontra o adolescente.

8) Porque as leis não podem se pautar na exceçãoAté junho de 2011, o Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei (CNACL), do Conselho Nacional de Justiça, registrou ocorrências de mais de 90 mil adolescentes. Desses, cerca de 30 mil cumprem medidas socioeducativas. O número, embora seja considerável, corresponde a 0,5% da população jovem do Brasil, que conta com 21 milhões de meninos e meninas entre 12 e 18 anos.
Sabemos que os jovens infratores são a minoria, no entanto, é pensando neles que surgem as propostas de redução da idade penal. Cabe lembrar que a exceção nunca pode pautar a definição da política criminal e muito menos a adoção de leis, que devem ser universais e valer para todos.
As causas da violência e da desigualdade social não se resolverão com a adoção de leis penais severas. O processo exige que sejam tomadas medidas capazes de romper com a banalização da violência e seu ciclo. Ações no campo da educação, por exemplo, demonstram-se positivas na diminuição da vulnerabilidade de centenas de adolescentes ao crime e à violência.

9) Porque reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, não a causaA constituição brasileira assegura nos artigos 5º e 6º direitos fundamentais como educação, saúde, moradia etc. Com muitos desses direitos negados, a probabilidade do envolvimento com o crime aumenta, sobretudo entre os jovens.
O adolescente marginalizado não surge ao acaso. Ele é fruto de um estado de injustiça social que gera e agrava a pobreza em que sobrevive grande parte da população.
A marginalidade torna-se uma prática moldada pelas condições sociais e históricas em que os homens vivem. O adolescente em conflito com a lei é considerado um ‘sintoma’ social, utilizado como uma forma de eximir a responsabilidade que a sociedade tem nessa construção.
Reduzir a maioridade é transferir o problema. Para o Estado é mais fácil prender do que educar.

10) Porque educar é melhor e mais eficiente do que punirA educação é fundamental para qualquer indivíduo se tornar um cidadão, mas é realidade que no Brasil muitos jovens pobres são excluídos deste processo. Puni-los com o encarceramento é tirar a chance de se tornarem cidadãos conscientes de direitos e deveres, é assumir a própria incompetência do Estado em lhes assegurar esse direito básico que é a educação.
As causas da violência e da desigualdade social não se resolverão com adoção de leis penais mais severas. O processo exige que sejam tomadas medidas capazes de romper com a banalização da violência e seu ciclo. Ações no campo da educação, por exemplo, demonstram-se positivas na diminuição da vulnerabilidade de centenas de adolescentes ao crime e à violência.
Precisamos valorizar o jovem, considerá-los como parceiros na caminhada para a construção de uma sociedade melhor. E não como os vilões que estão colocando toda uma nação em risco.

11) Porque reduzir a maioridade penal isenta o Estado do compromisso com a juventudeO Brasil não aplicou as políticas necessárias para garantir às crianças, aos adolescentes e jovens o pleno exercício de seus direitos e isso ajudou em muito a aumentar os índices de criminalidade da juventude.
O que estamos vendo é uma mudança de um tipo de Estado que deveria garantir direitos para um tipo de Estado Penal que administra a panela de pressão de uma sociedade tão desigual. Deve-se mencionar ainda a ineficiência do Estado para emplacar programas de prevenção da criminalidade e de assistência social eficazes, junto às comunidades mais pobres, além da deficiência generalizada em nosso sistema educacional.

12) Porque os adolescentes são as maiores vítimas, e não os principais autores da violênciaAté junho de 2011, cerca de 90 mil adolescentes cometeram atos infracionais. Destes, cerca de 30 mil cumprem medidas socioeducativas. O número, embora considerável, corresponde a 0,5% da população jovem do Brasil que conta com 21 milhões de meninos e meninas entre 12 e 18 anos.
Os homicídios de crianças e adolescentes brasileiros cresceram vertiginosamente nas últimas décadas: 346% entre 1980 e 2010. De 1981 a 2010, mais de 176 mil foram mortos e só em 2010, o número foi de 8.686 crianças e adolescentes assassinadas, ou seja, 24 POR DIA!
A Organização Mundial de Saúde diz que o Brasil ocupa a quarta posição entre 92 países do mundo analisados em pesquisa. Aqui são 13 homicídios para cada 100 mil crianças e adolescentes; de 50 a 150 vezes maior que países como Inglaterra, Portugal, Espanha, Irlanda, Itália, Egito cujas taxas mal chegam a 0,2 homicídios para a mesma quantidade de crianças e adolescentes.

13) Porque, na prática, a PEC 33/2012 é inviávelA Proposta de Emenda Constitucional quer alterar os artigos 129 e 228 da Constituição Federal, acrescentando um parágrafo que prevê a possibilidade de desconsiderar da inimputabilidade penal de maiores de 16 anos e menores de 18 anos.
E o que isso quer dizer? Que continuarão sendo julgados nas varas Especializadas Criminais da Infância e Juventude, mas se o Ministério Publico quiser poderá pedir para ‘desconsiderar inimputabilidade’, o juiz decidirá se o adolescente tem capacidade para responder por seus delitos. Seriam necessários laudos psicológicos e perícia psiquiátrica diante das infrações: crimes hediondos, tráfico de drogas, tortura e terrorismo ou reincidência na pratica de lesão corporal grave e roubo qualificado. Os laudos atrasariam os processos e congestionariam a rede pública de saúde.
A PEC apenas delega ao juiz a responsabilidade de dizer se o adolescente deve ou não ser punido como um adulto.
No Brasil, o gargalo da impunidade está na ineficiência da polícia investigativa e na lentidão dos julgamentos. Ao contrário do senso comum, muito divulgado pela mídia, aumentar as penas e para um número cada vez mais abrangente de pessoas não ajuda em nada a diminuir a criminalidade, pois, muitas vezes, elas não chegam a ser aplicadas.

14) Porque reduzir a maioridade penal não afasta crianças e adolescentes do crimeSe reduzida a idade penal, estes serão recrutados cada vez mais cedo.
O problema da marginalidade é causado por uma série de fatores. Vivemos em um país onde há má gestão de programas sociais/educacionais, escassez das ações de planejamento familiar, pouca oferta de lazer nas periferias, lentidão de urbanização de favelas, pouco policiamento comunitário, e assim por diante.
A redução da maioridade penal não visa a resolver o problema da violência. Apenas fingir que há “justiça”. Um autoengano coletivo quando, na verdade, é apenas uma forma de massacrar quem já é massacrado.
Medidas como essa têm caráter de vingança, não de solução dos graves problemas do Brasil que são de fundo econômico, social, político. O debate sobre o aumento das punições a criminosos juvenis envolve um grave problema: a lei do menor esforço. Esta seduz políticos prontos para oferecer soluções fáceis e rápidas diante do clamor popular.
Nesse momento, diante de um crime odioso, é mais fácil mandar quebrar o termômetro do que falar em enfrentar com seriedade a infecção que gera a febre.

15) Porque afronta leis brasileiras e acordos internacionaisVai contra a Constituição Federal Brasileira que reconhece prioridade e proteção especial a crianças e adolescentes. A redução é inconstitucional.
Vai contra o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) de princípios administrativos, políticos e pedagógicos que orientam os programas de medidas socioeducativas.
Vai contra a Doutrina da Proteção Integral do Direito Brasileiro que exige que os direitos humanos de crianças e adolescentes sejam respeitados e garantidos de forma integral e integrada às políticas de natureza universal, protetiva e socioeducativa.
Vai contra parâmetros internacionais de leis especiais para os casos que envolvem pessoas abaixo dos 18 anos autoras de infrações penais.
Vai contra a Convenção sobre os Direitos da Criança e do Adolescente da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Declaração Internacional dos Direitos da Criança compromissos assinados pelo Brasil.

16) Porque poder votar não tem a ver com ser preso com adultosO voto aos 16 anos é opcional e não obrigatório, direito adquirido pela juventude. O voto não é para a vida toda, e caso o adolescente se arrependa ou se decepcione com sua escolha, ele pode corrigir seu voto nas eleições seguintes. Ele pode votar aos 16, mas não pode ser votado.
Nesta idade ele tem maturidade sim para votar, compreender e responsabilizar-se por um ato infracional.
Em nosso país qualquer adolescente, a partir dos 12 anos, pode ser responsabilizado pelo cometimento de um ato contra a lei.
O tratamento é diferenciado não porque o adolescente não sabe o que está fazendo. Mas pela sua condição especial de pessoa em desenvolvimento e, neste sentido, o objetivo da medida socioeducativa não é fazê-lo sofrer pelos erros que cometeu, e sim prepará-lo para uma vida adulta e ajuda-lo a recomeçar.

17) Porque o Brasil está dentro dos padrões internacionaisSão minoria os países que definem o adulto como pessoa menor de 18 anos. Das 57 legislações analisadas pela ONU, 17% adotam idade menor do que 18 anos como critério para a definição legal de adulto.
Alemanha e Espanha elevaram recentemente para 18 a idade penal e a primeira criou ainda um sistema especial para julgar os jovens na faixa de 18 a 21 anos.
Tomando 55 países de pesquisa da ONU, na média os jovens representam 11,6% do total de infratores, enquanto no Brasil está em torno de 10%. Portanto, o país está dentro dos padrões internacionais e abaixo mesmo do que se deveria esperar. No Japão, eles representam 42,6% e ainda assim a idade penal no país é de 20 anos.
Se o Brasil chama a atenção por algum motivo é pela enorme proporção de jovens vítimas de crimes e não pela de infratores.

18) Porque importantes órgãos têm apontado que não é uma boa soluçãoO Unicef expressa sua posição contrária à redução da idade penal, assim como à qualquer alteração desta natureza. Acredita que ela representa um enorme retrocesso no atual estágio de defesa, promoção e garantia dos direitos da criança e do adolescente no Brasil. A Organização dos Estados Americanos (OEA) comprovou que há mais jovens vítimas da criminalidade do que agentes dela.
O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) defende o debate ampliado para que o Brasil não conduza mudanças em sua legislação sob o impacto dos acontecimentos e das emoções.


FONTE: http://limpinhoecheiroso.com/2015/04/11/18-motivos-para-nao-se-reduzir-a-maioridade-penal/

sábado, 25 de outubro de 2014

Último debate retoma Caso Petrobras

FIM DE CAMPANHA

Último debate retoma Caso Petrobras

25.10.2014

Aécio Neves usou denúncia de 'Veja' para abrir o último embate na televisão com a petista Dilma Rousseff

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Durante dois blocos do debate na TV Globo, eleitores indecisos questionaram Dilma Rousseff e Aécio Neves sobre temas como fator previdenciário, moradia, educação e corrupção
REUTERS
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São Paulo Tema que permeou toda a campanha presidencial, o suposto caso de corrupção na Petrobras foi um dos pontos principais do debate de ontem entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) na TV Globo, o último antes das eleições de amanhã. Os dois candidatos voltaram a travar um embate acirrado, em que a troca de acusações se sobrepôs à apresentação de propostas.
Em uma postura clara de ataque devido à desvantagem nas pesquisas, o tucano acusou a rival de patrocinar a "mais sórdida das campanhas eleitorais". Ele também rebateu a afirmação da adversária de que irá acabar com programas sociais.
Até o mensalão do PT e o mensalão tucano, escândalos envolvendo cada um dos dois partidos da disputa presidencial, foram abordados. Dilma voltou a martelar um de seus motes, o de que os tucanos varreram escândalos para debaixo do tapete quando governaram o país (1995-2002).
Também levou ao debate a crise de abastecimento de água em São Paulo, comandado pelos tucanos, afirmando ser uma "vergonha" a "falta de planejamento do Estado mais rico do país". Dilma chegou a citar o humorista José Simão, que disse que, graças ao governo tucano, os paulistas precisariam do programa Meu banho, Minha Vida.
O debate da TV Globo - o quarto deste segundo turno e o nono de toda a eleição presidencial - foi realizado um dia depois de as pesquisas Datafolha e Ibope mostrarem Dilma com vantagem numérica e fora da margem de erro sobre Aécio.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Dilma e Aécio se enfrentam, nesta sexta, em último debate antes da eleição


Dilma e Aécio se enfrentam, nesta sexta, em último debate antes da eleição

A candidata do PT, Dilma Rousseff, e o candidato do PSDB, Aécio Neves, participam, às 22h10 desta sexta-feira (24), do último debate antes do segundo turno da eleição para presidente da República. Promovido pela Rede Globo, o confronto terá duração de uma hora e 50 minutos, e será dividido em quatro blocos. 
No primeiro e no terceiro blocos, o tema será livre, com os candidatos fazendo perguntas entre si. Nos outros dois blocos, os candidatos responderão a oito perguntas elaboradas por parte de 71 eleitores indecisosselecionados pelo Ibope que estarão na plateia. No último bloco, os candidatos farão suas considerações finais. 
Aécio e Dilma se enfrentam em último debate
Aécio e Dilma se enfrentam em último debate
Dilma dispara na frente de Aécio, segundo Ibope e Datafolha 
Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (23) na corrida para a Presidência da República mostra Dilma Rousseff (PT) com 54% dos votos válidos. Aécio Neves (PSDB) aparece com 46%. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Neste sábado, estão previstas as divulgações de novas pesquisas do Datafolha e do Ibope.
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada divulgada na quinta-feira (23) são:
- Dilma Rousseff: 49%
- Aécio Neves: 41%
- Branco/nulo: 7%
- Não sabe/não respondeu: 3%

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Debate sobre eleições nas redes sociais abala amizades

AMIGOS E RIVAIS

Debate sobre eleições nas redes sociais abala amizades

Agência Brasil | 13h57 | 23.10.2014

"Gente, quem perdeu família ou amigos por causa dessa eleição vamos combinar de passar o Natal juntos", disse uma internauta

O intenso uso das redes sociais para expressar apoio político nestas eleições e o acirramento das tensões devido à proximidade do segundo turno, marcado para o próximo domingo (26), têm afetado amizades e relações familiares. Uma usuária do Twitter resumiu a situação em um post que lhe rendeu mais de 17 mil curtidas: "gente, quem perdeu família ou amigos por causa dessa eleição vamos combinar de passar o Natal juntos".
Pesquisa Datafolha divulgada na última quarta-feira (22) mostrou aumento no índice de pessoas que disseram ter interesse nas eleições. Dos 4.355 entrevistados, 50% responderam que têm interesse no pleito. No fim de agosto, essa porcentagem era 39%. Esse crescimento também influencia no aumento da circulação de vídeos, textos e até mesmo ofensas nas redes sociais.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Candidatos ao Governo trocam farpas durante debate na TV Diário

ELEIÇÕES 2014

Candidatos ao Governo trocam farpas durante debate na TV Diário

Lia Girão | 21h07 | 28.09.2014

O principal tema que envolveu o bate boca entre os candidatos ao Governo foi o envolvimento do candidato do PT no chamado 'escândalo dos banheiros'

Debate
Insultos foram trocados pelos candidatos durante o debate
FOTO: ERIKA FONSECA
Os candidatos que disputam o Governo do Estado trocaram farpas no debate promovido pela TV Diário na noite deste domingo (28), a uma semana das eleições. O principal tema que envolveu o bate boca entre Ailton Lopes (PSOL), Camilo Santana (PT), Eliane Novais (PSB) e Eunício Oliveira (PMDB) foi o envolvimento do candidato do PT no chamado'escândalo dos banheiros', esquema de desvio de recursos da Secretaria das Cidades, do Governo do Estado, para a construção de kits sanitários.
O espaço, de quase 2h, que serviu para a apresentação de propostas de gestão dos candidatos, foi usado, em diversos momentos, para ataques pessoais entre os postulantes ao Governo. Camilo disse estar "indignado" com a postura de Eunício, que, segundo o candidato do PT, estaria usando o espaço de propaganda eleitoral na televisão para atacá-lo "levianamente", acusando-o de estar envolvido no 'escândalo dos banheiros'. "O problema aconteceu em junho de 2010, e eu assumi a pasta em janeiro de 2011", disparou Camilo, acusando, em contrapartida, os então aliados de Eunício - Teo e Teodorico Menezes - de estarem envolvidos no esquema.
Saúde e infraestrutura em pauta
Questionado sobre o que faria para melhorar a situação da saúde, o candidato do PMDB disse reconhecer o investimento do governo atual na construção de ferramentas, mas apontou a falta de profissionais nas unidades de saúde como o motivo pelos quais a saúde está precarizada. "Foram feitos hospitais, mas não colocaram gente para fazer esses hospitais funcionarem", disparou, criticando a atual gestão. Eunício prometeu contratar 12 mil profissionais de saúde por meio de concurso público. 
Pontuando as milhares de pessoas que tiveram problemas de saúde em 2013 devido à contaminação das águas no Interior, Ailton Lopes perguntou a Eunício sobre o que ele faria para melhorar a situação da convivência com a seca fora da Capital. "Água boa é só para o povo rico? Para o povo pobre é só contaminada?", questionou o candidato do PSOL ao peemedebista, que prometeu perfurar 3 mil poços no Interior caso seja eleito.
Ainda sobre infraestrutura, Eliane respondeu às perguntas afirmando que implantar projetos depavimentação permanente nas rodovias do Estado, univesalizar a água e tratar 100% do esgoto do Estado, além de construir 5 mil poços, 2 mil a mais do que prometeu Eunício, no Interior. 


FONTE:
DIÁRIO DO NORDESTE

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Dilma e Marina duelam em segundo debate

SUCESSÃO PRESIDENCIAL

Dilma e Marina duelam em segundo debate

02.09.2014

As duas candidatas protagonizaram o principal embate no segundo encontro realizado na campanha

Debate
Antes ocupante do primeiro lugar isolado nas pesquisas de intenção de voto, Dilma escolheu Marina como alvo preferencial das críticas e questionou se ela conseguiria obter governabilidade
FOTO: ICHIRO GUERRA/ DILMA 13
Osasco Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) concentraram ontem os principais duelos no segundo debate entre os candidatos à Presidência da República. Enquanto Dilma e Marina, empatadas na liderança das intenções de voto nas pesquisas, travaram alguns confrontos, Aécio Neves (PSDB), agora na terceira posição, concentrou ataques à presidente. O debate foi realizado por SBT, Jovem Pan, UOL e Folha de São Paulo.
A presidente foi questionada sobre os rumos da economia do País para a explicar os motivos da queda do PIB brasileiro e negou que o Brasil enfrente uma recessão. "Nós não estamos em recessão, porque o mercado consumidor ele aumenta por conta do emprego e por conta do aumento de salários", defendeu.
"A queda da atividade econômica atual é momentânea. A seca e o prolongamento da crise econômica têm um grande impacto", afirmou Dilma. Segundo a presidente, a economia internacional ainda não se recuperou da crise iniciada em 2008.

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