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segunda-feira, 2 de março de 2020

PMs desocupam batalhões, e parte dos veículos da polícia volta às ruas após fim do motim no Ceará

Policiais militares votam por encerrar motim no Ceará mesmo sem anistia. Depois de 13 dias de paralisação, parte da categoria voltou às ruas nesta segunda-feira (2).
Carros da polícia têm os pneus recalibrados após
 fim do motim no Ceará — Foto: Fabiane de Paula/SVM
POR G1 CE
Policiais militares que estavam amotinados durante a paralisação da PM desocuparam os batalhões de Fortaleza e do interior do Ceará nesta segunda-feira (2), após o fim do motim da categoria que durou 13 dias. No entanto, parte dos carros da polícia que foram danificados e tiveram os pneus esvaziados permanecem no 18º Batalhão da PM, no Bairro Antônio Bezerra, na capital, pois têm de passar por reparos e perícia antes de serem retirados.
Já no interior, carros e motos da polícia já passaram por manutenção e são vistos no patrulhamento das ruas.

LEIA TAMBÉM: Governador Camilo Santana se pronuncia sobre fim do motim de parte da PM

No entorno do 18º Batalhão, os policiais atuam para tentar retirar todos os veículos do local. Comandantes de outros batalhões também se dirigiram ao local para identificar se há veículos pertencentes a suas equipes.

No fim da manhã, o acordo que permitiu o fim do motim foi formalizado e assinado no Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE). Uma comissão permanente vai ser criada para monitorar os processos abertos contra os amotinados e acompanhar reivindicações da categoria que ainda não foram objeto de diálogo. Em pronunciamento em uma rede social, o governador Camilo Santana reafirmou que todos os processos abertos contra pessoas que desrespeitaram as leis durante o motim vão ser conduzidos respeitando o devido processo legal.


Borracheiro enche pneus de viaturas danificadas durante
 paralisação da polícia em Fortaleza — Foto: Fabiane de
Paula/SVM
Os policiais catalogam os carros para identificar as condições dos veículos. Um borracheiro foi contratado para recuperar os pneus esvaziados pelos policiais. Outros veículos que precisam de maiores reparos devem ser rebocados para oficinas.

O quarteirão onde fica localizado o 18° foi bloqueado sob a justificativa de que haveria uma perícia nos veículos oficiais, nos entornos e no próprio batalhão.

A escola que fica ao lado do batalhão e foi ocupada pelos policiais também foi liberada nesta segunda-feira. A Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza (Sefor) informou que realizará uma reunião com a Escola José Bezerra de Menezes para definir o calendário de reposição das aulas.
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Policiais reivindicam anistia, ajuste salarial e outros 16 pontos para encerrar motim de militares no Ceará

Paralisação de parte dos policiais militares do Ceará chega ao 10º dia com batalhões ocupados e número de homicídios acima da média.
Policiais continuam paralisados e amotinados em
 batalhões no Ceará — Foto: Camila Lima/SVM
Os policiais militares paralisados no Ceará apresentaram nesta quinta-feira (27) 18 pontos de reivindicação para encerrar o motim da categoria. O primeiro deles é a anistia dos policiais que aderiram ao movimento grevista. O governador do Ceará, Camilo Santana, havia dito na sexta-feira que não negociaria anistia dos militares amotinados.

Os policiais demandam também reajuste salarial, auxílio por risco de vida, auxílio de insalubridade, adicional noturno e outros pontos. Confira a lista abaixo.

As condições para encerrar o motim foram apresentadas na segunda reunião da comissão formada por representantes dos poderes legislativo, judiciário e executivo, além de representantes do Ministério Público, Exército e Polícia Militar.

A pauta de reivindicação será levada agora ao governador Camilo Santana, que analisará a proposta.

Reivindicação dos policiais

  1. Anistia Administrativa e Criminal dos policiais;
  2. Reajuste salarial com aplicação da inflação dos anos 2021 e 2022;
  3. Equiparação do auxílio alimentação dos militares aos valores dos demais servidores do estado;
  4. Regulamentação das escalas de serviço: 12x24 (12 horas de trabalho para 24 horas de folga) e 12x72;
  5. Reajuste do pró-labore do BSP, valores equivalentes a 30% dos valores salarias percebidos da respectiva graduação e/ou postos da ativa;
  6. Auxílio saúde ou recriação do Hospital da Polícia Militar;
  7. Fim da idade limite para concorrer ao CFO por militares estaduais;
  8. Reajuste das diárias de pousada e alimentação;
  9. Plano habitacional destinado a militares;
  10. Isenção de ICMS para aquisição de armas e munições pelos militares estaduais;
  11. Auxílio uniforme;
  12. Auxílio de risco de vida;
  13. Auxílio insalubridade;
  14. Adicional noturno;
  15. Revisão de pontos da Lei de Promoções;
  16. Isenção de condutores de viaturas policiais e por danos causados em acidentes;
  17. Equiparar as viúvas e pensionistas com benefícios dos anos de 2004 a 2011;
  18. Exclusão da proibição da consignação das associações de policiais militares.

Os policiais militares escolheram como intermediador um coronel reformado do Exército, que é advogado de associações militares.

“Quando os ânimos se acalmarem, aí nós falaremos como é que pode ser negociada a situação dos policiais, como pode ser negociado esse dilema em que se entrou”, disse o coronel Walmir Medeiros.
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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Greve só acaba com queda do preço nas bombas, diz líderes do movimento

Segundo o presidente da Unicam, José Araújo Silva, a manifestação começou de forma 'voluntária' e os líderes não têm o poder de acabar com ela
© Marcelo Camargo/Agência Brasil 
POR NOTÍCIAS AO MINUTO - Após reconhecer que o governo atendeu a todas as reinvidicações da categoria, o presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), José Araújo Silva (China), afirmou que a greve deve persistir até que o preço do diesel caia também nas bombas.

Outros três líderes do movimento afirmaram que o acordo atendia aos pedidos dos caminhoneiros: Carlos Alberto Litti Dahmer, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí (RS), José da Fonseca Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), e Diumar Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA).

Segundo Silva, conhecido como China, os termos do acordo fechado no domingo (27) estão sendo passados para os caminhoneiros. Alguns teriam dito que a paralisação vai continuar.

Governo cede e aguarda fim da paralisação dos caminhoneiros

Diesel terá redução de R$ 0,46 por litro durante 60 dias
O presidente Michel Temer anuncia redução no
 preço do óleo diesel (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Por Agência Brasil - 
O governo federal cedeu e decidiu congelar por 60 dias a redução do preço do diesel na bomba em R$ 0,46 por litro. A proposta foi anunciada na noite de hoje (27) pelo presidente Michel Temer, que fez um pronunciamento depois de um dia inteiro de negociações no Palácio do Planalto. A título de comparação, o presidente disse que esse desconto equivale a zerar as alíquotas da Cide e do PIS/Cofins. Os representantes dos caminhoneiros autônomos não aceitaram o congelamento do diesel por apenas 30 dias, como havia sido inicialmente proposto.

O governo federal concordou ainda em eliminar a cobrança do pedágio dos eixos suspensos dos caminhões em todo o país, além de estabelecer um valor mínimo para o frete rodoviário. Essas determinações deverão constar em medidas provisórias a serem publicadas em edição extra no Diário Oficial da União. A expectativa do Palácio do Planalto é que a paralisação, que já dura sete dias e causa enormes prejuízos e transtornos em todo o país, termine logo.

"Os efeitos dessa paralisação na vida de cada cidadão me dispensam de citar a importância da missão nobre de cada trabalhador no setor de cargas. Durante toda esta semana, o governo sempre esteve aberto ao diálogo e assinamos acordo logo no início. Confirmo a validade de tudo que foi acertado", afirmou o presidente. Temer disse que, nas últimas 48 horas, o governo avançou na negociação dessas novas medidas. "Assumimos sacrifícios sem prejudicar a Petrobras." Ele destacou disse que o congelamento valerá por 60 dias e, a partir daí, só haverá reajustes mensais. "Cada caminhoneiro poderá planejar seus custos. Atendemos todas as reivindicações", ressaltou o presidente.
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sábado, 26 de maio de 2018

Waze pede para usuários informarem postos que não têm combustível

(Foto: Reprodução)
Por Olhar Digital - O aplicativo de trânsito Waze está pedindo para os usuários indiquem quais postos de gasolina não possuem combustível, por conta da paralisação dos caminhoneiros e a alta demanda nas cidades.
A plataforma enviou um alerta para 9 milhões de usuários pedindo para que eles compartilhassem informações sobre quais postos ainda tem combustível, quais não tem mais, além dos preços que estão sendo aplicados.
Ao aproximar-se de um posto de gasolina, o aplicativo solicita que o usuário informe dados, incluindo a opção “Atualize disponibilidade local de combustível”. 
O Waze já costuma avisar os motoristas sobre os preços dos postos de gasolina e, atualmente, a função pode ajudar os usuários a evitarem o trânsito causado em volta dos estabelecimentos, além de impedir que as pessoas fiquem sem conseguir abastecer o carro. 
Veja aqui como encontrar gasolina mais barata no aplicativo. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Paralisação atinge 60% das agências no Estado

BANCÁRIOS

Paralisação atinge 60% das agências no Estado

26.09.2013

O sétimo dia da paralisação dos bancários no Estado contou com fechamento de 349 agências, de um total 507, conforme balanço divulgado ontem pelo Sindicato dos Bancários do Ceará. O número já representa mais de 60% das agência no Ceará.

Na Capital, 172 agências estão fechadas, enquanto que no Interior esse número sobe para de 177. Hoje, o Comando Nacional dos Bancários se reúne, em São Paulo, para fazer uma avaliação da primeira semana de paralisação no País.

A greve, que começou na última quinta-feira (19), atinge 44,9% das agências, considerando 21.500 agências no País, segundo a Federação Brasileira dos Bancos (Fenaban).

Reivindicações
Os bancários pedem reajuste salarial de 11,93%, ou seja, 5% de aumento real, participação nos lucros e resultado (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15 e piso de R$ 2.860. Além disso, querem ainda o fim de metas abusivas e de assédio moral que, segundo a confederação, adoecem os bancários.

Audiência
O deputado federal Chico Lopes requereu ontem à Comissão de Trabalho, Administração e Serviços Públicos, da Câmara Federal, uma audiência pública para buscar respostas às reivindicações dos bancários.

De acordo com o deputado, diante da falta de respostas dos representantes dos bancos, instituições financeiras e empresas de crédito, é solicitado solicita que a Comissão de Trabalho promova a audiência reunindo diretores da Federação Brasileira de Bancos (Febraban/Fenaban) e representantes dos trabalhadores, para promover o diálogo entre os setores, em busca da retomada das atividades. 

FONTE:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1321776


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Serviços alternativos serão aliados do usuário de bancos

COM PARALISAÇÃO

Serviços alternativos serão aliados do usuário de bancos

19.09.2013
Consumidores terão que recorrer aos celulares, caixas eletrônicos e internet para driblarem os efeitos da paralisação
Pelo décimo ano consecutivo, os bancários do Ceará decidiram paralisar suas atividades por tempo indeterminado. A greve, que foi definida em assembleia da categoria realizada no último dia 12, começa hoje e deve comprometer pelo menos parcialmente uma série de serviços que só podem ser realizados nas agências, como aberturas de contas, cadastros (como Bolsa Família) e financiamentos. Os usuários da rede bancária, porém, possuem canais alternativos para não se prejudicarem muito durante a paralisação, que no ano passado durou oito dias.

Os caixas eletrônicos são a principal saída para atender a necessidade do consumidor bancário, sobretudo nos casos de greve FOTO: MARÍLIA CAMELO
O caixa eletrônico, por exemplo, é a opção mais conhecida para driblar os efeitos da greve, além de ser também a alternativa mais completa. Conforme a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o serviço possibilita a realização de operações como pagamentos, saques de conta corrente e poupança, depósitos, transferências, recarga de celular e até desbloqueio de cartões.

As instituições financeiras também oferecem opções como a internet banking, o aplicativo do banco no celular (mobile banking), além das operações bancárias por telefone, que juntos podem suprir diversas necessidades dos consumidores, com exceção de saques, depósitos e recebimento de benefícios, como o seguro desemprego. "Os canais alternativos podem efetuar até 80% das transações bancárias. O consumidor que souber utilizar esses meios não sairá prejudicado com a paralisação", diz o diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará (Seeb-CE), Gustavo Tabatinga. Há também a opção de recorrer aos correspondentes bancários, que são casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.

É importante lembrar, porém, que 15% dos trabalhadores cearenses dos Correios já aderiram à greve da categoria, iniciada na última terça-feira (17), o que pode tornar um pouco difícil a utilização desse canal.

Prazo das contas
O consumidor deve ficar ciente que a paralisação não o isenta de pagar suas contas dentro do prazo estipulado. Assim, para evitar multas e juros, a Febraban recomenda que as pessoas solicitem ao credor uma outra opção de local para efetuar o pagamento, como internet, sede da empresa e código de barras para quitação nos caixas eletrônicos.

Movimento

Apesar de não acreditar em uma adesão de 100% já no primeiro dia de greve, Gustavo Tabatinga avisa que a expectativa é que os bancários cearenses se mobilizem fortemente para aderir a paralisação. "A proposta da Febraban foi fraca. Muitos devem suspender as atividades", opina. Atualmente, o Ceará conta com aproximadamente 10 mil bancários e 500 agências.

A greve dos bancários é um movimento nacional, que foi definido após a Febraban não atender às reivindicações da categoria, dentre elas um reajuste salarial de 11,93% (a federação ofereceu 6,1%).

Lembrando que, em 2011, os bancários ficaram parados por 21 dias, naquela que foi a maior greve de bancos privados dos últimos 20 anos.

ÁQUILA LEITEREPÓRTER





FONTE:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1319242

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