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terça-feira, 31 de agosto de 2021

Orçamento de 2022 prevê salário mínimo de R$ 1.169

Valor é R$ 22 maior que o aprovado na LDO

POR AGÊNCIA BRASIL - A alta da inflação nos últimos meses fez o governo elevar a previsão para o salário mínimo no próximo ano. O projeto da lei orçamentária de 2022, enviado hoje (31) ao Congresso Nacional, prevê salário mínimo de R$ 1.169, R$ 22 mais alto que o valor de R$ 1.147 aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) .

A Constituição determina a manutenção do poder de compra do salário mínimo. Tradicionalmente, a equipe econômica usa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano corrente para corrigir o salário mínimo do Orçamento seguinte.

Com a alta de itens básicos, como alimentos, combustíveis e energia, a previsão para o INPC em 2021 saltou de 4,3% para 6,2%. O valor do salário mínimo pode ficar ainda maior, caso a inflação supere a previsão até o fim do ano.

PIB

O projeto do Orçamento teve poucas alterações em relação às estimativas de crescimento econômico para o próximo ano na comparação com os parâmetros da LDO. A projeção de crescimento do PIB passou de 2,5% para 2,51% em 2022. Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como índice oficial de inflação, foi mantida em 3,5% para o próximo ano.

Outros parâmetros foram revisados. Por causa das altas recentes da Selic (juros básicos da economia), a proposta do Orçamento prevê que a taxa encerrará 2022 em 6,63% ao ano, contra projeção de 4,74% ao ano que constava na LDO.

A previsão para o dólar médio foi mantida em R$ 5,15.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2021-08/orcamento-de-2022-preve-salario-minimo-de-r-1169

sábado, 5 de novembro de 2016

Maioria de prefeitos eleitos tem patrimônio superior ao PIB do município



Muitos municípios brasileiros elegeram, no pleito deste ano, prefeitos com renda declarada muito maior que seus próprios produtos internos brutos (PIBs). O PIB de um município é formado pela soma de suas riquezas, e mais da metade (51,8%) dos prefeitos eleitos em 2016 declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) patrimônios correspondentes a mais que o dobro das riquezas das cidades que governarão.
Uma pesquisa feita pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) revelou que 15,2% (782) deles declararam patrimônio dez vezes maior que o PIB do município pelo qual se elegeram. Em 32 municípios – a maior parte nas regiões Centro-Oeste e Nordeste –, os prefeitos eleitos declararam um patrimônio 100 vezes maior que o PIB.
Um dos maiores expoentes dessa estatística está em Mato Grosso. O prefeito de São José do Xingu, Luiz Carlos Castelo, tem um patrimônio 369 vezes o PIB do município que assumirá em 2017. A maior parte do seu patrimônio declarado de R$ 51,7 milhões se refere a cabeças de gado, equipamentos agrícolas e imóveis. O PIB de São José do Xingu é R$ 140 mil.
Imóveis e gado

domingo, 7 de agosto de 2016

Com Temer, PIB ‘ganha’ R$ 100 bilhões



Os pouco mais de 80 dias do governo do presidente em exercício Michel Temer conseguiram mudar, para melhor, a percepção do mercado em relação à atividade até o fim de 2018. Dados reunidos pelo Banco Central no relatório Focus mostram que, desde que ele assumiu a presidência, os economistas reduziram a previsão de recessão para 2016, mais que dobraram a projeção de crescimento do PIB para o próximo ano e, para 2018, já chegam a indicar uma expansão de 2%.
Na prática, o curto período do governo interino até agora adicionou cerca de R$ 100 bilhões nas previsões do mercado financeiro para o PIB, conforme cálculos da MCM Consultores Associados. A má notícia é que, no caso da área fiscal, algumas estimativas estão ainda piores que no governo Dilma Rousseff.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Mercado prevê mais inflação e retração maior do PIB em 2016

A previsão dos economistas do mercado para 2016 tiveram nova piora, com mais inflação e uma contração maior da economia. Os dados fazem parte de pesquisa feita pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras.
Para este ano, a previsão é de que a inflação fique em 6,87% – a estimativa anterior era de 6,86%. Com isso, ainda continua bem acima da meta central de inflação, de 4,5%, fixada para o ano que vem. Também permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro.
Em 2015, os economistas estimam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, fique em 10,72% – mesma previsão da semana anterior. O dado oficial será divulgado no dia 8 de janeiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação não fica oficialmente acima do teto da meta de inflação por dois anos seguidos desde 2002 e 2003.
Se confirmada a estimativa, representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002 – quando ficou em 12,53%. Para analistas, a alta do dólar e, principalmente, dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressionou os preços no ano passado.
Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. O BC já admitiu que não conseguirá trazer o IPCA para a meta central de 4,5% no próximo ano. Segundo o Banco Central, isso será possível somente em 2017.
PRODUTO INTERNO BRUTO
Para o PIB de 2015, o mercado financeiro passou a prever uma contração de 3,71%, contra a estimativa anterior de uma queda de 3,7%. Se confirmado (o número oficial só será divulgado em março), será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.
Para 2016, os economistas das instituições financeiras aumentaram de 2,81% para 2,95% a expectativa de retração na economia do país. Esta foi a décima terceira queda seguida na previsão do mercado para o PIB do próximo ano.
Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. No mês passado, a "prévia" do PIB do BC indicou uma contração de 3,38% até setembro.
TAXA DE JUROS
Após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% no fim de novembro, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que os juros voltarão a subir em janeiro deste ano, para 14,75% ao ano.
Para o fim de 2016, a estimativa subiu de 14,75% para 15,25% ao ano – o que pressupõe novos aumentos dos juros básicos da economia no decorrer do ano que vem.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.
CÂMBIO, BALANÇA E INVESTIMENTOS
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 subiu de R$ 4,20 para R$ 4,21.
A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 ficou inalterada em US$ 15 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit subiu de US$ 33 bilhões para US$ 35 bilhões.
Para 2015, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil avançou de US$ 63 bilhões para US$ 63,37 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte ficou inalterada em US$ 55 bilhões.
FONTE: Correio do Estado

sábado, 28 de março de 2015

PIB descola 0,1%; pior resultado desde 2009

EM 2014

28.03.2015

A expansão foi puxada pelos setores de serviços (alta de 0,7%), e de agropecuária, que avançou 0,4% no ano

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O presidente do Banco Central também ponderou que as revisões metodológicas do IBGE foram positivas
FOTO: AGÊNCIA BRASIL
Rio. A economia brasileira cresceu 0,1% em 2014, na comparação com o ano anterior. O resultado foi o pior em desde 2009. Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e serviços produzidos no País, fechou o ano em R$ 5,52 trilhões, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No 4º trimestre, o PIB teve crescimento de 0,3% na comparação com o terceiro trimestre de 2014. Na comparação com o último trimestre de 2013, o PIB teve queda de 0,2%.
O crescimento de 0,1% em 2014 foi puxado pelos setores de serviços, que teve alta de 0,7% no ano, e de agropecuária, que avançou 0,4%. Com queda de 1,2%, a indústria impediu um crescimento maior do PIB.
Sob a ótica da demanda, houve um avanço de 0,9% no consumo das famílias e um crescimento de 1,3% no consumo do governo. A formação bruta de capital fixo, que representa os investimentos, caiu 4,4% no ano. As exportações caíram 1,1%, enquanto as importações tiveram queda de 1% no período.
As contas de 2014 foram calculadas com base em nova metodologia internacional, que está sendo adotada por todos os países. Com a nova metodologia, o IBGE também revisou os crescimentos do PIB em 2012 e 2013.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Ministro da Fazenda diz que Brasil pode ter PIB negativo em 2015

BRASIL

O ministro prometeu ter em sua gestão o maior diálogo possível com o mercado financeiro

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou a  185 investidores, na manhã de ontem, que o Brasil vai conseguir cumprir a meta de superávit primário de 1,2% este ano e que o crescimento econômico está desacelerando e pode até mesmo ser negativo em 2015, por conta do declínio no investimento.
“A consolidação vai continuar”, disse Levy, destacando que a administração de Dilma Rousseff está comprometida em entregar a meta fiscal de 1,2% de superávit primário, que é a economia feita para o pagamento dos juros da dívida pública. O ministro prometeu ter em sua gestão o maior diálogo possível com o mercado financeiro, além de dar transparência à política fiscal.
Levy afirmou que o objetivo é criar um ambiente de confiança e que favoreça decisões de investimento. Inicialmente, ele falou dos avanços na educação do Brasil, destacando que o número de pessoas em faculdade dobrou nos últimos anos. “O Brasil tem coisas que precisam ser feitas imediatamente, mas tem passado por transformação”, afirmou o ministro da Fazenda logo no início de seu discurso.
“Há muito ainda a ser feito no Brasil, estamos longe de onde gostaríamos”, admitiu por mais de uma vez. Levy fez uma apresentação de mais de uma hora, na manhã de ontem, para investidores e economistas estrangeiros, organizado pela Americas Society/Council of the Americas, pelo Brazil Investimentos e Negócios (Brain) e pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
A agenda oficial do ministro nos EUA começou na terça-feira com uma apresentação fechada para cerca de 50 pessoas em Washington. Levy volta ainda hoje ao Brasil. Esta não foi a primeira vez que Levy indicou que o país pode entrar em recessão.
No mês passado, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, ele já havia admitido a possibilidade, dizendo que é preciso ter “paciência e humildade” em relação à economia em 2015. E afirmou que, ao longo do ano, poderia haver recessão no PIB em algum trimestre, pois as medidas de ajuste levam tempo para mostrar resultado.

FONTE: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/ministro-da-fazenda-diz-que-brasil-pode-ter-pib-negativo-em-2015/?cHash=c3b5cf23f2bdb5dd13f06756a9901def

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Sob impacto da Copa, PIB do Brasil cai 0,6% no segundo trimestre

SEGUNDO IBGE

Sob impacto da Copa, PIB do Brasil cai 0,6% no segundo trimestre

Folhapress | 09h16 | 29.08.2014

Em relação ao segundo trimestre de 2013, a economia do país encolheu 0,9%. Dados foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (29)

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Indústria nacional sofre efeitos de competição cada vez mais forte com produtos do exterior
REUTERS
Sob impacto negativo da Copa, de freada do consumo das famílias e forte retração dos investimentos, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu 0,6% no segundo trimestre na comparação com os três primeiros meses deste ano.
Em relação ao segundo trimestre de 2013, a economia do país encolheu 0,9%. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (29). A média das projeções de bancos e consultorias apontava para uma queda de 0,4% frente ao primeiro trimestre e de 0,5% na comparação com o mesmo período de 2013, segundo pesquisa da Bloomberg.
Para Silvia Matos, economista da FGV, a retração do PIB já era esperada. O efeito da Copa do Mundo, segundo ela, foi mais sentido em junho, no início da competição. Isso porque houve um acumulo maior de feriados excepcionais nas cidades-sede e dias de dispensa antecipada de trabalhadores.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

LDO abre espaço para aumento de gastos públicos em 2014, ano eleitoral

Proposta da LDO, em fase final de tramitação, autoriza redução do primário.
Objetivo do ano que vem, entretanto, ainda não foi explicitado pelo governo.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília


Em 2014 – ano eleitoral – o esforço do governo para conter gastos e deixar as contas públicas no azul deverá ser historicamente baixo. Os números constam na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do próximo ano, em fase de tramitação na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Legislativo. O projeto ainda tem de passar, posteriormente, pelo plenário do Congresso Nacional (sessão conjunta da Câmara e Senado).

O baixo esforço fiscal (o chamado superávit primário, a economia para pagar os juros da dívida pública) é uma prerrogativa legal do governo. Deste modo, o governo poderá, caso queira, acelerar ainda mais em 2014 os gastos públicos, que já vêm registrando forte expansão neste ano (24% de alta no custeio no primeiro semestre, o dobro do mesmo período de 2012) e tentar impulsionar o crescimento da atividade econômica – com o objetivo de evitar uma desaceleração mais brusca da criação de empregos.
Por outro lado, o aumento de despesas, se confirmado, também poderá, assim como em 2013, impactar para cima na inflação.
'Enfoque' no desenvolvimento
O relator da proposta da LDO de 2014, deputado Danilo Forte (PMDB-CE), que não alterou a possibilidade de redução do superávit primário e subsequente aumento de gastos no ano que vem, declarou que seu "enfoque" é no desenvolvimento. "Eu acho que o país está precisando é de crescimento. Sou defensor do fim do superávit primário. Temos de priorizar os investimentos para aumentar a competitividade no mercado internacional e fazer o PIB crescer", afirmou ao G1.
Questionado sobre o impacto do eventual aumento de gastos na inflação, ele disse, em tom de brincadeira, que isso é "uma faca de dois legumes". "É igual ao dólar [em alta]. Na indústria, tem um monte de gente feliz com o aumento do dólar [porque reduz o valor dos produtos exportados e aumenta o dos importados, gerando mais competitividade para a indústria nacional]", disse o deputado.
Meta de superávit primário
A meta global de superávit primário, incluindo estados e municípios, para o próximo ano é de R$ 167,4 bilhões, ou 3,1% do PIB. Somente para o governo central, excluindo assim os estados e prefeituras, a meta é menor: de R$ 116,1 bilhões, ou 2,15% do PIB.
Assim como em 2013, porém, o Executivo não é mais obrigado a compensar o esforço fiscal dos estados e municipios. Além disso, o governo também pode abater até R$ 67 bilhões em gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e desonerações tributárias de sua meta formal.
Portanto, de acordo com a proposta da LDO do ano que vem, que pode ser votada pelo Congresso Nacional até o fim deste mês, o chamado "superávit primário" do setor público consolidado – que é a economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda - pode cair, com a prerrogativa legal, para até R$ 49,1 bilhões (menos de 1% do PIB) em 2014 sem que a meta seja formalmente descumprida.
O objetivo fiscal para o próximo ano ainda não foi, formalmente, explicitado pelo Tesouro Nacional. Na próxima semana, está previsto o envio da proposta de orçamento federal de 2014 ao Legislativo, mas não há garantia de que o  objetivo será divulgado. Para este ano, o objetivo declarado pela equipe econômica é de 2,3% do PIB – o equivalente a cerca de R$ 111 bilhões para todo setor público.
Estados e municípios
Integrantes do governo lembram que, desde 2001, o esforço fiscal dos estados e prefeituras, amarrado pelos acordos de refinanciamento da dívida pública assumidos no passado junto ao Tesouro Nacional, nunca ficou abaixo de 0,5% do PIB – resultado justamente de 2012, quando somou R$ 21,5 bilhões.
Em doze meses até junho deste ano, o valor do superávit primário dos estados e municípios, que entre 2004 e 2008 ficou entre 0,9% e 1,1% do PIB, continua neste patamar historicamente baixo de 0,5% do PIB.
Se esse patamar mínimo se mantiver em 2014, os estados entregarão um esforço fiscal de cerca de R$ 27 bilhões no ano que vem. Com o superávit primário dos estados e municípios em 0,5% do PIB em 2014, o esforço total do setor público (incluindo as contas do governo) ficaria em, no mínimo, 1,4% do PIB.
Expectativa do mercado
Pesquisa realizada pelo Banco Central na semana passada, com mais de 100 instituições financeiras, mostra que o mercado já acredita na queda do superávit primário em 2014 e no subsequente aumento de gastos públicos em ano eleitoral. A expectativa dos economistas dos bancos é de um esforço fiscal de 1,45% do PIB para todo o setor público no ano que vem.
O consultor Raul Velloso, especialista em contas públicas, observou, porém, que o país vive um momento parecido com os anos 90, quando havia uma crise de confiança no país.
"Havia o temor da saúde financeira do setor público. Por incompetência do governo, há um grande temor nos mercados sobre a capacidade de gerenciar nossas finanças. Então, o governo vai ficar dividido entre esses dois fogos: o político, de gastar mais, atender aos aliados, e o outro fogo, que é a pressão que do mercado está colocando de retirada de dinheiro [da economia, por meio do superávit primário]", analisou Velloso.
Série histórica do ajuste fiscal
Desde 2009, quando a meta fiscal foi oficialmente reduzida para combater os efeitos da crise financeira internacional, o superávit primário do setor público não fica abaixo de R$ 100 bilhões. Naquele ano, somou R$ 65 bilhões, ou 2% do PIB. Esse foi o menor patamar registrado na proporção do PIB, considerado mais adequado por especialistas, desde o início da série histórica do BC para este indicador, em 2002.
Entre 2002 e 2008, o superávit ficou acima de 3% do PIB. Em 2009, com a crise financeira, recuou para 2% do PIB, avançando para 2,7% em 2010 (R$ 101 bilhões), 3,1% em 2011 (128 bilhões) e 2,38% do PIB em 2012 – o equivalente a R$ 104,9 bilhões.
Para 2013, o governo federal está prometendo um esforço fiscal de 2,3% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 111 bilhões, para todo o setor público consolidado. Para isso, poderá abater R$ 45 bilhões da meta cheia de superávit primário – fixada em R$ 156 bilhões. Pela lei, o esforço fiscal não pode ficar abaixo de R$ 43 bilhões (0,85% do PIB) neste ano. O mercado financeiro acredita em um superávit primário de 1,7% do PIB em 2013 – cerca de R$ 86 bilhões.

FONTE:
http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/08/ldo-abre-espaco-para-aumento-de-gastos-publicos-em-2014-ano-eleitoral.html

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Nesta quinta o IPECE divulga PIB dos municípios cearenses de 2002/2010

Amanhã, as 10 horas, na sala de reunião do Instituto (Edifício Seplag, 
2° Andar), o Instituto de Pesquisa e Estratégia, Econômica do Ceará 
(IPECE), Orgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão 
(Seplag) do Governo do Estado, em entrevista coletiva aos meios de 
comunicação divulga "A Evolução do PIB dos municípios cearenses no 
período de 2002/2010".

O estudo traz uma análise da evolução 
da economia cearense distribuída pelos 184 municípios do Estado, no período 
2002-2010, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado 
e valor adicionado a preços 
básicos. Os resultados mostraram que, 
no Ceará, a economia ainda está concentrada nas regiões 
metropolitanas do Cariri e de Fortaleza, no período analisado. 
O economista Adriano Sarquis, diretor 
de Estudos Econômicos do IPECE, ressalta a importância do trabalho 
como contribuição aos tomadores de 
decisão nas esferas municipal, estadual 
e da iniciativa privada, pois destaca a 
necessidade de ações que visem dinamizar as economias dos municípios, 
por meio do fortalecimento 
das potencialidades inerentes a cada 
um deles, com o objetivo de reduzir a dependência da administração pública. 
O estudo do IPECE, coordenado por 
Maria Eloisa Bezerra da Rocha, contou com a participação de Ana 
Cristina Lima Maia Souza, Cleyber Nascimento,Klinger Aragão Magalhães 
e Margarida Nascimento. Após a entrevista coletiva, o trabalho vai 
estar disponível na página www.ipece.ce.gov.br.

FONTE: http://www.multifazes.com/2012/12/nesta-quinta-o-ipece-divulga-pib-dos.html#more

terça-feira, 13 de novembro de 2012

200 mais ricos ultrapassam PIB


FORTUNA

200 mais ricos ultrapassam PIB


A fortuna das 200 pessoas mais ricas do mundo é maior que a soma da riqueza gerada pelo Brasil no ano passado (US$ 2,49 trilhões). Os 200 principais bilionários acumulam uma riqueza de US$ 2,7 trilhões, montante equivalente ao PIB da França, a sexta maior economia global, no ano passado.

Os dados são da revista "Bloomberg Markets", publicação mensal da agência de notícias financeiras, que passa a publicar, a partir da edição de dezembro, uma lista anual de bilionários. A relação é liderada pelo empresário mexicano Carlos Slim (US$ 77,5 bilhões).

Mas o maior aumento na fortuna foi alcançado pelo espanhol Amancio Ortega, dono da rede de moda Zara. Sua fortuna aumentou em US$ 18,4 bilhões (ou 52%) entre janeiro e outubro. Com US$ 53,6 bilhões, ele hoje é o terceiro homem mais rico do mundo, ultrapassando Warren Buffett - a segunda posição é de Bill Gates.

13 brasileiros

Há 13 brasileiros no ranking. Eike Batista, na 28ª posição, é o mais bem colocado, apesar da queda de 9,3% em sua fortuna, para US$ 20,4 bilhões. O brasileiro que mais enriqueceu neste ano foi Jorge Paulo Lemann, cuja "grana" cresceu 54,9%, saltando para US$ 19,1 bilhões. Os dados tomam por base índice criado pela Bloomberg, que atualiza diariamente a fortuna dos mais ricos com base no preço das ações, cotadas até 5 de outubro.


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