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quinta-feira, 15 de junho de 2023

Envelhecimento e pobreza são principais fatores de risco para cegueira

Estudo estima que Brasil tenha 1,5 milhão de pessoas cega

POR AGÊNCIA BRASIL - Pessoas de faixas etárias mais elevadas e com menor poder aquisitivo estão mais suscetíveis a cegueira ou baixa visão, de acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

O documento, intitulado As Condições da Saúde Ocular no Brasil 2023, faz uma radiografia do segmento no país, tomando como base estimativas mundiais da prevalência de doenças oftalmológicas, somadas a dados demográficos e socioeconômicos do Brasil. 

De acordo com o estudo, as principais causas de cegueira ou baixa visão incluem catarata, erros refrativos não corrigidos, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 2,2 bilhões de pessoas têm algum tipo de deficiência visual – dessas, pelo menos 1 bilhão têm deficiência visual moderada ou grave, ou cegueira que, segundo o conselho, poderia ter sido evitada, ou ainda não foi tratada.

A catarata e os erros de refração não corrigidos são as duas principais causas de deficiência visual reversível e representam 75% de todos os tipos de deficiência visual, sobretudo entre grupos etários mais altos.

“Entre os fatores de risco para esses quadros, destaca-se o envelhecimento da população, além de mudanças no estilo de vida e a urbanização. Também influencia esse cenário a falta de acesso a um atendimento oftalmológico de qualidade”, ressaltou o conselho, em nota.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Mais de 14 milhões de famílias vivem na extrema pobreza, maior número desde 2014

País tinha mais de 14 milhões de famílias em situação de extrema pobreza inscritas no Cadastro Único em outubro de 2020, com renda per capita de até R$ 89.

Por Marta Cavallini, G1 - O país tinha mais de 14 milhões de famílias em situação de extrema pobreza inscritas no Cadastro Único em outubro de 2020, segundo último balanço divulgado pelo Ministério da Cidadania. Esse total de famílias equivale a 39,99 milhões de pessoas com renda per capita de até R$ 89 que vivem na miséria no Brasil.

O número de famílias em extrema pobreza no Brasil em outubro de 2020 - 14.058.673 - é o maior desde dezembro de 2014, quando eram 14.095.333. Além disso, houve um salto de 1.308.005 de famílias em condição de miséria desde o início do governo Jair Bolsonaro, entre janeiro de 2019 e outubro de 2020 – veja no gráfico abaixo:

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domingo, 18 de outubro de 2020

Mundo dividido está falhando no combate à covid-19, diz chefe da ONU

Ação é necessária para evitar que milhões de pessoas entrem na pobreza

POR AGÊNCIA BRASIL - Um mundo dividido tem fracassado ao enfrentar o desafio de lutar contra a pandemia de covid-19, disse hoje (17) o secretário-geral da Nações Unidas, António Guterres, ao alertar que uma ação conjunta é necessária para evitar que milhões de pessoas sejam empurradas para a pobreza e fome.

O ex-primeiro-ministro português afirmou que muito mais poderia ter sido feito se os países tivessem trabalhado juntos para combater a doença, que já matou mais de um milhão de pessoas.

"A pandemia de covid-19 é um grande desafio global para toda a comunidade internacional, para o multilateralismo e para mim, como secretário-geral das Nações Unidas", disse Guterres à agência de notícias portuguesa Lusa.

"Infelizmente é um teste que, até agora, a comunidade internacional está falhando."

Segundo ele, se medidas coordenadas não forem tomadas, "um vírus microscópico pode levar milhões de pessoas à pobreza e à fome, com efeitos econômicos devastadores nos próximos anos".

Guterres também criticou os países por falta de unidade na tentativa de resolver outros desafios globais, incluindo os conflitos no Afeganistão, Iêmen e Síria. "É uma fonte de enorme frustração", declarou.

Mais de 39 milhões de pessoas foram infectadas pela covid-19 em todo o mundo, segundo divulgações oficiais.

Foram registradas infecções em mais de 210 países e territórios desde que os primeiros casos foram identificados na China, em dezembro de 2019.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-10/mundo-dividido-esta-falhando-no-combate-covid-19-diz-chefe-da-onu

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Extrema pobreza e desigualdade crescem há 4 anos, revela pesquisa

Levantamento foi feito em todo o país pelo IBGE
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A leve recuperação econômica observada nos últimos dois anos no Brasil não se refletiu de forma igual entre os diversos segmentos sociais. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas no país) cresceu 1,1% em 2017 e 2018, após as quedas de 3,5% em 2015 e 3,3% em 2016, o rendimento dos 10% mais ricos da população subiu 4,1% em 2018 e o rendimento dos 40% mais pobres caiu 0,8%, na comparação com 2017.

Com isso, o índice que mede a razão entre os 10% que ganham mais e os 40% que ganham menos, que vinha caindo até 2015, quando atingiu 12, voltou a crescer e chegou a 13 em 2018. Ou seja, os 10% da população com os maiores rendimentos ganham, em média, 13 vezes mais do que os 40% da população com os menores rendimentos.

É o que mostra a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2019, divulgada hoje (6), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo analisa as condições de vida da população brasileira.

O levantamento começou a ser feito em 1999, com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), e, desde 2012, passou a utilizar os dados da Pnad Contínua, ou seja, uma nova metodologia e, portanto, uma nova série histórica. Os dados divulgados hoje são referentes a 2018 e utilizam também outras informações, como a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) e o Sistema de Contas Nacionais.

Desigualdade

Segundo o IBGE, o aumento da desigualdade é reflexo da falta de ganho real no salário mínimo ocorrida em 2018, além da informalidade e da subutilização no mercado de trabalho, que atingem níveis recordes atualmente, com 41,4% das pessoas ocupadas nessa condição, de acordo com o gerente dos Indicadores Sociais do IBGE, André Simões.
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Pesquisa: 13 milhões de brasileiros vivem com até R$ 133 por mês

Informação consta em estudo do IBGE divulgado nesta sexta-feira (15)
© Reuters
Dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (15) revelam que 13,4 milhões de pessoas viviam em condição de extrema pobreza no Brasil em 2016 - ou seja, com até US$ 1,90 por dia, algo em torno de R$ 4,45 na cotação da época, ou R$ 133,7 mensais.

Outras 51 milhões de pessoas (25,4%), aproximadamente, viviam em nível menos agudo de pobreza, com o equivalente a R$ 387 mensais.

Os estados com os níveis mais altos de pessoas vivendo na pobreza são Maranhão (52,4%), Amazonas (49,2%), Acre (46,6%), Pará (45,6%) e Ceará (44,5%). O menor percentual é registrado por Santa Catarina (9,4%) - São Paulo e Rio de Janeiro têm 12,2% e 18,3%.

FONTE: Correio 24 Horas

domingo, 5 de outubro de 2014

Estigma da pobreza ainda persiste na região

DIFÍCIL SUPERAÇÃO

Estigma da pobreza ainda persiste na região

05.10.2014

Em pleno século 21, em 2012, o Nordeste ainda concentrava 23,7 milhões de pobres, ou 45% da população

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Ao todo, no Nordeste, são 23,7 milhões de pessoas consideradas pobres pela classificação da pesquisa 'Brasil, Brasis'
FOTO: KID JÚNIOR
Mesmo com todos os avanços alcançados, principalmente na estruturação da renda, o Nordeste ainda sofre com o estigma da pobreza e exige estratégias diferenciadas superar essas dificuldades. Em 2012, segundo a pesquisa "Brasil, Brasis: regionalização Nordeste", realizada pela Plano CDE, a Região concentrava 23,7 milhões de pobres, número equivalente a 45% de toda a população nordestina. Desse contingente, 5,1 milhões ainda estavam na linha da extrema pobreza.
Apesar de ainda ser desanimador, o número já representa um avanço em relação aos anos anteriores, segundo a análise do professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pesquisador do Laboratório de Estudos da Pobreza (LEP), Carlos Eduardo Marino. "É fato que durante os últimos 12 anos houve intensa redução da pobreza no Nordeste, mas partimos de um nível de pobreza tão alto que, mesmo em termos absolutos, ainda temos alta incidência de pobreza no Ceará e na Região como um todo", reconhece.
Definições em xeque
Já na análise do professor de finanças da Pós-Graduação em Economia (Caen) da UFC, Paulo Matos, a própria definição das faixas de miséria, pobreza e riqueza é passível de crítica, o que modifica um pouco a interpretação dos dados.
"Os valores que definem, por exemplo, se uma pessoa deixou de ser pobre e foi para a classe média, não saíram de estudo, foram definidos aleatoriamente (pelo governo). E em cima dessas faixas foram definidos os programas assistencialistas para promover essa migração de classes", pondera.
A falta de reajuste dos valores que definem cada faixa, segundo o professor, é outro ponto questionável do índice. "Com R$ 70 daqui a cinco anos, é possível compras as mesmas coisas que compramos hoje? Além disso, R$ 70,00, em Fortaleza, rendem mais do que no Sul e no Sudeste. Se essas faixas forem reajustadas, fica mais difícil pro governo tirar essas pessoas da pobreza", opina Matos.
Obras darão impulso
As obras estruturantes que foram e ainda estão sendo realizadas no Nordeste, notadamente no Ceará e em Pernambuco, avalia Marino, vão provocar um crescimento econômico acentuado no Nordeste. Essas mudanças, entretanto, precisam de um reforço para serem realmente sentidas por todos. "Não podemos considerar apenas as obras estruturantes, temos que elevar o capital humano. É preciso que as pessoas que residem no Nordeste se apropriem desse crescimento econômico, ele precisa ser pró-pobre", define Marino.
Para ele, o aumento do salário mínimo e os programas de transferência de renda foram os vetores fundamentais dos crescimentos econômico e da renda do Nordeste, desde o ano 2000.
Educação
A continuidade desse ciclo, entretanto, exige outra estratégia. "A única maneira de superar as dificuldades a longo prazo é com investimento em educação, quando a população do Nordeste tiver o mesmo nível de educação do Sudeste, as rendas podem ficar parecidas", afirmar o pesquisador. A diferença de nível educacional entre as regiões faz com que o Nordeste concentre o maior número de pobres do País, explica Marino. (JC)
Expansão de emprego fez classe média crescer
Apesar de ainda estar bem próxima do número de pessoas nas classes mais pobres, a quantidade de nordestinos na classe média do Nordeste apresentou expansão nos últimos anos. Em 2012, de acordo com a pesquisa "Brasil, Brasis: regionalização Nordeste", realizada pela Plano CDE, a Região possuía 23,9 milhões de nordestinos distribuídos entre alta, média e baixa classe média - 200 mil a mais, do que a quantidade de pobres.
Com o crescimento puxado principalmente pela oferta de empregos, a estabilidade da ascensão de classe depende, agora, de mais investimentos em educação. "A formalização do emprego a partir do estímulo à carteira assinada e do empreendedorismo está fazendo as pessoas melhorarem de renda e pularem das classes D e E para a classe C", explica o professor de finanças da Pós-Graduação em Economia (Caen) da Universidade Federal do Ceará (UFC), Paulo Matos.
O Ceará acompanha esse movimento em uma situação considerada "sui generis", segundo o professor, mas que ainda precisa de melhorias. "Estamos conseguindo nos distanciar (da situação de pobreza) de Estados muito ruins, como o Maranhão e o Piauí, mas ainda não chegamos no nível da Bahia e de Pernambuco", pondera.
Motivos para estudar
Mesmo com o avanço, a essa melhoria de renda pode se reverter em longo prazo, adianta o professor, já que a expectativa é que o desemprego venha a subir, levando algumas pessoas a retornarem para as classes D e E. O investimento em uma política que priorize a educação, defende Matos, é fundamental para que o nível de renda e o capital humano possam evoluir. "Se não estudarem, as pessoas não vão ser promovidas nos seus empregos, não chegarão ao ensino superior, nunca vão sair da classe C. Precisamos de mecanismos para motivar essa classe a estudar", acrescenta.
Esse estímulo à educação, afirma o professor, já acontece em muitas famílias da classe média. "Eles são a geração que, se não conseguir subir de classe, vai estimular os filhos a estudarem mais e alavancarem as gerações seguintes", descreve. Essa parcela desse estrato social corresponde às pessoas que conseguiram concluir o Ensino Médio e têm maior capital humano, explica Matos.
Existe ainda um perfil mais resignado dentro da classe média nordestina, segundo o professor, que abarca as pessoas de renda mais baixa. "É aquele que acabou de sair da classe E, cujo sonho era ter carteira assinada, uma moto parcelada e uma casa simples", complementa, atestando a heterogeneidade. (JC)
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FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Para refletirmos

POBREZA E RIQUEZA.

Um dia um pai de família rica levou seu filho para viajar pelo interior, com o firme propósito de mostrar-lhe o quanto as pessoas podem ser pobres. Passaram um dia e uma noite no pequeno sítio de uma família muito pobre. Quando retornaram da viagem o pai perguntou ao filho:
— Como foi a viagem?
— Muito boa, papai!
— Viu como as pessoas pobres podem ser?
— Sim.
— E o que aprendeu?
O filho respondeu-lhe:
— Vi que temos um cachorro em casa; eles têm quatro. Possuímos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim. Temos uma varanda coberta e iluminada com luz; eles têm as estrelas e a lua. Nosso quintal vai até o portão de entrada; eles têm uma floresta inteira.
Quando o pequeno garoto estava acabando de responder, seu pai, estupefato, ainda ouviu do filho:
— Obrigado, pai, por me mostrar o quanto somos pobres!
MORAL DA HISTÓRIA: tudo o que temos depende da maneira como olhamos para as coisas. Se tivermos amor, amigos, família, saúde, bom humor e atitudes positivas para com a vida, temos tudo! Se somos pobre de espírito, nada temos!


COLABORADORA:
CLAU

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Bono do U2 acredita que pobreza extrema pode acabar em 15 anos


Folhapress | 11h30 | 27.02.2013

Cantor cita Brasil como exemplo de combate à pobreza

Bono, líder da banda U2, deixou de lado a persona astro do rock para falar sobre pobreza extrema, que, segundo ele, deve chegar ao fim nos próximos 15 anos. Para o músico, Brasil, Gana e Tanzânia lideram a corrida pela solução do problema. 

 Corrupção continua sendo a principal trava, mas a "vacina é a transparência", afirmou Bono. Foto: Agência Reuters
"Hoje quero apenas cantar os fatos. [O índice mundial de] pobreza extrema foi reduzido pela metade. E, se continuarmos nesta tendência, será zero em 2028", disse Bono para a plateia do TED, um evento em Long Beach que reúne especialistas de tecnologia, entretenimento e design para palestras de cerca de 15 minutos. "E 2028 está quase aí, só mais umas três turnês de despedida dos Rolling Stones."
Segundo Bono e sua organização One.org, o número de pessoas nessa situação (ou seja, com até R$ 2,50 por dia) foi de 43% em 1990 para 21% em 2010. O índice de mortalidade de crianças de até cinco anos também diminuiu bastante (menos 7.256 crianças morrem por dia).
"Não é algo Poliana, sem noção de um roqueiro. É real", ele continuou nos bastidores, ao conversar com jornalistas. "Mas o índice ainda é alto, há muito trabalho a ser feito. A pobreza não vai acabar."
O aumento da transparência financeira de governos e queda no preço dos remédios de Aidssão fatores que ajudaram no combate, além do acesso à tecnologia. Corrupção continua sendo a principal trava, mas a "vacina é a transparência", falou Bono.
O cantor foi premiado em 2005 com um TED Prise, prêmio de R$ 200 mil que o ajudou a fundar a organização One para combate à pobreza. Ele citou o Brasil como exemplo e elogiou o ex-presidente Lula e sua "protegè" Dilma.

Ao ser questionado sobre corrupção no Brasil, o presidente do One, Michael Elliott, afirmou: "Vamos chegar mais rápido ao índice zero se lutarmos contra corrupção, mesmo em países que estão indo bem", disse.
Palestra de economista é pessimista
Apesar do otimismo de Bono, outro destaque do dia foi a palestra um tanto pessimista do economista Robert J. Gordon, que há anos defende o fim do crescimento econômico e criativo dos EUA.
Ele disse que os últimos avanços tecnológicos são insignificantes perto das invenções do começo do século 20. Chris Anderson, organizador do TED, chegou a criticar Gordon dizendo que lhe faltava imaginação e chamou ao palco o economista e especialista em tecnologia Erik Brynjolfsson, que defendeu "o auge" da inovação atual, apesar de gerar renda menor.
Citou como exemplo a indústria musical, que diminuiu de tamanho, mas que nunca antes se produziu e ouviu tanta música. "Que mundo é este no qual podemos ouvir um monte de música de graça, mas ninguém tem empregos", perguntou Gordon. Ele terminou perguntando à plateia quem preferia viver sem internet e eletrônicos, mas com sistema de encanamento, ou vice-versa. A maioria levantou a mão para a primeira opção.
 


FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=354851

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