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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Ferramenta eletrônica ajuda mulheres vítimas de violência na pandemia

Programa vai direcionar mulheres à ajuda necessária
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Mulheres vítimas de violência doméstica durante a pandemia do novo coronavírus ganharam um aliado para se defenderem e denunciarem as agressões que estejam sofrendo, sem despertar a atenção do agressor. Trata-se de uma assistente virtual que, por meio de um chatbot, que é programa de computador que tenta simular um ser humano na conversa com as pessoas, oferece uma forma silenciosa de as mulheres pedirem ajuda e de receberem orientações dentro de suas próprias casas.
A ferramenta resulta de parceria entre o Instituto Avon, a Uber e a agência de publicidade Wieden+Kennedy. De acordo com Mariana Borga, diretora de criação da agência, a assistente virtual foi criada com a ideia de ter uma identidade que pudesse “se camuflar entre os contatos da vítima e, ao mesmo tempo, transmitisse o papel acolhedor da iniciativa".
O número disponibilizado para ajudar mulheres de todo o país é o Whatsapp 11 – 944942415. Ali, após responder a algumas perguntas que identifiquem o grau de risco que ela corre, a vítima recebe o suporte apropriado. Segundo os parceiros, se houver necessidade de a pessoa agredida ir até um hospital, unidade de saúde, delegacia ou um centro de assistência social e psicológica e orientação jurídica em situação de violência, ela receberá um código que dará direito a uma viagem gratuita no aplicativo da Uber para esse deslocamento.

Compromisso

A diretora-geral da Uber para o Brasil, Claudia Woods, ressaltou em entrevista por e-mail à Agência Brasil que a empresa tem um compromisso público com o combate à violência contra a mulher e desde 2018 vem estabelecendo parcerias com diversas organizações que atuam nessa frente. Salientou que “o Instituto Avon vem como mais um aliado para não deixarmos essa questão de lado mesmo em meio a uma pandemia. Especialmente diante do crescimento da violência doméstica nesse contexto de isolamento social que estamos vivendo”. Claudia Woods destacou que a ferramenta disponibilizada mostra como a tecnologia pode tratar questões relacionadas à segurança.
A diretora-geral da Uber para o Brasil destacou ainda que o serviço é gratuito e válido para todo o país. “Esperamos que ele chegue a quem mais precisa e auxilie as mulheres a pedirem ajuda e saírem de situações de violência”. A Uber pretende continuar firmando parcerias e apoiando iniciativas como parte do seu compromisso de fornecer 10 milhões de viagens gratuitas para profissionais de saúde, idosos e pessoas necessitadas em todo o mundo, durante a pandemia do novo coronavírus. A ação lançada no Brasil é acompanhada por projetos em mais de 16 países que buscam ajudar vítimas de violência doméstica.

Aumento da violência

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgados este mês revelam que os atendimentos da Polícia Militar a mulheres vítimas de violência aumentaram 44,9% no estado de São Paulo no período de pandemia da covid-19, na comparação entre março de 2020 com o mesmo mês do ano passado. O total de socorros prestados evoluiu de 6.775 para 9.817. Da mesma forma, foi constatada expansão da quantidade de feminicídios, que passou no estado de 13 para 19 casos, alta de 46,2%. No Rio de Janeiro, a Justiça do Estado registrou aumento em torno de 50% dos casos de violência doméstica após o início da quarentena.

Programa

Da parte do Instituto Avon, a iniciativa integra o Programa Você Não Está Sozinha, que engloba ações e serviços em resposta ao aumento da violência contra mulheres e meninas durante a pandemia. Segundo explicou à Agência Brasil a diretora-executiva do Instituto Avon, Daniela Grelin, o programa foi desenvolvido para usar a tecnologia a favor das vítimas de violência doméstica e disponibilizar mais esse canal de ajuda criado com a Uber e a agência de publicidade. O intuito é “ajudar aquela mulher que esteja em casa, sem nenhuma privacidade, convivendo o dia inteiro com o autor de agressão. O chatbot tem a característica de permitir que a mulher faça essa denúncia pelo Whatsapp com um contato que passa como se fosse o contato de uma pessoa, perante o agressor”.

Triagem

Daniela informou que por trás dessa ferramenta existe todo um trabalho de triagem de necessidades e de avaliação do nível de risco ao qual essa mulher está exposta, que vai do nível leve ao gravíssimo, quando a mulher está sob ameaça de morte e que, portanto, precisa ser rapidamente encaminhada para um serviço de acolhimento. 
A parceria com a Uber permite a essa mulher ter um transporte gratuito até um desses serviços. Estão cadastrados nessa ferramenta mais de 3 mil serviços mapeados pelo Mapa do Acolhimento, que contou com a ajuda de mais de 600 voluntárias para fazer a checagem dos serviços que estão funcionando no Brasil inteiro durante o confinamento.
O programa ajuda também a solucionar outras necessidades dessas mulheres, entre as quais abrigamento temporário e bolsa alimentação para elas e os filhos.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Flamengo terá de pagar pensão a vítimas de incêndio e familiares

Justiça fixou em R$ 10 mil por mês indenização a 13 famílias
Ricardo Moraes/Reuters/direitos reservados
Uma decisão liminar da Justiça do Rio de Janeiro obriga o Clube de Regatas Flamengo a pagar uma pensão mensal de R$ 10 mil às famílias dos dez jovens atletas que morreram em incêndio no centro de treinamento Ninho do Urubu, em fevereiro deste ano. Além dos familiares, o Flamengo também terá que incluir na sua folha de pagamento outros três atletas feridos no acidente. A informação foi divulgada em nota, nesta quinta-feira (5), pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

A liminar atende a pedido da Defensoria Pública e do Ministério Público Estadual para garantir fonte de sustento às famílias até decisão final sobre indenização. O descumprimento está sujeito à multa diária de R$ 1 mil para cada caso e o clube também terá de pagar os valores referentes aos meses decorridos desde o incêndio.

A defensora pública Cintia Guedes destacou a importância da liminar, uma vez que o clube ainda não sinalizou o pagamento de uma indenização para as famílias, apesar das diversas tentativas de acordos. “A decisão é extremamente importante, pois assegura às famílias dos meninos mortos um valor provisório para sua manutenção financeira, até que haja o pagamento das indenizações devidas pelo clube”, disse Cintia, em nota.

O juiz Arthur Eduardo Magalhaes Ferreira, de acordo com o texto divulgado pela Defensoria, destacou o fato de o Flamengo não ter cumprido espontaneamente, até a presente data, ainda que de forma parcial e provisória, a responsabilidade de prestar apoio às vítimas diretas e indiretas do incêndio.

O Flamengo foi procurado, por meio de sua assessoria, mas até a publicação desta matéria ainda não havia se pronunciado.
POR AGÊNCIA BRASIL

domingo, 27 de janeiro de 2019

Sobe para 37 o número de vítimas do rompimento de barragem em Brumadinho

Buscas estão suspensas após risco de novo rompimento na região
(Foto: Mauro Pimentel/AFP)
Subiu para 37 o número de vítimas em Brumadinho, das quais oito foram identificadas, segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Até a manhã deste domingo, 27, 192 pessoas foram resgatadas após a tragédia na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte (MG). Neste momento, as buscas estão suspensas após risco de novo rompimento na região.

Moradores de quatro zonas de risco (Parque da Cachoeira, mais próxima à barragem B6; Pires; Centro de Brumadinho; Bairro Novo Progresso) estão sendo orientados a sair de suas residências devido ao risco de rompimento da barragem. A orientação do Corpo de Bombeiros é que a população siga para um dos três pontos de apoio na cidade: Igreja Matriz, Delegacia de Brumadinho e Morro do Querosene

O Corpo de Bombeiros informou ainda que o acesso à cidade está bloqueado, em razão de risco iminente de rompimento. Dessa forma, moradores não estão autorizados a voltar em suas residências para recuperar seus pertences.

Bombeiros
“Estamos com equipes da Academia de Bombeiros Militares. Nesse local existem cerca de 25 casas. Devido ao risco de rompimento da barragem, os trabalhos de busca estão temporariamente interrompidos, porque nosso foco agora é todo efetivo está empenhado na evacuação dessas áreas”, disse o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Pedro Aihara. 
Agência Brasil 

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