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quarta-feira, 21 de abril de 2021

Pandemia: Estudo alerta para comportamentos alimentares preocupantes

Estes comportamentos estão ligados ao stress, sintomas depressivos e dificuldades financeiras

POR NOTÍCIAS AO MINUTO - alteração da rotina provocada pela pandemia, e respectivas medidas de contenção, tiveram um efeito no comportamento alimentar das pessoas. Um estudo, publicado no International Journal of Eating Disorders, registrou seis comportamentos alimentares preocupantes. São eles: comer e petiscar sem pensar, maior consumo de alimentos, diminuição generalizada do apetite ou consumo nutricional, comer para lidar com os acontecimentos, redução no consumo nutricional e um ressurgimento ou aumento considerável dos sintomas de transtorno alimentar.

O estudo revelou que cerca de 8% dos 720 participantes afirmaram ter comportamentos extremos de controlo de peso que são prejudiciais à saúde. Como explica a Galileu, em 53% essas atitudes foram menos significativas, e 14% relataram compulsão alimentar. A acrescentar, esses resultados estão ligados ao stress, sintomas depressivos e dificuldades financeiras.

Entre estes comportamentos, dizem os investigadores, o mais preocupante é o transtorno alimentar. 

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/1797171/pandemia-estudo-alerta-para-comportamentos-alimentares-preocupantes

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Isolamento social pode prejudicar desenvolvimento da fala de crianças

Alterações no sono e no comportamento também podem aparecer

POR AGÊNCIA BRASIL - O isolamento social – medida adotada para combater a propagação do novo coronavírus – pode trazer alguns prejuízos no desenvolvimento da fala e linguagem das crianças obrigadas a ficar em casa devido à pandemia, alertam especialistas. “Principalmente pela falta de estímulos ambientais e sociais que estavam anteriormente expostas, como por exemplo, na escola, saída com amigos e passeios em família”, explica a fonoaudióloga e especialista em linguagem Lilian Papis.

Mesmo com a reabertura das escolas, muitos pequenos mantiveram sua rotina em casa com os pais trabalhando em home office ou sob os cuidados de outros adultos. Agora, com as férias escolares e o aumento do número de casos de covid-19, muitos pequenos voltarão a ficar exclusivamente em casa o que deve aumentar o uso de aparelhos eletrônicos como tablets, celulares ou computadores para distrair e entreter as crianças que acabam ficando privadas da comunicação verbal.

“Pode começar a haver atrasos no desenvolvimento oral, como também gráfico, dificuldades auditivas, tanto periféricas, pelo alto volume ou uso excessivo de fones de ouvido, como também de atenção e concentração e processamento auditivo central”, aponta a fonoaudióloga.

Os meses de quarentena em casa provocaram mudanças nos hábitos até mesmo das crianças que não tinha uma rotina escolar, pois os parques, clubes, praças e áreas de lazer foram fechados para evitar aglomerações.

É o caso do filho da zootecnista Paula Amano Yoshisato, Roberto, de 2 anos e meio. Ela conta que os planos eram que Roberto começasse a frequentar a escola este ano, mas, com a pandemia, ele continuou em casa, aos cuidados da mãe, em tempo integral. “Tínhamos mais contato com outras pessoas e área externa. Agora, ele quer ficar mais tempo em eletrônicos.”

Paula conta que, com a falta de convívio com outras pessoas e crianças, o filho deixou de falar as poucas palavras que já conhecia. Segundo os médicos e fonoaudiólogos, é um processo comum a crianças nessa idade que precisam de estímulos corretos para voltar a falar.

A mãe tem se esforçado para diminuir os efeitos negativos do isolamento no garoto. “Tenho estudado mais sobre atividades, como brincar com tinta, piscina, areia, hortinha”, conta Paula.

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domingo, 14 de junho de 2020

Opas lança pesquisa sobre consumo de álcool durante pandemia

Organização quer entender comportamentos sociais durante isolamento
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A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) lançou neste mês uma pesquisa sobre o consumo de álcool da população durante o período da pandemia de covid-19. A organização busca entender como está o comportamento da atividade social no distanciamento social. 
Pessoas maiores de 18 anos e que moram nos países da América Latina ou do Caribe podem acessar o formulário da pesquisa, que é confidencial. Segundo a Opas, o número de telefone e o endereço do IP não serão rastreados. Além das questões sobre a frequência do consumo de bebidas alcoólicas durante o isolamento, o usuário também pode responder a perguntas sobre o impacto da pandemia no emprego, renda e no comportamento pessoal. 
De acordo com a organização, a pesquisa vai ajudar a planejar soluções para as consequências das medidas para conter a disseminação do novo coronavírus. 

FONTE: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-06/opas-lanca-pesquisa-sobre-consumo-de-alcool-durante-pandemia

sábado, 14 de dezembro de 2019

Doença bipolar. Como se manifesta

Trata-se de uma doença mental grave que provoca alterações de humor e comportamento
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A doença bipolar é uma doença psiquiátrica caracterizada por variações acentuadas do humor, com crises repetidas de depressão e mania.

Não é uma doença fácil de detectar no seu início, uma vez que os sintomas podem parecer estar isolados uns dos outros sem fazerem parte de uma mesma condição clínica. 

A doença manifesta-se por sintomas de mania e de depressão. A mania caracteriza-se por "um estado de humor elevado e expansivo, que tanto pode ser eufórico como irritável", lê-se no site da CUF. 

Com a aceleração psíquica, os doentes podem ficar mais irritáveis, com discurso acelerado, mudando frequentemente de assunto, com reações excessivas, excesso de autoestima, aumento do desejo sexual, entre outros.

Mas o sintoma principal é a tristeza e o desespero. Nesta fase, os doentes exibem pouca autoestima, pensamentos negativos, dificuldade de concentração, choro fácil ou vontade de chorar sem ser capaz, ideias de morte e de suicídio.

Na mesma crise, podem ocorrer sintomas de depressão e de mania, o que corresponde às crises mistas. No final de cada crise, o doente regressa ao seu estado normal.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Variação da cesta básica tem comportamento distinto entre as capitais

Valor aumentou em nove cidades e diminuiu em oito, segundo Dieese
Fernando Frazão/Agência Brasil
Entre setembro e outubro de 2019, o custo do conjunto de alimentos essenciais, a cesta básica, aumentou em nove cidades e diminuiu em oito, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 17 capitais, divulgada nesta quarta-feira (6). As altas mais expressivas foram registradas em Brasília (5,21%), Campo Grande (3,10%) e Goiânia (1,12%). As quedas mais importantes foram observadas em Natal (-3,03%) e João Pessoa (-2,34%).

A capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 473,59), seguida por Porto Alegre (R$ 463,24), Rio de Janeiro (R$ 462,57) e Florianópolis (R$ 458,28). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 325,01) e Natal (R$ 341,90).

Em 12 meses, entre outubro de 2018 e o mesmo mês de 2019, com exceção de Aracaju (-5,11%) e Fortaleza (-1,58%), todas as capitais acumularam alta, que oscilaram entre 1,76%, em Florianópolis, e 10,62%, em Goiânia.

Em 2019, 10 municípios pesquisados tiveram taxas positivas, com destaque para Vitória (6,06%) e Recife (5,57%). Outras sete cidades mostraram redução, a mais expressiva em Aracaju (-9,40%).

Com base na cesta mais cara que, em outubro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em outubro de 2019, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.978,63, ou 3,99 vezes o mínimo de R$ 998,00. Em setembro de 2019, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.980,82, ou 3,99 vezes o mínimo vigente. Já em outubro de  2018, o valor necessário foi de R$ 3.783,39, ou 3,97 vezes o salário mínimo, que era de R$ 954,00.
POR AGÊNCIA BRASIL

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Pesquisa aponta motivos que impedem o jovem de conseguir o 1º emprego

Segundo estudo feito por site especializado, maior problema é o comportamento inadequado; veja como superar os obstáculos
Problemas como falta de qualificação e experiência
 também atrapalham os profissionais que chegam
 ao mercado de trabalho (Foto: EBC/ Galeria d
e Fora do Eixo / Creative Commons)
Só este ano a estudante de Letras, Vitória Martins, de 22 anos, soma mais de seis processos seletivos que participou em busca de uma vaga de estágio. A resposta dos recrutadores é sempre a mesma: falta experiência. “Teve até um colégio que chegou a falar 'ah, se a gente precisar vamos entrar em contato', mas até hoje não fui aprovada em nenhum deles”, conta a universitária. 
Esse é só um dos cinco principais obstáculos que dificultam a contratação de jovens pelas empresas, segundo um levantamento feito pelo site de empregos Catho. Por incrível que pareça, a falta de experiência é o terceiro maior entrave (16%). De acordo com os mais de 200 recrutadores ouvidos pela pesquisa o maior problema está no comportamento inadequado (48%), seguido da falta de qualificação (25%). Em quarto e quinto lugar, respectivamente, vem a economia do país (7%) e a ausência de um segundo idioma (3%). 
(CORREIO Gráficos)
Vitória continua tentando uma vaga no mercado de trabalho, investiu em um curso de idiomas está participando mais de palestras e monitoria voluntária para melhorar o currículo.   “Não há feedback, o que dificulta que a gente possa identificar porque não fomos contratados. Eles simplesmente dizem: se você passar a gente te liga até o meio-dia. E geralmente não te ligam. O que a gente precisa é de oportunidade, ter esta primeira chance”.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Xerife algema crianças deficientes por mal comportamento e imagem causa revolta na internet

Duas mães ficaram chocadas após um xerife e funcionários de duas escolas algemarem seus filhos deficientes.
As duas mães são de Kentucky, EUA, e não foram identificadas. Elas processaram o xerife e um oficial de recursos de uma escola por algemarem seus respectivos filhos por mau comportamento.
Ambas as crianças, um menino de 8 anos de idade e uma menina de 9, que não foram identificados, possuem déficit de atenção e hiperatividade, e são alunas do ensino fundamental.
Xerife algema crianças deficientes por mal comportamento
Duas mães de Kentucky, EUA, processaram um xerife e funcionários de escolas porque seus filhos deficientes foram algemados por mau comportamento.
Kevin Sumner, oficial de recursos da escola, colocou as algemas em torno dos bíceps das crianças, já que elas não se encaixavam corretamente em seus antebraços.
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Um vídeo de um dos incidentes, que foi filmado por um funcionário da escola, mostra o menino chorando enquanto fica sentado em uma cadeira.
A mídia foi postada no YouTube pela “American Civil Liberties Union”, uma ONG norte-americana que está representando as mulheres e seus filhos.
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A ação federal diz que o menino foi removido da classe em agosto passado, porque não estava seguindo instruções de seu professor.
O garoto tentou bater em Kevin com o cotovelo, de acordo com um relatório do escritório do xerife, e foi, então, algemado.
A menina foi enviada para uma sala de isolamento em sua escola, também em agosto, após ter mau comportamento.
De acordo com o relatório do escritório do xerife, Kevin a algemou porque ela estava “tentando ferir funcionários da escola”.
A ação judicial afirma que a experiência causou “uma grave crise de saúde mental” e ela foi levada de ambulância para um hospital para uma avaliação psiquiátrica e tratamento.
A ação pede a proibição por parte da escola em repetir os atos e também uma compensação financeira pela dor e trauma emocional causados, além dos honorários advocatícios.
Ainda, de acordo com a ação, os funcionários em ambas as escolas estavam cientes das dificuldades de estudantes, que incluem impulsividade, dificuldade em prestar atenção, controlar as emoções e permanecer sentado.
Fonte: DailyMail
FONTE:
http://www.gadoo.com.br/noticias/xerife-algema-criancas-deficientes-por-mal-comportamento-e-imagem-causa-revolta-na-internet/

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Sêmen afeta comportamento feminino, indica estudo

Uma pesquisa sugere que o sêmen pode afetar os genes e o comportamento das mulheres.
O fenômeno foi apelidado pelos cientistas da Universidade de East Anglia, Inglaterra, de sinalização seminal, e eles disseram que ele é difundido no mundo animal.
A equipe constatou que a composição química do fluido seminal (ou sêmen) em moscas de frutas foi seletivamente alterada e que, quando em volta de rivais, essas moscas produzem ainda mais proteínas seminais.
Sêmen afeta comportamento feminino
Pesquisa apresentada na “Society for Molecular Biology and Evolution conference”, na Áustria, sugeriu que sêmen pode afetar o comportamento feminino.
Uma das proteínas é um “regulador mestre” de genes, e as fêmeas expostas a ela mostraram uma grande variedade de alterações em suas expressões genéticas.
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A expressão genética é o processo pelo qual genes específicos são ativados para produzirem uma proteína necessária para a função de ajudar o corpo.
Estas proteínas desempenham, por exemplo, funções essenciais hormonais.
Tracey Chapman, professor de Genética Evolutiva e líder do estudo, afirmou que a descoberta é uma resposta sofisticada para a situação social e sexual.
Vale ressaltar que o estudo revelou que as proteínas de tais fluidos alteraram o comportamento de moscas.
A pesquisa foi apresentada na “Society for Molecular Biology and Evolution conference”, na Áustria.
Fonte: DailyMail
FONTE: Gadoo

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Pesquisa indica que beijo romântico não é um comportamento universal



A pesquisa indica que o beijo romântico ou sexual só existe em 46% das 168 culturas analisadas

G1


Quem não gosta de dar ou receber um beijo? Surpreendentemente, a resposta são os integrantes de mais da metade das culturas do mundo, pelo menos de acordo com um novo estudo feito por cientistas de universidades americanas.
A pesquisa, publicada no periódico científico American Anthropologist, indica que o beijo romântico ou sexual só existe em 46% das 168 culturas analisadas. Em algumas que não apresentam este comportamento, ele é considerado até mesmo repulsivo.
Na América do Sul, por exemplo, a taxa foi ainda maior: 81% das 21 culturas analisadas não praticam este beijo. Um exemplo pode ser encontrado no Brasil, no Alto Xingu, onde os índios da tribo Menihaku, uma das mais isoladas da região amazônica, veem este tipo de beijo como algo "nojento", segundo relatos etnográficos.

domingo, 28 de setembro de 2014

Valor médio do bilhete ficou 4,7% mais caro

APÓS 10 ANOS DE REDUÇÃO

Valor médio do bilhete ficou 4,7% mais caro

28.09.2014

O valor da passagem passou de R$ 326,36 para R$ 341,56, entre o segundo semestre de 2012 e do ano passado

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As passagens aéreas, como observou o economista Alex Araújo, estão entre os itens que mais puxaram a inflação de 2014 para cima em todo o Brasil
FOTO: JOSE MARIA MELO
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Depois de anos viajando de ônibus para visitar os parentes em Belém do Pará, Alzenir Colaço realizou sonho e foi ao Norte de avião em fevereiro deste ano
Quem viaja de avião com frequência pelo Brasil sabe que, independentemente do trecho e do horário escolhidos, os voos domésticos estão quase sempre lotados. A grande demanda está relacionada ao aumento da renda da população brasileira e à redução do preço médio das passagens aéreas nos últimos dez anos. Entretanto, após uma década de forte queda nos valores dos bilhetes, o setor vem passando por ajustes: os preços ficaram mais caros e a oferta de voos diminuiu.
Segundo dados do último Relatório de Tarifas Aéreas Domésticas, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o preço médio das passagens no segundo semestre de 2013 registrou, em termos reais, alta de 4,7% frente a igual período de 2012.
A tarifa saiu de R$ 326,36 para R$ 341,56. Trata-se do terceiro semestre consecutivo em que o indicador registra variação positiva, após sete semestres de queda. A oferta doméstica também apresentou queda 0,2%, ao passo que a demanda pelo transporte aéreo teve alta de 2,3%.
Impactos
O relatório observa que a valorização do dólar em relação ao real, desde o segundo semestre de 2011, e a alta histórica do preço do barril de petróleo vêm impactando o transporte aéreo, por serem diretamente relacionadas aos custos com combustível, arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves. Esses custos, por exemplo, representaram 55% das despesas de voo totais da indústria no primeiro semestre do ano passado.
O preço médio do barril de petróleo no segundo semestre de 2013 foi de US$ 105,93, um incremento de 3,5% em relação a igual período de 2012 (US$ 102,34). De acordo com a Anac, o setor vem registrando prejuízos bilionários desde 2011. Os ajustes de tarifas e de oferta, que têm sido realizados pela própria indústria, representam uma adequação às atuais condições de mercado, com vistas a recuperar a sustentabilidade e assegurar a continuidade dos serviços.
Comportamento
Para o economista Alex Araújo, neste semestre, o preço médio das passagens aéreas no Brasil poderá apresentar nova alta frente a igual período de 2013, influenciada pelos mesmos fatores. O dólar continua valorizado frente ao real, e o preço médio do barril de petróleo deverá ficar estável. Araújo lembra que as passagens aéreas estão entre os itens que mais puxaram a inflação de 2014 no País.
Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), por exemplo, os bilhetes ficaram 22,12% mais caros em agosto, no topo do ranking, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"As companhias aéreas gastam muito com combustível e manutenção das aeronaves. O mercado de aviação civil brasileiro é muito dinâmico. Se a gente notar, nos últimos 20 anos, diversas empresas quebraram e outras surgiram. É preciso muito investimento para entrar e se manter nesse mercado", frisa o economista, destacando que as empresas vivem constantemente buscando um equilíbrio econômico. "Em cada voo, há um número mínimo de assentos a ser vendido para que a operação seja viabilizada economicamente", completa.
Ascensão social impulsionou setor
Anos depois de descobrir o avião como um meio de transporte financeiramente possível, a classe C brasileira já o tem como recorrente e até como preferido. Afinal, o que é bom não se esquece e muito menos se deixa de lado, como bem lembra a agricultora Alzenir Colaço, 45. No ano em que o Ministério do Turismo (MTur) previu um aumento de 17,9% na intenção de voar pela população que mais ascendeu socialmente, Alzenir fez a primeira viajem de avião, no último mês de fevereiro, depois de eras pegando estradas para visitar a família no Pará. Hoje, não quer saber mais de andar de ônibus.
"Se eu puder, agora, vou toda a vida de avião. Foi um sonho realizado pra mim, é muito rápido e confortável", conta animada, ainda alheia às cadeiras apertadas, à falta de pontualidade e demais reclames daqueles que fazem uso deste tipo de transporte com mais frequência.
Alzenir atentou que voar seria mais vantajoso quando a sobrinha a alertou sobre as tarifas promocionais dos bilhetes, o que tornou a viagem de avião bem mais em conta financeiramente que passar dois dias inteiros dentro de um ônibus, tendo ainda de gastar com alimentação e outras eventuais despesas pelas estradas entre Fortaleza e Belém do Pará. A compra foi feita pela Internet, o que possibilitou a parte das irmãs combinar os dias que passariam juntas e, assim, irem e voltarem nos mesmos voos.
Mais passeios
Na companhia das irmãs e também da mãe, a agricultora passou sete dias na casa de parentes e já planeja uma nova visita ao mesmo destino. "Não tenho vontade de ir para outro canto, não. Não conheço ninguém. Vou para lá (Belém) porque tenho uma irmã e ficamos na casa dela", conta. Da próxima vez, se os planos de Alzenir derem certo, quem deve acompanhá-la nas poltronas do avião rumo ao Norte do País é o marido, também agricultor.
Preço importa e é crucial
Sabe-se que a compra com antecedência das passagens é uma orientação feita por todas as companhias aéreas aos clientes que buscam economizar. Quanto mais próxima a data da viagem e quanto menor a taxa de ocupação de voo, maior será o valor do trecho. E Alzenir já está atenta a isso.
"Tem que ver as passagens antes. Um tempo desse até vi uma (passagem) barata, mas não tinha quem fosse comigo e desisti", observa com prontidão sobre o principal e mais importante motivo que a fez largar o ônibus pelo avião: o preço.
Apesar de viver apenas com o marido depois que os dois filhos casaram e foram viver com as esposas na Capital cearense, Alzenir ressalta que não pode fazer extravagâncias nas despesas da família. Atualmente, está construindo uma casa no município de Ocara, localizado no Norte do Estado, o que a impede de gastar mais que o necessário.
É lá de Ocara que ela e o marido cultivam milho e feijão para o sustento dos dois, Com a renda, puderam pagar as parcelas da passagem que levou Alzenir ao Pará. O parcelamento, inclusive, foi o diferencial para a agricultora. "Quando terminou, eu já estava com vontade de viajar de novo. Minhas irmãs ficaram até brincando comigo, dizendo que eu tava muito avexada para viajar. Ora, se eu pudesse, vivia viajando", conta. (AOL)
Fluxo subiu 30,5% em quatro anos
Quem passou a viajar nos últimos quatro anos e, principalmente, quem já frequentava os aeroportos nordestinos antes e durante esse tempo vivenciou o que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) apresenta em números mensalmente. Nesse intervalo de tempo, só no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, o fluxo de passageiros cresceu de 3,2 milhões de pessoas para 4,28 milhões, o que representou um aumento de 30,56% no período.
Ao comparar o chamado movimento operacional de passageiros levantado pela Infraero em agosto de 2010, com a soma de embarcados e desembarcados contabilizada pela estatal para igual período deste ano, o terminal que mais teve expansão foi o de Teresina (58%), seguido por Aracaju (52,41%). Ou seja, duas das menores capitais do Nordeste foram responsáveis pelo maior aumento do número de passageiros.
Média de 20% nas demais
Nos já balados destinos, a média de crescimento no fluxo de pessoas girou em torno de 20%, como em Salvador, que passou de 4,99 milhões para 5,96 milhões de passageiros e fechou o período com alta de 19,33%. O mesmo aconteceu com Recife, que saltou de 3,85 milhões para 4,72 milhões, um incremento de 22,58%. João Pessoa chegou a ter uma expansão de 38,81% em quatro anos na movimentação de passageiros. Em São Luís e Maceió, os crescimentos foram de 39,98% e 30,63%, respectivamente. O único que apresentou retração no número de passageiros foi o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Natal, com queda de 34,18%. (AOL)
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FONTE:
DIÁRIO DO NORDESTE

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

COMPORTAMENTO

Comportamento: O espelho é a nova submissão feminina


“Apesar de todas as conquistas, continuamos machistas”, sustenta a historiadora Mary Del Priore, autora de Histórias Íntimas, entre outras três dezenas de livros sobre temas que envolvem a condição da mulher na sociedade

“Antes, queríamos ser perfeitas donas de casa. Hoje, estamos escravas do corpo, do modelo Barbie de beleza. No fundo, a fonte da nossa satisfação continua a mesma: ser um objeto de desejo masculino”.

A obrigação de ser uma dona de casa exemplar foi substituída pela obrigação de ser impecável, acredita Mary.
“As mulheres se tornaram escravas do espelho”.
Mary lembra que o “padrão Barbie” reproduz a estética das prostitutas francesas que desembarcaram no Brasil no século XIX: loiras, altas, com seios fartos e magras.
“Um tipo de beleza que destoa da nossa cultura, da chamada morenidade”, explica a historiadora.
“A miscigenação criou mulheres mais baixas, curvilíneas. Ter como objetivo a Barbie destroça a auto-estima. Não é a toa que o Brasil é o segundo país do mundo em cirurgias plásticas. Estamos sacrificando nossa identidade física”.

Para Mary, o culto à imagem é uma nova forma de submissão.
“No decorrer do século, a brasileira se despiu nas revistas e nas praias, mas acabou cobrindo o corpo de creme e silicone”, repete.
“A beleza não é mais vista como um conjunto de qualidades que incluem a elegância, o olhar, o charme. A exigência completamente esquizofrênica de um padrão único de beleza aparece ao mesmo tempo que as academias de ginástica, nos anos 70. No passado, a velhice era um sinal de sabedoria. Hoje, o corpo causa ansiedade e frustração”.

Fonte

No decorrer deste século, a brasileira se despiu. O nu, na tevê, nas revistas e nas praias incentivou o corpo a se desvelar em público. A solução foi cobri-lo de creme, colágeno e silicone. O corpo se tornou fonte
inesgotável de ansiedade e frustração. Diferentemente de nossas avós, não nos preocupamos mais em salvar nossas almas, mas em salvar nossos corpos da rejeição social. Nosso tormento não é o fogo do inferno, mas a balança e o
espelho. É uma nova forma de submissão feminina. Não em relação aos pais, irmãos, maridos ou chefes, mas à mídia. Não vemos mulheres liberadas se submeterem a regimes drásticos para caber no tamanho 38? Não as vemos se
desfigurar com as sucessivas cirurgias plásticas, se negando a envelhecer com serenidade? Se as mulheres orientais ficam trancadas em haréns, as ocidentais têm outra prisão: a imagem.

Fonte

--
Publicada por Dama da Noite em Dama da Noite a 10/24/2011 11:00:00 AM 

FONTE: http://groups.google.com/group/piadolandia/browse_thread/thread/457a66444081dcbe

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